quinta-feira, novembro 03, 2005

QUERCUS , CÂMARA DE GRÂNDOLA E O LITORAL ALENTEJANO














Costa Alentejana , a nova cobiça!


A QUERCUS alertou na passada semana o comissário europeu do ambiente, sobre os projectos turisticos previstos para o concelho de Grândola, na medida em que violam as regras da directiva Habitats e comprometem a conservação do património biológico.

Os projectos postos em causa pela organização ambientalista (Costa Terra e Herdade do Pinheirinho) ocupam uma àrea de 475 hectares e significando dez mil camas turisticas e residenciais (410 moradias, 3 hoteis, dez apart-hotéis, uma estalagem, sete aldeamentos e dois campos de golfe).

A QUERCUS alertou para o facto de Portugal não estar a garantir a avaliação dos impactes ambientais cque resultam da soma dos vários projectos individualmente considerados e apresentados para o sítio Natura 2000 e que também contrariam as disposições da directiva habitats.

5 comentários:

Anónimo disse...

os verdes também apresentaram queixa. é indecente o que o ponto verde , de resto ele próprio verde , faz relativamente a essa força politica que é o grupo " os verdes" não dando informaçao sobre a sua actividade . O ponto verde , ele próprio verde , vai a caminho de ser objecto de uma queixa junto da comissão, a comissao para os blogs "verdes" essa sim exemplo de cidadania e de participaçao fiscalizadora do ambiente - a comissao blog verde- congenere da comissao força verdes e associada das comissões internacionais para as forças vivas verdes na europa,cujo manager é o VERDE , mais conhecido pelo the GREEN corporate.

LB disse...

Neste caso, Ponto Verde, só é pena que a Quercus em semelhante caso na Peninsula de Troia esteja alegremente a colaborar com a SONAE. Ou será que o projecto da SONAE para Troia é ecologicamente sustentável e os outros não o são???

Também posso admitir que assim seja, de qualquer modo, tal como solicitamos abundantemente que os organismos públicos (governo, autarquias, etc) divulguem e informem da validade das suas decisões, também, no caso da Quercus, sendo nesta altura uma organização com responsabilidades no país, deveria assumir um papel de esclarecimento quanto à posição dos seus dirigentes em Troia para que não restem dúvidas sobre o modo como a organização actua.

É que às vezes "parece" que se houver interesses já não reclamam tanto :)

"há mulher de César não basta sê-lo..."

Solariso disse...

Como pode ser que em Portugal se façam estudos de impacto ambiental crediveis e com seriedade?

è impossivel porque não se investe nos recursos humanos necessários.
Depois o Instituto do Ambiente não tem mãos a medir. Para piorar a situação, portugueses, e conheço bastantes, que foram estudar no estrangeiro no ramo ambiental veem-se impedidos de concorrer a qualquer cargo público se não tiverem equivalência.

Grande UE que temos. Que pais é este "virado" para a Europa?

Noutros paises existe uma Agência de Proteção do Ambiente digna desse nome, por cá nada.

Temos o ICN de rastos, o IA sem mão a medir, etc...
E não são precisos Eng, mas sim técnicos com formação cientifica, que pensem na biodiversidade, nos ecossistemas, etc...

Anónimo disse...

Queixa contra a co-incineração segue para Bruxelas


“Os Verdes” estão a elaborar uma queixa contra o Estado português para apresentar, na próxima semana, na Comissão Europeia. O partido alega que a versão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA), publicada no final de Agosto deste ano, “não corresponde ao documento que foi discutido publicamente em 2002”. Como foi publicada uma nova versão, diferente da auscultada em público, “Os Verdes” entendem que “ não foi feita a consulta pública obrigatória à proposta final aprovada pelo Governo” . Em causa está a possibilidade da co-incineração de produtos industriais perigosos em pleno parque natural.




A deputada Heloísa Apolónia explica ao “Setúbal na Rede” que a forma como o Governo agiu constitui “um atentado aos processos de consulta pública”. Para o executivo, as reuniões que foram feitas com a população, em 2002, foram “um mero pró-forma”. Além disso, se o Governo queria permitir a co-incineração no parque, como o veio a fazer, “deveria ter voltado a pôr o documento em consulta pública”. “Este processo decorreu com base num documento com uma alínea que proibia expressamente a co-incineração e essa alínea desapareceu da versão final do documento” .



Quando o ministro do Ambiente foi à Comissão de Poder Local justificar a mudança no documento, no passado dia 25 de Outubro, explicou aos deputados que “há um tempo para ouvir e um para decidir”. Heloísa Apolónia, que faz parte dessa comissão, explica que o Governo não pode usar esse argumento porque “nunca ouviu os cidadãos nessa matéria”.

Anónimo disse...

o que choca neste tipo de "posições" da Quercus e depois repetidas por toda a gente, é que ninguém se dá ao trabalho de ver sequer os números.
Na realidade, os projectos de loteamento da CostaTerra e do Pinheirinho ocupam cada um 200 ha.
Normalmente em matemática 200ha + 200 ha seria igual a 400ha.
A quercus diz que são 474 ha. E porquê? porque no caso da CostaTerra foram entregues dois estudos de impacte ambiental. Um, relativo ao conjunto do projecto (200ha, incluindo 75 ha do golfe). O outro, específico do campo de golfe, abrangendo a área de 75 ha. Ora o pessoal da quercus que acompanha esta situação, viu um EIA relativo a 200ha e outro relativo a 75 ha, e não esteve com mais medidas, somou 200+75, nem sequer olharam para os projectos, dá muita chatice.
Quanto a camas, o Quadro síntese do Plano de Pormenor das Fontaínhas tem lá escarrapachado o número total de 6.900 camas, incluindo 297 na urbanização já existente no local, e 780 do Parque de Campismo também já existente.
Como nestes casos não há nada como arredondar números, para a Quercus 6.900 camas, das quais cerca de mil já existem, significam 10 mil camas nos novos empreendimentos.
Quando se sabe que no Algarve está prestes o arranque de um empreendimento com 500 apartamentos em 5 hectares, e que no caso da CostaTerra por exemplo se prevêem cerca de 800 em 200 ha, percebe-se bem a noção das proporções e o "escândalo" que são os novos empreendimentos.
Será assim que se pretende credebilizar as causas ambientalistas que realmente valem a pena?
(Rui David)