sexta-feira, julho 29, 2011

ESQUECERAM-SE ?



Em Outubro de 2008 a autarquia do Seixal anunciava a construção no município de uma "rede de vias pedonais e cicláveis"... a imagem acima do recorte dessa notícia não nos deixa mentir .


Na altura previmos mais um logro, tal como o agora anunciado projecto das bicicletas híbridas...


A verdade é que de 2008 até hoje nem um metro da tal "REDE" de vias pedonais e/ou cicláveis saíu das páginas da propaganda do Boletim Municipal para a realidade .

quinta-feira, julho 28, 2011

PSIQUIATRA PRECISA-SE



Não é preciso correr mundo ou calcorrear o país  , basta atravessar para a outra banda e ver que a Câmara de Lisboa  instalou em vários parques e jardins, nomeadamente junto ao Tejo, aparelhos de uso universal e produção nacional,  destinados a permitir a prática de exercicio fisico ligeiro e lazer por qualquer cidadão .


Em nenhum desse locais está estacionada em permanência ou casualmente, uma ambulãncia do INEM, ou tem um médico de plantão.


Mas caricatamente , a exigência da presença de um médico, foi a desculpa dada pela CDU-PCP de Almada para recusar uma proposta do CDS-PP para a instalação de tais aparelhos no Parque da Paz em Almada...


Parece-me de facto haver a necessidade de um médico de plantão em Almada , mas na especialidade de psiquiatria...

quarta-feira, julho 27, 2011

PINTAR O QUÊ ?


A Associação dos Municípios de Setúbal   parece desconhecer os atentados naturais e florestais que estão a acontecer em três dos seus municípios  com a construção  de uma nova e desnecessária autoestrada , o IC 32 e o aproveitamento que especuladores imobiliários estão a fazer dessa obra "pública"...

Nenhuma posição é conhecida sobre este assunto apesar da tal associação ser presidida pelo Presidende da Câmara do Seixal, precisamente aquela onde a desvastação é maior e afecta irremediávelmente  uma Zona Rede Natura 2000 e áreas protegidas no plano Director Municipal.

Nada fazem, mas cartazes a promover ( a propósito do Ano Internacional da Floresta) a floresta, através da pintura por parte dos estudantes das escolas do distrito, isso , de tão inconsequente  que é já fomentam e subscrevem... 


MAS ESTA GENTE É SÉRIA ?

terça-feira, julho 26, 2011

REBUSCADO



Há cidades esse mundo fora, nomeadamente Paris, Bruxelas, Copenhaga, Barcelona, Cascais, Aveiro ... em que se optou por investir na bicicleta como meio de transporte alternativo e/ou complementar.


Começou-se primeiro  por fazer ciclovias onde se circule com segurança usando este meio de transporte.


Depois por  disponibilizar bicicletas sob várias formas de aluguer, na mairia dos casos a custo zero para as autarquias, recorrendo nomeadamente a várias parcerias ou contratos com patrocinadores.


Os sistemas são simples, de baixo custo (a bicicleta é um objecto simples) e manutenção.


No Seixal pretende-se fazer de conta que se adopta , um sistema "único" com bicicletas híbridas  que circularão na zona da Baía onde poderão ser alugadas... contráriamente ao que se faz no resto do mundo, as bicicletas do Seixal, para além de rodas , pedais, quadro , guiador e travões ... terão também um motor eléctrico e uma bateria com autonomia para sessenta quilómetros...


Já se percebeu que isto não é para levar a sério num concelho onde falta fazer o fundamental ... as ciclovias...

segunda-feira, julho 25, 2011

AUDITORIA À CÂMARA DO SEIXAL - PETIÇÃO



Circula online uma petição por uma auditoria pública  à Câmara do Seixal . 


Depois do que deduzo do que leio da entrevista  do Presidente da Junta de Freguesia de Fernão Ferro, é imperioso aferir de como são empregues dinheiros públicos nas autarquias e da forma despodurada e sem perspectiva como os autarcas entendem certos cortes orçamentais, habituados que estão ao desperdicio.


A referido senhor queixa-se, que dado a crise, as Festas de Fernão Ferro vão passar de NOVE para "só" CINCO dias ... pois que , e cito "Com os cortes que o governo tem feito às autarquias, a Junta tem hoje um quadro de pessoal reduzido e o recurso às horas extraordinárias é muito limitado..."


Ou seja, deduz-se que a tal festa dos NOVE dias ... implicava  (tal como certamente a de cinco) o recurso a HORAS EXTRAORDINÁRIAS dos funcionários da Junta!!!


O que me leva legitimamente , como contribuinte, a perguntar : Quanto se gasta "em horas extraordinárias" e não só no "non stop party" das Festas de Amora ...Corroios ...Arrentela... Avante ..... 25 de Abril... Fim de Ano... etc...etc...etc...???


Há aqui nitidamente um conjunto de despesas a que há que pôr termo de imediato, justificando-se uma urgente auditoria a esta e a todas as outras rúbricas ... e a quem são sistemáticamente adjudicados serviços e produtos...


Entretanto vou estar muito triste por as festas de Fernão Ferro serem de "SÓ! " cinco dias...

sábado, julho 23, 2011

SUSTENTABILIDADE



Um catamarã da WWF (Fundo Mundial da Natureza) movido a energia solar vai percorrer a costa espanhola do Mediterrâneo, durante dois meses, para pedir um planeta cem por cento renovável. Publico Ecosfera, Helena Geraldes.

sexta-feira, julho 22, 2011

PERGUNTE LÁ NUNO.

Agora não pode dizer que não lhe respondem ou que é díficil! Vá lá Dr.Nuno, deve ter o nº no telemóvel.. Lhe ligue Viu !


quarta-feira, julho 20, 2011

MENTIROSOS



Como é que responsáveis autárquicos, eleitos que juraram servir, têm a leviandade e a capacidade de mentir perante os demais cidadãos?


Como é que esta gentalha , que sobretudo na última década tudo tem feito para encobrir , desculpar e promover a destruição da floresta, incluindo áreas protegidas na sua palavra e na letra quer do Plano Director Municipal  quer em convenções nacionais e internacionais que vinculam não só a autarquia, mas também o país.


Esta gente MENTE! E se estas gerações não tiverem coragem de lhes apontar os actos, as futuras gerações deixarão bem vincada a era de corrupção e tráfico de influências que nos arrastou para este abismo.


Adjectivos ? Talves prepotentes, corruptos e demagogos.

terça-feira, julho 19, 2011

VOX POPULI - A VOZ DO POVO



É um comentário aqui deixado ontem por um leitor, anónimo , vale o que vale, mas ouço-o repetidamente om pouco por todo o lado . cheira (finalmente ) a fim de "ciclo"...


"Alfredo Monteiro Jorge Silva Corália Loureiro ex vereador carlos Mateus Joaquim Santos e restante camarilha assistem empávidos e serenos lá de cima do seu pedestal (edifício dos serviços da camara a 250000 euros de renda por mês)ao caos que eles próprios criaram no concelho do Seixal com a sua incompetência oportunismo e corrupção.Um concelho de violência, de marginalidade de pobreza. 
É neste momento um dos piores para se viver e este é o concelho do Alfredo Monteiro que gastou nas últimas décadas milhões de euros que receberam dos impostos e de taxas e em quê? qual o benefício para a população? o concelho é mal limpo não tem jardins, não tem parques, as estradas têm buracos a água é cara, a oferta cultural a avaliar pelas feiras deprimentes que vão dando ao povo nas quais além de farturas há tiroteio,pouco mais oferecem. Há muitos cartazes sempre com grandes nomes de encher o olho como festival de verão que lendo depois as letras mais pequenas fica-se a saber que o festival do verão são as feiras. Mas os cartazes foram pagos com o dinheiro dos impostos dos munícipes e estes não precisavam de um cartaz para lhes dizer que há festas em todas as freguesias, já o sabem.
 Foi assim com estes gastos e outros tão supérfluos como este que se foi estragando o dinheiro que poderia ter servido para dar qualidade de vida aos moradores do concelho do seixal. Estes autarcas da CDU têm de ser punidos pelo entrave ao progresso do concelho do Seixal, pela destruição da qualidade de vida que existia quando eles chegaram ao poder. Não preservaram o que existia não criaram mais ou melhores condições e estão falidos. A população terá de colocar estes senhores onde eles merecem estar seria na cadeia se os tribunais funcionassem mas como não funcionam será da camara para fora urgentemente."

segunda-feira, julho 18, 2011

OS GRANDES PREDADORES E O NINHO DE CUCOS





Notícia PÚBLICO :

 A câmara do Seixal (CDU) comprou em Abril uma escultura que custou mais de três mil euros e que está “acondicionada na sala de reservas de obras artísticas” do município, segundo informação da autarquia.
A escultura “Três a Caçar Ninhos” é da autoria de Jorge Pé Curto e integrou a exposição “O Grande Predador”, com pintura e escultura do autor, apresentada nesse mês na galeria municipal Augusto Cabrita.

Em resposta às questões colocadas por escrito pela oposição socialista, que procurou saber de que escultura se tratava, onde se encontrava e qual fora a razão da sua aquisição, o departamento de Cultura da câmara afirmou que a compra foi feita para “enriquecer o acervo municipal”.

No mesmo documento a autarquia sublinha “a grande qualidade da peça”, acrescentando que o preço pelo qual foi adquirida “representa 50 por cento do valor de mercado da obra”.

Por agora, lê-se, “a peça encontra-se acondicionada na sala de reservas de obras artísticas -- [cujas peças] são pontualmente expostas no âmbito das obras programadas --, uma vez que já esteve exposta em período recente”.

A câmara enquadra esta compra “na política de fomento das artes plásticas implementada pela autarquia desde a instauração do poder local democrático”.

Esta perspectiva conduziu também, acrescenta o documento, à criação de uma “rede de galerias municipais cuja programação regular de exposições visa incentivar os artistas locais e dar-lhes visibilidade, [proporcionando] à população o contacto com obras de artistas reconhecidos”.

No dia 21 de Junho a assembleia municipal do Seixal aprovou a contratação pela autarquia de um empréstimo de quatro milhões de euros para pagar dívidas a fornecedores.

sexta-feira, julho 15, 2011

REABILITAR A CUSTO ZERO

                                                   Imagem blogue A Defesa de Faro


Reabilitação a custo zero. O nome não podia ser mais claro. A ideia vem de Viena, Áustria, onde José Paixão vive. O arquitecto reuniu uma equipa composta por Diogo Coutinho, engenheiro civil, e Angélica Carvalho, futura arquitecta.


O objectivo deste projecto - um dos dez candidatos ao concurso FAZ - Ideias de Origem Portuguesa, uma iniciativa da Fundação Gulbenkian e da Fundação Talento para portugueses na diáspora e residentes - é criar uma organização sem fins lucrativos para reabilitar as cidades, sem custos para senhorios e proprietários. Isto é possível graças a estudantes de Engenharia e de Arquitectura, não só de Portugal, mas de toda a Europa, que poderão voluntariar-se para "conceber e realizar os projectos usando materiais de construção doados" por empresas fornecedoras, a troco de isenções fiscais, explica José Paixão, de 27 anos, ao P2. Estas empresas terão também o seu nome associado a este projecto, "potencialmente de elevada exposição pública", sendo uma maneira de publicitarem a sua marca.

O único encargo para os proprietários seria o alojamento e a alimentação destes estudantes voluntários. "Os espaços reabilitados serão arrendados a empresas startup e servirão também de habitação social", com a supervisão do trabalho pelas universidades portuguesas, acrescenta Paixão, que frequenta uma pós-graduação em Design Experimental.

Os projectos de requalificação poderiam, assim, ser "casos de estudo em cursos específicos de reabilitação de edifícios", o que levaria a um melhor acompanhamento técnico por parte dos professores e alunos especialistas.

Esta futura organização tem como missão repovoar os centros urbanos e dinamizar as cidades "como máquina de transformação social", classifica a equipa. O projecto pode ser aplicado no Porto, cidade natal dos três membros da equipa Reabilitação a Custo Zero. "Apercebemo-nos da nítida gravidade deste problema na Invicta", explicam. "O mercado não está a conseguir responder a esta necessidade", avalia Diogo Coutinho, de 27 anos, que trabalha numa empresa especializada nesta área.

Reabilitar um prédio no centro da cidade fica "muito caro e não é rentável para uma empresa". "E, quando é, as rendas do "novo" apartamento tornam-se proibitivas para a maior parte dos cidadãos", o que restringe o público-alvo destas reabilitações, remata. "Queremos provocar uma onda mais abrangente e mais generalizada de reabilitação, que vai levar, esperemos, ao crescimento e transformação da zona e a um melhoramento da qualidade de vida de quem lá mora", anseia.

Nesta cidade, a supervisão técnica destas reabilitações poderá ficar a cargo da Universidade do Porto (UP). "Ainda não estabelecemos contacto com a UP, mas acreditamos que a instituição nos vai ajudar a lançar e promover novos talentos", defende Angélica Carvalho, de 21 anos, estudante de Arquitectura na Escola Superior Artística do Porto (ESAP).

No entanto, a equipa já encetou contactos com a Câmara Municipal do Porto que se mostrou "muito interessada" e apoiou a ideia. "Ainda nos faltam alguns contactos, mas aos poucos vamos conseguir", diz Angélica. A intenção é levar a ideia até à capital e a outras "cidades necessitadas". A principal dificuldade que espera a Reabilitação a Custo Zero é a burocracia, temem os membros da equipa. Por isso, o prémio de 50 mil euros seria "um incentivo importante, encorajador e motivador", define José Paixão. Talvez este projecto o faça regressar ao país que deixou há dez anos (PUBLICO) . 

quinta-feira, julho 14, 2011

IRRACIONALIDADE



Como é que face aos resultados do último Censos , as autarquias continuem a assinar por baixo mais urbanizações e a orientar os seus Planos Directores para o Betão , para o alargamento das zonas urbanizadas e consequente destruição de recursos naturais e de solos agrícolas , como ontem vimos que está a acontecer na Caparica ?


É de facto uma irracionalidade betonizante esta que nos arrastou , aliada a muitas engenharias bancárias, para o buraco onde vamos estagnar nos próximos anos. Veja-se este retrato do sector  feito num recente  seminário sobre reabilitação urbana:

"No mercado português existem 300 mil casas por vender, 100 mil das quais são novas e as outras usadas. Contudo, o sector atravessa uma inegável crise. O período médio de venda passou de dois meses para oito, nove ou mais. E os preços têm vindo a reduzir-se de forma sustentada. Há condomínios-fantasmas, onde vivem apenas uma ou duas famílias.

Ora, foi no sector de construção e obras públicas que se alicerçou o forte crescimento da economia portuguesa nos anos 80 e também na década de 90. A quebra do sector induziu um crescimento anémico para a atividade económica. O crescimento em Portugal foi medíocre na década de 2000 e assim se mantém.

Perante este quadro, os especialistas não hesitam: estamos perante um novo paradigma e a aposta deve mudar da construção para a reabilitação urbana, que não se circunscreve a edifícios mas às próprias cidades. Contudo, esta atividade dá ainda os primeiros passos e muito há que corrigir, desde os modelos de financiamento a sentar à mesma mesa todos os intervenientes no processo para o facilitar. Fundamental também é criar uma nova lei do arrendamento urbano, que resolva o problema dos despejos, que têm de ser rápidos e eficazes. Sem isso, nem as seguradoras criam seguros de renda, nem os investidores aplicam o seu dinheiro na reabilitação. Confiança precisa-se. De outro modo não haverá sucesso.

Em Portugal existe cerca de um milhão de casas devolutas. Se cada uma das casas for valorizada a um preço médio de 100 mil euros, isso quer dizer que o país tem empatado em casas vazias a astronómica soma de 100 mil milhões de euros. "Comparado com o novo aeroporto, que custa três mil milhões, vemos os excessos que foram cometidos em matéria de construção nos anos 90", afirmou Vítor Cóias, presidente do GECORPA.

A ideia de que se construiu de mais, devido a políticas públicas erradas, é corroborada por Fernando Santo, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros. "O modelo de desenvolvimento português entre 1990 e 2002 assentou no sector de construção e obras públicas". Na década de 80 foram construídos em média 28 mil fogos por ano para habitação própria.

Esse número subiu para 64 mil entre 1990 e 1997. E atingiu a incrível soma de 110 mil fogos construídos por ano, o dobro da média europeia, entre 1998 e 2001. Ou seja, "desde 1970 até hoje duplicámos o nosso parque habitacional".

O movimento foi acompanhado pelo crescente endividamento dos cidadãos para compra de habitação. Segundo o Banco de Portugal, esse valor era de 5,8 mil milhões em dezembro de 1990, de 50 mil milhões em 2000 e de 122 mil milhões em maio de 2010.

Fernando Santo liga assim o fraco crescimento da economia portuguesa na última década à crise que foi progressivamente afetando o sector da construção. "É esse o nosso problema estrutural", que só será atenuado se for possível fazer a transição da construção para a reabilitação urbana. Os obstáculos são, contudo, muitos: uma lei do arrendamento que não dá garantia do despejo rápido do inquilino se deixar de pagar a renda; uma política fiscal penalizadora; uma burocracia que se entrincheirou nas licenças de utilização."

Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/-8364100-mil-milhoes-em-casas-vazias=f605961#ixzz1RhUNkucW

quarta-feira, julho 13, 2011

"RIBEIRO TELLES CONTRA URBANIZAÇÃO NA CAPARICA"



O arquitecto paisagista Ribeiro Telles é o primeiro signatário de uma petição contra a urbanização dos terrenos com hortas que existem nas chamadas Terras da Costa da Caparica.


A Câmara de Almada quer prédios de habitação social nesta faixa de mais de 200 hectares terra cultivada que abastece de produtos frescos todo o concelho de Almada, sustenta a petição, que tinha ontem à tarde 373 assinaturas.

“Numa altura em que os produtos hortícolas sobem de preço todos os dias, estamos a destruir as fontes de alimentação da área metropolitana de Lisboa”, indigna-se Ribeiro Telles. “É escandaloso.”

O documento assegura que as Terras da Costa detêm “a maior produção de produtos hortícolas por unidade de superfície da Europa”, graças às condições particulamente favoráveis de que beneficiam: uma falésia que funciona como barreira natural, protegendo as culturas de batatas, cenouras, couves e outros géneros das agressões metereológicas, e ainda a existência de lençóis de água no subsolo, a pouca profundidade. “E agora querem fazer habitação social defronte da praia da Caparica, com uns quadradinhos de relva entre os prédios?! É uma aldrabice”, alega o arquitecto.

O texto da petição diz o mesmo, embora de forma mais branda: “A Câmara de Almada pretende expropriar esses terrenos por uma soma irrisória a fim de implementar um projecto Polis de habitação social, com edifícios de seis a sete pisos com frente para a praia da Caparica, mas que tem vindo a ser denunciado como fachada para condomínios de luxo”. O mesmo documento relata como uma providência cautelar interposta pelos produtores agrícolas no Tribunal de Almada já não foi a tempo de evitar que a GNR arrancasse o sistema de rega.

Desde o tempo do Marquês de Pombal que as Terras da Costa são cultivadas por uma população vinda de vários pontos do país. “Por volta de 1830, a ocupação foi legalizada mediante arrendamentos. As dezenas de agricultores actuais são bisnetos e trinetos dos rendeiros originais, a que se juntaram outros”, refere ainda a petição, alojada no sitehttp://www.peticaopublica.com. (Ana Henriques - PÚBLICO)

terça-feira, julho 12, 2011

BOÇALIDADE

                                                foto:www.pinhalfrades .blogspot.com
Fomos aqui alertados pelo blogue pinhalfrades de que a empresa ANITEX que tem sido representada pelo agente imobiliário Fernando Rua estaria a vedar a propriedade de Pinhal dos Frades , propriedade essa que  apesar de ecológicamente protegida na lei foi completamente arrazada nos primeiros meses deste ano, conforme aqui acompanhámos.

Digamos que é  legítimo a qualquer proprietário,mesmo os que alegadamente violam as leis de protecção ambiental , como parece ser o caso, vedar o que alegam como seu, no entanto para propriedades de  dimensões consideráveis , como é o caso, há que considerar os proprietários contíguos, as estradas e os caminhos. Aliás , há no ordenamento juridico português legislação "milenar" sobre o assunto em questão...

No caso em concreto estes senhores pretendiam tão só bloquear duas ruas , cortar uma estrada de acesso um viaduto, cortar vários caminhos florestais com direito de usufruto de terceiros e isolar uma parte da população de Pinhal dos Frades da Flor da Mata ...impedindo as famílias aí residentes de acederem por exemplo a serviços de recolha de lixo, a escolas, a farmácia, a centro de saúde...a transportes públicos e a todo o comércio e serviços existente em Pinhal dos Frades...

Daí o alerta que aqui recebemos e as movimentações de cidadãos desde o passado fim de semana, data aprazada para o início dos trabalhos de vedação.

Ora temos a informar que os trabalhos foram interrompidos pela PSP que cerca do meio dia enviou uma patrulha ao local, tendo a partir dessa hora os trabalhos ficado parados. Aguardamos o desenrolar dos acontecimentos para sabermos se vivemos num estado de direito ou no mais boçal dos concelhos...

segunda-feira, julho 11, 2011

DOIS MILHÕES DE CASAS VAZIAS!!!



Se dúvias houvesse , aí estão os resultados preliminares do Censos para o comprovar, segundo artigo de Joana Bastos e Isabel Leiria publicado no Expresso a situação é a que passo a citar  , no entanto note-se o autismo e a cegueira dos "industriais do sector"   : 


Em portugal há quase 5,9 milhões de fogos para cerca de quatro milhões de famílias.
Nos últimos dez anos, a construção de alojamentos disparou 16,3%, um número bastante superior ao do crescimento da população (1,9%). segundo o expresso, que se baseia nos dados docensos, há quase 5,9 milhões de fogos para pouco mais de quatro milhões de famílias. o algarve e a madeira são as regiões onde se verificou um maior aumento na construção: sete dos dez concelhos com crescimento do número de alojamentos superior a 40% encontram-se nestas duas regiões (porto santo, santa cruz, portimão, tavira, albufeira, lagos e vila real de santo antónio)
Segundo o censos, 68 municípios perderam mais de 10% de habitantes desde 2001. ainda assim, em 60 municípios as empresas de construção continuaram a trabalhar, erguendo casas onde, provavelmente, ninguém vai viver. só em 11 dos 308 concelhos analisados, a construção imobiliária se retraiu, registando um crescimento negativo face a 2001. desde essa altura, surgiramno país mais 391 mil prédios e cerca de 825 mil fogos
De acordo com a associação dos profissionais e empresas de mediação imobiliária de portugal (apemip), está prevista a construção, este ano, de mais 17 mil fogos, face aos 120 mil construídos em 2000. ainda assim, o presidente da associação, luís lima, referiu que não há construção a mais no país. "quando se analisa o crescimento do número de alojamentos é preciso ter em conta as segundas habitações e os imóveis devolutos que se deterioraram e já não têm condições de habitabilidade. se retirarmos esses dois casos, a construção acompanhou o número de famílias", frisou, citado pelo expresso

artigo publicado no expresso

domingo, julho 10, 2011

QUANDO A VIDA DE UMA ÀRVORE É NOTÍCIA



Uma oliveira bravia com 2850 anos foi identificada como a árvore mais velha do país por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Vive em Santa Iria da Azóia, concelho de Loures.


A árvore está situada no Bairro da Covina, em Loures, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe, tendo sido a idade determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas desenvolvido pela UTAD.

O processo, que tomou em conta a avaliação de cem árvores, foi dirigido pelos professores José Luiz Lousada e Pacheco Marques, após um contacto do empresário de árvores ornamentais André Soares dos Reis para estimar a idade desta planta lenhosa.

Até aqui, a árvore mais antiga do país – considerando apenas as certificadas até Fevereiro deste ano – contava 2210 anos na certidão de idade e era também uma oliveira, localizada nas Pedras d’El Rei, em Tavira. O método científico aplicado à época é, porém, segundo José Luiz Lousada, menos credível do que o desenvolvido na UTAD nos últimos quatro anos, que se baseia na análise dos padrões de crescimento da espécie, como a altura, o perímetro e o diâmetro.

Antes deste método inovador, entretanto já patenteado, a idade das árvores era atribuída pela contagem dos anéis ou pela técnica de medição do carbono 14, que tende a diminuir com o decorrer do tempo.

De acordo com este investigador, que co-orientou o Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagista da UTAD neste procedimento, os números dão conta de uma árvore monumental: o perímetro desta oliveira mede na sua base 10,15 metros, a altura chega aos 4,40 metros e o diâmetro de copa tem 7,60 por 8,40 metros.

Em declarações ao PÚBLICO, José Luis Louzada afirmou acreditar que haverá no país uma oliveira mais antiga, mas cujo dono não acedeu à certificação.

No sábado, esta oliveira vai ser certificada numa cerimónia pública organizada pela Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia, agendada para as 10h00. (Tiago Pereira Carvalho PUBLICO)

sábado, julho 09, 2011

AIR SOLAR


Um avião movido cem por cento a energia do Sol demorou ontem 12 horas e 31 minutos para ligar Paris a Payerne, na Suíça. Este voo marcou o fim do primeiro périplo europeu do “Solar Impulse”.

O aparelho saiu do aeroporto de Bourget, no Norte de Paris, às 05h11 (hora de Lisboa) e chegou ao seu destino, um hangar em Payerne, às 17h42, informou a sociedade “Solar Impulse”. Foi o fim de um périplo que levou este aparelho experimental da Bélgica à França. Deveria ter descolado de Le Bourget na sexta-feira de manhã mas a sua saída foi adiada por causa de condições meteorológicas desfavoráveis.

“Este voo é o ponto alto de uma campanha fantástica” de promoção do projecto, comentou o piloto André Borschberg, assim que chegou a Payerne. “Acredito que ainda não tomámos consciência da dimensão daquilo que alcançámos”.

O “Solar Impulse” tem as suas asas – com uma envergadura de 63 metros - cobertas com 12 mil células fotovoltaicas, que alimentam quatro motores eléctricos com uma potência de dez cavalos cada um. Nada de combustíveis fósseis. No ano passado, o piloto completou uma maratona de 26 horas para provar que o “Solar Impulse” conseguia armazenar energia do Sol suficiente para manter os seus motores em funcionamento durante a noite.

Agora, novos desafios se aproximam. André Borschberg revelou ontem que o protótipo deverá atravessar o Mediterrâneo, da Suíça a Marrocos e, quem sabe, até à Turquia, já para o próximo ano, noticia hoje o jornal “Washington Post”. Os voos previstos no Mediterrâneo serão uma aventura especial, dado que o aparelho é muito sensível à elevada turbulência.

De momento já está em construção um novo aparelho, que deverá estar pronto para testes em 2013. Em 2014 vai tentar uma volta ao mundo. Helena Geraldes Público

quinta-feira, julho 07, 2011

DISCRIMINAÇÃO "POSITIVA" DIZEM ELES



Caro leitor um elogio ao Seixal, onde há serviços de saúde grátis e ao domicilio... mas só na Cucena ! Vamos exigir o mesmo para Paio Pires ou para o Casal do Marco ? ...é que é mesmo ali ao lado...

" O bairro da Cucena, no Seixal, tem “Saúde Sobre Rodas” uma vez por semana: um centro de saúde móvel, que presta cuidados de saúde primários a custo zero a quem aqui vive e a quem aparecer.

A Cucena só tem duas ruas: a rua da Alegria e a rua da Amizade. Foi entre uma e outra que se arrumaram as cerca de 200 famílias realojadas no bairro em 2002. São sobretudo famílias de origem africana e de etnia cigana. No início havia arrufos, agora há respeito e entreajuda.

Quem aqui vive faz, em regra, parte de famílias numerosas em que os recursos são poucos, as carências muitas. Os africanos são na sua grande maioria idosos, reformados. Os ciganos beneficiam quase todos de rendimento de inserção social e são vendedores ambulantes. 

A história do bairro e de quem aqui vive é contada de cabeça pela enfermeira Susana Santos, coordenadora da intervenção do “Saúde Sobre Rodas” nos bairros carenciados desde 2004. 

Neste bairro nas manhãs de quinta-feira cumprem a mesma rotina desde essa altura: A carrinha chega às 10:00, dá uma volta para dizer que chegou e estaciona, sempre no mesmo sítio, sempre de portas abertas. 

Hoje a manhã está calma. Os dois bancos para quem não puder esperar de pé pela sua vez, postos à beira da carrinha, estão vazios. Enquanto esperamos, a enfermeira Susana Santos conta que a intervenção aqui foi motivada pelos diversos casos de falta de vacinação e pelo elevado número de gravidezes na adolescência, “tradição da cultura cigana”.

“Creio que temos feito um bom trabalho. No que respeita a vacinação temos uma cobertura de 95 por cento nas crianças e de 70 por cento nos adultos. Conseguimos também que quase todas as mulheres ciganas aderissem ao planeamento familiar e conseguimos até – entre aspas – negociar com uma mãe um pequeno atraso na primeira gravidez da filha”, contou. 

A mãe é a avó agora sentada no consultório da carrinha. Ana Jardim, 34 anos, que costuma passar por aqui “só para medir a tensão arterial”, tem um neto que é o utente mais jovem do serviço. O pequeno Rui nasceu há 15 dias e é acompanhado por Susana Santos desde que estava na barriga da mãe. 

“Ainda conseguimos que a filha da Ana fizesse contraceção durante um ano depois de se ter casado”, contou a enfermeira. “Depois acompanhámos a gravidez e agora estamos a conhecer o pequeno”, sorriu. 

Eugénia Gomes, 21 anos, está grávida de quatro meses. Espera pela sua vez encostada ao muro do ringue de futebol, em frente à porta da carrinha. Veio viver para o bairro da Cucena em 2003, esteve entretanto no Reino Unido a estudar e regressou há pouco tempo. 

Considera que este é “um recurso útil”: “Eles ajudam-me muito: a marcar as consultas, a acompanhar o estado da minha gravidez… Medem a tensão arterial aos meus pais e ajudam a controlar a diabetes do meu pai”, afirmou.

Na carrinha do “Saúde Sobre Rodas” também se acode quem vem ao acaso. Daniel Diamantino, 64 anos, não é daqui, não sabe o que isto é. Veio ver o filho, tinha uma dor na mão e entrou na carrinha para “ver se [lhe] punham uma ligadura”. 

Este projeto é resultado de uma parceria alargada: a carrinha foi cedida pelo hospital Garcia de Orta no âmbito do projeto Saúde XXI, e o serviço funciona com os contributos do Agrupamento de Centros de Saúde de Seixal e Sesimbra, da Unidade de Cuidados da Comunidade do Seixal, e da autarquia (CDU), que assegura a manutenção da carrinha e os seus custos de funcionamento e faz posteriormente o acompanhamento das situações sociais mais delicadas."


Joana Carvalho Fernandes (Radio Ocidente)

quarta-feira, julho 06, 2011

POLITICAMENTE INCORRECTO





Nós por cá acolhemos tolerantemente quem cá procura vida honesta, se integra e até que não se integra. 


Outros há que cá estão ilegalmente , que constróem ilegalmente (mesmo estando legais)  barracas, ou ocupam ilegalmente edifícios e até há quem prometa e exija  que nós cedamos zonas verdes protegidas para construír apartamentos novos pagos pelos que neste país - democrático -  pagam impostos... isto para que certos interesses construam em luxo  e lucrem a dobrar...


Mas lá fora é assim que somos tratados (LUSA)  :


" Quarenta e dois cidadãos portugueses deverão ser expulsos de Angola ainda esta semana por se encontrarem em situação irregular no país, onde estavam a trabalhar sem visto de trabalho, disse hoje à Lusa fonte oficial".



terça-feira, julho 05, 2011

A MENTIRA



É urgente uma auditoria às contas e os negócios autárquicos das autarquias da margem sul , mas é sobretudo necessário auditar , revelar e expôr as mentiras contadas dia a dia por estes politicos de segunda escolha que como em qualquer ditadura se vão eternizando na sua casta ... e já nem falo das promessas eleitorais não cumpridas...


E a mentira é tão fácil de desmontar, bastava que se desmascarasse a "união siemesa" entre PCP e "verdes"  e a mesma fosse ilegalizada para que o resto da farsa caísse por terra... a começar pela "protecção ao ambiente" e a sua representação fantasiosa na Terra pela Santa Apolónia....


Veja-se o exemplo no Seixal de como a mentira ambiental é fácil de apanhar, veja-se os cortes massivos de floresta com um fundo de especulação imobiliária no novo eixo do IC32 e todas as mentiras em que ao serem confrontados com a população , os autarcas CDU se foram enredando...


Na Flôr da Mata, Pinhal dos Frades  em vez de fiscalizar o abate numa propriedade off-shore definido em sede de PDM como Maciço Arbóreo protegido , primeiro não passava nada e era um falso alerta da população, depois era porque estavam a "retirar lenha queimada", depois "controlo do nemátodo"... mentira que serve também agora para abater o pinhal da Verdizela, ainda este fim de semana em notícia do JN a autarquia revelava que estava a monitorar a situação de controlo de pragas que decorria na Verdizela...


Só não percebo é porque sendo a mentira tão evidente e fácil de demonstrar, que as oposições (com excepção ao Dr.Paulo Edson e pouco mais  ) não se queiram dar ao trabalho de em defesa da população e no cumprimento do dever para que foram eleitos, de se pôrem contra a mentira e ao lado do povo!

segunda-feira, julho 04, 2011

SEIXAL - "PÚBLICO" REVELA O BURACO AO PAÍS



Notícia Publico:


http://www.publico.pt/Local/camara-do-seixal-paga-370-mil-euros-de-renda-por-dois-edificios_1501273


A Câmara do Seixal, uma das sete autarquias do país onde o endividamento mais tem crescido, gasta todos os meses 370 mil euros (4,4 milhões por ano) com as rendas de dois edifícios.


Um deles, o dos serviços centrais, foi inaugurado há menos de um ano, e outro, o dos serviços operacionais, está concluído há seis anos.

Toda a oposição (PS, PSD e BE) considera ruinosos os contratos celebrados com a empresa que construiu os edifícios, a Assimec, do grupo A. Silva & Silva, e defende a sua renegociação.

Alfredo Monteiro, o presidente da autarquia, de maioria comunista, admitiu ao PÚBLICO que o momento é difícil, mas garantiu que a câmara não só tem assegurado os seus compromissos como está em condições de o fazer no futuro. As rendas pagas, afirmou, consomem cerca de oito por cento do orçamento camarário.

Argumentos contrários esgrime a oposição, segundo a qual os dois edifícios têm sido um dos factores que mais pesam nas contas da autarquia. O vereador social-democrata Edson Cunha considera-os mesmo um "desastre financeiro" que condenará os executivos dos próximos 20 anos.

Os dois imóveis, construídos de acordo com as especificações da autarquia, somam uma área de pavimento de 46 mil metros quadrados, albergam 1500 funcionários e custaram à Assimec 47 milhões de euros - 17 milhões dos quais relativos ao edifício dos serviços operacionais.

Este último foi objecto de um contrato de arrendamento, subscrito pelo presidente da câmara e por José Tavares da Silva, administrador da Assimec, que obriga o município ao pagamento de uma renda mensal de quase 130 mil euros, actualizável nos termos da lei, desde Janeiro de 2005 até 31 de Dezembro de 2024. A partir daí, o contrato é automaticamente renovado a cada três anos.

A autarquia tem, no entanto, a possibilidade de comprar o imóvel. Se o quiser fazer, terá de desembolsar 19,6 milhões de euros. Teoricamente tem também a possibilidade de denunciar o contrato, mas este exclui, na prática, essa hipótese: "Atendendo às expectativas legítimas da Assimec quanto à duração do arrendamento para recuperação do investimento, a inquilina desde já aceita, com carácter definitivo, prescindir da faculdade de revogação unilateral", lê-se no documento. No caso de o município não cumprir esta cláusula, terá de pagar uma indemnização correspondente a todas as rendas em falta até Dezembro de 2024. Ou seja: mesmo que queira denunciar o contrato e deixar o edifício, terá de pagar até ao fim.

Um ano depois, em Dezembro de 2006, a empresa e a câmara assinaram um contrato de promessa relativo à construção e arrendamento de um novo complexo destinado à instalação da presidência, vereação e serviços centrais. A obra custou perto de 30 milhões de euros à Assimec (que não quis falar ao PÚBLICO) e as novas instalações foram inauguradas em 12 de Setembro do ano passado.

Trinta e oito edifícios que acolhiam os serviços camarários no centro histórico do Seixal foram desocupados e 700 funcionários foram deslocados. O contrato inicial foi depois alterado, tendo as partes negociado a construção de um parque de estacionamento de três pisos e 500 lugares. Esta alteração custa ao município mais 43 mil euros por mês, subindo para 240 mil o valor da renda do complexo.

Tal como no caso dos serviços operacionais, também aqui ficou estabelecido que, se a câmara quiser pôr fim ao contrato, renovável de dois em dois anos após o seu termo, em 2029, terá de pagar à empresa o equivalente às rendas devidas até ao fim. Se o município optar pela compra, coisa que só pode fazer no mês de Setembro dos anos ímpares, o preço será de 28,9 milhões de euros, a pagar por inteiro, de uma só vez.

Se a câmara não comprar nenhum dos imóveis cuja construção custou cerca de 47 milhões à Assimec, o valor das rendas pagas só nos 20 anos iniciais dos contratos rondará os 88,8 milhões de euros, sem contar com as actualizações previstas na lei.

Há anos que todos os vereadores da oposição criticam o modelo destes contratos e defendem a sua renegociação, aproveitando as "relações privilegiadas" que, afirmam, a autarquia tem com o grupo A. Silva & Silva. O socialista Fonseca Gil defende mesmo a "responsabilização financeira" de Alfredo Monteiro. "Não há relações especiais com ninguém", responde o presidente da câmara, garantindo que a autarquia sempre procurou as melhores soluções, pelo melhor preço, ainda que considere "todas as possibilidades em cima da mesa". Para o eleito da CDU, os contratos são "financeiramente sustentáveis" e referem-se a edifícios que "prestam um serviço público de enorme importância para o concelho". A centralização dos serviços permitiu ganhos "enormes e inegáveis", afirma. Só com os serviços centrais, acrescenta, poupou-se metade da renda mensal - o que equivale a 120 mil euros mensais.

O endividamento líquido da Câmara do Seixal cresceu mais de 70 por cento de 2008 para 2009 (segundo a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas), rondando agora os 49,8 milhões de euros e colocando o município na lista dos 35 mais endividados. Para pagar as dívidas de curto prazo, a autarquia contraiu no mês passado um empréstimo de quatro milhões de euros que quase esgota a sua capacidade de endividamento (Nuno Perestrelo Chorão).