quarta-feira, maio 29, 2013

AS PIPOCAS


Os cinemas da Castello Lopes fecharam de um dia para o outro , deixando concelhos como o do Seixal com mais de 200 mil habitante sem uma única sala de cinema . Consta agora que possivelmente pela aposta na diversificacao de negocios o desempenho da concorrência vai pelo contrario , de vento em popa .

Então não consta que. ZON é a principal importadora de milho trangenico  em Portugal ? ...

 E porque razão a empresa com capitais da Família dos Santos com negócios na televisão por cabo , cinema , Internet , Telefone etc...etc...etc.... esta no negocio do milho transgénico ?

- Ora , pelas belíssimas pipocas trasgénicas com que docemente nos vão envenenando .

segunda-feira, maio 27, 2013

LIDERANÇA OU A SUA AUSÊNCIA

            

E de repente entregámos os nossos cargos políticos ao mais alto nível a uma gente sem chão nem tarimba , que nunca sujou as mãos ou dobrou a coluna nao fossem ficar mal na fotografia ou no corriculum mas que por outro lado tiveram uma longa e prolongada estada nas juventudes partidárias como se de anos de protegida incubadora pós-parto se tratasse até que chegasse o dia para enfrentar o mundo e a vida.

O pais esta hoje ingovernável , bloqueado e estático com governo e maior partido da oposição enfermos do mesmo código genético e ausentes de liderança . A par destes quadros partidários de nula afirmação académica vem depois duas outras espécies oriundas dos bancos da faculdades , outra redoma . Uma são os excedentes das faculdades de Direito , outra os entendidos altos quadros técnicos que dão corpo a alguns dos mais importantes ministérios e seus acessores.

A grande questão e que se do ponto de vista teórico temos a geração mais qualificada técnica e politicamente para estar ou vir a estar frente ao governo da nação ou das autarquias , a sua falta de experiência de vida ou de direcção de homens , a par de uma falta de compreensão da efectividade das políticas e da verificação  das previsões económicas , leva a que nunca tantos se estivessem a borrifar para os poucos que sendo eleitos já manifestaram uma completa incapacidade de liderança , sim , falta-lhes a tarimba que sobra aos militares ( que desprezam ) o que torna este equilíbrio ainda mais instável.

O povo no geral sente , como qualquer soldado , que com estes generais nao vamos lá , com estes e com aqueles candidatos a outros cargos que aparecem na televisão a chorar porque o seu clube perdeu e que  expõem em demasia as suas fraquezas e a sua familia nas redes sociais.

BORDA DE AGUA



Se tudo fosse tão fiável como o Borda d' Água ... se houvesse um Borda d' Água para as relações humanas , sobretudo agora que o "Ciúme" e as "Birras" são considerados distúrbios mentais (Expresso 25/5) mas onde ao mesmo tempo (RTP 26/5) "os jovens consideram banal a violência no namoro" , onde agredir ao ponto de deixar marcas não é considerado violento , onde humilhar é legitimo , onde ameaçar namorada  ou namorado é normal , a invasão da individualidade do outro nas redes sociais e telemóveis se torna norma e onde a igualdade se entende, nao como bem estar comum , mas como a possibilidade de violência recíproca ... 

Isto quando de 2012 (Lusa 27/5) temos a noticia de perto de 70.000 crianças referenciadas como "em risco" por violência, negligência , fome , ou falta de rendimento familiar 

Se tudo fosse tão fiável como o Borda d' Água , mesmo sem sol  na eira e com seca no nabal ...

quarta-feira, maio 22, 2013

DIA MUNDIAL DA BIODIVERSIDADE




The United Nations has proclaimed May 22 The International Day for Biological Diversity (IDB) to increase understanding and awareness of biodiversity issues. When first created by the Second Committee of the UN General Assembly in late 1993, 29 December (the date of entry into force of the Convention of Biological Diversity), was designated The International Day for Biological Diversity. In December 2000, the UN General Assembly adopted 22 May as IDB, to commemorate the adoption of the text of the Convention on 22 May 1992 by the Nairobi Final Act of the Conference for the Adoption of the Agreed Text of the Convention on Biological Diversity. This was partly done because it was difficult for many countries to plan and carry out suitable celebrations for the date of 29 December, given the number of holidays that coincide around that time of year.

domingo, maio 12, 2013

HORTAS URBANAS EM...NOVA IORQUE



Como é que neste tempo, com as carências alimentares diárias ( que tendem a se agravar) , com o número de desocupados e desempregados  , não sejam  fomentadas pelas autarquias da margem-sul , a criação de hortas urbanas , até porque se trata de uma região fértil , com um clima privilegiado e onde até há uma geração atrás havia conhecimento e prática agricola.

À atenção dos Partidos , nestes tempos actuais pré-eleitorais, chega de rotundas e prometam (e cumpram) a criação de parques de hortas urbanas !

sábado, maio 11, 2013

BIODIVERSIDADE - PORTUGAL EM RISCO



Crise da Biodiversidade: Mediterrâneo é a zona mais rica da Europa e aquela com mais espécies ameaçadas 

 Uma análise da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), de que a LPN é membro, revelou algo para que há muito vínhamos chamando a atenção: a zona mais biodiversa da Europa, o Mediterrâneo, está a ser fortemente impactada pela actividade humana e é nos países desta região que há maior quantidade de espécies ameaçadas. 

Portugal, Grécia e Espanha são os países com maior proporção de espécies ameaçadas de extinção: 21% das 2032 espécies avaliadas em Espanha estão ameaçadas, 15% das 1215 espécies avaliadas em Portugal estão ameaçadas e 14% das 1684 espécies avaliadas na Grécia estão ameaçadas.


A observação dos cinco primeiros países poderia fazer pensar que estaríamos a pensar em alguma outra estatística como o desemprego ou a recessão económica, mas é da biodiversidade e das espécies ameaçadas que se trata. Este quadro espelha a Crise da Biodiversidade.

A análise de IUCN debruçou-se sobre a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Europa e conclui que a União Europeia tem muito trabalho pela frente para poder cumprir os objetivos da Estratégia para a Biodiversidade de 2020. Das espécies em extinção no continente distinguem-se os grupos: 59% dos moluscos de água doce, 40% dos peixes de água doce, 23% dos anfíbios, 22% dos moluscos terrestres e 20% dos répteis.

Entre as principais causas de ameaça às espécies está a perda, fragmentação e degradação dos habitats devido à expansão agricola intensiva e híper-intensiva, expensão urbana, abandono de sistemas agrícolas de Alto Valor Ambiental (montados, estepes cerealíferas, pastagens extensivas, prados de montanha, olivais extensivos) construção de barragens e poluição das águas.

A intensificação agrícola, reconstrução industrial e desregulamentação da legislação ambiental são algumas das apostas mais fortes para a recuperação económica nos países com maior biodiversidade, mas que mal feita e desordenada mais põe em causa as espécies ameaçadas na Europa. Os danos causados à maior riqueza que se encontra nesses países serão irreversíveis e de valor incalculável a médio-longo prazo. A LPN chama por isso a atenção a este importantíssimo estudo que deve ter um peso bastante relevante para as opções económicas a ser escolhidas pelos governos europeus.

A riqueza de biodiversidade é um valor inestimável, com serviços prestados aos ecossistemas naturais e humanos, às actividades agrícolas e florestais, ao turismo e à saúde pública. Lançar países em projectos que acelerarão a destruição destes valores naturais é retirar às gerações futuras o património natural que herdámos das gerações passadas, inviabilizando também o futuro dos países em causa. A aposta na conservação e na promoção da riqueza ambiental é um caminho importante a escolher nas soluções para a crise económica.

Lisboa, 9 de Maio de 2013

quinta-feira, maio 02, 2013

COM BETÃO NOS PÉS



O caminho de fatalismo e resignação - subordinando o País às exigências mais bizarras dos nossos incompetentes credores -, a que Cavaco Silva, Passos Coelho e Vítor Gaspar condenam o País, tornará inevitável um segundo resgate. De acordo com os cálculos de Ricardo Cabral, num estudo ainda no prelo, o volume da dívida pública portuguesa obrigará a recorrer, depois de 2014, a refinanciamentos anuais no mercado em montantes de 16 mil milhões de euros, muito mais do que os dez a 12 mil milhões de euros que o Estado era capaz de refinanciar antes do memorando de entendimento, numa altura em que tinha um rating positivo (investment grade). Seria preciso um milagre para que, com um rating de "lixo", Portugal pudesse manter o seu serviço de dívida em condições de normalidade. Na verdade, a única alternativa seria o apoio do BCE através do mecanismo OMT. Contudo, é altamente improvável que Portugal tenha condições para se candidatar a tal apoio quando, como é sabido, o Bundesbank continua a fazer fogo cerrado sobre um mecanismo que, mesmo sem ter ainda saído do papel, tem tido resultados positivos. Aliás, para o influente economista alemão Hans-Werner Sinn é claro que "Portugal necessita de um novo programa de resgate" ("Should Germany exit the euro?", Project Syndicate, 23/4/2013).
As perguntas essenciais são estas: quais são as condições que poderemos antecipar para o novo "apoio" a Portugal, o mais tardar no segundo semestre de 2014? Estará o País em condições de suportar essas condições sem se fraturar internamente?
As condições do Bundesbank
Concordo inteiramente com Ricardo Cabral quando este aponta para duas exigências muito danosas para o País, que, com toda a certeza, serão impostas. A primeira será a reprodução dos requisitos do bail-in, que foram experimentados em Chipre. Os depositantes em bancos nacionais irão aprender à sua custa que, afinal, Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo, não se enganou quando, numa conferência em março de 2013, referia que os expedientes aplicados em Chipre seriam aplicados noutros países, quando considerado conveniente e necessário pelos credores. A segunda condição será, com grande probabilidade, a utilização parcial ou integral (eventualmente como garantia ou qualquer outra forma indireta) das reservas de ouro nacionais, para amortizar a dívida. Julgo, contudo, que existirá uma terceira condição, e que será essa que ditará o ponto crítico onde se jogará, duplamente, o destino do segundo resgate e o próprio futuro de Portugal como país que vacila entre a recuperação ou da perda total da soberania.
Para compreendermos qual será essa terceira condição temos de recuar um pouco no tempo, seguindo o fio temático que abordei no meu recente artigo "O Estado social da Europa de Merkel" (DN, 21/4/2013). Em 2006, o BCE e os bancos centrais da Zona Euro iniciaram um estudo sobre o património das famílias nos diferentes países europeus ("Household Finance and Consumption Survey"). O estudo, cujos primeiros resultados foram publicados em abril, causou uma vasta polémica na imprensa, que ainda prossegue. O principal responsável por isso foi Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, que, ainda em março de 2013, não hesitou em lançar para a opinião pública alemã alguns dados - que não são nem rigorosos nem inocentes - visando inocular na opinião pública alemã a ideia tóxica de que as famílias espanholas, italianas e cipriotas têm em média um património muito superior às suas congéneres germânicas. Na imprensa económica mundial séria, como é o caso de um recente artigo de Paul de Grauwe (Expresso, 27/4/2013, as alegações do Bundesbank têm sido acusadas de terrorismo estatístico pela falta de rigor metodológico e pelo tratamento erróneo da informação. Mas a intenção de Weidmann foi atingida. O cidadão alemão comum pensa o seguinte: "Qual é o sentido de estarmos a contribuir com os nossos impostos para fundos de resgate de países cujos cidadãos são mais ricos do que nós?"
A terceira condição
Que impacto terá para Portugal a insistência do Bundesbank, secundada por outras instituições e figuras na Alemanha, incluindo Lars Feld, um académico que integra o célebre Conselho Económico do Governo de Berlim, conhecido por "Conselho dos Cinco Sábios"? Muito provavelmente, o segundo pacote exigirá - como terceira condição a acrescentar às duas acima apontadas - um novo imposto sobre o património imobiliário das famílias. As suas modalidades de aplicação poderão ser variáveis, devendo assumir um carácter temporário. Numa altura em que a "fadiga fiscal" atinge os impostos sobre o rendimento (IRS e IRC), e o IVA já ultrapassou os limites do razoável, como ocorre no sector da restauração, é mais do que provável que a estratégia de empobrecimento, ou, se usarmos a expressão "técnica", de "desvalorização interna", atinja a propriedade das famílias portuguesas, fazendo dos recentes aumentos do IMI uma brincadeira infantil.
Se e quando isto acontecer, a austeridade em Portugal ultrapassará o nível do Rubicão. Muito provavelmente, o País entrará numa entropia política e social em que o sofrimento e o empobrecimento serão os únicos dados que se poderão antecipar com toda a certeza. Os cidadãos preocupados com o futuro de Portugal e as instituições onde ainda resiste um mínimo de consciência patriótica e orgulho nas liberdades e direitos constitucionais terão à sua frente cerca de um ano antes desta catástrofe se tornar realidade. Teremos inteligência e coragem suficientes para a prevenir? Seremos capazes de nos reerguer como nação se o segundo resgate se impuser contra toda a boa racionalidade técnica e o bom senso político? Seremos capazes de defender o interesse superior dos portugueses e a bondade do projeto de uma Europa pacífica, "governada por leis e não por homens"? (Viriato Surumenho Marques)
Artigo Parcial