Mostrar mensagens com a etiqueta trolley-bus complemento do MST. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trolley-bus complemento do MST. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 18, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL 3




Entrámos novamente numa maré de betão e de projectos grandiosos, resta saber se serão viáveis e se as futuras gerações que os irão pagar ficarão agradecidas ou antes pelo contrário, mal-dirão desta gente do presente que tão fácilmente empenha o erário público.

Um exemplo exasperante de desperdicio é o Metro Sul do Tejo. É um escândalo ver aquele meio de transporte VAZIO sem que ninguém questione das razões, justifique o dinheiro gasto , ou mova uma palha para o rentabilizar no imediato.

Afinal, o MST foi feito para servir a população, ou para desfilar como uma bela peça de mobiliário urbano?

Mais uma vez aqui se apela , como se tem apelado noutros blogues, para que este projecto seja repensado e integrado com os outros meios de transporte.

A desarticulação actual é visível , mas não parece preocupar seja quem fôr!

Mais uma vez e aproveitando o potencial de alimentação eléctrica construído, reafirmo que seria uma solução rápida e eficaz uma ligação em trolley bus (mais rápida de instalar e a um sexto do preço da solução carris) entre a estação de recolha do MST no Talaminho e pelo menos a Cruz de Pau.


Veja-se na primeira imagem a azul, o percurso desaproveitado em carris entre o Talaminho e Corroios onde se inicia a exploração , apesar de exitirem paragens construídas a montante e o espaço que poderia ser utilizado por autocarros eléctricos não poluentes entre a Cruz-de-Pau e o inicio da linha.



A solução é viável , há até já uma faixa BUS dedicada. É só pôr a linha eléctrica e comprar os trolley-bus.


Na segunda imagem, a vermelho a ligação proposta com este mesmo meio de transporte, entre o interface do Pragal (Fertagus-MST-TST) e o Forum Almada, a verde a ligação que poderia continuar e servir o Feijó, Vale Fetal...

São necessárias e urgentes soluções deste género, não poluentes e que utilizando a estrutura de alimentação eléctrica já instalada , crie linhas onde as pessoas vivem , que ao mesmo tempo faças o que o actual percurso por si só não faz, nem fará, e que é servir a população sendo economicamente rentável.

E não venham cá com a desculpa dos custos , as rubricas desgarradas, avulsas e inúteis de um ano de orçamento da Câmara do Seixal, dariam e sobrariam para instalar várias destas linhas. O Metro a ser instalado na Amadora orça em 11 MILHÕES DE EUROS! as despesas aqui denunciadas no post de ontem , são metade desse valor! Mais , a Câmara da Amadora conseguiu que a superficíe Comercial servida por esse transporte , fosse a principal investidora como contrapartida da construção do Centro Comercial.

E por cá ? Onde andam as contrapartiidas da instalação dos LIDL´s , dos MOSQUETEIROS, dos FEIRANOVA, dos CONTINENTE , dos JUMBO , dos LECLERC ???

quarta-feira, abril 16, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL 2





De volta ao país real e a projectos reais, vemos que a proposta para a Amadora de um metro de superficie sem carris é infinitamente mais barata que o projecto MST , serve a principal superfície comercial do concelho, ainda em projecto e é paga pelos promotores desse empreendimento.

Vejamos :
¨

Em 2009, a Amadora vai ter um metro ligeiro de superfície que ligará 5 freguesias entre a Reboleira e o futuro Dolce Vita Tejo. O projecto é financiado pela Chamartín.
Amadora atrai Chamartín para "troley" de 11 milhões.

O "mega-troley-bus", ou metro ligeiro de superfície sem recurso a carris, vai ter uma extensão de sete quilómetros e ficará concluído em Maio de 2009, data previsível para abrir o Dolce Vita Tejo.


Uma segunda fase, posterior, deverá "fechar a malha de transportes semi-pesados na Coroa Norte de Lisboa", com prolongamento aos concelhos de Loures e Odivelas.

O projecto, formalmente apresentado pela tutela central e pela autarquia, foi utilizado pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, como exemplo futuro a seguir de parceria público-privada. Gabriel Oliveira, vereador dos Transportes da Câmara Municipal da Amadora, está já confirmado o financiamento pelo grupo imobiliário afecto ao centro comercial Dolce Vita Tejo.

O carácter "inovador" do projecto, ontem salientado, advém do facto de o novo metro de superfície se deslocar com pneus em vez de assentar em carris. O que "alivia" o custo, reduz o tempo de construção, permite maior adaptação às ruas da cidade e diminui "o consumo de CO2 em cerca de 4,95 mil toneladas/ano" em substituição de transporte ligeiro e autocarros, segundo as previsões da autarquia.

Aos jornalistas, o vereador Gabriel Oliveira garantiu que o novo transporte a surgir na Amadora é "seis vezes mais económico" do que se a ligação às mesmas seis freguesias (Reboleira, Venda Nova, Falagueira, Mina, São Brás e Brandoa) se fizesse com o "metro clássico". Se o prazo de construção ontem dado, de pouco menos de ano e meio, se concretizar, em Maio de 2009 começará a circular 15 a 20 mil passageiros em cerca de duas dezenas de paragens do metro ligeiro de superfície da Amadora.¨

Como se vê, pelo projecto da Amadora, não é irrealista a proposta de complementar a linha do MST com linhas em Trolley-car que sirvam rápidamente a população e que rentabilizem o investimento (alimentando as composições MST/carris) até aqui sem retorno do Metro Vazio do Sul do Tejo!

De sublinhar o exemplo das contrapartidas exigidas e conseguidas para a instalação de uma superficíe comercial.


É caso para perguntar , em que consistiram , que valores tiveram e onde foram aplicadas ou para onde foram as contrapartidas das inúmeras Grandes superficíes instaladas na Margem Sul ?

Ou não houve contrapartidas...declaradas ?

terça-feira, abril 15, 2008

UM TROLLEY-BUS PARA ALMADA E SEIXAL




A cada dia que passa é mais e mais insustentável a opção de traçado escolhida para o Metro Sul do Tejo .


Ao mesmo temo que se criaram zonas de urbanização mais densamente povoadas que as zonas mais antigas e entretanto desertificadas , ao mesmo tempo que se criaram zonas de convergência como a zona comercial de Almada ...está-se a construír uma linha de Metro longe dos loc
ais onde as pessoas habitam ou onde se deslocam nos seus momentos de lazer e nos locais mais desertificados ou não habitados.

No caso em questão e face ao incomportável número de pessoas que obrigatóriamente se têm que continuar a deslocar de automóvel é urgente a criação de uma linha complementar (muito mais económica e rápida de instalatar que o MST e em
complemento deste, trata-se de uma linha em trolley-bus eléctrica que ligue a estação interface do Pragal com a zona comercial de Almada e com o miolo da nova zona urbana (Feijó-Laranjeiro).

Esta não é uma proposta irrealista, veja-se que na proposta de lançamento do Metro da Amadora há exactamente uma proposta de criação de uma linha deste tipo que permita justamente a intercepção da linha do Metro com uma superfície comercial não servida pelo Metro.


Há que urgentemente avançar com soluções deste tipo para rentabilizar e justificar a existência do MST. Uma outra linha nestes moldes poderia funcionar entre o Fogueteiro e a Estação de recolha de onde partem as composições do MST servindo as populações da cidade de Amora e até Seixal.

Estas duas soluçõe
s , em nada comprometeriam a futura expansão da rede, funcionando em complementaridade e com um custo de instalação e exploração muito inferior...e em transporte não poluente!