quarta-feira, novembro 30, 2005

MAIS UMA DECISÃO HISTÓRICA, EM PALMELA PODER JUDICIAL PROTEGE O MONTADO












Foto Corroios Seixal, neste local passará uma nova via pelo que terão de ser abatidos mais umas dezenas de sobreiros em prol do "progresso".


À falta de uma protecção ambiental mais eficaz e face a interpertações enviezadas de algumas autarquias do que é a defesa do ambiente, vem o Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada dar razão à QUERCUS na queixa feita pela associação ambientalista sobre as obras no loteamento de Algeruz / Palmela, isto segundo noticia publicada no PUBLICO de hoje e assinada por Claudia Veloso).

O Tribunal deu como provado que "homens e máquinas estão a alterar e destruir a morfologia e relevo natural do solo e a amputar raizes", relembre-se que a autarquia alegou então que a urbanização não previa o abate de qualquer àrvore, mas o tribunal concluiu que as obras de construção de vias de comunicação e infraestruturas de àgua e saneamento "estão a alterar o ecossistema do local", o que é proíbido por lei.

A decisão é uma decisão importante uma vez que havia uma série de interesses conjugados em avançar com aquela urbanização, incluindo a própria Câmara, esgrimindo com uma série de argumentos contra a organização ambientalista, chegando até os interessados a alegar que "a urbanização estava prevista no PDM" ou baseando-se em pareceres técnicos da Associação de Produtores Florestais de Setúbal que não atribuia aquele local "valor ecológico".

O que é facto é que a decisão do tribunal veio no sentido da protecção ambiental daquele montado , estando a obra parada, e , avançando agora a QUERCUS com uma acção no sentido de "penalizar os responsáveis e repor a situação inicial".

Esta é em pouco tempo a segunda decisão do género no sentido de estancar na Peninsula de Setubal com o abate massivo e sistemático de sobreiros, o outra foi conhecida no inicio deste mês e teve como palco o concelho do Seixal onde houve o abate ilegal de mais de mil sobreiros para a instalação de um hipermercado Carrefour e vias de acesso.

Incompreensível a posição da autarca de Palmela que deveria ser o garante do património ambiental, mais que dos interesses de quem pretende construir, relembre-se que a autarca tem assumido posições de grande crispação para com a QUERCUS sobre aquele caso, tendo mesmo em Tribunal (e segundo O PUBLICO) alegado que as posições dos ambientalistas eram "completamente infundadas, para não dizer intoleravelmente alarmistas e demagógicas".

terça-feira, novembro 29, 2005

MODELO DE DESENVOLVIMENTO IMPEDE PORTUGAL DE CUMPRIR QUIOTO














O Bartoon de Luis Afonso e o dossier elaborado por Ricardo Garcia (clike aqui) ambos publicados no Publico de ontem dizem quase tudo, alertando objectivamente para o facto de que o sector dos transportes e dos edificios terem duplicado as emissões de gases com efeito de estufa em Portugal desde 1990.

Quando estes factores se associam , como o é, quando as cidades alastram descontroladamente para os suburbios como acontece na Margem Sul, a situação foge completamante do controle, ainda para mais quando entre os autarcas responsáveis por estas aberrações urbanas não há a minima sensibilização para o assunto e é onde faz todo o sentido a ilustração do cartoon de Luis Afonso.

Este balanço foi feito a proposito da reunião que ontem se iniciou em Montreal sob a égie das Nações Unidas , com a presença de cerca de dez mil representantes de 189 países e que tem como pano de fundo as "Alterações Climáticas" sendo a primeira destas conferências a decorrer depois do nascimento do Protocolo de Quioto em 1997.

O trabalho de Ricardo Garcia aponta para a monitorização que está a ser feita por parte do Programa Nacional para as Alterações Climáticas e as medidas que este programa recomenda, que para o sector dos transportes preconiza a introdução dos biocombustiveis paralelamente introduzindo planos de mobilidade nas àreas metropolitanas, tributação dos combustiveis fósseis e taxas sobre os automóveis.

No sector dos edificios destaca-se a vontade de massificação do uso de paineis solares em edificios. Outro dos vértices deste plano passa por um investimento na energia Eólica, o sector que mais cresceu em Portugal nos ultimos quatro anos em que se passou de 100 megawats para os cerca de 1000 que estão prestes a ser atingidos (os objectivos para 2010 são de serem atingidos 4000 a 4500 Mw).

São tudo temas que têm sido aqui apresentados em termos regionais e profundamente ridicularizados o que sublinha o "abanão civilizacional" que é preciso dar para levar a bom termo objectivos que são globais mesmo passando por opções individuais e comezinhas como o uso da bicicleta!!!

segunda-feira, novembro 28, 2005

CEMITÉRIO DE ALMADA - FEIJÓ ,DO MITO À REALIDADE














Imagem o Cemitério Jardim "de campanha" do Feijó - Almada, arredores de Lisboa

Em Almada há um mito curioso, o de que o Cemitério de Almada é um Cemitèrio Jardim, moderno, igual ao que se faz lá fora prá- frentex...
E o incauto cidadão que mais nada conhece,e até lhe custa que os seus mortos não tenham a mesma dignidade na morte comparativamente à das suas terras de origem e sua cultura, mas se é uma questão de evolução na morte como há evoluções na vida, e se é assim lá fora ... lá vão aceitando.














O Cemitério do Feijó está estratégicamente arranjado para criar a ilusão de ajardinado que só é realidade nalgumas bordas e em seu redor. A zona das sepulturas são meros monticulos de areia, o Betão avança também em seu redor! Por sua vez os munticulos de areia que formam as sepulturas são até visiveis de satélite (google-earth).

Mas a realidade é que aceitar não é habituar, e passados vários anos ainda não conseguem interiorizar o macabro que é uma visita ao Cemitério do Feijó, sobretudo depois de uma chuvada com os munticulos de areia que são as sepulturas todos esboroados senão completamente abatidos.
Desculpem ainda não tinha dito, é que as sepulturas no Feijó são meros monticulos de areia
(compostos a espaços por diligentes funcionários - que biscateiam o serviço) , assim como os cemitérios de campanha e as valas comuns que vemos como resultado de tantas guerras.








Um Cemitério Jardim , arredores de Londres

Mas o Povo lá vai pensando que lá fora é assim... e não é ! Não é assim em parte alguma da Europa, e quem escreve estas linhas tem dedicado muitas visitas e pesquisas ao tema... mas querem fazer crer que sim , que é moderno... e necessário e que é "um jardim" , ora um jardim é por exemplo o "Parque da Paz" a escassas centenas de metros dali, o cemitério é assim como que uma edição das construções na areia...






Cemitério Jardim, arredores de Munique

Mas se se pensa que isto é só uma opção estética em termos de culto dos mortos (ou falta dele) , não é só, uma questão premente prende-se com questões básicas de saúde publica, com contaminação dos solos e aquíferos (grosso da Água de Almada é captada a escassas centenas de metros dalí) o que se trata de um problema dos vivos propriamente ditos, é que os caixões são colocados directamente na terra e tapados, ora como já vimos, quando chove, os monticulos abatem sobre as urnas que entretanto apodreceram e sobre os cadáveres em decomposição infiltrando-se todas estas matérias directamente no solo. Para mais. a zona circundante tem crescido descontroladamente.

Parece que nada disto incomoda porém os autarcas apesar da revolta dos cidadãos e de quem visita aquele lugar... é que para todos os efeitos, o cemitério de Almada é um Cemitério Jardim, e na Margem Sul , o que conta é o Mito, a realidade é a do faz de conta que nada se passa e que vivemos todos felizes e contentes.

domingo, novembro 27, 2005

BICICLETA , HABITUE-SE A ELA!














Imagem Baviera esta semana


Saudamos as iniciativas que se vão tomando um pouco por toda a parte no sentido de vulgarizar de novo o uso da bicicleta em Portugal. Para além do mais porque faz todo o sentido e porque na Europa é um designio não só individual mas colectivo, com a implementação de sistemas municipais integrados e desenhados tendo como centro este meio de transporte como já aqui focámos anteriormente.





Amsterdão Holanda


Somos o país menos desenvolvido da Europa (antes do recente alargamento) ou seja ,os exemplos de modernidade que pretendemos transmitir talvez sejam antes exemplos de provincianismo, são eles os aqui reforçados nos ultimos posts com os Mega-Centros Comerciais, os Multiplexs das pipocas, o não uso de energias alternativas (nomeadamente eólica e solar - onde temos excelentes potencialidades) , o desrespeito pelo meio ambiente e pela natureza, a densificação urbana, a guetização ou a dependência do automóvel.






Amsterdão - Nada temos a aprender pois não?

Sobre a bicicleta arranjamos ainda multiplas desculpas para não fazer o seu uso, mesmo para curtas distâncias onde tudo, incluindo o percurso o recomendaria.







Copenhaga, também nada a aprender?

Uma no entanto é a maior das verdades, a ausência de uma rede de ciclovias que permitam o uso da bicicleta de forma ordenada e em segurança, esse é na realidade um óbice a combater sensibilizando autarcas e responsáveis a fazê-lo (mais uma vez refiro, como se faz no resto da Europa) de forma a tornar o uso das duas rodas um hábito diàrio, um bom hábito!

sábado, novembro 26, 2005

sexta-feira, novembro 25, 2005

BOLETIM MUNICIPAL DO SEIXAL PROMOVE IMOBILIÀRIO E PROJECTOS PRIVADOS










Do Boletim Municipal do Seixal sobre o Salão Imobiliàrio de Lisboa :

"AUrbindustria, A Silva e Silva Imobiliària e o consórcio da Quinta da Trindade foram os representantes do Seixal neste Salão Imobiliàrio"

Repete outra vez..

"A Urbindustria, A.Silva e Silva Imobiliària e o consórcio da quinta da Trindade foram os representantes do Seixal neste Salão Imobiliàrio"

Ah! Espera... repete devagar, como se eu fosse muitooo burro!!!:

"A Urbindustria , A.Silva e Silva Imobiliària e o consórcio da Quinta da Trindade foram os representantes do Seixal neste Salão Imobiliàrio"

Ora isto ainda é melhor que o anúncio do telefone com banda larga e internet incluida...

Realmente, ver um "artigo" de página inteira do Boletim Municipal do Seixal, a fazer promoção de "Projectos privados do Concelho no Salão Imobiliário de Lisboa 2005" é no minimo surreal, uma vez que considera-se que uma autarquia deveria estar equidistante ou pelo menos mais imparcial sobre projectos privados, que tem, supostamente, que supervisionar e fiscalizar, até como garante do que é de todos (o Património Construido e Natural - mesmo sendo propriedade privada) e não vir agora promover - num meio oficial, pago pelos munícipes, gratuitamente e tecendo as suas maravilhas - projectos que põem em causa o ambiente e a qualidade de vida da população da Margem Sul, pois que pela sua dimensão vão ter um enorme impacto em termos populacionais em toda a Margem Esquerda do Tejo.

Sobre o projecto da "Quinta da Trindade" com direito a destaque em "caixa vermelha" , "A Quinta da Trindade é o primeiro projecto conjunto do grupo português Libertas e do grupo espanhol Nozar, representando um investimento total de cerca de 200 milhões de euros.Rodeado de grandes zonas verdes (? - Quinta do Àlamo?), o empreendimento compreende 1516 fogos...e 92 unidades comerciais repartidas por 11 quarteirões, com edificios que não ultrapassam em média os seis pisos..." - Relembro os desmentidos e os epítetos de mentirosos que aqui grangeàmos quando pela primeira vez apresentámos aqui no a-sul este projecto ("Top secret", à altura!!!)

Esclarecedoras as seguntes linhas citando declarações do Presidente do C.A. da Libertas que sublinha acreditar "...muito neste empreendimento. Tem existido grande entendimento entre as entidades envolvidas - SL. Benfica, Câmara do Seixal e Empresa - o que tem permitido que o processo avance calmamente, com segurança, para que seja possível atingir o nosso objectivo..." .

Continuando, agora sobre o projecto para cima da Baía (Mais uma "Quinta") a Quinta do Outeiro, do Grupo A.Silva e Silva - que relembro é o construtor, proprietário e senhorio, do edificio onde com pompa e circunstância se instalou as "oficinas" da Câmara - "O Grupo A.Silva e Silva tem realizado diversos investimentos um pouco por todo o país, que o colocam como uma das maiores empresas do Seixal. E é no Seixal que vão lançar brevemente o Seixal Baía, um empreendimento de edificios de habitação e comércio na Quinta do Outeiro".

Mas esta pérola de "jornalismo" promocional encapotado ( ainda mais pornográfico que a publicidade subliminar nos "morangos com açucar") não se fica por aqui, e continua com a àrea da Siderurgia "...o PIS e o estudo de ordenamento da àrea da siderurgia...O estudo de ordenamento tem as duas primeiras fases concluidas e até ao fim do ano será apresentada proposta preliminar, que tem merecido por parte da Câmara Municipal todo o apoio, pelo que contamos com a aprovação e inclusão no PDM..."

Para quem já achou que viu de tudo na vida, este designio capitalista de promotor imobiliàrio da CMS (quando devia ser garante do património , do bem publico e do ambiente) vindo de uma câmara Comunista com cariz ecologista surpreende ou não? Ou é preciso repetir a transcrição inicial ... é que não somos Burros senhores autarcas!!! O Senhor vereador Silva também ficou bem na fotografia ao lado dos outros "Silvas" e restantes promotores.

Este artigo incluido no número do Boletim Municipal do Seixal dedicado à "Tomada de posse dos orgãos das autarquias locais para 2005-2009" parece premonitório do que aí vem... Outra conclusão é que no Boletim Municipal do Seixal o cidadão comum não tem voz, mas o mesmo não se passa com os Administradores das Grandes empresas que têm negócios com a autarquia.
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Sexta Feira 26 Novembro 14.00

Reitero o que ontem aqui se escreveu, que este modelo de "desenvolvimento adoptado" - com o gigantismo das superficies comerciais que se multiplicaram anárquicamente- traçou a sentença de morte do comércio tradicional e das salas de cinema das sociedades recreativas (muitas delas sustentáculo das outras actividades associativas) e da própria maneira como era organizada a vida social em Almada, Seixal, Moita,Montijo, Alcochete.

Este modelo não tem paralelo nem na Europa nem nos Estados Unidos! (por alguma razão os nossos centros comerciais são sempre "os maiores..." , e é verdade!).

Com o conluio das autarquias e forças politicas maioritárias suas apoiantes, foi deixado campo livre à massificação urbana e cultural ,multiplicaram-se recentemente as salas de pipoco- multiplex com cinematografias de origem unica , tendo-lhes sido possibilitado mesmo a cartelização ao instituirem uma politica de preço unico muito mais elevado que o praticado pelas salas das colectividades e que permitiam a que um maior numero de pessoas tivesse acesso aquele bem cultural e inclusivamente a um outro leque de produção e distribuidores.

O movimento associativo foi abandonado à sua sorte pois deixou de interessar como arma de arremesso politico ou manipulação desde que as autarquias descobriram as parcerias económicas como as apresentadas no post de hoje, muito mais rentáveis para si e partidos seus apoiantes.

quinta-feira, novembro 24, 2005

NO MILLENIUM DAS MEGALOMANIAS













Cinemas Millenium do Freeport de Alcochete , 23 salas - FECHAM!


As megalomanias provincianas e serôdias dão nisto, e isto são mais umas dezenas de desempregados em vésperas de Quadra Natalicia.

A situação resulta de a administração do Freeport de Alcochete ("o maior outlet da Europa") ter fechado os cinemas Millenium, o maior Multiplex do país com 21 salas. O facto era algo de anunciado e esperado, embora não se esperasse por uma posição de força tão declarada, com seguranças em todas as entradas e portas fechadas com correntes.

A gestão dos cinemas Millenium tem outra versão para a não viabilidade do espaço, acusando a administração do Freeport, mas o que é facto é que os espectadores escasseavam para tanta sala e lugar disponível . Verdade verdade é que estão hoje mais 30 cidadãos no desemprego, talvez consigam colocação nas Grandes Superficies+ Multiplexes, que vão nascendo na Margem Sul e que pelos vistos já se começam a canabalizar a si próprias depois de terem destruido o comércio tradicional da região e as tradicionais salas de cinema das sociedades recreativas.

Podemos pois atribuir a este fenómeno (o "centro-comercialismo") - a par da criação de novos hábitos sociais assentes no consumo, e a movimentos pendulares criados pela criação de cidades dormitório-suburbanas - a destruição do movimento associativo, fomentada afinal pela força politica dominante na região , que sempre o disse defender, pelo menos enquanto o pôde dominar

quarta-feira, novembro 23, 2005

CENTRO DE ESTÁGIOS DO BENFICA DO SEIXAL, AS PONTAS SOLTAS














Afinal ainda há pontas soltas no processo que envolve Vale e Azevedo e a Euroàrea, pois segundo noticia do Publico de ontem, assinada por José Bento Amaro " O ex-presidente do SLB, João Vale e Azevedo pode voltar á cadeia para cumprir parte de uma pena de seis anos, decretada na sequência do caso Euroárea, o qual envolvia a cedência de terrenos para construção do centro de estágios do clube , no Seixal".

O acontecimento surge do facto de ter sido pelo Tribunal da Relação de Lisboa confirmada a decisão sobre o recurso de uma sentença, novo recurso poderá porém ser ainda apresentado ao Tribunal Constitucional. Se tal não for feito e segundo a noticia, Vale e Azevedo verá a sentença aplicada.

"A condenação aplicada a Vale e Azevedo assenta na convicção do tribunal de que este, depois de falsificar alguns documentos , acabou por depositar numa conta própria a quantia de um milhão de contos (cerca de cinco milhões de euros), verba essa que terá sido paga pela Euroàrea como parte do negócio que envolvia a cedência dos terrenos do Benfica, em Lisboa, e os do Seixal, onde o antigo presidente ainda procedeu ao lançamento da primeira pedra de um complexo desportivo que só agora, com Luis Filipe Vieira na presidência, se encontra em fase de conclusão..."

A esta distância sabemos agora que afinal o tal "complexo desportivo" ( que se "vendeu" ao Povo) foi também uma forma ardilosa de se avançar para um mega projecto imobiliàrio o que só adensa a transparência de todo este negócio, demasiado volumoso em termos de capital para estarmos sómente no dominio das trocas e permutas ... pelos vistos pelo menos por parte de Vale e Azevedo há contas ainda não cabalmente clarificadas.

Um dia, espero, a justiça clarificará se Vale e Azevedo foi um "xico-esperto" ou um bode espiatório... é que continua a haver muitos boatos e pontas soltas... entretanto, a novela continua!

terça-feira, novembro 22, 2005

OTA ...RIOS













Com a ideia do novo aeroporto parece credivel a vontade de matar vários coelhos de uma só cajadada, ou seja, retirar Aeroporto da Portela de onde ele se encontra ... libertando aqueles apeteciveis terrenos... vizinhos aos investimentos do Sr.Stanley Ho ali ao lado na Alta de Lisboa ... e dar aos construtores duas frentes de trabalho, uma para mais tarde quando tirarem o Aeroporto de Lisboa de onde se encontra e outra para já, na OTA.

Pelo que remeto para o editorial do Correio da Manhã assinado por Rui Hortelão que aproveita para traçar um paralelismo com outras situações que têm a ver com a Margem-Sul, o editorial começa citando as palavras do maior proprietário da zona que dizia "Com o aeroporto da OTA poderei facturar 500 milhões de euros" , escrevendo o autor que nas obras públicas (e passo acitar) :

"Umas há mais rentáves que outras, umas mais direccionadas para o lucro dos parceiros privados, outras mais a pensar nas pessoas que dela vão usufruir. A Ponte Vasco da Gama é um bom exemplo do primeiro grupo: favoreceu quem tinha dinheiro para construir no Parque das Nações, Alcochete e Montijo, mas não resolveu, longe disso - o funil da Ponte 25 de Abril. Pelo contrário, inflaccionou a travessia sobre o Tejo e ignorou o interesse de milhares de portugueses que ganhariam dias de vida com a ligação Barreiro-Chelas.

Hoje ter-se-á uma ideia mais concreta onde incluir a OTA .Para já , só se sabe que os maiores grupos financeiros nacionais estão ansiosos por ouvir Mario Lino. Significará este interesse louco alguma coisa? Por certo que sim , mas dificilmente algo de bom para o comum dos portugueses."

domingo, novembro 20, 2005

REFUGIADOS AMBIENTAIS















Esta situação descrita por Luis Afonso esta semana num dos seus Bartoon é elucidadtiva da dimensão do problema, da insustentabilidade a que se chegou e o mais alto nível a que o problema é discutido e acompanhado.

Por "cá" ainda parece tudo uma ficção, com o mercado das emissões de CO2 a ser levado a sério sómente quendo as multas pesadas determinadas pelo Protocolo de Quioto começarem a doer, quando o nivel das àguas do mar começarem a subir e o ar se tornar insustentável para respirar (porque aumentam as emissões e diminuem os sorvedouros de carbono - florestas) , mas isso talvez só afete (pensam eles) os filhos e netos de quem agora ,enriquece ou dá a enriquecer, decidindo como coisa sua, sobre os espaços naturais e o ordenamento do território, infelizmente a ciência diz-mos que assim não é, e que ao ritmo a que se caminha essas consequência chegarão mais cedo do que se estima e se pretende ignorar.

Ao nivel mais básico (a todos os níveis) do poder, brinca-se com os PDM, com os espaços verdes e com o espaço fisico dos concelhos como se de um jogo do monopólio se tratasse sem ver que todas as decisões que têm sido tomadas nos levam para uma só direcção, a do abismo!

Hoje com, e, sobre o poder, dominam os Bancos e os Promotores e Construtores imobiliàrios, curioso que na Margem Sul seria suposto as coisas funcionares segundo outra ideologia, por isso é de uma tremenda hipocrisia quando o senhor Bernardino Soares critica os lucros apresentados pelo sistema bancário, quando esses lucros são sobretudo resultado do endividamento das familias em habitação (sobrevalorizada pela especulação) , sendo esse bem, habitação, algo em que intervêm como beneficiàrios os epeculadores, os bancos, os construtores e promotores, e as próprias autarquias... que lógicamente também lucram e muito com o sistema!!! (até com a Habitação Social) Sobretudo as da Margem Sul , uma das zonas onde mais se tem construido nas ultimas décadas!!!

A situação a curto prazo para quem reside na Margem Sul levará a que muitos partam , tal o acelerado nível de degradação ambiental e social a que se assiste, e com tendência a agravar ,dando a muitos todo o sentido local (salvaguardando as devidas distâncias) , ao cartoon apresentado como introdução.

Na realidade o sentido desta mobilização das Nações Unidas vem de erros ambientais cometidos um pouco por todo o mundo, tais como o Mar de Aral e Tchernobyl quando ainda faziam parte da ex URSS (perguntem aos inumeros emigrantes Ucranianos sobre a sua Tchernobyl), o que se assiste na Amazónia, o que pesa sobre todas as populações insulares e costeiras afectadas por uma possivel subida do nivel dos Oceanos, as populações afectadas por secas, pela desertificação ou por fenómenos que tenham a ver com as alterações climáticas.

Pena que os senhores autarcas nada saibam sobre as teorias do caos e a influência que uma pequena alteração num ecossistema possa ter para a vida local ou mesmo num ponto afastado dali.

Pena que sejam tão só aquilo que são...uns joguetes do imediato!

sábado, novembro 19, 2005

AMBIENTE NA MARGEM SUL - NIVEL ZERO














Estamos no grau zero ambiental na Margem Sul


Esta nova imagem mostra o estado em que está uma parte significativa do Concelho do Seixal, ao abandono depois de décadas de exploração de inertes. Parte desses areeiros desactivados foi transformada em "aterro" onde são depositados os lixos do Seixal e de outros concelhos, na restante área temos areeiros activos, areeiros abandonados e areeiros abandonados que servem para depósitos de todo o tipo, completamente fora da lei!

Não falta pois ao Seixal e à Margem Sul àrea de expansão urbana, àrea para reflorestar, àrea para requalificar, na àrea ocupada por estes areeiros que é quase a área de um pequeno Estado, mas vemos que em autarcas com o nível zero de preocupações ambientais e qualificações para o desempenho dos cargos para os quais foram eleitos, o que fazem eles?
- Primeiro continuam a não funcionar como era suposto, em contexto de Àrea Metropolitana, o que significa que cada um gere o seu jardinzinho de costas voltadas para o vizinho, e todos têm que ter um Forum Comercial, Um Forum Cultural, Uma Piscina Municipal, Um Campo de Futebol, Uns brilhantes Paços do Concelho...Um Hospital... agora cada um reivindica também Um Parque Industrial... e uma àrea de montado para arrazar!!!

Não sei em que mundo vivem estes senhores Presidentes de Câmara que se limitam a brincar aos Presidentes da República e Primeiros Ministros, para não dizer Reis dos seus pequenos reinos.

Neste inicio de mandato para além dos ultimos posts sobre o Seixal, o pior gerido de todos os concelhos da Margem sul, a transformar pinhais (Casal do Marco) em Parques Industriais, a transformar uma zona industrial (Siderurgia) numa mega urbanização, a urbanizar zonas livres sobre a Baía do Seixal (Centro de Estágio Benfica,Qta dos Franceses...) , a querer transformar zonas arborizadas em comércio e Habitação Social (Quinta da Princesa e Flor da Mata/Pinhal dos Frades)...

Assistimos porém ao mesmo desvario nos concelhos vizinhos, com o novo PDM da Moita com mais um Parque industrial (que implica o corte de sobreiros) e mais habitação para cima do Rio Tejo, no Montijo (avança o Parque Logistico), em Alcochete nova urbanização sobre campo agrícola com vista sobre a Zona Protegida das Salinas e em Almada Mais uma Grande Superficie já visivel da A2 (Leroy Merlim + Decathlon).

Onde é que vamos chegar a curto prazo? O que pretendem estes senhores para além de alimentar partidos politicos e construtores civis? Ou pôr Construtores Civis a alimentar partidos à custa do património que é de todos???

sexta-feira, novembro 18, 2005

SIDERURGIA DO SEIXAL VIRA MEGA-URBANIZAÇÃO













Foto Siderurgia Nacional e Paio Pires



Partindo do post de ontem o leitor lb suscitou algumas questões que interessam a todos os residentes da Margem Sul e particularmente do Seixal pelo que se publica o comentário que nos deixou e que tem o maior interesse e actualidade.

O A-Sul pelos seus leitores:


"...Já por diversas vezes aqui denunciei esta situação, nomeadamente a reconversão de terrenos industriais em terrenos urbanos,construindo uma mega-urbanização de 5000 fogos nos terrenos da Siderurgia (estamos a falar só!) de uma estimativa de 15.000 habitantes! só!).

Isto coloca-nos várias questões que era interessante ver respondidas por quem de responsabilidade:

1) Qual o interesse em reconverter aquela zona para habitação? Há falta de habitação no concelho? As perspectivas de aumento populacional justificam esta reconversão?

2) Quanto à coexistência entre Fábricas e habitação? As fábricas vão embora? Vão ser insonorizadas para não incomodar os habitantes? Vamos deixar fechar aquelas fábricas e promover a instalação de industrias menos poluentes? Que planos existem?

3) Durante trinta anos, funcionou ali uma siderurgia, com toda a poluição que isso acarretou, nomeadamante pela contaminação dos solos por poeiras de minério e outros poluentes. Essa situação está acautelada? Quem vai pagar a limpeza dos terrenos? São os promotores imobiliàrios? É a Urbindustria?, ou seja, o Estado? É a CMS? ou não se vai limpar nada e é só construir?

4) Irá a CMS daqui a uns tempos liderar a revolta dos trabalhadores por, em virtude do nascimento desta urbanização junto das fábricas estas se deslocalizarem ? Estamos a falar de empresas de capitais estrangeiros que só estão em Portugal enquanto lhes convier? Não acredito que alguém no seu perfeito juizo, queira ter uma fábrica de Industria pesada junto à janela de casa, mas enfim?

5) O PDM vai ser alterado por forma a que aquela zona industrial passe a ser de habitação? Quando e de que forma?

Estas são apenas algumas das muitas questões que espero sejam respondidas e aguardo que a CMS dê cabal conhecimento das mesmas em sede própria, ou seja, numa reunião da Assembleia Municipal .Infelizmente, parece-me que à semelhança do que acontece em muitos outros casos, quando explicarem é porque já foi feito.

De qualquer modo deixo ainda aqui uma outra informação adicional ao texto do Expresso que poderá ajudar a compreender muita coisa. O actual presidente da Urbindustria é alguém que vem da àrea do Imobiliàrio e construção, portanto parece-me mais que natural este interesse!"

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Veja aqui, mais sobreiros em risco na Moita - (Clike)

quinta-feira, novembro 17, 2005

PROMISCUIDADE NO SEIXAL - MAIS 200 HECTARES DE BETÃO















Fomos há alguns meses os primeiros a aqui denunciar a promiscuidade institucional que a utilização desta imagem acima representava. Esta semana um excelente artigo no Expresso da autoria de Graça Rosendo volta a pegar no tema acrescentando-lhe escandalosos e novos desenvolvimentos.

Quando há dias escreviamos hororrizados que a Margem Sul estava literalmente À VENDA , não imaginávamos que na ida à FIL IMOBILIÁRIA nos escapou uma visita ao stand da Urbindustria - tão chocados estávamos com os projectos para junto do Centro de Estágios do Benfica e para cima da Baía - em que se promovia afinal, mais um escândalo em qualquer país civilizado, modelo que ao que parece nos afastamos cada vez mais como referência.

Voltando um pouco atrás e à história da imagem, ela foi reproduzida com fins eleitoralistas antes das ultimas eleições autarquicas na propaganda da CDU, num folheto patrocinado pela Urbindustria e Grupo A.Silva & Silva e distribuido como encarte no Expresso, num folheto distribuido na Festa do Avante e agora recuperada para o Stand da Urbindustria da FIL, segundo o artigo do Expresso. Pelo que a promiscuidade denunciada pela oposição é o mínimo que se poderá chamar a tudo isto.

E continua o artigo referindo que desde Agosto de 2003, se passou de CINCO hectares destinados a habitação, para quase DUZENTOS, citando o site do Seixal Business Park : " As restantes áreas livres terão como finalidade o desenvolvimento de projectos urbanisticos orientados para habitação, comércio e sereviços.Além de alguns empreendimentos menores, merece especial atenção o grande projecto, predominantemente habitacional, a desenvolver na zona norte dos terrenos, o qual cobrirá uma àrea de 117 hectares, dotada de uma vasta estensão ribeirinha" . Uma "reviravolta" como lhe chama a articulista.

Relembro que há "quarenta e tal" anos aqueles terrenos eram constituidos por várias quintas, das quais a mais representativa era a Quinta da Palmeira da familia Almeida Lima, dos quais guarda Paio Pires gratas recordações , familia que foi expoliada pelo Estado , das suas propriedades agricolas , para conceder ao Sr.Champallimaud o privilégio de construir uma industria siderurgica, como se vê abandonada poucas décadas depois para conceder agora como privilégio a promotores imobiliàrios àvidos de lucro.

Pergunto a mim próprio o que sentirão:

- A Familia Almeida Lima que segundo as informações disponiveis , habita ainda no Seixal?
- As gentes de Paio Pires , tão sofridas pelo encerramento da siderurgia?
- Os Seixalenses? Com mais 200 hectares de Construção?
- E o que pensa o país de ver um conluio tão "promiscuo" entre autarquia e Urbindustria?

quarta-feira, novembro 16, 2005

A PROPOSITO DE PARIS - CITAÇÕES 2














Foto algures na Margem Sul

"Em Democracia os assuntos não se resolvem de forma violenta, que é o que está a acontecer em França"
Manuela Ferreira Leite, RR 08/11/05

"Não estamos livres em Portugal de vir a sofrer algo semelhante" João Cravinho, RR 08/11/05

"A intifada francesa pode e deve ser tratada como aquilo que é: 'escumalha' (...) O pior, em qualquer circunstância seria a sua vitória" Raul Vaz Jornal de Negócios 08/11/05

"Ao contrário do que alguns de nós tentam crer, questões como as colocadas pela juventude de Paris (como nas da Amadora) não se resolvem com respostas simplistas" David Pontes Jornal de Noticias 08/11/05

"São as nossas liberdades e a nossa democracia que ardem nos arredores das cidades francesas, não Sarkozy,qu, se fosse demitidi, seria o maior atestado da fragilidade do Estado francês e a receita para muitos mais tumultos em que ninguém teria mão " José Pacheco Pereira Publico 10/11/05

"Não é possivel constituir novas realidades nacionais e europeias com aqueles que rejeitam as suas matrizes culturais, o seu ordenamento juridico, os seus valores, a sua visão do mundo" Carlos Vale Ferraz, Diário de Noticias 12/11/05

terça-feira, novembro 15, 2005

A PROPOSITO DE PARIS - CITAÇÕES













Foto Algures na Margem Sul

"A Europa está ameaçada de fora e arde por dentro, parecendo em risco de implodir"
Expresso Editorial 12-11-05

"Não se pode condescender com a violência de Paris.Não há consideração sociológica que faça esponja à gravidade da situação.O problema é politico" Paquete de Oliveira, JN 12-11-05

"O que se passa em Paris pode (e vai) passar-se em qualquer outra cidade europeia, em qualquer metrópole do Ocidente. Para tal basta uma pequena fagulha; o combustivel que alimenta aquele imenso fogo existe em todo o lado" Henrique Monteiro Expresso 12-11-05

"O que leva a situações como as de Paris ou a realidades como as da Cova da Moura é a imigração ilegal ou a má politica de emigração" Ricardo Simões Ferreira, 24 Horas 06-11-05

"O drama desta Europa envelhecida é que precisa de emigração, mas não sabe ou não a quer integrar...Esta Europa incendiada precisa de mais consciência das suas debilidades e de agir em conformidade.Já chega de retórica e de propaganda" António José Teixeira DN 06/11/05

"Em Paris , já se vê o fogo.Mas no resto da Europa, há um fogo que arde sem se ver..." Domingos Amaral , Diário Económico 09/11/05

"A onda de levantamento insurreccional que alastra a toda a França pode ser o principio de um rastilho que pode explodir e produzir efeitos em vários paises do espaço europeu" Francisco Moita Flores , Correio da Manhã 07/11/05

"O desemprego, a marginalização e a especulação financeira continuam a ser flagelos sem uma resposta cabal da parte dos governos de esquerda e de direita" Rui Costa Pito , Visão 07/11/05

"A situação de crise que os gravíssimos desacatos em Paris e noutras cidades francesas vieram evidenciar carece de respostas politicas que proporcionem uma esperança de vida decente e digna para todos os que habitam os suburbios degradados por essa Europa fora" Vital Moreira 07/11/05

"A maioria dos portugueses deve achar que esta violência é toda lá longe, em frança. Não é.É aqui bem perto" Pedro Jorge Castro 24 Horas 07/11/05

"Os autarcas tardam a perceber que o desafio principal que hoje têm pela frente passa menos pela construção de obras públicas e mais pela qualificação dos seus municipes e pela capacidade de criação de emprego" António José Teixeira DN 07/11/05

segunda-feira, novembro 14, 2005

OUTROS BAIRROS - NOVOS GUETOS







Usando a ferramenta que salientei ontem Google-Earth (e que parece tanto irritou alguém ) vamos viajar por alguns bairros problemáticos da Margem Sul, numa altura em que o que se passa em Paris está na ordem do dia, à esquerda Cucena-Seixal.Construido em terreno industrial longe de tudo. Logo após a inauguração viu as instalações comunitárias vandalizadas.

Não é de hoje com os problemas de Paris que nos preocupamos e debruçamos sobre o tema, temos vastos trabalhos publicados sobre o tema que podem encontrar em arquivo , bem como inumeras denuncias sobre a instrumentalização politica que têm servido todos os interesses e todos os partidos.

Finalmente este fim de semana atingiu-se o expoente máximo de atenção e análise do tema dos Bairros Sociais com dossiers extraordináriamente sérios e bem elaborados sobre o tema, raro foi o jornal de referência que não publicou inumeras páginas e opiniões.
Destaco aqui o artigo de Fernanda Câncio no DN e o melhor titulo de todos "Estes bairros da Felicidade impossivel"





Moita, Bairro da Fonte da Prata, um gueto agora rematado com um apêndice "rico".Longe de tudo e todos ...



O que Fernanda Câncio salienta no seu artigo é o "estigma do gueto" ,leva-nos a por exemplo Isabel Guerra que refere " as pessoas não são coisas que se metam em gavetas: agarra-se numa população de um bairro de barracas e transfere-se para um bairro de prédios.Resultado: a 'promoção social' almejada não se verifica, o estigma que pesava sobre o primeiro bairro transfere-se para o segundo."

Sopre este estigma Fernanda Câncio cita José Cavaleiro Rodrigues "Sentindo-se 'roubados' da nova identidade social sonhada, desenvolvem um "processo acusatório" em relação aos vizinhos.A 'sociabilidade e a solidariedade inicial do bairro de barracas' são substituidas pela 'generalização de formas de interacção negativas'. É o 'gosto pela casa e o desgosto pelo bairro'..."

A casa nova, de que se reclamou incessantemente o direito adquirido não é afinal a "sua" casa, mas aquela que uma sociedade sem rosto entrega em penhor de uma qualquer "culpa". Uma esmola que ao invés de colmatar a exclusão a confirma.Uma desculpa, boa ou má, talvez seja por isso, alega Maria João Freitas "que diz-se, destroem aquilo que é seu...mas se calhar não sentem aquilo como seu".








Quinta da Princesa , Seixal.Mais um bairro social longe de toda a malha urbana.

No mesmo dossier do DN, António Fonseca Ferreira, presidente da CCDRLVT afirma "Espero que com o que se passa em França as pessoas despertem, depois de andar toda a vida a pedir que não se reproduzissem cá os mesmos erros que outros fizeram" tem agora esperança que o que se passa em França alerte para a necessidade de intervir por cá.

Noutra parte do mesmo dossier, Paula Lobo escreve "Os erros foram identificados há mais de duas décadas, mas a pressão das soluções rápidas e do lucro fácil tem levado a melhor sobre a opinião de urbanistas e arquitectos, ao desafia lançado pela jornalista responde o arquitecto Nuno Teotónio Pereira "Se o urbanismo pode ser uma causa para os confrontos ? Com certeza! A concentração do realojamento de familias pobres em bairros isolados do tecido urbano é um disparate" - (vejam-se as imagens com que ilustramos o post).









Picapau amarelo - PIA/Almada Mais uma aberração de alojamento em massa.

Relembro para terminar uma frase de Judite de Sousa (JN 12/11/05) "O problema em França e em muitos outros países europeus é que os governos não controlam mais os processos de exclusão económica e social" , o que é uma ideia aterradora se considerarmos que autarcas há, perfeitamente inconscientes (?) , a pôr achas para a fogueira, promovendo alguns dos bairros reproduzidos e querendo continuar essa saga com a criação de novos guetos, como no Seixal se passa para além dos já ilustrados, com a zona protegida da Flor da Mata/Pinhal dos Frades em que mais um Bairro Social em zona protegida é pretendido construir pela autarquia e privados , serviria de brecha para urbanizar uma zona protegida, mais um caso fora de malha urbana, MAIS UM GUETO!Tal como o Bairro da Primeira imagem que tem só quatro anos!!!

domingo, novembro 13, 2005

O OLHO DEMOCRÁTICO - GOOGLE EARTH














Há poucos meses surgiu o Google Earth, para uns um perigo, para outros um meio de exigência e transparência.

Foi lançado recentemente pelo GOOGLE, uma nova ferramenta à qual todo o computador com acesso à internet tem capacidade de aceder gratuitamente. Falo do Earth que é aquilo a que podemos chamar um Globo Virtual, só que um globo virtual que mesmo na versão para o grande publico tem a capacidade de dar em pormenor a sua rua, o prédio onde mora, onde estaciona o carro!!!

É para a maioria um instrumento didático e até de divertimento, permite seguir um percurso quase como um simulador de voo, dar uma perspectiva até orográfica do espaço, para outros, um perigoso instrumento que o terrorismo internacional pode utilizar (um pouco à imagem do que era um mapa há séculos atrás) , mas para o comum dos municipes é finalmente a possibilidade livre e generalizada de acesso ao que é o espaço geográfico onde habita.

É pois um meio a partir do qual se têm acesso por meios isentos a fenómenos de organização do espaço, ordenamento do território, urbanização, vias de comunicação... permite também uma visão dos atentados ambientais que se têm cometido, os cortes indiscriminados de vegetação, os incêndios... e a partir daqui ser mais exigente , com dados e provas concretas que antes eram impossiveis de reunir , denunciá-las ou tomar posições de cidadania activa conducentes à reposição da lei.

Isto é um quebra-cabeças para muitos autarcas que jogam com a politica do facto consumado e da ignorância e afastamento provocado por um dia a dia de casa-trabalho/ trabalho-casa. Basta comparar o acesso ao Google-Earth com o acesso aos sistemas de info-cartografia da maioria das Câmaras Municipais por vezes muito mais redutores até que o próprio acesso aos Serviços Cartográficos Nacionais.

Para nós cidadãos é uma ferramenta de peso , altamente democrática que permite a verificação de estarem a ser ou não cumpridas promessas eleitorais, Planos Directores e outras leis do território, até porque nenhuma democracia é legitima sem sistemas de fiscalização e verificação e este vai ao extremo de ser o próprio eleitor a fazê-lo.

Um acto de terrorismo politico para muitos dos nossos autarcas!
Uma forma de fiscalização democrática para o cidadão.

sábado, novembro 12, 2005

O CHICO-ESPERTISMO NACIONAL













Como resumo da semana e com a história dos sobreiros no Seixal elevada a questão nacional, e , já suficientemente dissecada e analizada, nada melhor me ocorre que mais um brilhante cartoon de Luis Afonso no Publico de 10 de Novembro

Aproveito para relembrar o seu enquadramento que acontece de uma semana que o Presidente da Republica dedicou ao Turismo, um designio nacional e durante a qual apelou para a necessidade de fazer do ordenamento sustentável uma "causa nacional" contra o "interesse predador" como referia na noticia (de Claudia Veloso no Publico de 9/11/05), certamente do betão... alertando para a mais valia do país, o património natural.

Jorge Sampaio referia ainda que " Temos que combater o oportunismo e 'chico-espertismo' que degradam a nossa oferta e minam a nossa credibilidade" e que iria estar atento ao "protagonistas do lucro fácil e imediato".

O local escolhido para encerramento desta semana sobre o turismo aconteceu sinbólicamente em Tróia onde " foi preciso desconstruir para voltar a construir, porque aquilo que aparece em certo momento parece ser correctíssimo, 20 ou 30 anos depois é completamente irrelevante e uma desgraça em termos ambientais".

E mais não digo depois de tudo o que tem sido aqui falado durante esta semana e ao fim e ao cabo desde que este blog existe...

sexta-feira, novembro 11, 2005

SOBREIROS DO SEIXAL - O DEBATE NACIONAL OU O ABATE NACIONAL ???














Á direita na imagem a àrvore que se vê é um sobreiro, um dos que resistiram à construção que tudo tem consumido e abatido, realmente "a obra que se vê"... os mil e tal da Quinta da Princesa , são só a ponta do iceberg.

Como aqui já previamos, esta história da multa de 250000 euros mais a proibição de construção por mais 25 anos, na zona onde foram abatidos ilegalmente mais de mil sobreiros na Quinta da Princesa, está prestes a transformar-se numa verdadeira caixa de Pandora, está agora nas mãos dos cidadãos, no peso da opinião publica e nos media , que não se caia, no que já se fez com a "Lei Cravinho" (que impedia por dez anos a construção em terreno ardido) e que por interesses vários...acabou por ser revogada.





Foto Flor da Mata Maio 2005

Numa primeira análise é mesmo com euforia que vejo o poder publico aplicar a letra da lei em tempo útil. O que deveria ser o dia a dia do estado de direito torna-se numa excepção , quer
emos que passe a ser a regra, ou seja, verdadeiramente, A LEI!

Por sua vez o presidente da Câmara do Seixal reagiu!!! (pudera, teve o aproveitamento de 10 milhões de euros em "obra feita" em timing eleitoral, mas paga pelas contrapartidas , antes de ter algo para dar em troca ...e agora como as vai pagar???

Alfredo Monteiro, veio agora (Publico 10/11/05) , e como seria de prever, alegar , e muito bem, que o procedimento em casos semelhantes deverá ser idêntico ! Senhor Presidente, poderá aqui aproveitar graciosamente o post de ontem e alegar os por aqui documentados casos do Montijo e da Moita ou Palmela ,concelhos vizinhos, para além do que refere sobre Benavente ou Vale da Rosa também já aqui denunciados.





Foto Torre da Marinha, construção avança sobre oliveiras e sobreiros

Mas como parece andar a reboque dos acontecimentos, e, antes que conceda novas contrapartidas que não poderá assumir, relembro que o Centro de Estágios do Benfica obrigou ao corte de dezenas de sobreiros, o mesmo tendo sucedido no ultimo Inverno na Flor da Mata, contemplada também por fogos de origem criminosa e que vitimou , quer o corte quer o incêndio, também eles, dezenas de sobreiros, relembro também o corte do mesmo arvoredo na Torre da Marinha e como sabe um pouco por todo o concelho (Farinheiras, Casal do Marco...).





Foto um dos sobreviventes da Quinta da Trindade

Aqui vê-se bem que no deve e no haver (dos sobreiros abatidos no Seixal) , apesar desta derrota, a Câmara e os promotores imobiliàrios têm levado a melhor... Por outro lado estou curioso da aplicação da determinação de reflorestar a àrea abatida. É que na Flor da Mata é o PDM que prevê , pela importância ecologica da zona, que esta zona de Mata e Maciço arbóreo seja reflorestada caso arda (o mesmo se entende caso seja ilegalmente abatida?), o que até agora nunca aconteceu.

Gosto da linguagem e do estado de espirito que transpira do artigo, o senhor presidende de câmara alega o "interesse municipal" ,pergunto eu ; E o ambiente? É do interesse de quem? E o interesse dos municipes em ter mais um Hipermercado é superior à manutenção da paisagem e da sua qualidade ambiental? para além da ameaça : "uma questão serissima que merece a reflexão de todos os autarcas em defesa do interesse municipal ", "vai ser um 31 para todos, até para o Estado", e terminando com esta interpertação no minimo peculiar " não estão em causa mil sobreiros mas sim 84" é que, argumenta "os restantes não produziam cortiça, e por esse motivo não constituiam um montado de sobro" .

Simplesmente brilhante!!! Senhor Alfredo Monteiro !!! - "A Obra que se vê "- Mas agora, quem a paga?

quinta-feira, novembro 10, 2005

MAIS CORTES DE SOBREIROS NA MARGEM SUL

























Apesar da alegada queixa apresentada pelo partido "Os Verdes" continua a bom ritmo a desmatação (imagens acima) com corte de alguns sobreiros que está a ocorrer junto ao IC32, no concelho do Montijo e que se destina à instalação de um parque logistico junto ao cemitério local.








Acima foto de Brocas e denúncia de
corte de sobreiros no concelho da Moita, Freguesia de Alhos Vedros

Por outro lado assinalamos também o corte de sobreiros no concelho da Moita, em Alhos Vedros e cuja àrea se destina a mais uma urbanização. Desconhece-se qual a posição ou o conhecimento que o Ministério da Agricultura tem destes dois casos, a somar aos já aqui mencionados cortes de sobreiros acontecidos recentemente ainda no concelho do Seixal Flor da Mata/Pinhal dos Frades (corte e fogo-posto) - Vereador do ambiente disse na altura tratar-se de um "acto de gestão agricola" - e na Torre da Marinha.

quarta-feira, novembro 09, 2005

EXEMPLAR


















Noticia Publico Local Lisboa 8/11/2005, Claudia Veloso

O titulo é suficientemente eloquente para, quem aqui, ou nos orgãos de comunicação, tem acompanhado a saga do corte ilegal de 1200 sobreiros na Quinta da Princesa ocorrido no passado mês de Abril.

Exemplar é também o facto de uma das empresas envolvidas, a Sociedade agricola Quinta da Princesa para além de pagar a sua parte da multa, ter de reflorestar!

A justiça vinda do ministério da tutela foi célere e clara, multando em 250000 euros as empresas consideradas envolvidas naquele acto criminoso, só que aquele acto criminoso tinha um objectivo, e, a prossecussão desse objectivo ,contrapartidas , contrapartidas essas , que comprometiam o promotor a efectuar "obra publica" no valor de dez milhões de euros em acessibilidades.

Ora acontece que esta parte do negócio avançou antes do tempo (construiram-se as tais acessibilidades) , para em tempo útil ser feita obra para encher o olho antes das eleições, ou seja as contrapartidas avançaram antes da obra, agora como tudo leva a crer, não vai haver obra... resta saber onde vai agora a Câmara do Seixal instalar, a batata quente , que é o suspenso Hipermercado Carrefour, será que vão agora para terrenos reabilitados aos areeiros do outro lado da autoestradas ou construí-lo em mais uma qualquer zona verde, virgem, daquelas que a cada dia que passa escasseiam mais no Seixal ?

É claro que este romance não vai acabar por aqui, há agora um buraco de vários milhões de euros de obras numa factura que a autarquia iria apresentar a terceiros como uma contrapartida que não poderá agora conceder!

Para já é um caso exemplar! A aplaudir!

terça-feira, novembro 08, 2005

MARGEM SUL NA FEIRA!















Quinta da Trindade


Na Feira do Imobiliàrio que decorreu no passado fim de semana dna FIL, para além do Brasil e do Algarve, a Margem Sul era uma das zonas geográficas "melhor" representadas, demonstrando que as Câmaras a Sul do Tejo são uma mina para os investidores, especuladores e promotores imobiliàrios. Temos assim uma triologia formada pela Quinta da Trindade (imagem acima e post de ontem), pela Baía do Seixal e pela Arriba Fóssil da Costa, tudo zonas delicadas do ponto de vista biofisico e que mereciam uma protecção ecologica séria!













Aldeia dos Capuchos

Sobre a construção em massa em plena arriba fóssil da Costa da Caparica denominado Aldeia dos Capuchos - Village temos a maqueta acima que é esclarecedora da dimensão e impacto na zona de tal empreendimento.














Quinta do Outeiro (Margens da Baía do Seixal)

Outro mega projecto para o Seixal (Quinta do Outeiro) , desta feita levado a cabo pelo Grupo A.Silva e Silva para junto da Baía do Seixal dá pelo nome de Seixal Baía, como o proprio nome indica a implantar em plena Baía do Seixal por detrás e em parte no lugar das instalações da ASS junto à Quinta da Fidalga e que explica o investimento pré eleitoral no "passeio ribeirinho".













Quinta dos Franceses

Projecto já apresentado em Boletim Municipal para a zona à entrada do seixal, Forum do Seixal/Mundet , uma verdadeira cortina de Betão

Lembra-se ainda que o Seixal está em todas e ao mesmo tempo, há em andamento a construção de duas grandes superficies e a transformação de outra num mega-centrocomercial, há a reconversão dos terrenos da Siderurgia, o Parque Industrial do Seixal e outro para a Quinta dos Franceses, mais um para as margens da Baía, certamente a aguardar a instalação da Universidade Aberta junto à qual se construirá... isto só para falar em alguns...

E Os VERDES ? Nada têm a dizer sobre isto? É que na foto abaixo temos o lema da CDU para Lisboa... Quem nos dera!!! Quanto aos VERDES... O Betão é VERDE?


segunda-feira, novembro 07, 2005

SEIXAL BETÃO E BENFICA














Imagem Gica Canoso (Record) publicada no Correio da Manhã 4 Nov.

Era inevitável que o que aqui temos denunciado desde há alguns meses e desde sempre escamoteada por parte de quem está ligado à autarquia do Seixal, porque dificil de explicar... que, antes de tudo a construção do Centro de Estágio do Benfica no Seixal é uma megaoperação imobiliària, veio finalmente ao de cima.

Na Feira Imobiliària de Lisboa esteve na passada quinta-feira presente, segundo noticia do Correio da Manhã, Luis Filipe Vieira, actual presidente do SLB «...esteve presente na apresentação do projecto da Quinta da Trindade...Vieira aproveitou para enaltecer o projecto, onde o Centro de Estágios está inserido. O dirigente revelou-se "satisfeito" pelas àguias fazerem parte de um empreendimento no valor de 200 milhões de euros e que comporta projectos como o Centro Comercial Rio Sul, o projecto da Siderurgia entre outros.»













Quinta da Trindade - o projecto imobiliàrio "1325 apartamentos em edificios que podem atingir 8 pisos.Grande parte dos terrenos onde se fará a construção estão afectos à Reserva Agricola Nacional e Reserva Ecológica Nacional" (Expresso 28/06/01)



Como aqui temos largamente sublinhado apesar do incómodo que tal tem trazido , é que o Centro de Estágios sempre foi o alibi e o salvo conduto para desbloquear a construção numa zona que em condições normais para qualquer outro investidor não seriam possiveis, relembre-se que este projecto ocupa zonas de Reserva Ecologica e Reserva Agricola e incluia uma vasta àrea ocupada por montado de sobro e outra vegetação, para além do valor patrimonial da verdadeira Quinta da Trindade, hoje totalmente ao abandono e futuramente descaracterizada no meio do Betão.









A imagem junto, é a imagem real e actual do empreendimento, menos poética que a imagem virtual de divulgação e promoção, faz antever um impacto muito maior e menos verde do que o apresentado pela maqueta que Luis Filipe Vieira admira e acima reproduzida , além disso pela forma como aquela Avenida Central está rasgada há quem já anteveja o esventrar da Quinta do Àlamo no futuro. Lembre-se que onde agora se vêm aqueles rectângulos verdes havia antes sobreiros e outra vegetação centenária vê-se agora o "interesse publico" da coisa...

domingo, novembro 06, 2005

VERDES , POSIÇÔES E OMISSÕES
















Imagem Montijo abate de alguns sobreiros Setembro 2005 (QUEIXA!)

A posição dos VERDES foi correcta ao criticar os sobreiros cortados para instalar no Montijo um Parque Logistico. É pena não se manter tal qual está, aquela zona junto ao IC 32, zona central na imagem, também nós veriamos com bons olhos a manutenção daqueles sobreiros que embora em escasso numero, são uma espécie protegida.











Imagem Torre da Marinha -Seixal dezenas de sobreiros abatidos para construção de habitação e acessos, Verão 2005 - (OMISSÃO!)

Não compreendemos porém que os Verdes nada tenham obstado ao corte de grande parte dos sobreiros desta imagem , na Quinta do Cabral na Torre da Marinha, ainda para mais quando toda a zona envolvente está já construida e no canto superior direito temos um pavilhão desportivo que podia dar continuidade a uma zona de lazer e natureza.

















Imagem Flor da Mata/Pinhal dos Frades - Seixal, 40 hectares de , sobreiros e pinheiros abatida ilegalmente durante a noite (2004/2005) - (OMISSÃO)

Como também não compreendemos que os VERDES não tenham tomado qualquer posição sobre a desmatação ilegal documentada por esta imagem acima , com corte de sobreiros , pinheiros e outra vegetação nesta zona no Seixal (Flor da Mata - Pinhal dos Frades) , protegida no PDM como zona verde a conservar para as futuras gerações pela sua valia ecologica e paisagistica, uma zona protegida de "Mata e Maciço Arboreo.















Imagem Quinta da Princesa Seixal corte de 1200 sobreiros Abril de 2005 - (OMISSÃO!)


É também uma incognita que não tenham no concelho do Seixal qualquer posição sobre o corte de mais de mil sobreiros na Quinta da Princesa (imagem acima) para a construção de mais um hipermercado...

Até porque é notorio de uma análise das imagens, que os crimes ambientais cometidos no Seixal, inclusivamente para instalar o Centro de Estágios do Benfica são bem piores pelo numero de àrvores envolvidas e caracteristicas do terreno que os agora empolados no Montijo para a construção de um parque logistico, diferente mesmo só o facto de a Câmara do Montijo não ser CDU.