domingo, setembro 30, 2007

COMBATE AO AQUECIMENTO GLOBAL SEM GRANDES AVANÇOS



















Enquanto em Montreal se conseguiu chegar a um acordo histórico, em Washington , onde estiveram reunidos os (16+ UE) países que mais CO2 emitem para a atmosfera. No entanto o encontro mostrou uma outra abordagem por parte do conhecido cepticismo da administração Bush de há uns anos atrás.


Condolezza Rice declarou "Juntámo-nos aqui porque concordamos que as alterações climáticas são um problema real e que os seres humanos estão a contribuir para o agravar".

O tema foi também dias antes abordado na Assembleia Geral das Nações Unidas onde Al Gore voltou a fazer ouvir os seus alertas, na mesma assembleia em que Bush aproveitou para convocar a reunião agora acontecida em Washington, havendo quem duvide da sua boa vontade e veja aqui uma tentativa de boicote aos esforços da Nações Unidas para se entabular Universalmente uma luta séria contra as alterações climáticas.


Continua a haver divergências entre o que pensam os Estados Unidos e o que pensa o resto do mundo, enquanto que a ONU acha que deve haver limites globais para as emissões de gases com efeito de estufa no seguimento do conseguido com o Protocolo de Quioto, os Estados Unidos consideram que cada estado deve actuar com entender... como referiu Condolezza Rice " Cada país tomará as suas próprias decisões, reflectindo as suas necessidades e interesses" .. o que , parece óbvio , não nos levará a lado nenhum.


Mas como na Margem Sul há por aí uns supostos "Gurus" das ciências da Terra que defendem que Al Gore e o Aquecimento Global são uma fraude, parece que podemos dormir descansados.

Pergunto até se não terão sido convidados pelo senhor Bush para convencer o resto do mundo (????).

sábado, setembro 29, 2007

CAMADA DE OZONO - ACORDO HISTÓRICO


"Em Montreal Cerca de 200 países conseguem acordo histórico para proteger camada de ozono
AFP, PUBLICO

"A União Europeia e mais 190 países decidiram, em Montreal, antecipar em dez anos o congelamento e a eliminação das substâncias nocivas para a camada de ozono, um acordo histórico que também beneficiará o combate às alterações climáticas.

Assistimos a uma iniciativa histórica para o nosso Ambiente”, disse hoje o ministro canadiano do Ambiente, John Baird, referindo-se ao acordo conseguido durante a conferência de uma semana em Montreal para suspender e depois eliminar, mais cedo do que o previsto, os HCFC (hidrofluorcarbonetos), substâncias nocivas para a camada de ozono, usados na refrigeração e na climatização. A sua eliminação acelerada contribuirá ainda para o combate às alterações climáticas porque estas substâncias também são um gás com efeito de estufa.

Os HCFC foram adoptados na década de 90 como substitutos temporários para os CFC, proibidos por destruírem a camada de ozono. A sua eliminação estava prevista para 2030 para os países desenvolvidos e 2040 para os países em desenvolvimento. Mas o conhecimento científico nos últimos anos mostrou os benefícios ambientais de antecipar essas datas.

O acordo final resulta da combinação de várias opções apresentadas pela Argentina e Brasil; Noruega e Suiça; Estados Unidos; Mauritânia, Maurícias e Federação de Estados da Micronésia.

Segundo este acordo, a produção de HCFC será congelada em 2013, a níveis de 2009-2010. Os países desenvolvidos aceitaram reduzir a produção e consumo em 75 por cento em 2010 e em 90 por cento em 2015. A eliminação total fica prevista para 2020.

Os países em desenvolvimento aceitaram reduzir a produção e consumo em dez por cento em 2015; 35 por cento em 2020 e 67,5 por cento em 2025. A eliminação total acontecerá em 2030.

Estudo sobre custos da antecipação das datas estará concluído em 2008

As 191 partes do Protocolo de Montreal – assinado em 1987 e considerado o acordo ambiental mais eficaz – chegaram a acordo ainda sobre o braço financeiro do Protocolo, o Fundo Multilateral. Desde a entrada em vigor do Protocolo de Montreal, em 1987, o fundo já desembolsou dois mil milhões de dólares.

O novo acordo assume a necessidade de um financiamento “estável e suficiente” e reconhece a existência de “custos incrementais” para os países em desenvolvimento no âmbito da antecipação do congelamento e eliminação dos HCFC. Os Governos aceitaram financiar um estudo sobre os custos desta aceleração. Este deverá estar concluído no início de 2008.

Baird e o director executivo do Pnua (Programa das Nações Unidas para o Ambiente), Achim Steiner, vêem neste sucesso um bom augúrio e um “sinal vital” antes das cimeiras no final do ano sobre alterações climáticas, em especial a cimeira de chefes de Estado convocada para 24 de Setembro em Nova Iorque pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Esta preparará a cimeira em Bali, em Dezembro, onde os países vão negociar as reduções das emissões de gases com efeito de estufa após 2012.

Acordo permite reduzir em 3,5 por cento as emissões para atmosfera

“Se não tivéssemos chegado a um acordo, a produção de HCFC iria duplicar até 2015”, comentou Steiner, salientando que o acordo permite evitar a libertação para a atmosfera de milhões de toneladas de gases com efeito de estufa.

Segundo o Pnua, o acelerar da eliminação dos HCFC permitirá reduzir em 3,5 por cento as emissões de gases com efeito de estufa do planeta.

Baird e Steiner saudaram o papel construtivo adoptado pela China. Pequim pediu ajuda para facilitar a transição para substâncias menos nocivas para o Ambiente e a sua oposição teria significado o fracasso do acordo.

Esta conferência marcou também o 20º aniversário deste tratado que conseguiu eliminar, praticamente, uma primeira geração de substâncias destruidoras da camada de ozono, os CFC (clorofluorcarbonetos). Os cientistas estimam que a camada de ozono poderá, até 2050 ou 2060, chegar a uma situação semelhante à que tinha em 1980.

O ozono filtra os raios ultra-violetas B, responsáveis por danos no Ambiente e na saúde. Sem o Protocolo de Montreal, cerca de cem milhões de cancros de pele suplementares poderiam ter sido contraídos até 2020."

sexta-feira, setembro 28, 2007

SEIXAL - PERIGO, ALTA-TENSÃO NA ESCOLA



O perigo é tão antigo quanto a Escola Básica (2+3) de Pinhal dos Frades no Seixal, o tema foi já aqui abordado e tem envolvido a comunidade educativa, alunos , professores, pais ... as respostas são como as do fundo musical, dignas de verdadeiros "poetas de karaoke" ...


E o perigo potencial e real é um cabo de alta tensão que atravessa diametralmente a área de uma escola com mais de mil alunos, o perigo que muitos tentam escamotear é o das radiações emitidas por aqueles equipamentos e que comprovadamente , potencialmente ou mais do que isso, provoca leucemias (negada por alguns) , mas também e esse bem real, é o de electrocussão em contacto com os postes, de queda de um cabo sobre uma zona cheia de crianças, ou de potenciar a queda de raios no caso de trovoada, numa zona escolar.

As respostas na resolução de um tal problema são sempre descartáveis, por um lado a autarquia que cedeu o terreno (certamente por este não ter valor...porque atravessado por alta tensão) lava daí as suas mãos, a REN (Rede Elécrica Nacional) aponta custos elevados para aplicar a opção subterrânea na travessia da escola... por parte do Ministério da Educação , não houve qualquer compromisso, estudo ou proposta ao longo de mais de dez anos...

E o perigo mantém-se, as crianças continuam sem um pavilhão para a prática de educação fisica porque não dá para construír um pavilhão debaixo de um cabo de alta tensão... no entanto é debaixo desse mesmo cabo que as crianças convivem nos intervalos e praticam a sua Educação-Fisica curricular...

Mas há uma resposta, uma atitude uma opção que não compreendo ninguém se tenha dignado a aplicar, é uma vedação em volta do poste que está inserido no perímetro da escola , no passeio, junto a uma paragem de autocarro , e que impeça as crianças de o trepar como as imagens bem demonstram?...

É que nem um aviso, nem um sinal de Perigo de Alta-Tensão...

Estão , autarquia, estado e Direcção da Escola , à espera de alguma tragédia para que o problema seja resolvido?

Ou depois, como o caso da criança morta no esgoto, vão todos , um por um, enjeitar responsabilidades?

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Hoje, Marquês de Pombal 18 horas.




















Há um ano foi assim (clique)

quinta-feira, setembro 27, 2007

"A PRIVATIZAÇÃO DO MUNDO"

imagem : Rio Sul Shopping Seixal e envolvente

Para concluir o tema que aqui temos tratado gostaria de citar excertos de uma crónica assinada por José Vitor Malheiros e Publicada no PUBLICO na passada semana, passo a citar recomendando para a leitura integral do texto :


" Houve uma altura em que morávamos num prédio, íamos fazer compras à rua e passávamos férias na praia.

Hoje moramos em condomínios fechados fazemos férias em centros comerciais e passamos férias em resorts.
Uma das diferenças fundamentais desta mudança é que, enquanto há uns anos nos movimentávamos durante a maior parte do tempo em espaços públicos de utilização livre e acesso universal, passámos a fazer isso em espaços privados, de utilização condicionada e acesso restrito (...)

Acontece, porém, que todas estas empresas (a que a linguagem tecnocrata chama "infra-estruturas") assumem funções que já foram do espaço público e cuja deslocalização constitui um empobrecimento desse espaço público.

Um Centro Comercial não é apenas um "espaço de qualidade onde pode desfrutar das compras com prazer depois de deixar os seus filhos em segurança no nosso serviço baby-sitting".É também um pretexto para que as autoridades municipais não invistam na qualificação de mercados, das ruas ou jardins, não olhem para as praças e passeios como o local de trânsito e de encontro que deviam ser e não se sintam culpadas nem sejam responsabilizadas pela inexistência de oferta desportiva ou cultural para os jovens.

Afinal, se a "infra-estrutura" já existe e tem a adesão das pessoas, para quê fazer mais? E o facto dessa "infra-estrutura" ser privada é uma vantagem, pois isso significa que assim se "produz riqueza" ( = empresas ganham dinheiro) , em vez de se "desperdiçar dinheiros publicos" ( = todos usufruem de serviços gratuitos).

A ficção cientifica nostrou-nos um mundo futurista onde ilhas de alta-tecnologia e conforto inimaginável existem num mar sórdido de miséria, crime e droga (...)

Todos estes microcosmos privados são espaços de consumo, onde o direito de permanência se adquire pelo dinheiro e onde as regras são ditadas por empresas. São espeços totalitários, inteligentes, concebidos para orientar os olhares, os passos e os gestos nalgumas direcções, para promover o consumo e para gerar uma fugaz sensação de felicidade através desse consumo (...)

Uma sociedade não se pode estruturar, não pode construir valores comuns, criar arte, produzir liberdade, aumentar o seu bem-estar e educar os seus filhos exclusivamente em torno do consumo e do negócio (...) .

A privatização generalizada dos espaços comuns , a sua monopolização por interesses privados não é admissível numa sociedade democrática e aberta (...)

A atitude dos cidadãos não pode ser negligente nem demissionária. O espaço público tem de continuar a ser reivindicado, construído e ocupado - para além das catedrais de consumo que as empresas continuam a construir. As nossas praças têm de ser outras "

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"O PAÍS ESTÁ DOIDO...COM TODO O RESPEITO!!!"


quarta-feira, setembro 26, 2007

COLOMBOFILIA (3)


imagem: Almada Forum

Outro factor que obriga a uma reflexão sobre a fórmula "Shopping Center" é a dependência que ela nos traz de locomoção e que inevitávelmente implica o uso do automóvel, o que é um non-sense para uma sociedade que caminha a passos largos para o envelhecimento.


Com a morte do comércio onde as pessoau vivem e a sua proliferação em periferias distantes não é só o lado dinâmico da cidade que está em perda, mas também as suas funções básicas de proximidade, fundamentais sobretudo aos cidadãos mais idosos.

Morrem as ruas, morrem as Praças e os jardins, morrem as pessoas que se sentem cada vez mais abandonadas e auto-dependentes.

Entretanto esses grandes Centros Comerciais não são aproveitados nas suas qualidades aglutinadoras como apoio a zonas exteriores que podem oferever mais às populações , por exemplo na margem sul, o Almada Forum foi construído "de costas" para o Parque da Paz, no Seixal o Rio Sul foi construído sem a contrapartida de uma zona verde ampla e desfrutável , sem o parque ambiental que poderia existir na Flor da Mata, no Montijo serviu simplesmente para aglutinar novas urbanizações, o mesmo em Setúbal, em Alcochete... ou seja, são verdadeiros castelos virados para o seu interior, sem contrapartida nenhuma para a cidade ou para o espaço envolvente, perfeitamente autofágicos e auto-suficientes.

Por sua vez, os autarcas que lhes dão aprovação e os incluem nos seus PDM e deles retiram contrapartidas (eleitorais até), projectam a sua cidade quase que exteriormente a estas estruturas, veja-se como estão servidos de transportes públicos para perceber do que é que falo.
Mas para os autarcas estes grandes espaços aliviam os seus orçamentos, são ruas que não têm de cuidar, espaços urbanos que não têm que limpar, iluminação que não têm que pagar, estacionamentos que não têm que criar...

E o que temos assim são dois mundos, duas concepções da cidade antagónicos, mas que é necessário e urgente que convirjam ,primeiro porque é irrealista alimentar tanto consumo , depois porque não podemos abandonar as nossas cidades deixando-as entregues à degradação e em terceiro lugar porque o comércio faz parte da cidade, mesmo nas autarquias que ideologicamente , apesar de aprovarem Grandes Superfícies de Grandes Grupos económicos têm pruridos em apoiar a sua "pobre" burguesia urbana.

terça-feira, setembro 25, 2007

COLOMBOFILIA (2)

imagem: espaço publico em Barcelona, Plaza de Catalunha, junto a dois centros comerciais (no centro da cidade) um com uma mega loja FNAC e outro um gigantesco El Corte Inglés.

Ao optar pelo Cento Comercial e não pelo comércio de cidade (vulgo tradicional) o cidadão opta entre centros de cidade mal cuidados, de estacionamento caótico e de dificil acesso, onde não encontra o que procura e uma construção climatizada, com lugar ordenado para estacionar, som ambiente , espaços amplos e agradáveis e horários mais convenientes.


O cidadão sente-se também mais seguro, sem mendigos ou sem abrigo, sem abordagens inoportunas.
Um deficiente motor pode ali sentir-se finalmente autónomo e com as mesmas opções de mobilidade que um qualquer cidadão , os pais podem passear os seus filhos mais descontraídamente e se tiverem carrinhos de bébés , estes não encontram os obstáculos das nossas cidades.


A verdade é que o Centro Comercial (privado) se adaptou às pessoas e que o espaço público (gerido pelas autarquias) se divorciou cada vez mais delas.
Enquanto que o gestor e investidor de um centro comercial tem uma óptica de orientação para o cliente (diária) , o autarca só se preocupa com o eleitor a cada quatro anos, e quanto menos investir no seu dia a dia, mais sobra para acções de propaganda que na sua óptica são as que lhes garante os votos.


A verdade é que no meio disto temos um comércio tradicional que não se torna apelativo, não se torna também atraente à cadeias internacionais que levam muitos clientes aos Centros Comerciais, porque o espaço das cidades está degradado, sujo , mal frequentado e abandonado pelos seus autarcas, entra-se assim num ciclovicioso sem fim à vista.


O único fim que se antecipa é o da degradação ainda maior das cidades, se só se constrói para as periferias, se o comércio vai também para as periferias...haverá ainda pelo desaparecimento do comércio tradicional fenómenos de exclusão inevitávelmente associados.


Na quebra deste ciclo que provocará a morte das cidades - (cidades mortas não atraem turismo!), territórios de ninguém, guetos degradação - está o autarca, só que o autarca inapto que hoje nos governa tem que ter o up-grade que falta à classe politica hoje no poder, tem que ir ver lá fora, não só como se fazem Marinas , mas como se fazem cidades vivas e habitáveis, como se constrói a mobilidade, como e onde se criam espaços verdes, como se conserva a história e a natureza (isso atrai gente e turismo!) , se faz arte e se vive a rua...e assim se valoriza o espaço urbano, o construído e se trornam atractivos os milhares de apartamentos ("em 2ª mão") à venda nos centros das nossas cidades.

Temos que pagar férias aos nossos autarcas em sitios civilizados, não em resorts nem com atrações
indoor (com outras "Marinas"...) , mas em espaços habitados vivos , cidades com história, com gente , com comércio aberto fora de horas, com esplanadas, ciclovias, espaços onde quem está dependente de uma cadeira de rodas possa desfrutar da cidade, ou mesmo quem leve um carrinho de bébé... espero que os autarcas estejam dispostos a aprender, é que já lá vão trinta anos a andar para trás!
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De assinalar o debate na Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o combate às alterações climáticas.

"José Sócrates defendeu hoje, perante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, o primado do direito internacional, do multilateralismo e das Nações Unidas na resolução das grandes questões globais — sejam elas de carácter ambiental ou político. " (PUBLICO)

segunda-feira, setembro 24, 2007

COLOMBOFILIA

Imagem: Zona pedonal e comercial nos arredores de Londres. Complementando o comércio tradicional e até de rua, há um centro comercial no centro da cidade que o torna atractivo e vivo.

O centro Comercial Colombo fez dez anos. Portugal possui cerca da mil centros comerciais assim entendidos de acordo com a lei (Portaria 424/85, de 5 de Julho), sendo grosso modo definido por uma superficíe com uma área bruta igual ou superior a 500 metros quadrados e um minimo de 12 lojas.


Segundo o trabalho de uma consultora na matéria, existem 254 metros quadrados de lojas por cada 1000 portugueses, o que traduz um número acima da média europeia onde oque temos é um valor médio de 182 metros quadrados por habitante.

A caracteristica ignorância lusitana que não nos tira da cauda da Europa , mas pensa que somos os maiores , continua , apesar dos números , que como é óbvio não sabe ler , a querer construír ainda mais centros comerciais...desde Março de 2004, com a nova regulamentação que autoriza a instalação destas superficíes, foram entregues 167 pedidos de licenciamento para novos centros comerciais.

Deste número perfeitamente absurdo (Portugal, na cauda dos salários está no topo do consumo e do endividamento...) 58 desses pedidos foram recusados, 27 foram aceites, o que significa que o Governo autorizou, nos últimos três anos, a instalação de novos 27 Centros Comerciais.

De uma primeira vaga destes equipamentos em Lisboa e Porto, assistimos agora ao assalto das pequenas e médias cidades e começam a estar estes projectos associados a entidades ligadas à área imobiliária.


O reverso da medalha para esta megalomania
clean, musica ambiente, lugar para estacionar e o convite ao consumo algures numa qualquer periferia, quase sempre no que era um espaço ainda verde, o reverso da medalha é precisamente, centros das cidades desertos, decadentes, abandonados e mal frequentados, ou seja, a morte da vida urbana , das relações de vizinhança, dar relações de bairro e do comércio tradicional.

domingo, setembro 23, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : O RIDICULO DIA "SEM CARROS"



Porque é tão dificil em Portugal reservar espaço nas vias para as bicicletas, a imagem inferior é do centro de Paris, aqui há faixas só para bicicletas, mas também faixas comuns para transportes publicos, uma solução que poderia ser aplicada entre a Cruz de Pau e a ciclovia do MST que começa junto à estação de recolha de Corroios...é assim tão dificil de copiar ?

- Uma dica, as letras BUS já existem, são capazes de adivinhar o que falta?

A imagem de cima permite comparar o que se passa no Seixal, com uma das principais vias procurada pelos ciclistas (direcção Sesimbra-Lagoa Albufeira...) e o perigo que é circular por cá de bicicleta.

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Hoje é um fim de semana "sem carros" em muitas cidades , em Lisboa por exemplo fecha-se as vias principais da Av da Liberdade , vem-se há algumas semanas também, a fechar o trânsito na Praça do Comércio, na Margem Sul, há iniciativas do género em Almada e no Seixal (não há divulgação nos sites das restantes).


São no entanto, todas elas, iniciativas sem continuidade nem sustentabilidade. O que as cidades portuguesa em geral e a margem sul em particular precisam é de voltarem a ter os seus espaços urbanos projectados para as pessoas e a partir da sua casa, não se pode partir do pressuposto que tem de haver sempre o automovel como interface para o transporte publico, isso é um erro e um beco sem saída.

O petróleo atigiu esta semana (final do Verão) um novo recorde , superando os 8o dólares por barril, o que face à procura que aumentará com o Inverno e caso haja instabilidade meteorológica provocada pela "época de furacões" no golfo do México, estima-se irá subir ainda mais, o que fácilmante permite perceber que a dependência do petróleo há muito que perdeu a sustentabilidade, mesmo não considerando a libertação de gases com efeito de estufa.

Como temos aqui amplamente demonstrado, há uma filosofia europeia de adopção da bicicleta como transporte individual alternativo para curtas distâncias, as principais cidades europeias estão a investir forte nesta opção, com os sistemas já aqui divulgados (mesmo em La Rochelle onde parece que haverá uma delegação do Seixal em visita). Quem ainda ridiculariza ou ignora esta opção está desajustado no tempo.

Mas é obvio que a bicicleta não se pode impôr, como o automóvel não se pode simplesmente proibir sem alternativas, simplesmente deslocalizamos fluxos de tráfego e engarrafamentos, como sempre acontece nos contraproducentes "dias sem carros"...há que primeiro criar condições, práticas e de segurança.

Como referi o investimento que falta fazer na margem sul em mobilidade é barato, um só dia do valor gasto pelo Metro Sul do Tejo em auto-promoção já fazia milagres, pois o que falta é em muitos casos simplesmente desenhar nas vias faixas para bicicletas, não são necessárias pomposas ciclovias à beira de qualquer rio feitas para pura propaganda ou para promover novas urbanizações.

Começar por percursos que conduzam às escolas seria um bom principio, igualmente percursos que levem aos interfaces (Metro-Fertagus-Autocarro ou aos terminais fluviais) seria também os percursos prioritários (certamente havia de ser criadas condições de estacionamento para as bicicletas nas escolas e nesses locais publicos, o que existe hoje , por exemplo com quatro ou cinco lugares na estaçãp de Corroios é simplesmente ridiculo.

Outra prioridade nestas ciclovias seria a sua complementaridade com as ciclovias paralelas à linha do Metro e ainda desligadas de tudo o resto.

Isto seria um principio, mas representaria uma verdadeira revolução na concepção urbana e de transportes na margem sul, estariamos a dar um passo gigantesco na qualidade de vida dos cidadãos, a aplicar uma alternativa com continuidade e com utilidade para o futuro...estes dias sem carros, com bicicletas a ocupar o lugar dos carros é , em Portugal, um puro disparate e mera propaganda inconsequente, até porque para se chegar a esses locais é preciso ir ... de carro!

Deixo aqui no entanto uma boa decisão em Lisboa . tomada pela Carris e que terá continuidade, a possibilidade de transportar a bicicleta nos autocarros , só em dois percursos (708 e 723) , ainda só com uma óptica de lazer...mas é um principio.Também a Transtejo e Soflusa alarga a permissão de transporte gratuito de bicicletas, todos os dias e em todos os transpores fluviais, em qualquer horário, excepto na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré às horas de ponta.

A CP - Comboios de Portugal passa a permitir o transporte gratuito de bicicletas nos comboios urbanos, fora das horas de ponta (para além dos Sábados, Domingos e Feriados, quando já era gratuito). Veja aqui as condições de transporte de bicicletas nos comboios urbanos.

As empresas de trasportes da AML estão despertas para esta questão, o que esperam os autarcas ?

sábado, setembro 22, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : ANDAM-NOS A GOZAR A METRO?


Obras do Metro Sul do Tejo, Centro de Almada, Setembro 2007 - O Metro já devia estar a passar por aqui!!!

Parece que sim, que nos andam a gozar com o Metro Sul do Tejo... Mas quem nos anda a gozar com o metro? Bom , os suspeitos do costume, a concessionária, as autarquias e o Governo.


É que todos parecem considerar normal toda esta novela e todo este gasto suplementar ao orçamentado, não estando em funcionamento o que era suposto estar a funcionar e mais grave, com um gasto superior ao orçamentado e insustentáveis perdas mensais.

Primeiro que tudo está a gozar connosco o gestor da concessionária, ao nos servir como normais os 15 mil euros custo/dia, e como justifica esses 15 mil euros custo dia com a declaração de que a actual fase de exploração "nunca foi para rentabilizar, mas antes para sensibilizar a população para este novo meio de transporte" , não parece excessivo um tal custo, só para "sensibilizar" , não há outros meios mais simples e eficazes?

É que por este custo, mais valia pagar viagens e estadias aos nossos autarcas, para verem o que se faz na Europa em termos de mobilidade, nomeadamente levando-os a visitar cidades que têm também composições Combino em funcionamento, levar os nossos autarcas a ver como este meio interage com a cidade, com o espaço urbano e como é complementado pelos restantes meios de transporte, quanto à sensibilização do Povo ela poderia ser feita de uma forma mais económica e eficaz ... por exemplo se tivesse entrado em funcionamento a amplitude de linha que era supoosta estar a funcionar neste momento!









Os 15 mil euros diários de custo promocional, mais precisamente , € 2 175 000 desde que entrou em funcionamento a 1 de Maio
! Pois é, estamos a falar de de uma campanha de (até agora) mais de DOIS MILHÕES DE EUROS que poderiam estar a ser utilizados para promover o transporte publico na margem sul de uma outra forma, nomeadamente construindo ciclovias complementares , melhorando os pontos de interface, melhorando e entrosando os outros meios de transporte publico existentes.


Depois o senhor presidente da concessionária goza connosco porque um gestor jamais poderá considerar normais tais perdas, a menos que esteja seguro de que o estado (NÓS) assumamos tal custo (alguém nos 18 Forums publicos, perguntou aos cidadãos se estavam dispostos a arcar com uma tal despesa sem sentido?) , é que é isso que parece ir acontecer, passo a citar "Se a viabilidade não for atingida, entra em cena o Estado, com uma compensação financeira que cubra os prejuizos da concessionária por o número de passageiros se encontrar abaixo do limite minimo previsto" situação que "ainda está a ser revista pelo Tribunal de Contas"... Compreende-se agora a ligeireza com que o presidente da concessionária fala dos números em jogo e de mais um negócio ruinoso para o estado?

Até agora, e como a população já demonstrou, o custo por quilómetro do Metro Sul do Tejo, mostrou-se mais caro que o projecto do TGV para Portugal .

Outra questão entretanto surgida é a construção de vários parques de estacionamento, quando o estacionamento automóvel como interface para o metro não é uma questão séria, e só estão mais uma vez, à custa do erário publico a compensar a não aplicação da lei que há muito obriga os construtores a construir lugares de estacionamento nos prédios que multiplicam a um ritmo de copy/paste e porque a linha do metro não serve as zonas mais populosas, de onde se subentende ter o cidadão que se deslocar de carro, um absurdo!

Explicam-nos também que milagre dar-se á , a partrir de Dezembro , com a entrada em funcionamento do troço até à Universidade, esquecendo-se de referir que esse troço DEVERIA já estar a funcionar!!!, a linha esta construída, as estações degradam-se porque não se quiz ou não se soube, atempadamente e da melhor forma resolver a questão do Triângulo da Ramalha! Esquecem-se também de nos informar que o custo "promocional" do funcionamento do Metro, nessa altura (15 de Dezembro) terá um saldo negativo de aproximadamente TRÊS MILHÕES QUATROCENTOS E TRINTA E CINCO MIL EUROS !

Gostaria de um simples exercicio por parte da tutela, da concessionária ou das autarquias:

- O que aconteceu, nas outras cidades do mundo onde composições do mesmo tipo COMBINO estão em funcionamento.

- Gostaria de saber se houve semelhantes atrasos , se houve semelhantes derrapagens de custos, semelhantes custos promocionais (15 mil euros diários) .

- Se houve semelhantes birras das autarquias envolvidas.

- Se entraram em jogo semelhantes garantias compensatórias por parte do Estado.

É que quase que apostava que não, mas estas seriam umas excelentes respostas a dar à população num próximo 19º Forum Publico de discussão sobre o MST. É que até agora , só têm andado a gozar connosco!


sexta-feira, setembro 21, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : MST - METROS DE EQUIVOCOS



O Diário de Noticias de ontem publicou um excelente trabalho sobre o tema também aqui trazido ontem, passo a citar o artigo de Cláudia Rocha Monteiro:


"Para que o MST seja financeiramente viável « são necessários cerca de 80000 passageiros diários» , adiantou ao DN José Luis Brandão, presidente da concessionária Metro transportes do Sul.

Feitas as contas, e considerando os dias úteis das 6.30 às 22.45, o troço de quatro quilómetros já em funcionamento desde Maio (Corroios-Cova da Piedade) teria de transportar por viagem cerca de 300 passageiros. No entanto , estes 80 mil passageiros apontados pelos estudos de viabilidade referem-se à ligação completa da primeira fase (Corroios-Cacilhas-Universidade), concluída em Novembro de 2008, o que ainda assim dá cerca de cem passageiros por MST.

Se esta viabilidade não for atingida, entra en cena o Estado com uma compensação financeira que cubra os prejuizos da concessionária por o numero de passageiros se encontrar abaixo do limite minímo previsto. José Luis Brandão adianta que a questão das compensações «ainda esta a ser revista pelo Tribunal de Contas»

Os dois concelhos que o MST atravessará nesta primeira fase (Almada e Seixal) perfazem um total de 300 mil habitantes. No entanto, no concelho do Seixal é a freguesia de Corroios (55 mil habitantes) a mais beneficiada.

Por outro lado, o presidente da concessionária não comenta os 15 mil euros de custo/dia , avançados ao DN pelo encarregado de missão do MST, que o metro está a ter para percorrer quatro quilómetros com cerca de quatro passageiros a bordo (...).

Para o responsável esta ligação « nunca foi para rentabilizar, mas para antes sensibilizar a população para este novo meio de transporte, o que tem sido conseguido» , garante, frisando que «o metro parado ainda sairia mais caro» (...)

Outra análise interessante deixada em caixa pelo artigo foi a seguinte:

" O 18º Forum de Participação do MST sublinhou o papel deste transporte na redução de gases de efeito de estufa. Tiago faria, docente do Instituto Superior Tecnico, disse que « um metro vazio não é eficaz ambientalmente" e explicou que «para uma taxa de ocupação de 1,25 de um carro, o MST precisa de uma taxa de ocupação de 29 passageiros».

quinta-feira, setembro 20, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : O NEGÓCIO DO SUBSIDIO





"Ter o Metro Sul do Tejo (MST) a circular custa cerca de 15 mil euros por dia, o que no final do mês se traduz em aproximadamente 450 mil euros. Se multiplicarmos este valor por quatro – os meses que passaram desde que o metropolitano ligeiro foi inaugurado – a maquia sobe para um milhão e oitocentos mil euros.

Marco Aurélio, encarregado de missão do MST, explica ” que se tivermos em conta os custos com pessoal e energia, manter o metro a funcionar custa «aproximadamente 15 mil euros por dia», apesar de as composições circularem diariamente vazias"

Um meio de transporte ecologico, deixa de o ser pelo custo que traduz e pelo serviço que acaba por não prestar, a inauguração antecipada do projecto atrasado traduz-se, senão por um erro, pelo menos por um custo inaceitavel que mais cedo ou mais tarde vai ser transferido para os contribuintes , sem que sejam identificados ou muito menos responsabilizados os culpados.

Por sua vez a Câmara do Seixal continua a insistir nos "erros de projecto detectados" nos escassos milhares de metros em que o metro circula no municipio, o que leva a supôr que o mesmo se passará qando os trabalhos estiverem concluidos, em Almada, o que dá para antecipar uma (nova) longa novela.

Por sua vez, ponderemos o que 15 mil euros diários não permitiriam construir em termos de ciclovias que ligassem as feitas pelo MST permitindo uma outra alternativa trazida pela construcão daquela rede.

Somos assim tão ricos para desperdiçar desta forma os nossos recursos?


quarta-feira, setembro 19, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : LONDRES SEM CARROS (UMA SOLUÇÃO POSSÍVEL)



"Acabar com os carros em Londres é a proposta de investigadores britânicos que publicaram há dias as suas conclusões na revista The Lancet.
Hoje em dia, sete de cada dez viagens de automóvel em Londres cobrem distâncias inferiores a oito quilómetros.

Ora, a erradicação do automóvel da capital do Reino-Unido -e a sua substituição por bicicletas, marchas a pé e recurso aos transportes publicos se necessário - permitiria reduzir em 72 por cento as emissões de dióxido de carbono até 2030 (ao ritmo actual a redução será inferior a 23 por cento, o que não chega para travar as
mudanças climáticas).

Ainda na mesma revista, é feita uma tipologia dos utilizadores de automóveis londrinos e calculam-se os benefícios para a saúde de uma tal mudança de estilo de vida.
Cosas como gastar 33 mil calorias adicionais por ano - e para as mulheres reduzir os riscos de cancro da mama em 25 por cento ou aumentar a esperança de vida em um a dois anos. E também para os homens, ver o seu risco de morte prematura reduzida eté 40% e o risco de diabetes em 30 por cento."

Ana Gerschenfeld (PUBLICO)

terça-feira, setembro 18, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE : PERIGOSO SER PEÃO ;TRIBUNAL CONFIRMA CONDENAÇÃO DA CÂMARA DO SEIXAL



Claro que no Seixal, a noticia do dia é a leitura do acordão da repetição do julgamento da criança morta num esgoto da responsabilidade da Câmara do Seixal, factos que ocorreram há DEZ ANOS!!!

Já este ano denunciámos aqui, uma situação semelhante (clique) que decorreu durante meses numa zona muito movimentada. O que mostra que a Câmara do Seixal não só não quer reconhecer responsabilidades, como não aprendeu com o sucedido.

Passo a citar o despacho de ultima hora da Agência Lusa publicado pelo PUBLICO- online.

"
Repetição do julgamento
Seixal: tribunal confirma indemnização aos pais da criança encontrada morta num esgoto
17.09.2007 - 12h55 Lusa

O Tribunal do Seixal confirmou hoje o pagamento de uma indemnização de 250 mil euros por parte do município do Seixal aos pais da criança encontrada morta numa estação de esgotos da Arrentela em 1999.

A leitura do acórdão já tinha sido proferida em 13 de Julho de 2005, mas o pedido de recurso apresentado pela advogada do município ditou a repetição parcial do julgamento devido a falhas na gravação dos depoimentos das testemunhas.

A repetição parcial do julgamento iniciou-se a 27 de Junho deste ano, mas a falta de uma testemunha, conjugada com a época de férias judiciais, atrasou o término do processo na primeira instância.

A decisão final da repetição parcial do julgamento ditou a manutenção integral do acórdão que já tinha sido proferido anteriormente, visto que, de acordo com o juiz do processo, "após cuidadosa análise os factos apresentados não ditaram alterações substanciais".

"Em conclusão, o tribunal colectivo considerou findo o incidente de suprimento de irregularidades processuais, mantendo integralmente a decisão que consta no acórdão anteriormente proferido", pode ler-se no despacho.

Advogado dos pais admite que "o caso não fica encerrado por aqui"

O advogado dos pais da vítima mostrou-se satisfeito com o facto de o acórdão proferido em Julho de 2005 se ter mantido, apesar de saber que "o caso não fica encerrado por aqui".

José Nóvoa Cortez mostrou-se resignado com a posição da Câmara Municipal do Seixal, adiantando que o caso deverá seguir até às mais altas instâncias antes de ficar completamente resolvido.

O advogado da família tinha pedido, na altura do primeiro julgamento, uma indemnização global de 400 mil euros por dano-morte e pelos sofrimentos físicos e psíquicos sofridos pela criança e pelos pais da vítima.

Apesar de o valor decretado ter sido substancialmente inferior, a mãe da criança não pondera recorrer da sentença, alegando que "a perda de um filho foi o mais penoso em todo este processo".

Questionada sobre a possibilidade de processar o Estado português pela lentidão na resolução do caso — que ocorreu há quase dez anos, uma hipótese ponderada pela família anteriormente —, a mãe de Rogério Filipe assumiu que não irá avançar com o caso, precisamente devido à morosidade do sistema judicial.

"Isto já durou tanto tempo, se avançarmos com um processo judicial contra o Estado ainda se tornaria pior. Já estou cansada e quero é ver isto resolvido para ter paz e sossego", adiantou.

"Câmara de visita estava sem tampa há uns dias, por acto humano voluntário"

O tribunal deu como provado que a criança — na altura com quatro anos de idade — caiu inadvertidamente numa câmara de visita da rede de esgotos do Seixal, junto à Ponte da Fraternidade.

No despacho apresentado pelo colectivo de juízes pode ler-se que "a câmara de visita estava sem tampa há uns dias, por acto humano voluntário, facto que era conhecido de funcionários do município do Seixal, que não valorizaram devidamente a sua perigosidade para os transeuntes".

No entanto, a impossibilidade de provar a identidade dos funcionários municipais envolvidos fez com que o único arguido do caso — o encarregado do Sector de Esgotos de Redes de Saneamento de então — fosse absolvido dos crimes de que era acusado."

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E Agora senhores causidicos da Câmara do Seixal ?


Vão recorrer novamente - por decisão da "Maioria eleita" ?


O que vão alegar desta vez?


segunda-feira, setembro 17, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE - MOBILIDADE E NÃO SÓ

Estrada Seixal-Sesimbra, uma via turistica muito procurada pelos utilizadores da bicicleta (muitos estrangeiros) , mas para estes, uma via muito perigosa.

É conhecida a nossa posição sobre o uso da bicicleta em meio urbano para pequenos percursos. Temos aqui divulgado que esse é o futuro imediato nas cidadees europeias.

Cidades com elevado nivel de vida , poder de compra e qualidade de vida e ambiental , como Paris, Amsterdão, Lyon,Copenhaga, Barcelona, Bruxelas, Londres... implementaram o uso generalizado individual da bicicleta, algumas destas cidades puzeram a funcionar sistemas de aluguer ou partilha de bicicletas, fazendo parte de um sistema de transporte público individual em complemento ao automóvel ou aos transportes publicos.

Vemos que em Portugal , embora muito lentamente, se vai pelo mesmo caminho, embora ainda no primeiro passo que é o lazer, cidades como Aveiro ou Cascais têm já em funcionamento os seus sistemas de ciclovias e aluguer/partilha de bicicletas.

Em Lisboa ouvindo ontem o discurso do seu presidente de câmara, irá avisadamente pelo mesmo rumo, com a construção de um eixo em ciclovia (plano) junto ao Rio, de Belém ao Parque das Nações, com eixos que partindo da cidade se lhes vão juntar, bem como percursos dentro da cidade.

Para além de uma exigência de modernidade e cidadania, é uma exigência turistica enorme , Lisboa como capital receptora de turismo via maritima, pelas centenas de navios de cruuzeiro que ali aportam anualmente tem que construir com urgência uma estrutura destas porque estes navios, verdadeiras cidades dispõem de frotas de bicicletas que põem à disposição dos seus passageiros, e é desta forma que conhecem as cidades onde aportam. Se Lisboa quer ser competiticva neste segmento tem que olhar a sério para ele.

Relembro da necessidade imperiosa que é a construção de ciclovias (que pode ser até, simplesmente por marcações horizontais em tinta nas vias existentes), e do ordenamento do tráfego, muito simples de executar na maioria dos casos... e na maioria dos casos dependente unicamente de vontade politica.

Havendo por parte da Câmara de Lisboa esta vontade de criar tais percursos, na tal lógica de uma "zona Metropolitana centrada no Rio" defendida pelos autarcas da Margem Sul, não fará sentido desde já começarem a construir eixos em ciclovia que conduzam das zonas onde as pessoas habitam aos terminais ferroviáriois, aos terminais fluviais ?

Isso terá que começar pela marcação das vias, pela integração dos percursos já construídos e começa a ser criminoso o desperdicio de recursos que foi a construção da ciclovia a par da linha do Metro Sul do Tejo .

Mesmo estando de costas para o bem estar da população, pergunto se a construção destas vias não pode ser também uma forma de os turistas que chegam nos navios de cruzeiro chegarem e conhecerem a Margem Sul , uma Margem Sul que se pretende aberta e virada para o Turismo, não é ?

domingo, setembro 16, 2007

SEMANA DA MOBILIDADE - MOBILIDADE! QUAL MOBILIDADE?

Na imagem o Combino , igual ao do MST, de Freiburg, note-se o cuidado do arranjo do "espaço canal", a integração com a via envolvente ...

Vai ser assim na Almada entusiasta da mobilidade e da iniciativa "melhores ruas para todos"?


Inicia-se hoje mais uma semana da mobilidade, este ano antecipámo-nos com alguns posts sobre alternativas ao automóvel , nomeadamente com ciclovias, dos exemplos aqui analisados um salta à vista de todos, a ausência de ciclovias nas vias que conduzem às praias , da Fonte da Telha à Costa da Caparica...para não falar no resto do concelho...

No entanto lemos na imprensa que "a Câmara Municipal de Almada é uma das mais entusiastas participações da SEM (Semana da Mobilidade) , para a qual criou um extenso programa de actividades que inclui caminhadas, sessões de ioga (o que tem o ioga a ver com mobilidade?) , desportos náuticos (o que têm desportos nauticos a ver com o tema deste ano «Melhores Ruas para Todos » ?), a oferta de viagens de transportes publicos a quem entregar lixo reciclável, demonstrações de veículos eléctricos e subidas em balão de ar quente"...

Ou seja, tudo propagandistico, tudo gratuíto, tudo inconsequente face aos problemas que todos nós conhecemos a começar por um Metro que já devia estar a funcionar há dois anos e que a Câmara de Almada se empenhou em atrasar e a não acolher as pretensões dos cidadãos, aqueles a quem o metro se destina !

sábado, setembro 15, 2007

PARA ALGUNS , O PARAÍSO...


























"At least 30 journalists and 50 Internet users are currently detained in China. Some of them since the 1980s.

The government blocks access to thousands for news websites. It jams the Chinese, Tibetan and Uyghur-language programmes of 10 international radio stations. After focusing on websites and chat forums, the authorities are now concentrating on blogs and video-sharing sites.

China’s blog services incorporate all the filters that block keywords considered “subversive” by the censors. The law severely punishes “divulging state secrets,” “subversion” and “defamation” - charges that are regularly used to silence the most outspoken critics. Although the rules for foreign journalists have been relaxed, it is still impossible for the international media to employ Chinese journalists or to move about freely in Tibet and Xinjiang."




Reporteres sem fronteiras

sexta-feira, setembro 14, 2007

RECICLAGEM DOS AUTARCAS E "ECOLOGITAS DE BOLSO" UMA CORRECÇÃO



O senhor Demétrio Alves (Engenheiro) publicou em 2 de Agosto, do Setúbal Na Rede, o artigo intitulado
"Ecologistas de Bolso".

Nesse artigo o senhor Demétrio Alves (Engenheiro) tecia várias consider
ações pouco abonatórias "dos chamados «ecologistas»" de que o referido senhor Demétrio Alves (Engenheiro) , "conhece as tácticas e as estratégias" , nomeadamente o "terrorismo verbal". Embora não subscreva como afirma no artigo a definição do seu "amigo e professor Sidónio Pardal" que estes movimentos ecologistas são uns "eco-patetas", teceu mesmo assim considerandos que considero no minimo redutores :

-
"A grande maioria dos movimentos ecologistas, salvo honrosas excepções, integram jovens bem-intencionados, genuinamente preocupados com algumas das graves problemáticas que assolam a humanidade, mas só com algumas, exactamente aquelas que não toquem na chaga essencial do modo de produção que actualmente domina o mundo, ficando pela rama dos assuntos, aqueles de que se alimenta o folclore mediático.

(...)Na verdade a maior parte dos seus dirigentes até são cultos e cientificamente credenciados. Mas, de facto, eles não pretendem questionar as verdadeiras razões políticas e económicas que estão na base dos graves problemas que asfixiam os povos, porque, no essencial, estes ecologistas fazem parte do sistema.

É por isso que os governos os utilizam como e quando querem, tirando-os do bolso sempre que necessário."

Escrevi então aqui no a-sul , um post discordando daquela posição tornada publica por Demétrio Alves (Engenheiro) , o referido post intitulava-se "Reciclagem dos autarcas e "ecologistas de bolso" .

Do referido texto, e depois de informado pelo próprio (?) , gostaria de corrigir que :

- Quando refiro no post "O actual tecnico da Câmara de Setúbal (os vasos comunicantes do PCP?...) - recentemente demitido das funções que dempenhava na Sociedade Setúbal POLIS - Ex. autarca Demétrio Alves, ex-presidente da Câmara de Loures (...) " ,

Demétrio Alves (Engenheiro) a quem agradeço a correcção, informa que não desempenhava desde Maio "quaisquer funções técnicas ou politicas em Setúbal" e "Fui eu que me demiti tanto Polis como da CMS".

Penso ser essa a unica imprecisão do texto que assinei , esses dois meses em que ainda o considerei funcionário da CMS, e a forma como tal aconteceu (o que dada a "turbulência" Sadina...) , aliás, é o próprio a reconhecer : "Sei que houve gente (i)rresponsável que, de uma forma deselegante e desonesta, contribuiu para o criar um certo equívoco." .

Pela mesma incorrecção peço as minas desculpas, quanto ao restante do seu texto que abaixo cito na íntegra, embora livre na interpertação que faz do post do a-sul , como me dará certamente a liberdade de interpertar o seu (?) , não pretendi, nem fiz "alusões lodosas" , "insinuações e inverdades" , ou também "caluniosas insinuações" e há muito menos "tentativa de (...) atingir em termos pessoais" ...estas interpertações, sendo legítimas, mas são exclusivamente , suas !

Quanto ao resto, o senhor Engenheiro ao tornar publica uma opinião, em democracia está sujeito ao contraditório, contraditório esse que neste blogue , não tem a expressão dos orgãos de comunicação a que o senhor engenheiro tem acesso e onde publicou o seu artigo (apesar de na região o a-sul ser uma voz incómoda sobre o PCP e o poder instalado) , mesmo assim, humildemente lhe refiro em nenhum ponto do comentário ao seu artigo foi posta em causa , o bom nome do cidadão Demétrio Alves, ou seria essa a minha intenção.

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Passo a publicar na íntegra o texto remetido e assinado em nome de Demétrio Alves :

Caro "a-sul" e demais comentadores em geral,

Dizer que preferiria estár a responder a pessoas com rosto e identidade mas, enfim,lá terá que ser assim.

1- Começo por lamentar que tenha optado por fazer a sua crítica na base de insinuações e inverdades, fugindo às questões concretas, recorrendo à tentativa de me atingir em termos pessoais, coisa que me parece desaconselhável quando se quer debater questões políticas e técnicas de uma forma honesta e frontal.

2- Se pretendia, com a sua alusão lodosa (já percebi o porquê das suas preferências cinematográficas)às fases A/C e D/C, atacar-me em alguma vertente, bem poderá, como diz a malta, tirar o cavalinho da chuva. É que antes de ter desempenhado as funções presidente da câmara municipal, o que aconteceu durante dez anos, eu era técnico superior da EDP, e, depois de saír da actividade autárquica regressei exactamente à mesma empresa para trabalhar e ter a minha remuneração. Não tinha antes, e continuei a não ter depois de ser presidente, quaisquer activos imobiliários, financeiros, jóias ou bens artisticos valiosos. Sempre vivi do meu trabalho.Presentemente tenho actividade univerrsitária e sou consultor. A casa que é minha residência comprei-a à quatro anos, isto é, comecei a pagá-la à CGD porque, como a generalidade dos portugueses, tive que recorrer a um empréstimo. O mesmo para a minha viatura, adquirida em segunda mão.Devo dizer-lhe, aliás, que não me desagradaria o facto de já ser dono pleno destes e de outros bens, mas, infelizmente, não tenho posses para isso.

Conheço de gingeira um certo tipo de caluniosas insinuações, porque já tive que lidar com gente pouco escrupulosa, a quem tive que levantar os processos judiciais adequados, tendo vencido todos.Quem não consegue ganhar no plano das ideias e da luta política leal, normalmente recorre ao truque e ao golpe baixo. Espero que não seja o vosso caso.

3- Não exerço quaisquer funções técnicas ou políticas em Setúbal desde Maio deste ano. Fui eu que me demiti tanto Polis como da CMS.Expliquei, na altura, as razões porque quiz saír, ou, pelo menos, parte delas. Sei que houve gente (i)rresponsável que, de uma forma deselegante e desonesta, contribuiu para o criar um certo equívoco.Portanto, o meu caro "a-sul" está completamente "a-leste" da verdade, ou porque foi levado ao erro, ou porque quiz mentir.

4- Se tivesse tido o cuidado de estudar melhor a situação, verificaria que eu me demarquei do tal abaixo-assinado que você refere como sendo destinado a lançar-me para novas funções autárquicas, sendo, portanto, completa ficção uma hipotética recandidatura.

Porque razões andará tanta gente preocupada com o meu eventual regresso às lides políticas activas, e não me deixam apenas exercer o meu direito e dever de cidadania, emitindo opiniões e polemizando?

5- Quanto às questões relacionadas com os biocombustíveis sugiro que lei-a um artigo meu publicado em www.resistir.info.pt, com o título Bioconfusão. Depois terei muito gosto em discutir a matéria consigo e com quem mais quizer, desafiando-os a contraporem teses alternativas à minha.

6- Eu não escrevi, nem penso assim, que "Setúbal,a Região, o País e o Mundo não avançam por causa desses ecologistas". As palavras são suas,e a salada russa que tenta servir aos seus leitores, confundindo-os e distraindo-os com a questão dos Verdes e do PCP, é completamente lateral aquilo que eu defendi, que, sublinho, foi e é(0u pretendeu ser) uma análise política sobre o essencial do papel de uma parte do movimento ecologista, e não qualquer execício de gincanismo politiqueiro de cariz partidário, ou, ainda menos,um ataque pessoal aos actores envolvidos.

O esquerdismo político, as suas origens, e o papel que desempenhou no passado e que desempenha hoje em dia, estão razoávelmente bem caracterizados. Parece-me que algum do "ecologismo militante" constitui uma forma de esquerdismo pós-moderno. Claro, isto é discutível, e eu gostaria de o discutir. Mas só de uma forma séria, sff.

Deixo-lhe, contudo, um derradeiro desafio:- Tal como acontece actualmente com muitos ex-MRPP's e UDP's,ou, ainda, com ex-frequentadores de raves psicadélicas, ondas ecológicas bacanas, e outras cenas fixes herdadas do movimento dos make lovers, e que hoje em dia são inefáveis dirigentes do PSD e PS, ou dirigentes de bancos e das grandes transnacionais, não acha altamente provável que os impetuosos "Eufémios" que investiram contra as maçarocas transgénicas lá p'rás bandas de Aljezur, venham a constituir-se, também eles, daqui a uns anos, quando se despirem das actuais "rebeldias juvenis", em "conscientes e responsáveis" gestores do SISTEMA?

Demétrio Alves

8/27/2007

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Atenção amanhã a esta iniciativa da Câmara do Seixal, mais aqui ; Rumo a Bombordo

quinta-feira, setembro 13, 2007

MASSIFICAÇÃO URBANA E ABANDONO



Sobre as questões aqui publicadas ultimamente , da massificação urbana que parece ser o unico designio da Margem Sul até à situação das praias fluviais do Tejo, nomeadamente a Ponta dos Corvos, recebemos em comentário , da parte do vereador Samuel Cruz (PS) a intervenção feita em sessão de Câmara de 20 de Junho de 2006 que passo a citar, da acta :

"O Senhor Vereador Samuel Cruz, referiu-se à nova Lei das Finanças Locais(...)

(...)
Continuou, referindo que teria sido publicado no jornal “Publico”, onde esta referido que o concelho do Seixal é o concelho com mais à venda (de imóveis) do distrito de Setúbal, o que se revela alarmante e preocupante pela pressão demográfica e urbanística que se esta a fazer sentir no concelho .

Referiu ainda que existem, de acordo com os dados fornecidos pela Associação Portuguesa de Empresas Imobiliárias, no conjunto de todos os concelhos da Península de Setúbal (Almada, Moita, Montijo, Palmela, Alcochete, Setúbal e Sesimbra) existem 1945 fogos à venda e existem no Seixal neste momento 1765 fogos à venda, isto é, dos 8 concelhos que compõe a Península de Setúbal, em 7 só estão à venda mais 170 fogos que no Concelho do Seixal.

Uma outra questão está relacionada com a sua ida à Ponta do(s)( Mato (Corvos), onde se deparou com um acampamento que na sua opinião é intolerável, quer pela falta de condições, quer pela falta de segurança.

Considerou que a câmara terá que desocupar aquele espaço uma vez que é propriedade camarária, alem disso existe um despacho da Direcção Geral do Turismo o qual proíbe o acampamento naquele local, onde contou 90 tendas. Mais referiu que um jornal local alertou para o facto de tudo aquilo ser deplorável."

Ou seja, não se pode dizer que há por parte da restante vereação o desconhecimento do que se passa nem na Ponta dos Corvos, nem o que estão a fazer ao concelho em termos de massificação urbana, direi que perderam a presunção da inocência, havendo nitida e deliberadamente um propósito de massificação urbana , e , na mesma medida, de não manutenção de espaços verdes e de lazer (também referidos nesta acta e ao qual voltaremos) e de completo abandono das praias fluviais, negando até, como se fosse possível que é "uma zona balnear" - digam isso à população carenciada que é a única zona balnear a que têm acesso , ou desafio a Câmara a vedar e interditar o local!!!

Relembro que no agora chamado "arco ribeirinho" há (nas mesmas águas e idênticas areias) nos concelhos vizinhos, também sob gestão CDU ( Moita , Barreiro, Alcochete , um PS (Montijo) bons exemplos de boas práticas que parecem ser desconhecidas no Seixal , Almada é um outro exemplo pelo abandono a que tem votado a sua riquissíma linha de praias Atlânticas.

Já aqui foi dado o exemplo do que é feito no verão, em Paris...onde no Sena não há areia nas Margens, nem as águas se adequam a banhos...

A referida acta permite perceber, o que não foi feito no último ano no Seixal ! Para além , é claro, das festas dos muitos apartamentos (por vender) e dos foguetes...

quarta-feira, setembro 12, 2007

AINDA A PONTA DOS CORVOS

Praias Fluviais do Seixal : Zona de Banhos ? Não Zona de Lazer!


Do dicionário :

BALNEAR (do latim balneare) , relativo a banhos; em que se tomam banhos.

LAZER (do latim licere) , ócio, vagar, passatempo, descanso.

Serve esta pequena explicação introdutório para decifrar as declarações do Veredor do Ambiente da Câmara do Seixal sobre a zona da Ponta dos Corvos (Ponta do Mato, Praia dos Tesos) e por acréscimo às restantes zonas de areal junto ao rio do concelho do Seixal, pois todas têm caracteristicas fisicas comuns e são de igual modo tratadas pela autarquia, ou seja, abandonadas.

Porquê a introdução, bom, porque o autarca justifica aquela situação porque embora reconhecendo que "havia uma placa antiga a identificá-la como zona balnear que foi mandada retirar do local" Carlos Mateus esclarece que " não se trata de uma zona balnear, mas de uma zona de lazer onde existe um bar e um balneário com casa de banho..."

Bem que loucura senhor vereador, um bar, ainda por cima com casa de banho, sempre estamos no século XXI e Portugal e o Seixal em particular estão, como agora se diz "muito à frente..." , como fui injusto para a Câmara com um post anterior, é que a Câmara até limpa o areal uma vez por ano (que extravagância!!!) e depois, isto é que eu não percebi, há jornadas de limpeza mas feitas pelos escuteiros e pelo grupo Flamingo... (???)

Então e os funcionários da Câmara, ah é verdade, têm um protocolo de apoio à Festa do Avante...mas concerteza!!!

Recomenda-se a leitura do Jornal Noticias do Seixal onde vem publicado este excelente trabalho sobre a Ponta dos Corvos e no qual , para além das declarações anteriores do responsável do ambiente da câmara do Seixal ficamos a saber que , após trinta anos no poder, a CDU está finalmente a pensar no futuro " elaborar um estudo de requalificação para aquele espaço com estacionamento, arborização, colocação de mesas e optimização como espaço de lazer e parque de merendas"

E já agora acrescento, ponha lá no seu estudo também uns duches, para evitar que o Povo vá ao banho , ou que se fôr, tem menos hipóteses de apanhar uma hepatite...

E o que se conclui de tudo isto, bom já sabiamos que o senhor vereador do ambiente, de cultura de ambiente nada tem, e de autarca, vou ali já venho, é que o senhor foi eleito autarca porque se propôs a tal, e assim sendo, tendo sido eleito, a sua função é servir a população, e não limitar-se a pôr placas a proíbir!!!

Proibindo, pondo placas e lavando daí as mãos, é fácil governar. Mas isso será tudo para o senhor vereador, mas não é servir a população!

É notório que escasseiam em número, no Seixal zonas verdes e espaços verdes, o que sobra em número são os habitantes, as urbanizações e os automóveis...

Desperdiçar um bem precioso como as praias fluviais é um crime, e isso é o que faz a autarquia virando-lhes as costas, proibindo e lavando daí as suas mãos...o povo se calhar leu o dicionário e faz uso do que a natureza lhes deu, mas que os autarcas não souberam preservar (a imagem mais uma vez é elucidativa).

Senhores autarcas desçam ao mundo real !!!

TRINTA ANOS E SÓ UMA CASA DE BANHO E UM "BAR" ??? (O bar se a ASAE lá fosse era encerrado na hora)

- INCOMPETÊNCIA!!! Veja o que se faz nas autarquias vizinhas (do mesmo partido) com as mesmas caracteristicas, de Alcochete ao Barreiro...

terça-feira, setembro 11, 2007

A FESTA DO DESPLANTE










Atingiu-se este Verão, dominado mediáticamente pelo caso do desaparecimento da criança inglesa no Algarve, e talvez para vencer esse monopolismo mediático, o mais alto patamar de manipulação e mentira por parte do poder instalado na margem sul. Vejamos:

1) No Município da Moita há , publicadas na imprensa e não desmentidas alegações graves de manipulação de instrumentos de gestão do território, nomeadamente com alterações a "la carte" ao PDM que mereceu a contestação da população local.

Resposta do PCP local...silêncio, silêncio, e silêncio, depois impediram a população de se exprimir na câmara , em sede de discussão do problema, e foi criado um blogue (alegadamente por um eleito local com representação parlamentar) com o unico objectivo de denegrir e devassar a vida do cidadão que deu o rosto á contestação.

2) depois de no Verão passado termos visto a mudança de cadeiras na Câmara de Setubal, este Verão, discretamente, fois a vez de ser substituido a meio do mandato, outro eleito...("por razões pessoais") o presidente CDU da Junta de Freguesia de Corroios (55 mil habitantes)...

3) Na Assembleia da República os deputados do Grupo Parlamentar do PCP, puseram em finais de Julho, como aqui referimos nos últimos dias, de forma inconsequente e alarmista, a circular na comunicação social a informação de que há contaminação radioactiva na Siderurgia Nacional, uma importante unidade industrial sediada em Paio Pires e próxima de importantes aglomerados urbanos e até do Centro de Estágios da Caixa Geral de Depósitos / Benfica.

Durante o mês de Agosto e nesta primeira quinzena de Setembro, deixaram caír o alarme e remeteram-se inconsequentemente ao silêncio
.

4) Alertou o referido Grupo Parlamentar, e bem, para o escândalo de o sistema video instalado para video-vigilância do Parque Natural da Arrábida, que não estaria em funcionamento, falha essa reconhecida pelo Parque Natural da Arrábida e pelo Ministro do Ambiente.

Felizmente não ardeu nenhum hectar no parque natural da Arrábida, e foi até (em termos nacionais) um dos anos mais calmos , até ao momento, em termos de área ardina , só que se esqueceram de monitorar para esta região a actividade das autarquias sob gestão do PCP que não tomaram medidas de prevenção dos fogos florestais, nomeadamente com limpeza de bermas de estrada (caídas em desuso) ou de zonas florestais, resultado:

- Foi
um dos piores anos em termos de incêndios na Margem Sul (em contraciclo com o resto do país) e havendo também suspeitas de que a maioria desses incêndios tiveram origem criminosa e com objectivos que se prendem com pressões urbanisticas em algumas das zonas ardidas.

5) Este fim de semana foi a cereja no topo do bolo com a rentrée politica da Atalaia, primeiro o discurso do líder pondo a tónica social na subida (preocupante) dos juros bancários sobretudo para os casos de crédito à habitação, mais uma vez os conhecidos ataques aos lucros da banca...

Mas esqueceu que as autarquias sob gestão PCP da margem sul, inclusivé e sobretudo aquela onde fazia o discurso, são das que no país e na última década mais têm servido os bancos e os grandes grupos económicos da construção, abrindo mão a esmo, de licenciamento de empreendimentos imobiliários de forma descontrolada e em mancha de óleo para a periferia, até para zonas florestais...

Uma das consequências deste descontrole
que o líder não falou, poderá ser para além dos cidadãos estarem confrontados com a subida da sua dívida ao banco e respectiva mensalidade, que o valor do seu apartamento caia a pique e que caso o queira vender não consiga, porquê?

Pelo excesso de oferta incrementado por estas autarquias, por exemplo o Seixal , onde discursou e conhece bem, é o concelho do país que neste momento tem mais fogos em comercialização!!!

Nesta massificação ainda não estão construídas nem contabilizadas as urbanizações das antigas instalações industriais da Siderugia Nacional (a tal contaminada) do Quimiparque do Barreiro, da Lisnave de Almada ou a cidade de condomínios privados que se está a construír junto ao Centro de Estágios do Seixal...

6) Esta rentrée do PCP trouxe também uma figura que não via desde Setembro .... de 1975 , a figura de "brigadas populares" (com uniformes da autarquia) a "ordenarem" o trânsito na cidade da Amora, substituindo-se à autoridade e impedindo os cidadãos de circular em determinados locais publicos , como se de uma cidade conquistada se tratasse...(só resta saber quem mandou e ...quem pagou - estou a falar de "milicias" formadas por cidadãos com uniformes da Câmara do Seixal) .