quarta-feira, abril 30, 2008

SEIXAL RESORT OU O REGRESSO DO SUPER HERÓI ?





Acho muito criticáveis, embora legitimas do ponto de vista legal , situações em que um politico passa do exercicío de um cargo para uma empresa privada , sobretudo dentro das mesmas áreas de actuação ou tendo sido essas empresas beneficiárias ou de decisões pretéritas ou de potenciais decisões futuras obtidas pelo desempenho do alto cargo público desempenhado.


Óbviamente todos sabem do que falo e que é uma situação que onera quem é poder, os partidos que o nunca foram podem-se arvorar em virgens impolutas , pois nunca tiveram expostos à tentação refiro-me óbviamente à pasagem recente de Jorge Coelho para a Mota-Engil a ou a de Ferreira do Amaral para a Lusoponte e as posições , legitimas do PCP e do BE sobre o assunto.

No entanto, se considero grave este potencial aproveitamento do público em beneficio também potencial do privado , mais abjecto considero o aproveitamento real do público pela xico-espertice de alguns partidos e o oportunismo de alguns fiéis militantes ao utilizarem o público como agência de emprego e financiamento partidário.

Vem isto a propósito de um post do blogue Rumo a Bombordo em que era denunciada a passagem de um militante do PCP , demitido , ou melhor , dispensado pelo PCP em circustâncias nunca esclarecidas , da Câmara de Setúbal ao mesmo tempo que o então Presidente Carlos Sousa , e agora admitido de novo numa autarquia CDU , a do Seixal:

Passo a citar o Rumo a Bombordo:

" Em 23 de Agosto de 2007 a notícia caía que nem uma bomba.

A Comissão Política Concelhia do PCP de Setúbal confirmava a substituição do Presidente da Câmara de Setúbal Carlos Sousa e do Vereador Aranha Figueiredo. Lia-se na nota enviada à imprensa que as saídas de Carlos Sousa e de Aranha Figueiredo e a sua substituição tinham como objectivo "Renovar energias, rejuvenescer e reforçar a equipa para melhor enfrentar os desafios".

Na altura, elementos do PCP avançaram à Lusa que o PCP fazia uma análise "pouco favorável do trabalho autárquico desenvolvido em Setúbal sob a coordenação de Carlos Sousa."
O Presidente Carlos Sousa e o seu Vereador Aranha Figueiredo foram apeados pelo seu Partido para renovar energias... ou seja, estes senhores estavam cansados!!!

Imaginem para onde veio descansar Aranha Figueiredo, exactamente para a esplendorosa Baía do Seixal, com vistas para o rio.

A Câmara Municipal do Seixal precisava de um prestador de serviços com energia renovada e, logo se lembrou do então já cansado Aranha Figueiredo
Mas que veio fazer este ilustre comunista para o nosso município, onde encontra abrigo desde Dezembro de 2007?

Não sei!... mas estou certo que veio ocupar um lugar de relevo, no pelouro do ócio, a avaliar pela choruda prestação mensal que está a receber de cerca de €: 4.400,00 mensais.

Os seixalenses querem saber que mais valia está a dar ao nosso concelho um ex-Vereador que o seu Partido considerou gasto, cansado e sem energia."

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Ao Senhor Aranha Figueiredo o A-Sul deseja um bom descanso e uma boa estadia ! Tal como os melhores sucessos empresariais !

Já agora, os parabéns pela aprovação da betonização do Vale da Rosa em Setúbal pela qual tanto se bateu e pela Urbanização Nova Setúbal que ali irá nascer , mais uma obra Emílio Catum (?) .

Qual a posição do PCP (Seixal) sobre este assunto?

terça-feira, abril 29, 2008

AMBIENTE E SAÚDE , NA UNIVERSIDADE SÉNIOR DO SEIXAL




Durante o período e no local onde decorre a Feira do Livro do Seixal , as aulas da Universidade Sénior do Seixal (USS) são dadas nesse espaço aberto ao público.

O ano passado , uma visita àquele espaço, levou-me a assistir a uma excelente aula sobre Comunicação, dada por nem mais nem
menos do que Joaquim Letria, uma referência do Jornalismo e da Comunicação.

Ontem, a visita anual àquele mesmo local, permitiu-me assistir a uma aula de Saúde dada pelo Professor Carlos Ribeiro , Cardiologista , Ex. Bastonário da Ordem dos Médicos ,entre outros cargos de destaque, para além de durante décadas ter exercido Medicina no Seixal, em Almada e em Lisboa .


Os exemplos acima, demonstram a capacidade exemplar da sociedade cívil intervir e interagir com a comunidade . Curiosamente , ambas as aulas a que tive o privilégio de ali assistir (com um ano de diferença) por entre uma plateia "sénior", versaram sobre temas candentes que aqui têm sido tratados no a-sul ( com humildade relativamente aos professores da USS) .

A aula de Joaquim Letria, tanto quanto me lembro, falou da comunicação num contexto alargado de participação cívica e a aula do Professor Carlos Ribeiro versou sobre temas de Saúde Ambiental , com o caso concreto da poluição do ar no contexto das doenças respiratórias , falando em particular da asma , tendo também sido abordado por outra interveniente , as questões da Água.


É gratificante observar , quer o interesse por estes temas , quer o facto da aula de ontem da disciplina de Saúde (uma das mais concorridas em termos de assistência da USS ) vir na sequência de uma outra anterior, mais abrangente sobre Saúde e Ambiente ( a cuja documentação distribuída tive acesso). Demonstra - embora sem surpresas , por ter acompanhado as preocupações do Prof.Carlos Ribeiro na defesa da zona protegida da Flôr-da-Mata - que estes temas estão na ordem do dia neste concelho e fazem parte das preocupações da população e das suas referências culturais e científicas.

Com uma palavra final de apreço e admiração por estas Figuras de referência Nacional e Internacional que de forma gratuíta e generosa continuam a promover a Cultura, a Ciência e o Ambiente.

segunda-feira, abril 28, 2008

GERAÇÃO RASCA OU POLITICA RASCA?














O discurso de Sua Exª o Presidente da República neste 25 de Abril, parece ter sido consensual no ponto que tem a ver com o desconhecimento que as gerações mais novas têm hoje daquela data , o que muito incomoda , compreensivelmente, as gerações que fizeram ou viveram aquele período da nossa história .

Estou de acordo com o PR , e com o défice cultural que as sucessivas revisões curriculares e uma televisão cada vez mais estupidificante tem criado.


Mas pergunto também, qual o cuidado que a geração hoje no poder - uma das que viveu intensamente Abril - tem , não só em dar a conhecer os valores da Democracia , mas da solidariedade e da sustentabilidade , quando estão a criar , a estas gerações do futuro, não só um país e um ambiente cada vez mais insustentável, com recursos cada vez mais escassos , garantindo-lhes como único verde certo, o que lhes destinam nos conhecidos recibos da precaridade e da desigualdade social face às gerações anteriores (?).


Pergunto também se , havendo uma dívida (mais não seja de reconhecimento) dos mais novos por viverem hoje, num país livre e democrático (o que legitimamente consideram tão natural como respirar) , se não há da parte das gerações agora no poder, também uma dívida perante os jovens, de garantir que o sistema democrático funciona em igualdade de oportunidades para todos e que o sistema politico é limpo e transparente (?) .

É que já não basta a eternização da actual classe politica no "bem bom do poder" , impedindo a renovação e logo afastando o interesse dos mais novos (veja-se os "dinossauros" que para aí andam, desde a Assembleia às autarquias...aos sindicatos ) e por outro lado, as dificuldades dos mais novos em terem sequer um emprego estável , não vislumbrando o direito garantido a constítuir família... quanto mais à reforma. Isto , quando ao mesmo tempo vêem os privilégios, da actual geração de instalados na politica, esses sim, garantidos, não só a sua posição actual, como o seu confortável futuro seja nas autarquias, na AR, ou em Bruxelas...

Ora se isto não bastasse para o desrespeito e desinteresse dos jovens por um mundo que lhe é vedado (veja-se por exemplo de actualidade , o caso actual do nível etário nos candidatos à sucessão no PSD e a idade com que estes mesmos candidatos se iniciaram em cargos políticos). Veja-se também as constantes notícias de alegada corrupção, de tráfico de influências, de fraudes no dia a dia da politica e até nos fundos destinados à formação destes mesmos jovens , há ainda hoje situações fraudulentas em partidos , melhor dizendo, em coligações fictícias (por exemplo "Os Verdes") diáriamente branqueadas pela imprensa e pelas mais altas instâncias da nossa já não tão jovem Democracia, que tudo por essa razão, possa justificar.


É fácil criar a ideia de uma Geração Rasca , ignorante e desconhecedora da história e das suas raízes , mas não será, também uma geração com essas características atribuídas , porque desacompanhada por razões várias, de subsistência até , pelos próprios pais ?
Embrenhados que estão - os pais - numa teia de créditos , de consumos ou de objectivos , residentes em inóspitos dormitórios ou fechados condomínios, sem oferta cultural ou qualidade ambiental ,educada por empregadas Brasileiras e Ucranianas ou abandonadas ás tentações da rua ou ainda postas comodamente a vegetar entre o ecrã da televisão e do computador ?

Como disse estou de acordo com o PR , mas não haverá culpa , da geração do PR nestas causas ? Presidente da República que foi também PM (Primeiro Ministro) , logo, com responsabilidade em todo este cenário negro que é a educação das gerações mais novas , seus resultados, e sobretudo na sua participação civíca e politíca ?
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DESTAQUE

Sobre o mesmo tema a opinião de Pedro Rolo Duarte.

domingo, abril 27, 2008

DOSSIER AMBIENTE






















Um destaque para a edição de ontem da Revista Notícias Sábado, distribuída com o DN e JN , de grande distribuição e penetração e que esta semana é na sua quase totalidade assinada por Pedro Almeida Vieira e composta por um dossier sobre o estado do ambiente em Portugal .


Destaco sobretudo a entrevista ao Engº Carlos Pimenta e as reportagens sobre as Salinas do Samouco ou o sublinhar do risco em que se encontra a Costa Alentejana com as pressões de Algarvização em curso.

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DESTAQUE

Também para o DN, mas edição de hoje e para a entrevista do líder do PCP, Jerónimo de Sousa cuja frase mais emblemática será "Ninguém esperava que o PS servisse os poderosos" acrescentando eu ... e muito menos esperava que o PCP fizesse o mesmo ...

sábado, abril 26, 2008

VONTADE POPULAR, UM MITO



Outro mito criado na
Margem Sul é que sob o poder do PCP sob a capa mitológica da FEPU, da APU e agora da CDU , estratégias cavalo de Tróia de encobrimento do PCP para as autarquias , era que ao eleger este , seria dar voz à Vontade Popular.

Durante décadas criou-se também essa imagem, que na Margem Sul não reinava descontentamento algum da prática autárquica e nas suas decisões , fossem elas de desenvolvimento ,sociais, de ordenamento ou de ambiente , até porque as primeiras preocupações estavam bem defendidas pela politica do PCP e as segundas seriam salvaguardadas pelos VERDES , não havia então, paternalisticamente, razão para protestar ou exigir.

Assim chegámos onde chegámos com a criação emtrinta anos, de um mega dormitório numa Margem Sul aberta aos prazeres do betão e ao que ele permitia em engenharias várias, da especulação à valorização instantânea de terrenos sem mais valia potencial , embora a mensagem que saía para a opinião pública através de uma opinião publicada bastante controlada fosse a de uma ¨região modelo', onde não eram cometidos os erros da Sintrizacão Margem Norte.

Nada mais falso, e não é por acaso que o PPR imobiliário do PCP (a Quinta da Atalaia) fica por estas bandas...


Nada mais enganoso ,portanto, e tal se comprova no terreno e numa opinião pública que nos ultimos anos, para não dizer meses, tem , com a blogoesfera e o aparecimento de alguns novos títulos na imprensa mostrado precisamente o contrário, que primeiro que tudo, o poder existente , não só , não é "poder popular" algum , como não é um poder consensual ... e já nem é um poder com popularidade, é sim um poder ultrapassado, que não dialoga, não serve , nem escuta o Povo que o elegeu.

E mais que isso , o poder eleito está longe de dar ouvidos aos desejos e vontades da populacão mesmo quando está em causa o interesse publico, mesmo quando a população no local está mais dentro da realidade no terreno e sabe o que quer , não renegando a mudança ou o progresso, mas o melhor para si .

Um exemplo notável foi o caso da Flôr-da-Mata no Seixal, o PDM da Moita ou o que se está a passar com as obras do Metro Sul do Tejo, para já um projecto falhado e vazio porque construído sem serem dados ouvidos á população e aos seus desejos e necessidades, um exemplo dado pela voz do blogue Triângulo da Ramalha do qual publicamos os projectos acima, o querido pela população e o imposto pelo Poder Local, Poder Local, não Vontade , ou muito menos Poder... Popular...


Neste caso temos na primeira imagem a solução defendida pelos moradores, com menor impacto ambiental , menores custos financeiros e de mais rápida e fácil execussão, veja depois na segunda imagem a solução encontrada , nada mais nada menos que a mais onerosa, a que vai levar mais tempo em obra , a que menos agrada aos moradores , a que pior os serve e aquela que eles não queriam!

Gritava-se a plenos pulmões em 26 de Abril ... de 1974 :
- O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO !

sexta-feira, abril 25, 2008

25 DE ABRIL - LIBERDADE



Porque não há donos de Abril !

Para não esquecer os heróis e os protagonistas.

Para não ignorar o altruísmo dos militares e a transição para o poder civil democrático.

Para relembrar o rumo anti-democrático ensaiado, e o seu logro a 25 de Novembro de 1975.

Para que reconheçamos o longo percurso desde então, a Descolonização , a Liberdade de expressão, a Europa e referência democrática e humanista que hoje somos .

Para não esquecer também as diferenças que persistem, os oportunistas que tão bem aprenderam a se servir da Democracia, a viver e reinar em nome dela e os corruptos que a põem diáriamente em causa.

Até porque continuam a fazer sentido as palavras de Fernando Pessoa!

"... Falta cumprir Portugal. "

quinta-feira, abril 24, 2008

QUATRO ANOS A-SUL


Ao fim de quatro anos de blogoesfera (completados no passado dia 21) só lamentamos que do ponto de vista técnico e de acesso que este meio não tenha surgido mais cedo .

Estes quatro anos foram do ponto de vista do A-SUL, uma aposta ganha num trabalho voluntário e desinteressado de cidadania activa , com referência em inúmeros meios de comunicação. As várias noticias e imagens a que a imprensa escrita e não só veio aqui buscar para produzir informação são um facto real da credibilidade e do alcance da nossa acção.


Parece que finalmente conseguimos a desistência dos que têm trabalhado laboriosa e caluniosamente, na nossa descredibilização , e desde o primeiro dia, no nosso fim .Daqueles que não se acostumaram aos novos tempos e que trasvestidos de revolucionários , são o que de mais conservador, retrógrado , anti-democrático ,e obscurantista , a nossa sociedade tem produzido.

Quatro anos depois , como uma vocação ambiental e regional, com um post diário , conseguimos inimagináveis valores de penetração, de leitura, de links noutros blogues ou sites , mesmo no computo geral de todos os blogues nacionais e locais.

Mas esse retorno só é recompensador, não pela vaidade do lugar no "ranking" e dos objectivos alcançados, mas pela mensagem que de vós diáriamente aqui recebemos , a par da mensagem e das propostas que aqui construtivamente vamos apresentando ou , do que, também construtivamente, criticamos.

Estou convencido que no futuro , os últimos cinquenta anos na Margem Sul , de Alfredo da Silva e Chapallimaud ao dominio de trinta e tal anos CDU serão aqui relembrados como a idade das trevas , a idade em que se andou para trás, em que se desperdiçaram meios financeiros e se criou um monstruoso passivo ambiental , em que se moldou uma região única, numa mole disforme massificadora de gentes e interesses , primeiro sob a égie do fascismo, depois do comunismo , uma caracteristica só encontrável nalgumas regiões da Europa de Leste.

Novos projectos surgidos nos ultimos meses prometem alterar este estado de coisas e acima de tudo fazer com que as forças politicas que aqui têm desinvestido, se voltem a interessar por esta região e por estas gentes, apresentando quer pessoas, quer projectos credíveis e uma nova forma de fazer politica tendo como pano de fundo a sustentabilidade ambiental da região (uma mais valia notável e delapidada nos últimos anos) , a qualidade de vida dos cidadãos e a sua participação nos seus destinos e nos da região.

Mas volto a relembrar que é também uma época , em que demonstrámos que o cidadão tem agora uma voz (escutada, lida, vista ou ouvida) independente daquela que terceiros lhe quizessem conceder, independentemente de estruturas partidárias ou percursos politicos nessas mesmas estruturas.

Esta é uma época em que a Democracia real e directa é possível e por isso apelo ao surgimento e criação a seu tempo, de alternativas, mais que de poder, "ao poder" , mais do que fragmentárias, unificadoras da actual oposição, para que finalmente entremos, cinquenta e tal anos depois, numa nova era bem diferente do obscurantismo e propaganda reinante !

Nós por cá vamos continuar !

Com uma palavra de incentivo a todos os blogues que ultimamente surgiram, sobretudo na Margem Sul e para os que connosco há mais tempo partilham esta plataforma tecnológica, mas também espaço de ideias e liberdade! Que , nesta data, mais que em qualquer outra, é sempre bom recordar.

OBRIGADO!

quarta-feira, abril 23, 2008

MITOS E LENDAS DA MARGEM SUL




Para além do mito dos autarcas e das autarquias "modelo" da Margem Sul, tão verdadeiras como o Cemitério Modelo do Feijó ou o Plano Verde do Seixal, estabeleceu-se o mito da região abandonada, da região moribunda a necessitar de apoios, da dos autarcas que "não faziam mais porque não podiam ".


Criou-se assim mais um mito, o do autarca mártir , o autarca que tudo fazia pelo seu município, mas que a falta de verbas do poder central fazia gorar as suas expectativas e o que tanto queria proporcionar aos seus munícipes.


Esse mito cai por terra quando analisamos os últimos orçamentos e os últimos esttudos , ou comparamos o que é feito em autarquias do interior onde não há o recurso à "Mina do Betão Armado" ou ao "Off-shore" da alteração de uso do Solo" .

Começando pelos Estudos : Um recente estudo da Marktest põe os concelhos de Almada, Seixal e Setúbal entre os 25 concelhos do país com maior poder de compra isto apesar do discurso sistemáticamente miserabilista dos autarcas CDU.

Por sua vez há quem comece a pôr o dedo na ferida com a frieza dos números, como o trabalho que vem sendo feito no Blogue Rumo a Bombordo que passo a citar :

A 6 de Dezembro de 2006 afirmava Alfredo Monteiro:

-"... A aprovação das grandes opções do plano e do orçamento da Câmara Municipal tem lugar num quadro de grave situação económica e social que se vive no nosso país, sem sinais claros de efectiva recuperação..."
-"... A revisão da Lei das Finanças Locais evidencia uma profunda menorização do papel insubstituível do poder local, significando uma dramática perda de capacidade de investimento local..."
-" ...O poder central não pode, em boa fé, diminuir as transferências financeiras para o poder local..."
-" ... Importa salientar que as transferências no âmbito da Lei das Finanças locais terão na realidade um crescimento negativo..."

-Como explica o Senhor Presidente da Câmara que tenha havido um aumento de 114% nas receitas da derrama no ano de 2007 relativamente a 2006, que aumentou de €: 2.582.000,00 para €: 5.527.000,00?

- Como explica que as transferências da Administração Central para o Município do Seixal tenham aumentado 36%, de €: 8.201.000,00 para €: 11.136.000,00?

- Como explica que as receitas de IMT tenham aumentado 32%, de €: 8.448.000,00 para €: 11.172.000,00?

- Como explica que as receitas do IMI tenham aumentado 19% de €: 12.404.000,00 para €: 14.766.000,00?
- Como explica que as receitas da TRIU tenham aumentado 141% de €:3.413.000,00 para €: 8.222.000,00?

- Como explica que a receita global do Município tenha aumentado de 70 milhões de euros para 80 milhões de euros, sem contar com as receitas da venda das antigas oficinas?

- Como explica que tenham orçamentado de receita previsível proveniente da TRIU o valor de quatro milhões e quinhentos mil euros e tenham arrecadado mais de oito milhões?
Estes são alguns exemplos das contradições demagógicas do actual poder municipal.
Afinal, não há crescimento da derrama se não houver crescimento de rendimento tributável dos agentes económicos.

Qualquer empresa ou agregado familiar deste país esfregaria as mãos de contente se conseguisse obter um crescimento de receita transferida do Estado em mais 36%.

Só o crescimento no sector da construção e os fluxos gerados em transmissões de propriedade pôde permitir que houvesse um aumento de receita de 32%.
Mas o que é dramático é que o grau de execução orçamental, se lhe for retirado os gastos com recursos humanos, não atingirá os 50% no ano de 2007
Para onde vai o nosso dinheiro? "

Ou seja, estes senhores têm meios financeiros , ao contrário do que se vêm queixando ao longo de décadas , há notóriamento é... dinheiro mal gasto e opções mal tomadas, o carro de luxo do Senhor Camarada Presidente é um desses exemplos .

Já vai sendo tempo de cumprir promessas para além das vésperas das eleições !

terça-feira, abril 22, 2008

DIA DA TERRA























Hoje comemora-se mais um Dia da Terra , vai-se falar muito de Ambiente, de Sustentabilidade, de Aquecimento Global, de Biosfera , de Poluição e do Homem no centro do turbilhão ... a Energia , As Renováveis , os Biocombustíveis , A "escassez" e o aumento do preço do Petróleo...

Se perdeu a excelente edição de ontem do Diário de Noticias , não perca hoje a do Público , ou a TIME desta semana.

Hoje , com tanta gente a falar sobre ambiente , e a dois dias do A-SUL comemorar mais um aniversário ( o 4º) , voltaremos mais tarde para um balanço... do dia !
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Dentro da iniciativa do DN para este dia, realizou-se ontem um debate (link) no auditório do DN com o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles e o presidente da Liga para a Protecção da Natureza , as principais conclusões foram

"Ordenamento do território depende da especulação , é necessário fazer respeitar as leis do ambiente que visam ordenar o território, de forma a travar a especulação imobiliária, e alterar a mentalidade urbanística do País, onde o betão se sobrepõe à ecologia ".

O Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles voltou a criticar duramente as Câmaras que têm os seus "Planos Verdes" na Gaveta como o DN ontem publicava (clique ) em capa , um excerto aqui sobre esta Margem:

"Posterior ao projecto de Lisboa, concluído em 1993, o plano verde do Seixal foi o segundo a ser elaborado pela secção de arquitectura paisagística do Instituto Superior de Agronomia (ISA). Iniciado em 1993, o plano foi entregue à câmara em 1996, que nunca o colocou em prática. Para a principal responsável pelo projecto, a arquitecta Manuela Raposo de Magalhães, o caso do Seixal é emblemático da falta de consciência do País para as questões ambientais.

Mesmo entre os técnicos. Segundo a professora do Instituto Superior de Agronomia, a autarquia do Seixal "não aproveitou o projecto para nada e não sabe o que fazer com ele devido às forças técnicas", o que ilustra bem a falta de preparação de muitos especialistas em urbanismo para lidar com as questões da ecologia. "Não querendo generalizar, os arquitectos civis, que são quem coordena os planos directores municipais, são pouco sensíveis paras questões ambientais, o que se nota pela falta de cadeiras nos cursos de arquitectura sobre esse tema".


Vizinho do Seixal, e também ele dirigido por um executivo comunista, o município de Almada é o que maior interesse tem demonstrado pela implementação de uma estrutura ecológica. Mesmo que ainda não esteja contemplada no PDM. Entregue em 2006, o plano verde de Almada é caso único na região de Lisboa, pois, como afirmou ao DN Maria Raposo de Magalhães, já tem sido aplicado informalmente ao nível do licenciamento de novas urbanizações, o que demonstra "um maior eco sobre as questões ambientais por parte do executivo camarário, que tem mostrado vontade de colocar em prática o que diz o documento".
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Quanto à edição de hoje do Publico , deu destaque à insustentabilidade trilhada pelo país com um louvável trabalho de divulgação ambiental com análise à Pegada Ecológica Nacional e a uma avaliação dos vários sectores de actividade .

Não sendo adepto deste tipo de comemorações, reconheço porém que se elas permitem que existam edições de divulgação a baixo custo como as aqui referenciadas, e que possam pelos meios utilizados alcançar um número crescente de pessoas, despertando-as para estas questões fundamentais para o nosso futuro, elogio estas iniciativas esperando que elas vão além do mero golpe propagandistico ou panfletário

Todos sabemos que o facto que deveria ser comum, de um Secretário de Estado a ir trabalhar usando transportes politicamente correctos é uma excepção que está longe de ser a regra .

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Nota:

Sobre estes trabalhos jornalisticos não tenho é em tão boa conta a Câmara de Almada, comparativamente ao retrato traçado pelos Jornalistas do DN, mas fica aqui pelo contraditório.

No entanto não deixa de ser curioso de o DN , no espaço de uma semana publicar dois elogios à CM de Almada tornando-a "exemplar" em duas situações em que manifestamente o não é, a primeira no caso do Cemitério do Feijó, e agora esta noticia de Boas pràticas ambientais e criação de uma estrutura ecológica !


segunda-feira, abril 21, 2008

FEIJÓ - O CEMITÉRIO DA DEMAGOGIA



O tema de hoje era para ter sido outro, mas volto de novo a ele pela campanha de desinformação instalada reveladora de outras atitudes que ocorrem nesta região onde se criaram uma série de mitos e falsas verdades.


Uma delas é esta do "Cemitério Jardim" que se fez passar aos munícipes e à imprensa, passo a citar uma noticia publicada pela RTP em despacho da Agência Lusa do passado dia 15 :

"Em Portugal, os ritos fúnebres continuam a ser celebrados de forma muito tradicional, mas as coisas começam a mudar, e os cemitérios acompanham as novas tendências.

"O conceito moderno é fazer os cemitérios para os vivos, para as pessoas que lá vão visitar os seus entes queridos", disse à Agência Lusa, Marques Carvalho, técnico da Necropolis, uma empresa especializada em gestão cemiterial.

Ainda assim, reconhece, "há muita dificuldade em mudar, é um sector muito arreigado às tradições. Há muitas reticências em modernizarem-se".

Exemplo disso é o cemitério de Vale Flores, em Almada, um amplo campo relvado com edifícios cor-de-rosa, que foi rejeitado pelas pessoas no início.

No entanto, hoje é considerado "um espaço muito agradável, onde até se pode levar as crianças".

"Não se vêem os locais de enterramento, porque há barreiras de arbustos. Ouvem-se os passarinhos e as campas só têm uma lapidezinha e uma floreira", descreveu. "As pessoas até se sentem agradecidas por não terem de pagar caríssimo por uma cobertura de uma sepultura mármore ou granito. Isto é uma evolução social".

A própria noticia acaba por contradizer este modelo quando , citando :

"No Alentejo, por exemplo, faziam-se sepulturas em adobe, "um material com muitos interstícios que permitia o arejamento" e facilitava a decomposição.

"Mete-se terra porque as pessoas têm esta mania que «da terra vem e para a terra irá», mas a terra só está a estorvar. O volume de ar que devia existir à volta da urna não existe, porque está ocupado por terra. Se o oxigénio não chegar ao corpo, as bactérias não actuam convenientemente e o cadáver não se decompõe"

Ou seja, o que não acontece no "exemplo" de Almada, onde há sérios problemas ,pela composição do solo e pela forma de enterramento usada e que provocam graves problemas com a decomposição dos corpos.


Quanto ao resto é tudo mentira , e já foi esclarecido nos posts e comentários aos mesmos, sobretudo a mensagem que é passada que "o que não está relvado...vai estar..." é a maior falsidade e um dos grandes mitos desta margem.

Curiosamente, tanto empenho na modernidade e não existe nenhum forno crematório em toda a Margem Sul , um procedimento (cremação) que evitaria grande parte das questões postas e que é já muito procurado (Há um estudo prévio de projecto de Forno Crematório , de 2001 encomendado à empresa ARTEeTECTÓNICA sem qualquer adjudicação).
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Outras questões do Regulamento do Cemitério:

-Não me parece estar a ser respeitado o regulamento do próprio cemitério que estabelece em 1,5m a profundidade das covas (Secção II artigo 13º).

- Não está a ser respeitado o artigo 29 , sec II do cap V, cito : "O revestimento superficial das áreas de sepultura é realizada pelo relvado"

- Do regulamento do cemitério não consta o pagamento dos serviços prestados pelos funcionários, nomeadamente de "compôr" os montinhos de areia, por estes executados... sempre em troca de gratificação não declarada em termos de finanças.

Parece que a Morte anda um bocado fora da lei em Almada...

domingo, abril 20, 2008

FEIJÓ - O CEMITÉRIO DA DISCRIMINAÇÃO





Aos que ontem tentaram iludir os mais incautos ou mal informados espero que a imagem acima do cemitério de Almada-Feijó seja esclarecedora.


Os únicos espaços decentemente cuidados e com os quais são publicadas imagens que pretendem caracterizar todo o cemitério, são as áreas circundadas a vermelho na foto retirada de satélite do Google Earth.

Em todo o restante cemitério reina a ordem contrária ao regulamento , de que as urnas sejam cobertas unicamente por terra , com todos os inconvenientes já aqui demonstrados.

Esta politica alimenta também uma economia paralela dos que pagam aos funcionários para manterem os instávei e frágeis montículos de terra minimamente compostos , o que após cada chuvada se torna manifestamente necessário, isto se o "montinho" não abater e forem necessárias medidas mais drásticas.

Volto a perguntar:

Há em Almada cidadãos de primeira e de terceira até na última morada ?

Não têm todas as familias de Almada o direito de ver os seus entes queridos enterrados com a mesma dignidade ?

Porque razão há uma diferenciação gritante entre uns e outros ?

sábado, abril 19, 2008

FEIJÓ - O CEMITÉRIO DA HIPOCRISIA






Sei que o assunto não é dos mais agradáveis e que recorrentemente aqui tem sido tratado.

O Vídeo que já fizemos do assunto em sido dos mais vistos e comentados com mais de 4200 visionamentos , embora alguns dos comentários revelem uma certa insensibilidade nesta matéria e uma falta de respeito pelos mortos que não reconhecia na sociedade portuguesa.

O assunto é de novo como já se aperceberam , o Cemitério de Almada-Feijó e as suas condições que considero hipócritas , degradantes e discriminatórias.

Hipócritas porque a imagem que é passada pela autarquia daquele espaço é que é um espaço jardim, relvado e aprazivel quando isso se resume à infíma parte daquela área o restante é constítuído por enterramentos cobertos por montes de terra, semelhante ao enterramento na provincía de qualquer animal , ou digno de um qualquer cemitério de campanha ou do terceiro mundo, mas muito "Terceiro".



Degradantes porque os enterramentos são feitos práticamente á superfície (imagem acima) , é um acto economicista louvável, o volume de terra retirado é práticamente o volume da urna, esse volume é depois colocado a cobrir sem maior movimentação de terras, daí todos aqueles montículos:

Mas põem-se duas questões, é moralmente degradante quando as urnas cedem ao peso da terra e abatem é um caso de saúde pública quando abaterem ficarem sujeitas a infiltrações e em contacto com o exterior.

Discriminatórias porque até na morte e numa autarquia dita de filosofia equalitária, há mortos de primeira e de terceira, uns estão no tal talhão relvado, outros no restante cemitério!

sexta-feira, abril 18, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL 3




Entrámos novamente numa maré de betão e de projectos grandiosos, resta saber se serão viáveis e se as futuras gerações que os irão pagar ficarão agradecidas ou antes pelo contrário, mal-dirão desta gente do presente que tão fácilmente empenha o erário público.

Um exemplo exasperante de desperdicio é o Metro Sul do Tejo. É um escândalo ver aquele meio de transporte VAZIO sem que ninguém questione das razões, justifique o dinheiro gasto , ou mova uma palha para o rentabilizar no imediato.

Afinal, o MST foi feito para servir a população, ou para desfilar como uma bela peça de mobiliário urbano?

Mais uma vez aqui se apela , como se tem apelado noutros blogues, para que este projecto seja repensado e integrado com os outros meios de transporte.

A desarticulação actual é visível , mas não parece preocupar seja quem fôr!

Mais uma vez e aproveitando o potencial de alimentação eléctrica construído, reafirmo que seria uma solução rápida e eficaz uma ligação em trolley bus (mais rápida de instalar e a um sexto do preço da solução carris) entre a estação de recolha do MST no Talaminho e pelo menos a Cruz de Pau.


Veja-se na primeira imagem a azul, o percurso desaproveitado em carris entre o Talaminho e Corroios onde se inicia a exploração , apesar de exitirem paragens construídas a montante e o espaço que poderia ser utilizado por autocarros eléctricos não poluentes entre a Cruz-de-Pau e o inicio da linha.



A solução é viável , há até já uma faixa BUS dedicada. É só pôr a linha eléctrica e comprar os trolley-bus.


Na segunda imagem, a vermelho a ligação proposta com este mesmo meio de transporte, entre o interface do Pragal (Fertagus-MST-TST) e o Forum Almada, a verde a ligação que poderia continuar e servir o Feijó, Vale Fetal...

São necessárias e urgentes soluções deste género, não poluentes e que utilizando a estrutura de alimentação eléctrica já instalada , crie linhas onde as pessoas vivem , que ao mesmo tempo faças o que o actual percurso por si só não faz, nem fará, e que é servir a população sendo economicamente rentável.

E não venham cá com a desculpa dos custos , as rubricas desgarradas, avulsas e inúteis de um ano de orçamento da Câmara do Seixal, dariam e sobrariam para instalar várias destas linhas. O Metro a ser instalado na Amadora orça em 11 MILHÕES DE EUROS! as despesas aqui denunciadas no post de ontem , são metade desse valor! Mais , a Câmara da Amadora conseguiu que a superficíe Comercial servida por esse transporte , fosse a principal investidora como contrapartida da construção do Centro Comercial.

E por cá ? Onde andam as contrapartiidas da instalação dos LIDL´s , dos MOSQUETEIROS, dos FEIRANOVA, dos CONTINENTE , dos JUMBO , dos LECLERC ???

quinta-feira, abril 17, 2008

DESPERDICIO DO ERÁRIO PUBLICO






















Foram divulgadas nas últimas semanas alguns or
çamentos de municípios da Margem Sul , sobre o orçamento da Câmara Municipal do Seixal o blogue Rumo a Bombordo , tem vindo a publicar algumas rubricas cujos valores são no minímo curiosos, sobretudo para um país em contenção orçamental e numa altura de quase recessão em termos nacionais e internacinais.

Passo a citar esses valores aos quais acrescento a vermelho, alguns comentários que considero legítimos:

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Verbas avulsas (em euros) das Grandes Opções do Plano (GOP) da Câmara Municipal do Seixal:

- Coordenação Geral - Aquisição de Material Diverso: 745.152,00

- Serviços Postais: 546.883,00 (na época do e-mail e da internet, meio milhão de euros é obra)

Contrato de utilização da Quinta da Fidalga 01/2008 a 12/2008: 280.000,00
(Contrato de
utilização ? Utilização ? Então paga-se por utilizar uma propriedade própria , então a Quinta da Fidalga não é Património Municipal ? Então não comprou a empresa que era proprietária da Quinta ? Isto está mal explicado , não está ?)

Museu Cargaleiro: 150.000,00 em 2008 + 650.000,00 em 2009 = 800.000,00 (Então e o papel do mecenato já está aqui orçamentado? Qual a tranche do BES e do A.Silva & Silva ?)

Naútica de Recreio: 50.000,00 em 2008 + 250.000,00 em 2009 = 300.000,00 (350 mil euros para esta rubrica, mas como vai ser distribuída e aplicada esta verba espero que também no reconhecimento do verdadeiro serviço público que algumas colectividades prestam na vela e na
canoagem por exemplo)

Sinalética património e turismo 22.800,00 em 2008 + 62.000,00 em 2009 = 84.800,00 (MIL E SEISCENTOS CONTOS dos antigos em sinalética turistica ??? Isso inclui sinalética horizontal para a criação de ciclovias turisticas? É que não vislumbro tanto local turistico para tanta sinalética)

- XV Festa de Gastronomia do Seixal (01/2007 a 12/2008): 4.834,00 Festa de Gastronomia do Concelho do Seixal (01/2008 a 12/2008): 9.000,00

- Contratação de estudos e consultadoria no âmbito do desenvolvimento económico: 40.000,00 (Para que servem os técnicos da autarquia ? Não sabem fazer contas ? )

- Obras de requalificação da Assembleia Municipal 75.000,00 em 2008 + 50.000,00 em 2009 = 125.000,00

Produção materiais gráficos para campanhas institucionais (ex: 25 de Abril/ Fest. de Verão): 45.000,00
( Continua a serem gastas fortunas em propaganda. Questão este valor iclui o Seixal Jazz, a Gastronomia e o Grafitti ou estes têm ainda mais orçamento desta rubrica ? )


Aquisição de equipamento fotográfico digital: 11.300,00
(Francamente exagerado este valor , a menos que comprem
máquinas topo de gama banhadas a ouro)

9º Festival de Jazz Internacional de Jazz 150.000,00 em 2008 + 150.000,00 em 2009 = 300.000,00
(um regresso...em ano de eleições... curioso!!!)


Espectáculo comemorativo do 34º aniversário do 25 de Abril: 85.000,00


Seixal Graffiti 2008: 6.000,00

(Não se gasta um tostão a limpar património destruído por esta forma de vandalismo , muito dele propriedade de idosos sem recursos... mas gasta-se 6 mil euros a promover o que consideram de ¨arte¨...)

Aquisição de bens e serviços - Prémios Rádio Baía/CMS: 40.000,00 (então a Rádio Baía e seus patrocinios nã
o tem dinheiro para os prémios que atribuí? )

Material para a rede de águas: 938.723,00
(Espera-se que os alertas do Eng.Marquês estejam a ser seguidos no sentido deste valor não ser desperdicio...)


Contratos de manutenção BMW: 5.000,00


(Mil contos para MANUTENCÃO de um BÊ-ÉMI não é um luxo ??? Não pode o senhor Alfredo ter uma viatura menos gastadora ao erário público ? Comunismo Caviar... nitidamente)


Aquisição de viaturas (não pesadas): 299.127,00 em 2008 + 300.000,00 em 2009 = 599.127,00
(Continua a compra de viaturas ...não pesadas...assim se fomenta o transporte público... )

Estação de Lavagem de viaturas: 50.000,00 em 2008 + 100.000,00 em 2009 = 150.000,00

Um belo ramalhete de desperdicio sim senhor !!!

Mas há mais !!! E quanto é que custa o Boletim Municipal ?:

Boletim Municipal 2007

Impressão: 262.477,00 euros
Distribuição: 77.864,00 euros
Total: 340.341,00 euros


Boletim Municipal 2008

Impressão 27 edições: 189.000,00 euros

Distribuição 22 edições: 80.000,00 euros

Total: 269.000,00 euros


A estes valores deve acrescentar-se ainda o custo dos recursos humanos afectos ao Boletim Municipal, pelo que é seguro afirmar, que a edição do Boletim Municipal do Seixal custa à Câmara Municipal pelo menos
50.000 Euros mês!

É escandaloso demais!!! É Desperdicio a mais !
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DESTAQUE

Para posts sobre o mesmo tema publicados no Blogue da JSD Seixal .


quarta-feira, abril 16, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL 2





De volta ao país real e a projectos reais, vemos que a proposta para a Amadora de um metro de superficie sem carris é infinitamente mais barata que o projecto MST , serve a principal superfície comercial do concelho, ainda em projecto e é paga pelos promotores desse empreendimento.

Vejamos :
¨

Em 2009, a Amadora vai ter um metro ligeiro de superfície que ligará 5 freguesias entre a Reboleira e o futuro Dolce Vita Tejo. O projecto é financiado pela Chamartín.
Amadora atrai Chamartín para "troley" de 11 milhões.

O "mega-troley-bus", ou metro ligeiro de superfície sem recurso a carris, vai ter uma extensão de sete quilómetros e ficará concluído em Maio de 2009, data previsível para abrir o Dolce Vita Tejo.


Uma segunda fase, posterior, deverá "fechar a malha de transportes semi-pesados na Coroa Norte de Lisboa", com prolongamento aos concelhos de Loures e Odivelas.

O projecto, formalmente apresentado pela tutela central e pela autarquia, foi utilizado pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, como exemplo futuro a seguir de parceria público-privada. Gabriel Oliveira, vereador dos Transportes da Câmara Municipal da Amadora, está já confirmado o financiamento pelo grupo imobiliário afecto ao centro comercial Dolce Vita Tejo.

O carácter "inovador" do projecto, ontem salientado, advém do facto de o novo metro de superfície se deslocar com pneus em vez de assentar em carris. O que "alivia" o custo, reduz o tempo de construção, permite maior adaptação às ruas da cidade e diminui "o consumo de CO2 em cerca de 4,95 mil toneladas/ano" em substituição de transporte ligeiro e autocarros, segundo as previsões da autarquia.

Aos jornalistas, o vereador Gabriel Oliveira garantiu que o novo transporte a surgir na Amadora é "seis vezes mais económico" do que se a ligação às mesmas seis freguesias (Reboleira, Venda Nova, Falagueira, Mina, São Brás e Brandoa) se fizesse com o "metro clássico". Se o prazo de construção ontem dado, de pouco menos de ano e meio, se concretizar, em Maio de 2009 começará a circular 15 a 20 mil passageiros em cerca de duas dezenas de paragens do metro ligeiro de superfície da Amadora.¨

Como se vê, pelo projecto da Amadora, não é irrealista a proposta de complementar a linha do MST com linhas em Trolley-car que sirvam rápidamente a população e que rentabilizem o investimento (alimentando as composições MST/carris) até aqui sem retorno do Metro Vazio do Sul do Tejo!

De sublinhar o exemplo das contrapartidas exigidas e conseguidas para a instalação de uma superficíe comercial.


É caso para perguntar , em que consistiram , que valores tiveram e onde foram aplicadas ou para onde foram as contrapartidas das inúmeras Grandes superficíes instaladas na Margem Sul ?

Ou não houve contrapartidas...declaradas ?

terça-feira, abril 15, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL




A cada dia que passa é mais e mais insustentável a opção de traçado escolhida para o Metro Sul do Tejo .


Ao mesmo temo que se criaram zonas de urbanização mais densamente povoadas que as zonas mais antigas e entretanto desertificadas , ao mesmo tempo que se criaram zonas de convergência como a zona comercial de Almada ...está-se a construír uma linha de Metro longe dos loc
ais onde as pessoas habitam ou onde se deslocam nos seus momentos de lazer e nos locais mais desertificados ou não habitados.

No caso em questão e face ao incomportável número de pessoas que obrigatóriamente se têm que continuar a deslocar de automóvel é urgente a criação de uma linha complementar (muito mais económica e rápida de instalatar que o MST e em
complemento deste, trata-se de uma linha em trolley-bus eléctrica que ligue a estação interface do Pragal com a zona comercial de Almada e com o miolo da nova zona urbana (Feijó-Laranjeiro).

Esta não é uma proposta irrealista, veja-se que na proposta de lançamento do Metro da Amadora há exactamente uma proposta de criação de uma linha deste tipo que permita justamente a intercepção da linha do Metro com uma superfície comercial não servida pelo Metro.


Há que urgentemente avançar com soluções deste tipo para rentabilizar e justificar a existência do MST. Uma outra linha nestes moldes poderia funcionar entre o Fogueteiro e a Estação de recolha de onde partem as composições do MST servindo as populações da cidade de Amora e até Seixal.

Estas duas soluçõe
s , em nada comprometeriam a futura expansão da rede, funcionando em complementaridade e com um custo de instalação e exploração muito inferior...e em transporte não poluente!

segunda-feira, abril 14, 2008

LOUCURA


Vale a pena continuar aqui a falar de coisas sérias como DEMOCRACIA ou ÉTICA ?

Vale a pena continuar a apelar para a sustentabilidade do nosso desenvolvimento, para uma politica moderna que se baseie no cidadão e a ele dirigida?

Vale a pena continuar a denunciar os esquemas, os tiques e o oportunismo instalado contra o interesse local , regional e nacional?

Vale a pena continuar a denunciar, em respeito a estas e ás próximas gerações , o dinheiro mal gasto, os recursos esgotados, os fundos europeus desperdiçados, as fortunas gastas sem retorno em rotundas , e outras obras desnecessárias? Em propaganda ?

É que parece que se instalou no espectro político , uma espécie de loucura , uma esclerose verborreica, em alguns protagonistas , loucura essa que lhes tolheu a capacidade de analisar , de julgar, e lhes tirou todo o bom senso e que é um perigo para a própria democracia em sí, para a aproximação dos cidadãos da vida politica e para a credibilidade dos próprios politicos.

Três exemplos:







1) Alberto João Jardim e o Parlamento madeirense.


¨«Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho qu
e era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa», afirmou sábado o presidente do Governo Regional, referindo-se a deputados da oposição como «o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)» e «aqueles tipos do PS». ¨










2) Jerónimo de Sousa e José Eduardo dos Santos

Corrupcão em Angola ¨não se sente ¨, diz PCP.
¨Sentimos haver um esforco claro do MPLA no combate à corrupção, disse Jerónimo de Sousa, em entrevista ao Jornal Avante .


Regressado de uma viagem a Angola, o secretário geral do PCP afirmou que ¨havendo um problema, não se sente a corrupção como um fenómeno instalado e em desenvolvimento , mas antes como uma situação que está a ser encarada e combatida pelo MPLA¨









3) Jorge Coelho e Sócrates

¨O primeiro-ministro saiu hoje em defesa de Jorge Coelho. No debate quinzenal no parlamento, José Sócrates argumentou que o antigo ministro das Obras Públicas cumpriu todas as regras a que estava obrigado para passar para a administração da Mota-Engil.
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DESTAQUE

Para as resposta finalmente dadas pelo Presidente da Câmara da Moita na entrevista interactiva do
Rostos online.

domingo, abril 13, 2008

A INUTIL DESTRUIÇÃO



fonte Unica Expresso

Já abordámos este tema por várias vezes , por exemplo (aqui - clique ), (aqui-clique) ou ainda (aqui - clique ) , só para dar três exemplos de como se pretende gratuítamente destruír, sem razão nem necessidade , uma zona que num país civilizado seria protegida e defendida a todpo o custo.

O tema é esta semana amplamente desenvolvido e excelentemente abordado na Revista Única , com o jornal Expresso deste fim de semana . Para quem vive de costas para o privilégio de viver numa região geográficamente extraordinária (embora também extraordináriamente destruída pelo Homem) onde pelos vistos algumas das suas pérolas continuam em vias de extinção , será talvez uma boa proposta para este domingo, quer a visita, quer a leitura do artigo de Luisa Shmidt.

Um pequeno excerto desse trabalho que sublinha os valores em causa :

(...) " Não foi por acaso, nem por poucas razões, que os poderes públicos decidiram consagrar e proteger os valores ímpares ambientais e paisagísticos desta zona. A começar pela Mata dos Medos, mandada plantar por D.João V e protegida desde 1971 (DL 444/71) como Reserva Botânica, devido ao « grande interesse botânico e paisagístico que justifica a sua defesa e conservações integrais» (...)

sábado, abril 12, 2008

RESERVA ECOLÓGICA - PETIÇÃO PELO FUTURO DE PORTUGAL




REN: Petição contra municipalização reuniu mil assinaturas

A petição dirigida ao Presidente da República a defender «que seja rejeitada a municipalização da Reserva Ecológica Nacional» (REN) reuniu 1.392 assinaturas na Internet em 15 dias.

Um grupo de personalidades ligadas a questões ambientais e ecológicas apresentou dia 25 de Março, em Lisboa, uma petição dirigida a Cavaco Silva onde solicita a intervenção do Presidente da República para a «salvaguarda da paisagem natural do país»

O vereador da câmara de Lisboa, Sá Fernandes, um dos signatários da petição, disse que «espera que o novo decreto de lei não seja publicado», por considerar que a «Reserva Ecológica Nacional não pode ser administrada ao nível concelhio», uma vez que não devem ser as autarquias «a definir o que é de interesse nacional».

O arquitecto Ribeiro Telles, outro dos signatários, defende que a «sustentabilidade do território é uma causa nacional», já que «a degradação do território começa pelas câmaras», dando como exemplo a permissão das autarquias quando deparadas com «a venda de pedra para a vizinha Espanha».

O dirigente da organização ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, defende, por seu lado, que «existe um desleixo pelas autarquias em relação à Reserva Ecológica Nacional», e que diariamente «pequenas fatias são retiradas para outros fins».

Já a professora universitária, Manuela Magalhães, argumenta que «a lei deve ser feita para corrigir erros», e garante que com a passagem da responsabilidade da reserva para as autarquias «a REN não será bem gerida».

Este movimento de cidadãos pretende «travar a municipalização da REN», apontando como um mau exemplo de gestão da reserva ecológica as recentes inundações na área da Grande Lisboa, que originaram «perdas humanas e enormes prejuízos materiais».

Os signatários da petição disponibilizaram a petição no endereço de Internet http://www.PetitionOnline.com/ren2008/petition.html.

fonte : Diário Digital / Lusa

sexta-feira, abril 11, 2008

LAVÁMOS TODOS A MEMÓRIA DAS NOSSAS ORIGENS?





O que transborda de unanimismo e preguiça cívica na sociedade portuguesa , falta-nos em exemplo ou exigência.

Vem isto a propósito da construção do novo aeroporto e da nova travessia sobre o Tejo.


Quero eu voltar a sublinhar que considero demasiado perigoso o unanimismo sem contrapartidas ou exigência a que aparentemente se chegou com a decisão de construção destas duas infraestruturas.

Querem-nos convencer tanto da sua inevitabilidade , como da razão da sua escolha ou do seu factor de criação de riqueza e para isso utilizam uma técnica básica de vendas , o da promoção por tempo limitado , aquela do "compre antes que esgote " ou "só hoje!"...já estamos atrasados...


Esse stress da decisão urgente faz-me desconfiar, primeiro porque evita a discussão, depois porque tudo justifica , incluindo a ausência de estudos de impacto ambiental.

A ser necessário construír um novo aeroporto , até que estou de acordo com a localização escolhida , mas será mesmo de facto necessário ?

O excelente aeroporto que nasceu das cinzas do Pedras Rubras faz-me pensar que talvez alguém ande a sabotar a Portela ... ah! mas não há tempo a perder , muito menos para pensar ou exigir , pensar que o tráfego actual (preço do petróleo, taxas de carbono, recessão das economias europeias e USA...) pode até diminuír drásticamente e que por esse factor as low-cost até se extingam - lembram-se da Panamericam ou da TWA , da Swissair ou da Sabena ? - e nada disto é infelizmente impossível...


O mesmo se aplica à nova ponte!!! Justifica-se e "é urgente" criar uma ligação ferroviária com valências totais , carga , TGV, comboio suburbano e Metro Ligeiro ... mas é cecessário ser em ponte ?
Mas é mesmo necessário ser em Ponte Rodo-ferroviária ?
Mais uma vez "não há tempo" para analizar...para pensar...


Bom então se não há tempo para isso , se com todas as pressas já está decidido , se há um unanimismo total e uma excitação geral nos autarcas da Margem Sul deixem-me então terminar lembrando mais uma vez o seguinte !


A construção destas estruturas será paga pelos cidadãos europeus e pelos cidadãos nacionais independentemente da sua origem ou local de residência, a maioria deles nunca vai usar estas estruturas ou beneficiar directa ou indirectamente delas!
Nós , residentes na Margem Sul e em Lisboa, antes pelo contrário, vamos beneficiar delas e largamente .

- Não é então moralmente aceitável que a nossa contrapartida como directos beneficiários , seja garantir que outros valores são respeitados , começando pelo controlo financeiro da obra e dos seus prazos e acabando na exigência de apurados estudos de impacto ambientais com minimização de consequências adversas garantindo a sustentabilidade ambiental local, da região e do país apesar da obra ?

- Não é moralmente aceitável que se exija dos autarcas rigor e garante da defesa do ambiente e do património construído e que não cedam perante as pressões urbanas que apenas beneficiam alguns , incluindo os próprios autarcas?

Penso que estes dois pontos é o minímo moralmente exigivel perante o País e perante a Europa . É caso para perguntar, se ainda há moral na politica ?
Há que corrigir o unanimismo sem exigência em que mergulhámos em extâse com a nova ponte !


Acordem "oposições"! Os outros já sabemos ao que andam !
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POST SCRIPTUM

O post de ontem "Agradecimento" nasceu da atitude arrogante de uma declaração do presidente da RAV no programa "Prós e Contras" para este técnico, uma diferença de "sessenta ou setenta milhões de euros" no orçamento era "desprezivel" , isto somado á atitude quase infantil dos presidentes de Câmara e da Ass.de Municipios de Setubal e da AML .

- Quanto, por sessenta ou setenta milhões de euros se poderia fazer no "interior" para melhorar as condições de vida dos residentes e fixar novos residentes?

- Quanto no "interior" se poderia fazer em educação, com o dinheiro gasto em rotundas, fogo de artificío e propaganda nos Municípios da Margem Sul ?

- Quanto se poderia fazer em transportes nas aldeias do "interior" com o dinheiro que diáriamente está a ser desperdiçado no funcionamento "faz-de-conta" do Metro Sul do Tejo ?
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Aqui (clique) um filme, nada leve, para o fim-de-semana.