segunda-feira, janeiro 22, 2007

O ESCÂNDALO DO MST - O CONTRADITÓRIO


Noticia publicada hoje no Diário Económico. Sem comentários :

"
Estado assumiu triplo dos encargos iniciais previstos com câmaras do Seixal e Almada .

Na auditoria hoje divulgada, o Tribunal de Contas (TC) adianta que os custos do Estado no protocolo celebrado no âmbito do Metro Sul do Tejo (MST) com as autarquias de Almada e do Seixal triplicaram face ao inicialmente previsto.

Nuno Miguel Silva

Além dos encargos de 265 milhões que o Estado assumiu (num custo total inicialmente previsto de 320 milhões de euros), o Estado português, logo na data da assinatura do contrato de concessão, em 30 de Julho de 2002, celebrou um segundo protocolo para a cooperação técnica e financeira entre o Estado concedente e os municípios de Almada e Seixal, que gerou um “agravamento do dispêndio para o Estado”.

Enquanto no protocolo inicial, o Estado pagava 1,9 milhões de contos (na primeira fase), ou seja, 9,4 milhões de euros, através de fundos comunitários (…), o montante que passou a ser comparticipado pelo Estado cresceu para 26.065.259 milhões de euros, ou seja três vezes mais 300%!”, critica o TC.

O organismo presidido por Guilherme d’Oliveira Martins acusa ainda o Estado de não ter acautelado a posição dos contribuintes ao descurar a missão de fiscalização e ao assumir a quase totalidade dos riscos, pelo que “este contrato não configura, pois, uma verdadeira concessão, em PPP [Parceria Público-Privado] pela eliminação, para com a concessionária, do risco ligado à exploração do serviço, bem como, pelos elevados riscos que impõe ao Estado, o que poderá conduzir a uma derrapagem significativa do valor inicial da comparticipação contratualizada para as infra-estruturas de longa duração”.

O Metro Sul do Tejo foi inicialmente pensado há 20 anos e a sua primeira fase, numa extensão de 13,5 quilómetros, só está fisicamente executada em 70% (em cerca de nove quilómetros). Nesta primeira fase, estava previsto efectuar-se a ligação entre os concelhos de Almada e do Seixal (Cacilhas-Corroios- Pragal e Cacilhas – FCT/Universidade Nova), mas a sua concretização tem sido sucessivamente adiada porque têm existido entraves por parte da Câmara Municipal de Almada para disponibilizar os terrenos que permitam concluir esta parte do traçado.

Posteriormente, numa segunda fase, a linha será estendida até ao Fogueteiro, e numa terceira fase prevê-se a ligação do Fogueteiro ao Seixal e Barreiro, o dará ao MST uma extensão total de 28 quilómetros.

O atraso global do empreendimento [nesta primeira fase] é de cerca de dois anos e três meses, se considerarmos como certa a data final da obra, prevista para o primeiro trimestre de 2008”, alerta o TC.

O MST, que deveria servir uma população de 2,8 milhões de passageiros e gerar uma procura máxima de 90 mil passageiros diários, já passou pelas mãos de oito ministros, três secretários de Estado e três encarregados de missão."
______________________________________________
Aqui (clique) outra leitura sobre a posição dos residentes na Ramalha.


Ainda no Diário Económico mais isto sobre este escândalo Nacional. Continuam ainda a fazer crer que tudo isto é invenção e que engolimos as mentiras dos eleitos CDU, os grandes tresponsáveis por este estado de coisas ?

Um projecto fundamental para a mobilidade a sul e para a redução da poluição pelo tráfego urbano está a ser manipulado pela Câmara de Almada de uma forma vergonhosa e dispendiosa. Vamos pagar 3 vezes pelo mesmo, e possivelmente mais 68 milhões de indemnizações à concessionária...para já!!!

"
Auditoria do Tribunal de Contas volta a arrasar empresa de transportes 2007-01-22

Concessionária do Metro Sul do Tejo pede 68 milhões de indemnizações ao Estado

O reequilíbrio financeiro solicitado pela concessionária do Metro Sul do Tejo (MST) ao Estado português ascende a cerca de 68 milhões de euros, revela a auditoria do Tribunal de Contas (TC) efectuada àquela empresa de transportes e hoje divulgada.

Nuno Miguel Silva

“Relativamente a estas reclamações feitas pela concessionária, a comissão de acompanhamento efectuou já uma primeira análise global, que sendo provisória, não reflecte ainda qualquer princípio de acordo com aquela, mas tão só uma primeira estimativa total das suas solicitações”, refere a auditoria do TC.

Destes 68 milhões de euros da concessionária do MST, liderada pelo Grupo Barraqueiro, em meados de 2006, “somente se encontravam em condições de ser aceites pelo Gabinete Metro Sul do Tejo, cerca de 1 134 089 euros”.

“No que respeita às restantes verbas que, aliás, representam a maior fatia, verificava-se que estas se encontravam ainda a ser objecto de negociação com a comissão de acompanhamento; não sendo ainda previsíveis os montantes a despender pelo Estado, parece evidente existir uma grande pressão financeira sobre aquele e a necessidade bem negociar; tudo como atrasos não justificáveis nas obras do MST”, conclui o TC.

O MST tinha um custo inicial previsto de 320 milhões, dos quais 265 milhões da responsabilidade do Estado e 55 milhões a expensas da concessionária."

domingo, janeiro 21, 2007

UM EXERCÍCIO DE HUMILDADE


Há uma postura da parte dos eleitos CDU , quer para com os eleitos (ou não) pelos outros partidos, quer para com os cidadãos desta margem, que é a de que foram legitimamente eleitos por escrutinio directo e universal (o que ninguém põe em causa) e por essa ordem de ideias, mandam, querem e podem sem terem que dar muitas explicações (normalmente não dão nenhumas).

Esta última postura é para além de muito pouco democrática, tudo menos humilde. E a humildade é exactamente o oposto da postura que "recusa o desordenamento da margem sul" (Alfredo Monteiro dixit.), que recusa as criticas de orientação do desenvolvimento, que recusa outras pistas para o desenvolvimento que recusa a discussão e que acima de tudo e a todo o custo o que pretende é a manutenção e a garantia do PODER!

E seria a humildade a postura que seria a mais correcta para , uma força politica que elege gente de tão má qualidade intelectual e visionária, uma força politica que tem tão pouco ambiciosos plafonds de qualidade de vida para os seus cidadãos, uma força politica eleita por tão pouco (em termos relativos).

Sobre este último ponto gostaria de relembrar que embora em maioria , a CDU é eleita por um escasso número de votos, relembra-se caso a caso, por mero apelo a uma maior humildade por parte da CDU na sua postura perante os cidadadãos, os resultados eleitorais da últimas autárquicas olhando de uma forma mais abrangente e enquadrada dos números:

ALCOCHETE

- Em Alcochete há 11066 eleitores.
- PCP/CDU teve 3136 votos (28,3 % em relação ao número de eleitores).
- Outras forças total 3371 votos
- Abstenção 4286 cidadãos (38,7%)

ALMADA

- 141.360 eleitores
- PCP/CDU teve 28799 votos (20,3%)
- Outras forças total 35469 votos
- Abstenção 73317 cidadãos (51,87%)

BARREIRO

- 71575 eleitores
- PCP/CDU, 15995 votos (22,3%)
- Outras forças , 20911 votos
- Abstenção 33064 cidadãos (46,19%)

MOITA

- 52582 eleitores
-PCP/CDU, 13939 votos (24,6%)
- Outras forças, 12917
- Abstenção 28553 cidadãos (50,56%)

SESIMBRA

- 33162 eleitores
- PCP/CDU, 5576 votos (16,8%)
- Outras forças 10212
- Abstenção16274 cidadãos (49,07%)

SEIXAL

- 116478 eleitores
- PCP/CDU 24293 votos (20,8 %)
- Outras forças 26889
- Abstenção 62177 cidadãos (53,36%)

SETUBAL

- 94094 eleitores
- PCP/CDU 18655 votos (19,8%)
- Outras forças 25517
- Abstenção 47909 cidadãos (50,92%)

Percebem porque alerto para a falta de humildade na legitimidade da aplicação de politicas que não são consensuais por parte da CDU, percebe a oposição porque não deve nem tem que ser tratada com sobranceria por estes "eleitos", mas não "OS ELEITOS" , percebe a oposição porque razão os cidadão esperam de si uma verdadeira oposição e não o arrastamento para politicas orientadas pela CDU ? Percebe a CDU que não é detentora da verdade absoluta, nem mandatária da vontade da maioria da população?

Mais grave é o incumprimento de promessas eleitorais, as obras inacabadas e os negócios que não foram nem anunciados, nem muito menos escrutinados, muitos deles financeiramente desastrosos para as futuras gerações que é quem verdadeiramente vai pagar a factura.

sábado, janeiro 20, 2007

COMPLEXOS









A ideia construída numa realidade inventada.

O Dossier cidades do DN/TSF tem finalmente amanhã a sua imperdivel apresentação radiofónica (TSF 11h) , a publicação ontem da versão impressa revelou a justeza da nossa análise aqui descrita no último post do que percepcionámos na quarta-feira em Almada. Considerando mesmo que fomos demasiado benévolos na apreciação.

Quem hoje aqui vos escreve foi nascer a Lisboa, na altura não havia Ponte que unisse as margens, e o hospital de Almada era nas trazeiras da Câmara. Esta ida pueril mas inevitável a Lisboa foi um “acidente” no percurso de uma vida a-sul onde sempre aqui estive. E lamento o que diáriamente o homem destrói do que foi criado pela natureza há milhares de milhões de anos.

Sempre tive orgulho e reconhecimento por este fabuloso e único espaço geográfico e histórico com algumas das melhores praias do mundo, paisagens singulares e diversas, uma Serra em fundo e junto a um estuário único onde havia ostras e ainda resistem alguns flamingos.

Descobri porém, só hoje, algo desconcertante, mas como vem da boca da autarca de Almada, só pode ser verdade, descobri que há “um estigma da Margem-Sul”, um "estigma" por viver na Margem Sul, um "estigma" por ter nascido na Margem Sul...

Sim, senhores e senhoras, meninos e meninas , nós renegados da Margem-Sul, vivemos sob um “estigma” do qual não nos livraremos, a menos que sigamos as soluções milagrosas da líder, da senhora autarca. Exijamos um governo regional, claro que chefiado por tão lucidas e progressistas figuras , uma teia de autoestradas e muita construção de forma a confudir o Sul com o Norte, o Norte com o Sul numa amálgama única sob o tal poder único...só então, o progresso! E o exorcismo do "estigma!

Confesso que vivi todos estes anos na ignorância desse “estigma” , e fazendo uma auto-análise, não descobrindo em mim ou noutros que me rodeiam esse “estigma”, duvido, e ponho a hipótese de que a senhora autarca possa estar enganada ou ser vitima de um qualquer complexo vulgarmente conhecido por saloíce (sem ofensa para os habitantes da região saloia).

A verdade é que o que temos é autarcas que têm o “estigma” de ser autarcas da Margem Sul, e o nosso “estigma” será mais própriamente por acréscimo , não o do espaço geográfico, mas o de termos como detentores do poder gente que não está nem qualificada para o seu desempenho , nem de corpo e alma nestes referenciais geográficos tais quais são, únicos e irremediávelmente na Margem Sul do Tejo.

Alfredo Monteiro, um homem de Coruche, confirma este “estigma autárquico”, este frete partidário que é ser autarca da outra banda (transformando o Seixal no paraíso dos condominios fechados) , este autarca de origens distantes e rurais , quer ignorar a existência de duas margens como quem ignora o dia e a noite, o frio e o calor, o preto e o branco, Alfredo quer fundir tudo numa grande amálgama metropolitana num modelo certamente inspirado em quê setôr? S.Paulo ? Cidade do México? Bombaim?

A ideia também de uma grande metrópole, “regionalista” (com Lisboa na sua órbita? Com Muro de Berlim a envolver? ) é reforçada, como poderia deixar de o ser, por Maria Emilia (outra outsider) , que também curte assim, a “cidade das duas margens com o Tejo como centro” , a declaração mais risivel da noite, vinda destes estigmatizados autarcas, é dela também que vem, “ enquanto o centro do país estiver no Terreiro do Paço nós estamos cada vez mais longe” esquecendo que o Terreiro do Paço é ali, à nossa vista onde passamos todos os dias, caindo por terra uma ideia feita de um pensamento provinciano.

A Margem Sul é cada vez mais um espaço de felicidade inventada e condominio fechado ao ambiente e aos problemas sociais, numa redoma de demagogia e controle milimétrico dos cidadãos , controlando também a imprensa, influindo até , via partidária, nos meios nacionais de comunicação com o único fim de manter o Partido, a sua estrutura e a sua teia de influência. Tudo o resto é secundário num mar de problemas que se escamoteias e onde se cala quem ousa denunciar, mas os problemas estão aí, são reais e não vão podê-los esconder para todo o sempre :

- O corte indiscriminado de sobreiros, a poluição atmosférica, a poluição dos aquíferos, a destruição de habitats, os esgotos não tratados , a expansão urbana descontrolada, as alterações à la carte REN e RAN, os PDM's de "segunda geração" e máxima betonização , os meios de transporte não poluente e ciclovias, aproveitamento de energias alternativas, a erosão costeira , os danos no sapal de Corroios as florestas...

________________________________________________

O leitor "ambiente 25 " pede para denunciar e alertar as autoridades para as construções em zona protegida na Fonte da Telha, curiosamente existia naquele local um pequeno empreendimento turistico exemplar que foi ocupado e destruído no PREC , tal como outras estruturas hoteleiras , MUXITO por exemplo , acabando com quaisquer desejos de transformar a Margem Sul num destino turistico de qualidade:

FOTO 1, FOTO2, FOTO3, FOTO 4

sexta-feira, janeiro 19, 2007

A ESTRATÉGIA DA ARANHA













Horas antes do debate sobre a Margem Sul em Almada, o blogue situacionista
"Banheirense" , publicava o seguinte:

" Frases como “Cresceram espontaneamente” ou “Cresceram desordenadamente como zonas dormitório e não mais conseguiram abandonar essa imagem” aplicam-se na perfeição à nossa terra, mas do “caos urbanístico” já discordo, porque apesar de não ser o desejável, estamos longe do caos que se verifica por outras paragens." e ainda " O boom urbanístico e o demográfico não foram integrados, em parte, devido às autarquias, mas também "por responsabilidade do poder central, que colocou dificuldades à descentralização".

ou também :

"
Como nota final, direi que falta abordar o problema do trânsito local e estacionamento, que na Baixa da Banheira começa a ser um problema relevante, e sobretudo a mobilidade dentro da própria Margem Sul, especialmente entre os eixos Almada/Seixal e Barreiro/Moita/Montijo/Alcochete. O Metro poderá vir a aliviar este panorama, mas a demora na sua chegada aos concelhos do Barreiro e Moita promete prolongar-se por anos, e da ponte Barreiro-Seixal nem sinal"

Sendo este blogue alimentado por destacados elementos , eleitos locais pelo PCP, e tendo a discussão sido orientada exactamente nestes vectores nele anunciados: - Desresponsabilização CDU > Negação do caos urbano > Teoria de que há pior > Ênfase à mobilidade (mas recusando responsabilidade no MST) .

Poderemos considerar que não seria dificíl à oposição, desmontar esta farsa, pois havia nitidamente uma estratégia do PCP para tal debate, estratégia essa denunciada descaradamente .


Quanto à oposição , pensar que o PCP não instrumentalizaria e não prepararia milimétricamente (Emilia e Alfredo) tal debate, é demasiado ingénuo, terem-se demitido mais uma vez de responder à altura, não estranhará, mas o que é de uma gravidade extrema é a instrumentalização que o Diário de Noticias e TSF permitiram.

- Como é que permitiram a fuga a questões como o ambiente, o corte indiscriminado de sobreiros, a poluição atmosférica, a poluição dos aquíferos, a destruição de habitats, os esgotos não tratados , a expansão urbana descontrolada, as alterações à REN e RAN, os PDM's de "segunda geração", os meios de transporte não poluente e ciclovias, aproveitamento de energias alternativas, a erosão costeira , as florestas...???

Como foi isto tão ostensivamente ignorado? Como foi isto possivel ?


- Como é que o Governo se faz representar por uma Secretária de Estado dos Transportes e não por um Secretário de Estado do Ordenamento do Território ?

-Como é que estavam empresas de transportes e não estava nenhuma organização ambientalista ?

Como pode um trabalho jornalistico (deontológicamente irrepreensivel e isento) ter uma tal promoção (porque não foi transmitido em directo pela TSF como estava anunciado?) ter atrás de si instituições mediáticas como o DN , a TSF e serem tão
naives na sua feitura ?

Será que de tão inocente não era tudo isto descaradamente anunciado ?

E será que tinha mesmo de ser assim?

quinta-feira, janeiro 18, 2007

BALANÇO E NEGAÇÃO














1991
2001
Val. Abs.
Val. Rel. (%)
Alcochete 10169 13010 2841 27.9
Almada 151783 160825 9042 6.0
Barreiro 85768 79012 -6756 -7.9
Moita 65086 67449 2363 3.6
Montijo 36038 39168 3130 8.7
Palmela 43857 53353 9496 21.7
Seixal 116912 150271 33359 28.5
Sesimbra 27246 37567 10321 37.9
Setúbal 103634 113934 10300 9.9

Os números acima valem o que valem, para um qualquer país europeu, de demografia estabilizada, representariam um aumento brutal numa década. Se paralelamente colocássemos fotografias aéreas dos mesmos concelhos, observar-se ía um aumento exponencial da área construída, aumento esse, anárquico e em "mancha de óleo" ocupando o que eram espaços naturais.

No debate de ontem à noite, isso mais uma vez foi negado pelos responsáveis autárquicos, a teoria do oásis a sul do Tejo só não é melhor por causa do malfadado poder central e de não existir, um governo regional, leia-se, um governo do PCP a sul do Tejo. É o velho tique da coutada que acham sua , um país à parte , vá-se lá saber porquê.

O resto, bom o resto foi um esgrimir de argumentos de desresponsabilização, a negação do caos e do boom de construção e lógicamente, a rejeição da falta de planeamento (tão acérrimamente contestada por Maria Emilia). Para Alfredo Monteiro os numeros acima representam outra coisa ( parece que a fixação de eleitorado) , claro que em tudo sem comparação possível com a Margem Norte, a teoria do paraíso no seu melhor.

Por outro lado (o do governo) , a politica do alcatrão, estradas, o metro que não anda nem desanda, terceira travessia sobre o Tejo...

Nada de novo portanto, nenhuma surpresa, o resto do diálogo, até onde éra passível de ser seguido pelo cidadão trabalhador, continuou e esgotou-se na análise da rede de transportes e na mobilidade. Para trás ficaram os temas mais delicados para as autarquias como o ambiente, e qualidade de vida , depois de como anteriormente foi acautelado os autarcas negarem a evidência, recusando a acusação de massificação urbana e muito menos de estarem a aplicar e repetir modelos esgotados .

Perdeu-se mais uma hipótese de debate e análise séria dos problemas da margem sul que vão muito além dos movimentos pendulares casa-trabalho-casa.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

MARGEM SUL - O DOSSIER DN









O Diário de Noticias presenteou-nos hoje, a propósito do “debate” de logo á noite, com o seu dossier cidades dedicado à Margem Sul. O tom que retirámos da sua leitura leva a temer o pior para o programa da noite em colaboração com a TSF e com transmissão para todo o país. Teme-se que seja mais uma ocasião perdida e truncada do que deveria ser um debate abrangente, alargado e isento da realidade da Margem Sul.

Ao trazer para primeira página do jornal o título falacioso de que “Oferta cultural da Margem Sul já concorre com Lisboa” dá-se o mote para se branquear e diluir outros factores e outras leituras, pouco objectivas e superficiais sobre a realidade que todos partilhamos.

Só vagamente se ultrapassou o velho mito de que o problema urbano da margem sul está na Ponte então Salazar e nas décadas de 60 e 70, todos sabemos que daqui, nada mais falso (o Seixal tem duplicado os seus habitantes a cada dez anos) , pois é nas décadas de 80 e 90 que o caos se instalou e a densificação assentou arraiais. Do trabalho (em que o concelho da Moita ficou esquecido ? ) salvaram-se nomeadamente as declarações da Arquitecta Leonor Gomes.

O resto é pouco mais que um retalho de faits divers, ideias feitas e propaganda autárquica (cheia de justificações à Calimero) feita por quem “não conhece esta realidade”, que tentou agradar a Gregos e Troianos, ou que com a cumplicidade do governo sabe muito bem o que está a fazer, veremos esta noite o desempenho da Senhora Secretária de Estado...

terça-feira, janeiro 16, 2007

DEMOCRACIA FAZ DE CONTA














Subscrevo o comentário abaixo aqui deixado por um leitor. Há muito que aqui neste espaço é denunciado que na Margem Sul funciona um arremedo de democracia que tem como objectivo perpetuar no poder quem nele se instalou de há trinta anos a esta parte.

Só não será desta opinião quem ainda é virgem na participação civica , ou nunca tentou utilizar mecanismos que a lei e a Constituição permitem, ou se se tem limitado a dizer sim a todas as decisões que vê serem tomadas na polis, se porventura alguma vez discordou e fez alarde desse descontentamento sabe do que falo, se alguma vez participou numa consulta publica sabe do que falo, se subscreveu algum abaixo assinado sabe do que falo, se é alguém que "levanta problemas" sabe do que falo, se é alguém que pugna pela defesa ambiental em deterimento dos negócios de alguns...sabe do que falo, se já pretendeu contestar uma decisão autárquica em sessão de Câmara, sabe do que falo...

Pelos vistos não sou o único a partilhar dessa opinião, passo a citar, agradecendo a participação do anónimo autor:


"Não deixa de ser curioso o facto do Partido se desdobrar em iniciativas que mimam a participação popular ao longo de todo o distrito. Sejam as Opções Participadas no Barreiro ou o Fórum MST em Almada todas elas visam branquear uma mentira: o cidadão tem influência nos destinos da sua autarquia para além do exercício do direito ao voto.Não tem. No caso desta iniciativa que irá decorrer no Romeu Correia fá-lo-á até com a cumplicidade do Governo ( futura Ministra ?)e sob o patrocínio dos agentes económicos.

O Partido descobriu uma maneira de estancar a sangria eleitoral em meio urbano e não olha, como nunca olhou, a meios para atingir os fins que pretende. Ao nível nacional, desembaraçou-se de alguns intelectuais – não em demasia, pois a sua presença confere respeitabilidade – e regressa com alarde ao seio do operariado e do Povo em geral.

Ao nível local criou as Cidades Da Participação, onde a lógica que preside à sua administração não é a de cumprir a Lei e realizar as iniciativas nela previstas quando se trata de auscultar os Munícipes ou as “mal-afamadas-e-redundantes-entidades-exteriores-ao-município” quando se pretende fazer avançar este ou aquele projecto, mas sim de as evitar a todo o custo substituindo-as por um fórum de participação devidamente formatado e por um ou outro parecer jurídico, geralmente subscrito por eminente jurista-primus-inter-pares, que ateste da desnecessidade em promover as pertinentes consultas públicas ou a recolha dos pareceres favoráveis de outras entidades públicas de que a legislação em vigor faz depender o sucesso dos diversos processos administrativos de licenciamento.

Se há, de facto, zonas do licenciamento administrativo a cargo das autarquias que são críticas são exactamente estas: o momento em que se decide realizar ou não uma consulta pública – onde se esvai, na óptica de alguns caciques, o efeito surpresa pela entrada no domínio do conhecimento público do “que se vai fazer e onde” – e o momento em que se inicia a via dolorosa de consulta aos técnicos especializados das tais entidades exteriores aos municípios (CCDR’s, DGOTDU, Ministérios, outras Câmaras , REN, APL, etc.).

Junte-se a isto a falta de Transparência dos Serviços, causada pelos entraves colocados a satisfação dos pedidos de consulta a processos administrativos ( sejam eles de licenciamento ou até aos próprios processos internos das Câmaras de revisão dos instrumentos de gestão territorial -que são de LIVRE ACESSO- formulados pelos munícipes em que, como bem o demonstra a jurisprudência de entidades como a CADA há casos kafkianos e até anedóticos de Câmaras e Assembleias Municipais que negam aos munícipes o acesso às próprias deliberações desses órgãos ... redimindo-se depois em correrias loucas para a Provedoria de Justiça e para a comunicação social onde fazem o habitual papel de vestais desonradas ) .

Junte-se, também, a crónica mania Lusitana de cada dirigente se achar dono da divisão ou departamento que dirige e exercer o intimidatório poder disciplinar sobre funcionários subalternos de diferente opinião e vejam se temos ou não uma grande aldrabice a desfilar perante os olhos dos nossos incautos concidadãos.

Já temos a Empresa Na Hora e o Investidor Mais para gáudio dos agentes económicos.
Já temos a promessa de transferência de mais competências para as autarquias para contentamento quer dos Governantes quer dos Autarcas.

Só não temos é aquilo a que temos direito: ser informados com rigor no momento próprio.

1/16/2007 04:39:58 PM"

segunda-feira, janeiro 15, 2007

MARGEM SUL, O DEBATE


Realiza-se na próxima quarta feira às 21.30 no Forum Romeu Correia em Almada, um debate programa radiofónico com o patrocinio da TSF sobre a Margem Sul. Estarão presentes autarcas desta banda , numa iniciativa aberta ao público.

Apela-se a uma presença empenhada quer da oposição nestas autarquias, quer do público em geral, sob o perigo desta iniciativa se vir a tornar mais uma sessão de propaganda industriada pelo PCP, no sentido de ser escamoteado o descontentamento e o desagrado pela forma como estas autarquias são geridas e a péssima qualidade de vida urbana que se tem construído nos últimos trinta anos.

É uma altura única para serem trazidas a terreiro este ultimo ano de legislatura (e os anteriores) e a inércia, as obras prometidas antes das últimas eleições e entretanto paradas, o escândalo que é o boicote ao avanço das obras do Metro Sul do Tejo, a Sintrização da linha Fertagus , o Centro de Estágios da Caixa Geral de Depósitos, as revisões dos Planos Directores Municipais (com mais carga de população e construção) , a massificação urbana do Tejo á Costa Atlântica e o caos urbanistico quer habitacional quer industria.

É uma boa altura para ser revelado ao país os problemas de poluição, a descontaminação urgente dos terrenos da Siderurgia e o esquecimento dos terrenos da área gigantesca ocupada pelos areeiros abandonados, o aterro sanitário, a antiga SPEL ("fábrica da pólvora") e os problemas com os aquíferos onde á captada a água para abastecimento público.

É uma boa altura para ser explicada a destruição de uma zona de sapal em Corroios e onde se instalou ilegalmente uma aquacultura, os esgotos despejados directamente no Tejo ou desmantelamento de navios na Moita que mesmo depois de fechada a Lisnave e a Parry & Son , os dois grandes estaleiros) continua a ser um foco de poluição que impede por exemplo a reimplantação da cultura de ostras que podia ser uma enorme e sem concorrência fonte de rendimento para a região e para o país.

É uma boa altura para escalpelizar porque razão no actual trabalho editado pelo Expresso, as cidades de Almada, Seixal e Barreiro partilham tão más avaliações sobre o nível de qualidade de vida oferecida aos seus cidadãos, e porque evoluíram estes concelhos (menos o do Barreiro que regrediu) para situações de uma explosão urbana incontrolável e desregrada, com milhares e milhares de casas à venda sem comprador, mas com nova construção a ser construída a um nível alucinante e arrazando tudo o que é espaço verde, mas com as mesmas acessibilidades de há vinte anos atrás.

É também uma altura para pôr em causa a nova politica urbana de condominios fechados, na Quinta da Trindade, na Quinta do Outeiro e nos Capuchos sobre a falésia protegida.

É também uma boa altura para explicarem a vergonha do cemitério do Feijó, a suburbanização e terceiro mundo instalado na Costa da Caparica, o tráfico de influências generalizado e a subserviência aos grandes grupos de construção e distribuição e a certidão de óbito que passaram ao comércio tradicional.

É também uma altura para se denunciar a forma pouco democrática como a cidadania é vivida nestes concelhos, na mordaça que paira sobre a imprensa local e sobre a instrumentalização com que obras públicas e meios de comunicação (oficiais) autárquicos são utilizados como meios de propaganda.

Espera-se pois a participação viva e empenhada de todos, relembro, Quarta-feira , 21.30h , Forum Romeu Correia em Almada.

domingo, janeiro 14, 2007

O "RANKING" EXPRESSO DAS CIDADES - MARGEM SUL NOS PIORES LUGARES















O semanário Expresso publicou no seu suplemento revista da passada semana , um comparativo de 40 cidades portuguesas. Esse ranking, um trabalho jornalistico, assentou a sua análise e o seu ordenamento, num conjunto de 20 critérios de observação. a cada um desses critérios era atríbuída uma pontuação de 1 a 100.

Cada uma das cidades poderia ter atingido, a pontuação máxima de 2000 pontos (100x20).

Os critérios em análise eram os seguintes; acessibilidades ; sinalética; fluidez de tráfego ; oferta cultural: espaços verdes; qualidade urbanistica ; comércio; relação com a água e a paisagem; equipamentos desportivos, estacionamento; segurança; animação nocturna; alojamento turistico; restauração; equipamentos sociais; património; governança e cidadania; capacidade de atracção estudantil; desempenho económico; qualidade dos espaços públicos.

Das 40 cidades analisadas, temos quatro cidades da Peninsula de Setúbal, são elas, Setúbal, Almada, Seixal e Barreiro. O seu ordenamento no ranking das quarenta cidades foi ordenado pela ordem atrás descrita, estando Setúbal a meio da tabela (19º lugar), nas restantes a posição é reveladora dos factos, des criticas e da análise feita no A-Sul, um verdadeiro descalabro, temos assim, Almada (34º lugar) , Seixal (37º lugar) e Barreiro (39º lugar).

Sobre as pontuações absolutas na totalidade dos critérios (2000 pontos possíveis), Setúbal teve 1060 pontos, um "dez á rasquinha" se estivessemos no sistema escolar , enquanto as outras se revelaram maus alunos, muito maus mesmos, Almada (895 pontos) um mediocre , e depois ainda pior , o Seixal (850 pontos ) "oito e meio" e Barreiro (830 pontos).

Os critérios de aferição deste interessante trabalho são-no em referências puramente nacionais, o que nos levaria à vergonha se estivessemos perante os critérios de referência de cidades equivalentes na Europa. Exactamente comprovando o que temos aqui referido ao longo dos anos no A-Sul e sistemáticamente negado pela mediocridade dos envolvidos na gestão do território.

Curiosamente, das autarquias de Península de Setúbal, a cidade com melhor desempenho , Setúbal, viu a presidência da sua autarquia demitida pelo partido pela qual foi eleita, levando a crer que é objectivo da CDU a Sul do Tejo, promover não, a qualidade, mas a mediocridade, pois nos piores classificados não foi levado em consideração a avaliação de MAU desempenho acontecido em Almada, no Seixal ou no Barreiro.
_______________________________________________________

Relembro o nosso e-mail para os que nos têm contactado no sentido de algumas confidências que a caixa de comentários não permite : pontoverdesul@hotmail.com

sábado, janeiro 13, 2007

O LIXO NO LIXO - TRINTA ANOS PERDIDOS









A Ultima campanha da Câmara do Seixal com a “pedagogia do lixo” é meritória , sobretudo porque é uma das poucas vezes que aqueles outdoors não servem só para propaganda , apesar de o conteúdo desta ter pontos em comum.

O que é pena e nos mostre o atrazo em que ainda estamos da Europa e de alguns municipios nacionais, mesmo estando a escassos minutos da capital, é que ainda estamos no ponto do “Não deite o lixo na rua” , ou seja tem-se perdido todos estes anos esquecendo o básico, e ainda aí estamos, enquanto noutros municipios se criam Parques Ecológicos e se protegem paisagens, aqui pelo Seixal estamos ainda no “não deite o lixo para o chão”...

É também pena que a autarquia tenha alegadamente uma dívida de há dois anos a esta parte com a AMARSUL, o que não será própriamente a forma mais correcta de implementar politicas sérias e sustentadas ao nível da recolha de lixos para aterro sanitário e de reciclagem e reutilização do que é passivel de o ser, aproveitando a adesão dos cidadãos à reciclagem que tem crescido exponencialmente.

Sobre a campanha própriamente dita, espera-se é que não seja só uma campanha pontual para mostrar lá no fundo uma politicamente correcta “preocupação ambiental”, cuja mensagem logo se perde. Pois que muitos são os sinais contrários que vêm da sede do municipio, construção desenfreada, destruição de paisagens e àrvoredo protegido, promiscuidade com construtores civis... afinal uma outra forma de lixo contra o qual não há nenhuma campanha institucional a ser posta em prática.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

RESISTIR - SOBREVIVER AO TOTALITARISMO







Com o novo ano, inauguraram-se as novas “Capitais Europeias da Cultura” . Tiveram este ano essa honra a cidade do Luxemburgo , no estado do mesmo nome e Sibiu na Roménia.

A Roménia, saída da órbita Soviética, acabou de entrar na Comunidade Europeia , assim, Sibiu assinalou neste passasr de ano e em simultâneo duas situações históricas. É uma cidade antiga que se pretende requalificar e colocar no mapa cultural da Europa, a requalificação assente sobretudo no seu centro histórico e na muralha medieval.

Se o desejo das autoridades comunistas ao tempo do ditador Ceausescu tivesse cumprido a sua ideia de “desenvolvimento” , Sibiu não seria certamente “Capital Cultural da Europa”, pois foi o fim do Comunismo que salvou a sua arquitectura, pois durante os anos oitente, Nico Ceausescu (filho do ditador Comunista no poder) tinha um grande projecto , e esse projecto era nada mais nada menos que substituir a parte antiga da cidade por um moderno complexo habitacional... felizmente que o projecto se atrazou e entretanto aconteceu a queda do regime.

Será que esta história pode ser transposta para a Margem Sul?

Penso que sim , há hoje , por cá, uma esquizofrenia que trabalha a contra-relógio para betonizar todo o espaço verde , todo o espaço livre , na Margem Sul.

Parece que o Mundo acaba amanhã e a Margem Sul será como que uma "jangada de pedra" salvadora onde meio Portugal e todos os desabrigados se vêm alojar. Ou então é um porto que dá abrigo a tudo o que é pato bravo operando em território nacional e Espanha, uma vez que as multinacionais do sector já por cá assentaran arraiais (veja-se a Quinta da Trindade no Seixal).

À semelhança da pequena cidade romena que resistiu aos impetos de demolição do filho do ditador, chegou na Margem Sul, o momento em que há que constituír um movimento de resistência para parar esta barbárie, este totalitarismo do betão, sob pena de se o não fizermos estamos a curto prazo a permitir que esta região se torne inabitável e irrecuperável.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O SPRAY DA CENSURA











Continua a haver no Seixal um crónico desrespeito pela democracia e pela liberdade de expressão , isso seria certamente mais visivel se houvesse uma mais efectiva “posição” no terreno e no dia a dia, por parte da oposição, estabelecendo um diálogo permanente com a população, não acontecendo isso, uma vez, a única presença e omnipresença visivel nas ruas, fora das campanhas eleitorais é a campanha diária da Câmara à Maioria que a gere e a do PCP (365 dias por ano e a cada esquina) o que em termos de pluralismo deixa muito a desejar, fazendo até parecer que só há espaço para uma opinião, para uma única posição, e nenhuma outra alternativa.

A unica excepção de presença politica fora da época eleitoral, por parte da “oposição” são estes cartazes da JSD (na imagem) que são de imediato vandalisadas ao ponto de essa força politica ter feito a presente campanha - “Podem vandalisar, mas não calar” – e eles próprios vandalizados da forma que a imagem documenta.

Este silenciar das vozes criticas (ou diferentes) é sintomático de um sistema politico pôdre, que funciona fora das regras da pluralidade democrática e que quando surgem vozes divergentes, quer da sociedade civil, quer de uma força politica que não o PCP, apontam todos os seus meios e todo o seu “arsenal” a essas vozes , calando-as, e com elas , as criticas que apontam.

A Margem Sul continua adormecida e manietada , numa longa ditadura instalada há trinta anos e assente numa teia de interesses e decisões cirurgicamente executadas no sentido de favorecer alguns, isso está bem apercebido no escandaloso , ruinoso e cheio de vaidade “à Ceausescu” - na construção das oficinas e dos futuros Paços do Concelho - por parte de quem domina a autarquia, nos negócios discricionários entre uma autarquia endividada e o maior construtor que assim repete a dose e o formato das instalações construídas para albergar as oficinas da Câmara do Seixal.

Com este negócio de "alugueres" e conjugação de interesses, a autarquia do Seixal fica na sua totalidade alojada em propriedades da firma A.Silva & Silva e funcionando para com este na relação inquilino / senhorio, num contrato muito vantajoso para o construtor, um senhorio único que recebe umas centenas de milhar de euros mensais garantidos, num negócio sem riscos, e quem sabe com algumas contrapartidas à altura... por muitos e largos anos!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

MAIS UM EXEMPLO DO NORTE







Sete anos depois da sua criação como Zona de Paisagem Protegida , e depois de um investimento de 1,1 Milhões de contos, a Câmara Municipal de Paredes de Coura acaba de inaugurar naquele local (Corno de Bico) um Parque Ambiental.

Os objectivos defendidos para este projecto são “ promover a investigação e a divulgação dos recursos naturais daquela Paisagem Protegida e captar novos fluxos de visitantes para a localidade” do Distrito de Viana do Castelo , sendo uma vontade de também dar “às escolas, aos especialistas e estudiosos na área do ambiente e ao público interessado, uma estrutura onde podem permanecer”.

Aquela àrea protegida foi criada em Setembro de 1999, compreende 2000 hectares e cinco freguesias daquele concelho, possui um grande carvalhal, e espécies raras ao nível da fauna e flora.

Foi também construído de raiz um edificio que se destina a divulgar os recursos naturais daquele concelho, com ateliers, sala de exposições e conferências, laboratório e auditório. Houve o cuidado de integrar este edificio na paisagem envolvente , de carvalhos , vidoeiros e cedros, estando o mesmo revestido a madeira.

Incluído no mesmo projecto está também a recuperação e a adaptação de antigos edificios escolares entretanto desactivados com a finalidade alojarem em termos hoteleiros os visitantes .

_____________________________________________________

Em Sines (clique), a oposição local não aceita o esquema já posto em prática no Seixal com o Mercado de Miratejo , uma estrutura recente e demolida para instalar um novo mercado...e mais uma grande superfície LIDL ! O PCP deliciado com as engenharias financeiras do capitalismo.

terça-feira, janeiro 09, 2007

QUANDO O PCP É AMBIENTALMENTE EXEMPLAR...









PCP a Norte e a defesa da REN

Outro bom exemplo do Norte vem-nos pela mão do PCP, onde na Trofa, o PCP local denunciou a deposição de uma enorme quantidade de terra junto à ribeira da Aldeia, um afluente do Rio Ave, inserido na Reserva Ecológica Nacional (REN).

O membro eleito pelo PCP na assembleia municipal referiu que “ foram colocados milhares de metros cúbicos de terra numa área de três mil metros quadrados atè à margem da ribeira, até perfazer uma altura de 20 metros. O eleito pelo PCP vai mais longe, exigindo a retirada das terras daquela zona de REN, pretendendo recorrer para entidades governamentais , denunciando a inércia da autarquia (de maioria PSD).

PCP a Sul e o Ambiente às ortigas.

No Seixal, onde tem a maioria na Câmara, só dois casos exactamente o oposto daquilo que enquanto oposição o PCP promove. A Câmara do Seixal autorizou a instalação de uma central betuminosa da firma Gomes Alho junto ao Rio Judeu (nó do Fogueteiro) em terreno de reserva agricola, junto a terrenos Rede Natura 2000, e prejudicando irremediávelmente uma linha de água REN. A instalação desta empresa provocou danos irremediáveis à zona onde está implantada e poluição do ar e sonora para aquela região.

Junto ao mesmo ribeiro, a cerca de 5oo metros deste ponto, outra empresa , junto á mesma linha de água (REN) fez à vista de todos um aterro, em terreno agricola e instalou ali um estalairo de maquinaria pesada.

Quem dera que o ilustre membro pelo PCP , da autarquia de Trofa pudesse fazer uma perninha para criticar os seus camaradas do Seixal, e até vir visitar a sua obra arrazadora para o ambiente que tão bem protege na Trofa!

Senhor deputado Paulo Silva, não arranja uma visita ao seu congénere do Norte?

Podia mostrar o que o PCP Seixal promoveu para a zona REN onde acabaram por instalar o Centro de Estágios e os condominios fechados para ricos da Quinta da Trindade... é que para nós, ao criticarmos muito menos do que ele, os seus camaradas desta Banda , não tiveram o polimento que o Presidente de Câmara Bernardino de Vasconcelos teve para com o Camarada Jaime Toga, assim se chama o distinto membro do seu partido que ao contrário do que fazem na Margem Sul pretende no seu concelho a aplicação das leis de protecção ambiental contra os interesses económicos dominantes e a alegada permissividade autárquica.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

V.N.GAIA - UM BOM EXEMPLO










Foto Flôr da Mata Seixal; a inexistência de Parques Biológicos na Margem Sul levou a que cidadãos propozessem na revisão do PDM , a construção de um Parque naquele local protegido e pulmão do Concelho, em oposição à betonização daquele local.

Quem aplica a cartilha de que, ambiente e desenvolvimento, ambiente e lucro, ambiente e futuro são coisas antagónicas, nomeadamante na Margem Sul onde todos os novos projectos que vão surgindo vão no sentido de uma cada vez maior degradação e delapidação ambiental, o exemplo que nos chega de Vila Nova de Gaia (clique) traz-nos exactamente a prova oposta

Começando pelos números, o Parque (clique) foi no ano de 2006 visitado por 116.987 pessoas, o que representou um aumento face ao ano anterior de 7639 visitantes, ou seja, é um equipamento que desperta a atenção dos cidadãos , estando essa atenção em crescendo.

Ao longo do tempo em que o Parque Biológico de Gaia (clique) se tem consolidado como ecossistema, há predadores que se têm instalado, nomeadamente aves de rapina, o parque funciona desta forma como reserva, no entanto a caçada por estas aves acabou por se fazer sentir na população de aves residentes.

O sucesso deste Parque é tal , que vai abrir já este mês uma hospedaria destinada a responder à solicitação crescente de alojar visitantes. Quanto a visitantes, e apesar deste ser um centro que acolhe multiplas actividades escolares, a faixa etária maioritária de visitantes são adultos interessados pela natureza.

O Parque Biológico de Gaia (clique) serve também como ponto de recuperação de aves selvagens feridas, e são muitas as que ali são tratadas de chumbos que as atingiram, sendo posteriormente remetidas à natureza, outras, incapazes de sobreviver pelos seus próprios meios são mantidas em cativeiro, outras já nasceram mesmo em cativeiro.

Se realçar o protocolo entre o Parque e o Instituto Brasileiro do Meio ambiente com a integração de programas de criação de aves em cativeiro com o objectivo de fazerem o repovoamento de algumas áreas do Brasil.

A autarquia de Gaia , pela criação deste parque biológico mostra estar á frente da maioria das autarquias nacionais, nomeadamente aquelas que fazem parte de áreas metropolitanas como é o caso.

Enquanto outras autarquias como o Seixal comprometem as futuras gerações com obras faraónicas de betão em leasing a pagar pelos nossos filhos e netos, e ao mesmo tempo cedem aos construtores civis dando para construção tudo o que é espaço verde, mesmo protegido no PDM, em Reserva Ecológica ou Agrícola, o Dr. Luís Filipe Meneses mostra que há uma forma diferente de estar na politica e de conduzir uma autarquia, pela coragem que teve ao avançar com este projecto de sucesso e sobretudo por querer mais.

De facto, o Parque Biológico de Gaia (clique) acabou de apresentar uma candidatura a fundos comunitários para criar a rota verde dos parques de Gaia, pretendendo construir novos quatro parques no concelho!

domingo, janeiro 07, 2007

OBSERVA E ECOLINE ; UNIVERSIDADE, SOCIEDADE CIVIL E AMBIENTE


















A Revista xis deu ontem destaque de primeira página e uma longa entrevista à socióloga Luísa Schmidt . Essa entrevista pretendeu também dar a conhecer o projecto
ECOLINE, que segundo palavras da entrevistada é :

"Um projecto do OBSERVA, Ambiente, Sociedade e Opinião Pública, com o apoio directo do ISCTE, do programa POS_Conhecimento e do Instituto do Ambiente. A ideia do ECOLINE é descodificar a informação complexa sobre ambiente e desenvolvimento sustentável, que habitualmente não está integrada nem sistematizada, e transmiti-la em linguagem acessível, embora óbviamente rigorosa, de modo a permitir que cada vez mais pessoas de quadrantes e formações diversificadas, consigam aceder à informação ambiental.

Qualquer pessoa que vá à Internet pode consultá-la. Por outro lado, oferece uma abordagem histórica dos temas e dos problemas, enquadrando-os nos seus antecedentes, que normalmente as pessoas não conhecem. "

A restante entrevista à qual aconselhamos a leitura na íntegra é o retrato ambiental do País, um retrato objectivo e cru de politicas que têm arrastado este país cada vez mais para a cauda ambiental da Europa, erros como o que a seguir passo a citar que não há meio de parar:

" Constroem-se bairros de forma imponderada e desordenada nos subúrbios de Lisboa e, depois essas populações não têm como vir para a cidade trabalhar sem ser de automóvel."

sábado, janeiro 06, 2007

O PROXIMO VERÃO PODE SER ANORMALMENTE QUENTE













Segundo o PÚBLICO de ontem citando fontes britânicas:

"O ano 2007 pode ser o mais quente de sempre, com a ajuda de El Niño, dizem os serviços meteorológicos britânicos
Clara Barata

Há 60 por cento de possibilidades de a temperatura média do planeta ser este ano 0,54 Celsius acima dos valores normais e de aumentarem as tempestades e as secas nalgumas zonas

O regresso do fenómeno climático El Niño e o aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera podem fazer do ano de 2007 o mais quente desde que há registo, anunciou o Centro Hadley de Investigação das Alterações Climáticas do Met Office britânico.

Há 60 por cento de hipóteses de as temperaturas baterem o recorde de 1998, que também foi um ano de El Niño, quando a temperatura média do planeta esteve 0,52 graus Celsius acima do valor de referência, que é de 14 graus. Em 2007, a temperatura média do planeta pode aumentar 0,54 graus.


Catorze graus podem parecer pouco: mas trata-se de uma média, a que se chega levando em conta os extremos de frio e de calor que se verificam na Terra. E se uma diferença de 0,54 graus também parece modesta, é bom levar em conta esta informação, recordada por James Lovelock no livro The Revenge of Gaia (A Vingança de Gaia): a diferença entre a temperatura média do hemisfério norte hoje e há 12.000 anos, na última idade do gelo, é de apenas três graus Celsius.

As previsões para a tendência anual das temperaturas globais à superfície do planeta costumam ser divulgadas todos os anos, em Janeiro, pelo Instituto de Meteorologia (Met Office) britânico, em colaboração com a Universidade de East Anglia.

São levados em conta factores como se é ou não um ano de El Niño, qual é a actividade esperada do Sol, as concentrações de gases com efeito de estufa na atmosfera e outras influências, que são usadas como variáveis em modelos de computador. "Nos últimos sete anos, a previsão do Met Office tem sido muito precisa, com uma margem de erro de apenas 0,06 graus Celsius", diz a instituição, em comunicado.
O que torna mais provável que 2007 bata recordes de temperatura é o facto de se estar a desenvolver um El Niño de força moderada, que já está bem estabelecido no oceano Pacífico.

Este fenómeno climático não é novo: dá-se desde tempos imemoriais. É uma subida da temperatura das águas superficiais do Pacífico, que influencia de forma significativa os fenómenos meteorológicos do hemisfério sul e não só. Cheias no continente americano e seca na Austrália e outras áreas do Pacífico ocidental são características deste fenómeno cíclico, que se repete a intervalos de três a oito anos, trazendo desastres ecológicos e económicos.
"Mesmo um El Niño moderado pode fazer com que a temperatura rebente as escalas", disse à AP Phil Jones, director da Unidade de Investigação Climática da Universidade de East Anglia.

El Niño deve fazer-se sentir durante os primeiros meses do ano, mas os seus efeitos vão prolongar-se durante mais tempo, influenciando as temperaturas globais, diz o comunicado do Met Office.
"Sabemos que as temperaturas globais sobem no ano que se segue ao El Niño, porque o calor dos oceanos Pacífico e Índico transfere-se para a atmosfera e espalha-se pelo globo", comentou David Jones, dos serviços meteorológicos australianos, citado pelo jornal The Age.

Pode ser a continuação de um Inverno em que as anomalias se têm multiplicado, com os Alpes sem neve e com flores a romperem completamente fora de tempo. O mesmo aconteceu em Nova Iorque, em que não nevou em Novembro nem em Dezembro, pela primeira vez desde 1877.

E em New Jersey as flores primaveris também começam a pintalgar a paisagem.
Estes fenómenos podem corresponder apenas a variações um pouco fora da média, não estão necessariamente relacionados com alterações climáticas - que representam mudanças de longo prazo no complexo sistema da atmosfera e dos mares da Terra.

Mas estes eventos anormais, aqui e ali, correspondem ao esperado num quadro global de aquecimento do planeta, devido às emissões de gases com efeito de estufa.

O próximo relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, um grupo de peritos reunidos sob a égide das Nações Unidas, deve revelar as mais recentes previsões para a evolução do clima a 2 de Fevereiro, em Paris."

sexta-feira, janeiro 05, 2007

COSMÉTICA DUNAR



Costa de Caparica 1757

A cosmética induzida pela opinião pública e responsáveis autárquicos sobre o INAG para que se procedessem a obras “urgentes” para salvar o que nunca devia ali ter sido autorizado e existido (apoios de praia sobre as dunas, parques de estacionamento, habitação parques de campismo) , na prática nada que se perdesse realmente , se deixasse de existir.

Óbvio que a força do Mar acabou por derrotar as construções na areia que ali estiveram a fazer nas últimas semanas, gastando à volta de 300 mil euros. O que é curioso é que continuam a dar tempo de antena e espaço na imprensa ao concessionário de um dos bares ameaçado... que continua a exigir o Paraíso e a pressionar a opinião publica.

Por outro lado temos agora também o presidente da Junta de Freguesia a clamar “por uma obra definitiva de defesa costeira” , o que quer dizer com isso e como vai ser paga? Bom, como é natural, por todos nós, que não temos apoios de praia para explorar e tirar férias seis meses no ano, por todos nós que não ocupamos terreno de direito maritimo privilegiadamente durante décadas, que ali não construímos clandestinamente...

Pergunto também ao senhor presidente da Junta que obra do homem é "definitiva" perante a tendência natural de avanço da natureza , agravado por factores humanos e ambientais. O perfil da Costa da Caparica no Século XVIII não lhe dá que pensar, e a ilha do Bujio? O que era e o que é hoje?

Já agora senhor Presidente da Junta, quem vai pagar e quem vai lucrar?

Todos por defender uma zona a preservar de natureza para TODOS , ou a meia dúzias de chicos espertos do costume?

E já agora, a Câmara de Almada continua a querer fazer um bairro de realojamento naquele local para os ocupantes ilegais não ficarem "desenraizados" , mesmo que isso obrigue a ali construír uma muralha ciclópica? Vai pôr essa população numa zona comprovadamente de risco, onde não devia ser permitido construír.

Por sua vez a Assembleia Municipal de Almada vai propor "um gabinete de monitorização das praias ", já só cá faltava o vazio de propostas concretas e uma forma de desresponsabilização e fuga para a frente com propostas puramente burocráticas de politicos que permitiram que a Costa de Caparica como a conhecemos se desenvolvesse na forma massificada e suburbana dos últimos trinta anos, agora para que servem "gabinetes de monitorização" ?

Sobre este tema recomenda-se a visita a Caparica Futurista.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

OS SOBREIROS ARRAZADOS NA "QUINTA FONTE DA PRATA - QUINTA DO CABRAL"







Pedimos desculpa pela ausência de esclarecimento sobre a zona referida no post de ontem, mas problemas informáticos e de corte de linha telefónica obrigaram ao silêncio.

A zona em questão que foi arrazada para construção fica entre a estação Fertagus- Fogueteiro e Continente-Depósito de água da Torre da Marinha (clique), penso que a Norte -Noroeste, e a Torre da Marinha e estrada Casal do Marco - Paio Pires, se a toponínia não estiver correcta peço que me corrijam, mas é o nome que popularmente chamam aquela zona que se alardga até a uma zona também conhecida como Quinta do Cabral.

Pela sua localização e caracteristicas deveria esta zona , fazer parte de um corredor verde que ligasse o rio, através da Quinta da Trindade, Quinta do Álamo, à Flor da Mata e Pinhal dos Frades... e Zona Rede Natura 200 Sítio Fernão Ferro - Lagoa de Albufeira , ligando o Mar da Palha aos Pinhais "interiores" do concelho, até ao Oceano.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

NOVO ESCÂNDALO NO SEIXAL














O Grupo A.Silva & Silva tem tentáculos em todos os pontos do Concelho, aparentando beneficiar de condições de privilágio junto da autarquia. Na imagem a remodelação da Quinta Fonte da Prata, com a destruição de um povoamento de sobreiros com o carimbo ASS e a chancela da Câmara do Seixal.

O facto aqui divulgado ontem, com a autarquia a constituir-se como inquilino do maior construtor do concelho , é inadmissível , qualquer que seja a autarquia, na medida em que é uma forma encapotada de endividamento, endividamento esse que passará para as futuras gerações.

É como se um de nós, de posse de uma normal moradia ou apartamento, mesmo sem meios para tal, se pusesse, megalónomamente , a construir um palacete, óbviamente que a ser pago pelos filhos e netos, há-de compreender que é uma situação inaceitável, sobretudo quando se trata de uma autarquia, autarquia essa que ficará refém desse construtor e comprometerá assim , o estatuto de imparcialidade e de garante do bem público que ficará irremediávelmente posto em causa.

Se a situação em questão tivesse sido posta no sentido de se ter aberto um transparente concurso publico para a escolha de um cponstrutor e da mesma forma para a parte financeira, a coisa já era discutivel pelo facto de se estar a onerar futuras gerações a um projecto de pura vaidade politica e propaganda eleitoral. Agora estar-se perante uma situação perfeitamente discricionária e em benifício de privados perfeitamente identificados e com grandes interesses imobiliários no concelho, parece-nos de todo insustentável, e já não estou a considerar tratar-se de uma autarquia "Comunista".

A promiscuidade entre os grupos imobiliários e a autarquia é tal, que a Câmara se apresentou no último Salão Imobiliário de Lisboa , partilhando espaço com os dois grandes projectos imobiliários do concelho, a Quinta da Trindade e o Seixal Baía do Grupo A.Silva & Silva , aquele que é já o maior senhorio da autarquia (por via das oficinas) e terá o exclusivo dessa vertente logo que construídos os novos Paços do Concelho.

Nem Alberto João Jardim conseguiu tal desplante na Madeira.

terça-feira, janeiro 02, 2007

CÂMARA DO SEIXAL ARRENDADA A CONSTRUTOR














A noticia tinha sido por nós já
aqui (clique) divulgada, aliás, não é a primeira vez (clique) que a Câmara do Seixal hipoteca, desta mesma forma , o seu futuro, para ser pago pelas futuras gerações , e se põe numa situação de subalternidade, sem concurso publico, perante o maior construtor (clique) do concelho , hipotecando a posição de imparcialidade de que deve ser o garante.
O primeiro caso aconteceu com as oficinas da Câmara e com a mesma construtora, bom, julgue por si próprio,o artigo que se transcreve foi publicado no "Correio da Manhã" do último dia do ano:


"
Câmara Municipal do Seixal (PCP) aprovou no passado dia 18 de Dezembro o contrato de arrendamento do futuro edifício dos paços do concelho que albergará boa parte dos serviços técnicos e administrativos da autarquia a partir do final do primeiro trimestre de 2009. Em causa estão 24 milhões de euros (ou 100 mil euros por mês) a pagar pela edilidade a partir de 2009. Um contrato por 20 anos e cinco mandatos autárquicos.




A proposta mereceu os votos contra da oposição, designadamente PSD e PS, na Assembleia Municipal.

O presidente da Câmara, Alfredo Monteiro, justifica a solução encontrada pelas novas regras de endividamento que restringem a capacidade de endividamento. Ao CM, sublinha que a Câmara tem serviços dispersos por “39 edifícios”, metade dos quais arrendados, o que dá actualmente 50 mil euros por mês. O autarca explicou que o projecto terá 16 mil metros quadrados (parques de estacionamento incluído) e albergará 700 trabalhadores.

A construção ficará a cargo da Assimec, empresado grupo A. Silva & Silva, proprietária do edifício. “De dois em dois anos a Câmara pode dizer se faz opção de compra”, afirma Alfredo Monteiro.

Questionado pelo CM sobre o facto de o contrato vincular a autarquia a 20 anos, e, no caso de desistência, ter de cumprir o pagamento por duas décadas, o autarca lança a pergunta: “Mas vai desistir porquê? Isso é pura especulação”, assegura.

O autarca comunista afiança ainda que a autarquia acabará por poupar dinheiro aos munícipes uma vez que desafectará parte do seu património, avaliado em cerca de 15 milhões de euros, dos serviços camarários.

A EMPRESA

A Assimec, do grupo de Imóveis e Construções de A. Silva & Silva, SA, é a construtora do projecto camarário. O grupo A. Silva & Silva tem ainda um empreendimento no Seixal designado Seixal Baía, localizado na Quinta do Outeiro, com 308 fracções previstas.

LIBERTAR EDIFÍCIOS

Com a novo edifício vão poder ser libertados 20 edifícios na sede do concelho. Além disso permitirá poupar energia e logística e criar um balcão único de atendimento ao munícipe.

PDS CRITICA

Quem não se conforma com o ‘negócio’ é o PSD que, pela voz do deputado municipal Paulo Edson Cunha Vizela, considerou, em sessão de Câmara, que se estava “perante um contrato-promessa de compra e venda, mascarado com a denominação de arrendamento.”
Cristina Rita

segunda-feira, janeiro 01, 2007

OS REGISTOS - SEM COMETÁRIO














- 2006 foi em Portugal um dos cinco anos mais quentes desde 1931, altura em que se iniciaram os registos - 2005, 2004, 2003, 1949 foram anos igual e anormalmente quentes.

- Em 2006 a temperatura média do ar foi um grau celsius superior ao pariodo de referência (1961-1990)

- Dos registos de temperatura, sete dos dez anos mais quentesbocorreram desde 1990.

- De realçar o facto também anormal da queda de neve ocorrida a Sul do sistema Montejunto-Estrela e ao nível do Mar em 29 de Janeiro 2006.

- O Outono passado foi o Outono mais quente desde que há registos.

_______________________________________________

- No Báltico este está a ser dos Invernos mais suaves de que há memória o que revela uma tendência.

- Na Holanda, as temperaturas observadas em 2006 foram as mais altas desde que há registos. A tendência para o aquecimento vem desde o final dos anos 80. Nos anos 90 houve 4 Invernos consecutivos com temperaturas superiores à média.

- Nos Alpes a neve escasseia nas estâncias de ski, com as temperaturas mais altas dos ultimos 500 anos.

- Confirmou-se neste final de ano que uma "ilha" de gelo com 66 km2 se desprendeu a 13 de Agosto de 2006 , 800 km a Sul do Polo Norte.
______________________________________________

- Seis dos sete anos mais quentes desde que há registos ocorreram desde 2001. Os mais quentes são 2005 e 1998.

- O Ártico perde 7,7% da sua superfície em cada dez anos desde 1978.

- Entre 1993 e 2003 o nivel das àguas do mar subiu em média 0,8mm por ano.

- Entre 1966 e 2004 o hemisfério norte perdeu 5% de neve.