segunda-feira, dezembro 31, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (6) - TEMA DO ANO


No último dia do ano, pegando em todos os "balanços do ano" editados inevitávelmente pela imprensa, o que vêmos afinal é que o AMBIENTE foi de facto O FACTO DO ANO.

Nunca em nenhum ano antes se falou tanto sobre ambiente, se apresentaram tantos estudos, se fizeram tantas reuniões, campanhas e alertas, nunca como em nenhum ano antes se tomou consciência da estrutura comum que é o planeta que vivemos e do qual abusamos.

Foi um ano em cheio, um ano a partir do qual todos nós não podemos dizer que não estávamos informados e por isso não agimos, ou que não tinhamos a noção que o somatório dos nossos comportamentos individuais tem consequências sérias no ambiente e no planeta e que por isso, todos e cada um de nós pode mudar para o mundo invertendo o caminho que tornará o nosso futuro e o das futuras gerações num futuro vivido num planeta mais inóspito e adverso.

Falou-se desde as alterações climáticas e da assumpção clara e inequivoca do papel do Homem nessas alterações até quase ao final do ano em que em em Bali se traçou o Roteiro do que poderá vir a ser o protocolo que sucederá a Quioto.

O Petróleo a "cem dólares o barril" fez-nos encarar a inevitabilidade da escassez do produto que é a base da nossa economia , desenvolvimento e mobilidade, uma escassez que não sendo ainda de produção, é provocada por uma procura cada vez maior de dois gigantes como a China e a India.


Portugal finalmente fez algo que nos possamos orgulhar, investiu forte e sério (embora com atraso) nas energias renováveis, e se está ainda hipo-aproveitado em termos de energia solar (fotovoltaica e de aquecimento) inaugurou nos tempos recentes a maior central solar do mundo e tornou-se em pouco mais de um ano num exemplo em termos de aproveitamento eólico, inclusivé com a implantação de um cluster industrial neste campo com fabrico de aero-geradores.

Só mudando comportamentos e atitudes, aproveitando oportunidades que nos surgem de um "mundo novo" poderemos alterar , acreditando que ainda é possível, as consequências negativas de décadas de erros contra o planeta, contra o território, contra o mar e a floresta, construindo um futuro melhor, mais sustentável e económica e socialmente mais justo ainda para nós, mas, e sobretudo para as próximas gerações. _______________________________________________

O BALANÇO DO TEMA DO ANO PELA NEGATIVA


Vai para todos aqueles que insistem em que não é necessária a mudança, que todos os alertas , todos os estudos são um embuste e uma mentira (vá-se lá saber de quem e com que finslidade?).

Vai para todos aqueles que tendo responsabilidades locais de governação, não têm o minimo de cultura, de conhecimento ou de aconselhamento para deixar de seguir formas de "desenvolvimento" esgotadas quer financeira quer ambientalmente e assentes, nomeadamente no sector da construção civil, da alteração de usos de solo retirando-lhes protecção ambiental e assim beneficiando alguns ou alguns grupos e deterimento do património que é de todos e que poderá ter reprecurssões na nossa sobrevivência futura.

Vai para O Governo e para um ministro do ambiente "inexistente", vai para uma ausência de práticas e politicas há muito adiadas ou nunca postas em prática, vai para a não actuação ou para as multas ridículas em caso deprevaricação , vai também para os projectos PIN, uma verdadeira auto-estrada governamental para a desvalorização do ecologicamente sustentável e a favor de grupos de interesses com raízes bem assentes na estrutura do estado.
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O Povo está agora alertado, está mais informado que nunca e dispõe de meios que lhe permite agrupar, tomar decisões e actuações até aqui impensáveis, a democracia permite que fazer (ainda) valer os interesses de todos contra o proteccionismo do Estado e sobretudo das autarquias a favor de alguns.

O poder judiciário tem sido também um excelente aliado no cumprimento da lei e da Constituição, casos como a discussão sobre as linhasdeAlta Tensão são um exemplo disso.

O AMBIENTE É DE TODOS, CABE-NOS A OBRIGAÇÃO CONSTITUCIONAL DE O PROTEGER!


BOM ANO DE 2008

domingo, dezembro 30, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (5) - OBRA DO ANO



Penso ser indiscutível que depois das construções na areia e nos milhões a reforçar com areia solta, o pontão da Praia de S.João para proteger um Parque de Campismo que não devia existir, a obra do ano será a inauguração do Metro Sul do Tejo.

Somos defensores como meio de transporte de um Metro Ligeiro de Superficie como é o MST.

Casos há de sucesso em toda a Europa, pela capacidade de transporte, não dependência do petróleo e zero emissões, pela retirada de inúmeros automóveis das estradas, por ser um transporte eficaz e seguro e junto dos locais onde as pessoas vivem.

Outro projecto executado em Portugal, o Metro do Porto é um caso exemplar , serve três cidades, Porto, Gaia e Matosinhos, estações terminais de caminhos de ferro, um aeroporto, zonas comerciais e residenciais.

O Metro Sul do Tejo é assim, potencialmente um meio de transporte de futuro e com futuro...

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OBRA DO ANO PELA NEGATIVA - METRO SUL DO TEJO

Porquê esta original ambivalência ? Porquê o melhor e o pior do ano numa mesma obra?

Quem seguiu aqui a Novela (clique) sabe bem porquê , mas houve outras obras que se destacam pela negativa, o esgoto que continua a desaguar no Tejo pela lentidão das obras em ETAR's ...a via alternativa á EN 10 que parece nunca mais avançar , as novas vias CRIPS / IC 32 que a final vão ter portagens, as ciclovias prometidas em Almada e Seixal que não há maneira de aparecer...

Mas voltando ao MST, uma obra que no papel e em potencial seria perfeita revelou-se um buraco financeiro (mais 70 milhões de euros...para já!!!) , um insucesso junto da população (anda vazio) e básicamente mostra que "O futuro" como a propaganda lhe chama é uma grande e monumental "banhada".

Como atrás se referiu "Somos defensores como meio de transporte de um Metro Ligeiro de Superficie como é o MST" , mas não deste MST!!! ou seja , é tudo perfeito, as carruagens, a via , o ajardinamento relvado escolhido para alguns troços , simplesmente o percurso é um erro pegado.

Não é alternativa a nada nem serve ninguém e pode pôr em causa o projecto alargado que esse sim faz sentido servindo Moita, Barreiro, Seixal, Almada e as Praias da Costa de Caparica.


Tal como foi construído só serve para amostra, aliás deve ter sido só por isso que aquele percurso foi escolhido, parte dele até com a oposição da população , mas assim é mais visivel, pode andar vazio, mas mostra que Almada tem o tal "futuro".

Atrás disse que o Metro do Porto é um sucesso, passa pelas zonas mais densamente povoadas de Matosinhos, Porto e Gaia, assim como o Aeroporto Sá Carneiro, o Porto de Leixões, o Centro histórico do Porto... o MST não teve esta filosofia, foi afastado para as zonas menos povoadas ou mais despovoadas , por isso não é de estranhar andar vazio, por isso o Melhor e o Pior deste ano de 2007.

sábado, dezembro 29, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (4) - BLOGOSFERA REGIONAL


A Blogosfera consolidou-se neste ano de 2007 e esteve actuante e dinâmica enquanto a imprensa local perdia alguns dos seus títulos.

Em 2007 surgiram na região vários Blogues, que encontrarão em link na coluna lateral do a-sul destaco nomeadamente o Em-Almada ou o Triângulo da Ramalha, ou blogues politico partidários como o Rumo a Bombordo ou o Revolta das Laranjas, nos assumidamente politicos destaco pela actividade, o blogue da JSD Seixal .

É curioso o contraste entre a pujança e dinamismo dos blogues críticos do mono-partidarismo em vigor há trinta anos na margem-sul e os ditos situacionistas que práticamente entraram num estado comatoso .

Mas o destaque vai inteiro para um dos blogues mais dinâmicos, mais originais, com mais posts, entradas e comentários e também um dos que tem contribuído para o espirito de rede e conectividade que se manifestam diáriamente na rede.

Esse blogue é como já se percebeu o Alhos Vedros ao Poder que consideramos o Blogue do Ano Regional pela forma apaixonada como trata transversalmente todos os temas e nomeadamente aqueles que se prendem com as violações ao ambiente ou ao ordenamento do território no espaço da Margem Sul do Tejo.

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BALANÇO 2007 BLOGUES REGIONAIS , PELA NEGATIVA :

A BLOGOSFERA "SITUACIONISTA"


Ao serviço do poder e da sua propaganda, sem ideias próprias e utilizada para denegrir actos de cidadania ou de resistência aos desmandos do poder instalado para além dos comatosos ou pré- comatosos Banheirense, Aldeia Paio Pires ou Seixal Sim temos essa secressão blogosférica chamada António do Telhado.


Como diria o AVP , "não dão luta..." (clique)

sexta-feira, dezembro 28, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (3) - MOVIMENTO CÍVICO


A nossa eleição de Movimento Cívico do Ano vai para o exemplar Movimento Civico da Várzea da Moita, um movimento que se opôs contra os planos de duvidosa legalidade da autarquia de alterar o Plano Director Municipal e com ele Zonas de Reserva Agricola e Ecologica beneficiando mais uma vez, é claro a construção civil (alguns construtores e especuladores, melhor dizendo) em detrimento dos valores naturais e culturais locais.

Os cidadãos conseguiram desmontar toda a trama inerente ao processo , provocando uma onda nacional de solidariedade , traduzida em Maio na organização da
Conferência da Moita sobre politica de solos, que reuniu na Moita um leque invejável de personalidades ligadas ao ambiente e ordenamento do território entre as quais o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, O Professor Paulo Morais, o Deputado Luís Marques ou o Engº José Carlos Guinote ou o Prf. Bingre do Amaral.

Nesses dias foram analisadas as politicas nacionais e locais de
ordenamento do território e denunciados os verdadeiros atentados ambientais e sociais postos em marcha por inúmeras autarquias, analisados nomeadamente o ordenamento posto em prática na margem esquerda do Estuário do Tejo e os projectos PIN patrocinados pelo Governo.

Os cidadãos envolvidos na organização deste exemplar evento apresentaram o caso particular da Revisão do PDM da Moita e as violações à lei e à moral pública , substanciada nas alterações intentadas e as movimentações das áreas de REN e RAN.

Depois, alguém fez, paulatinamente, o trabalho de sapa favorável à autarquia e ao Partido, denegriram-se na praça publica um a um dos cidadãoe envolvidos, criaram-se e utilizaram-se todos os meios para os calar .

Se não perdoam a quem é protagonista civíco "sem dar a cara", os que a dão, são alvos bem definidos a abater.

É assim a real-politica da CDU.

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FIGURA DO ANO - PELA NEGATIVA , MOVIMENTOS CÍVICOS :

A CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA E PCP LOCAL...

Porque tudo fizeram para ignorar o que se passava em volta, no seio das vontades dos cidadãos ao serviço dos quais foram eleitos, e por as estruturas politicas locais suporte dessa autarquia tudo terem feito para desacreditar, o movimento e os cidadãos individuais.

Não esquecer a forma como pretenderam alterar o Plano Director Municipal aumentando a betonização do concelho, pela tentativa de se apoderarem de manifestações culturais populares, como a romaria a cavalo e por não terem estado representados na Conferência sobre Politica de Solos.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (2) - FIGURA NACIONAL



Já aqui foi referido recentemente o trabalho de Luisa Shmidt em torno do ambiente e das nossas cidades, trabalho esse reconhecido quer no meio académico , quer jornalistico , quer editorial.

Luísa Shmidt colabora e coordena o OBSERVA ("Ambiente, Sociedade e Opinião Pública, é uma estrutura científica no âmbito das ciências sociais,
desenvolvida pelo ISCTE e pelo ICS, desde 1996), é presença regular no Expresso onde assina a Rubrica "Qualidade de Vida" na Revista Única .

Publicou recentemente em co-autoria "Autarquias e Desenvolvimento Sustentável" e "País Insustentável".

Além disso é presença activa em mesas redondas, conferência e programas de televisão, tendo sido autora do excelente "Portugal Retrato Ambiental".

Por tudo isto consideramos este ano que Luisa Shmidt foi uma vez mais uma figura incontornável no cenário nacional, pelo que neste campo a consideramos figura nacional ambiental do ano que agora termina.
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FIGURA DO ANO NACIONAL - PELA NEGATIVA :
MINISTÉRIO DO
AMBIENTE

Dizem que existe... será "uma espécie" de ministério ?

Terá ficado por cá ... algum...esquecido ? É que estamos mesmo a precisar !!!

quarta-feira, dezembro 26, 2007

2007 EM BALANÇO AMBIENTAL (1) - FIGURA INTERNACIONAL







Na nossa opinião, não restaram dúvidas que a figura politica Internacional do Ano foi Al Gore, não ao demonstrar as infalíveis certezas da sua "Verdade Inconveniente" que todos esperamos estejam erradas, mas pelo empenho e capacidade que demonstrou em pôr a fragilidade do ambiente no Planeta na ordem do dia da agenda politica internacional que foi factor preponderante para que , como há dias em Bali, se pusesse a discussão sobre o ambiente na primeira linha das prioridades e das politicas com uma mudança de atitude de alguns países, entre eles os Estados Unidos.

Reconhecido internacionalmente o seu trabalho , foi premiado, tal como o Painel da ONU para as alterações Climáticas com o Prémio Nobel da Paz de 2007 , distinção que atesta da importância dos alertas e dos estudos apresentados que vão, hoje , no sentido de que há uma vertente nos factores que provocam alterações no clima que são induzidos e provocados pelo Homem e que podem , caso não haja alterações de comportamento , conduzir a situações que podem ser catastróficas para a humanidade.

Al Gore ajudou a que o ambiente saltasse para as primeiras páginas dos meios de comunicação e que muitos politicos tomassem consciência , não só da questão das Alterações climáticas e do Aquecimento Global, mas da necessidade de politicas que alterem a dependência dos combustíveis fóseis .

Paralelamente temos o Barril de crude a cerca de 100 Dólares o que é arrazador para uma sociedade actual , assente na exploração do petróleo, mas que ao mesmo tempo cria todo um universo de oportunidades para o desenvolvimento de Indústrias e de produção de energia Carbon Free e renováveis.

Do ponto devista puramente mediático , Al Gore viu premiado també
m o seu documentário "Verdade Inconveniente" com o "Oscar" de melhor Documentário.

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PELA NEGATIVA - FIGURA INTERNACIONAL DO ANO :

GEORGE BUSH



segunda-feira, dezembro 24, 2007

A ÁRVORE DE NATAL



Para além do significado religioso, no Natal há um lado pagão que é a comemoração do nascimento, logo, da vida.


Para além de outra simbologia também religiosa , há um símbolo universalmente adoptado que tem a ver também com a natureza e com os seus ciclos , é a árvore de Natal.

Muitas são as explicações sobre a sua origem - deixo-vos duas nesta véspera de Natal - mas todas elas traduzem uma ligação e um respeito ancestral do Homem pela Natureza com quem viveu em sintonia durante centenas de milhares de anos, para dela perigosamente se afastar, sobretudo nas últimas três décadas.

É essa refexão e um alerta para esse perigo, para o nosso futuro que aqui gostava de deixar hoje e fazer sentir que quando enfeitamos a árvore, interiorizemos em familia a nossa devoção e respeito pelo mundo que nos rodeia e que é fundamental para a nossa existência, o que a terra produz e nos alimenta, o ar que respiramos, a paisagem que nos rodeia.

UM BOM NATAL PARA TODOS.
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Origens da árvore de Natal.

- Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, a mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo. (wikipédia)

- A origem da Árvore do Natal é mais antiga que o próprio nascimento de Jesus Cristo, ficando entre o segundo e o terceiro milénio A.C.. Naquela época, uma grande variedade de povos consideravam as árvores uma expressão da energia e de fertilidade da Mãe Natureza, por isso rendiam-lhe culto. O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido. A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século XVI. Foi a partir do século XIX que a tradição chegou ao resto mundo de uma forma geral.( in:http://www.stome.net/educa/jornal4/natal.htm)

domingo, dezembro 23, 2007

TESOURINHOS AMBIENTALMENTE DEPRIMENTES (2)



Primeiro o Presidente disse que não sabia, depois que não autorizava, agora por ele... alguém diz que está tudo normal... mas qual é a honra desta gente?

Veja no video como se destrói 17 hectares de um ecossistema protegido, à vista de todos!

sábado, dezembro 22, 2007

sexta-feira, dezembro 21, 2007

ARRÁBIDA, MAIS UM BLUFF...



A agenda do ministério do ambiente tem sido diria quase inexistente para o cidadão comum , para um observador destas coisas e não querendo ser injusto, diria que tem sido discreto...as recentes presenças em Bali ou o trabalho na presidência portuguesa ainda não estão de todo divulgadas ou compreendidas...daí o benefício da dúvida.

Mas no terreno é onde, de facto, o ambiente parece não ter "rei nem roque", ou seja, ministro ou acção, salvo uma ou outra aparição mais mediática sempre secundando o primeiro ministro.

Sócrates quando tinha a pasta do ambiente (ainda não havia PIN's nessa altura) tinha aparentemente mais autonomia que a que parece permitir dar ao Prof.Nunes Correia.


Por tudo isto se compreende que neste final do ano e em vésperas de esperada remodelação governamental se tenha avançado com mais umas mediáticas "demolições na Arrábida" (entre aspas mesmo) pois que de verdadeiras demolições de ocupação selvagem ou ilegal do território não se tratam de todo...

Se houve plano de demolição de clandestinos com sucesso , o ocorrido no Portinho há cerca de "vinte anos" , foi a actuação modelo, pelo que esta limpeza de algum entulho posta em prática esta semana pretenderá pouco mais que uma colagem e esse "mito urbano" então criado.

É que desde então o betão tem avançado de forma avassaladora pela Serra adentro sem que se tenha verificado uma onda de fiscalização e demolições. Hoje, uma simples consulta ao Google Earth identificaria sem grandes pesquisas cadastrais muitos destes casos que é óbvio se pretendem esconder atrás destas manobras à beira mar.


Os grandes monos sem licença e fácilmente fecháveis pela ASAE, ou seja, os restaurantes Portinho e Galeão , por lá vão continuar, agora graças a subterfúgios legais, tal como na serra, vão continuar verdadeiras urbanizações em pleno Parque Natural , como as ultimamente erguidas nos Casais da Serra.

Resta-nos a esperança que nesta ânsia de ser noticia o Ministério do Ambiente avance na linha de costa até à Fonte da Telha, onde aí sim, há muito para terminar depois da ultima vaga de demolições...mas para aí faltam T______s... não é senhor ministro?

O que está a decorrer na realidade é uma operação tardia de limpeza junto à costa que só no Portugal acéfalo de hoje tem estatuto de notícia, um verdadeiro " tesourinho deprimente " das reportagens ambientais em Portugal.


quinta-feira, dezembro 20, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (3)



Esta alegoria utilizando o Ferrari á venda num stand de berma de estrada , numa zona que representa a mais pura anarquia urbana pretendeu ser uma forma de denúncia do que tem sido a politica da CDU para a Margem Sul e que se pode resumir no seguinte


- Apesar de estar no poder há mais de trinta anos quase que em continuidade e maioria ao longo de mais de trinta anos, os mandatos são geridos sem sentido de continuidade ou do longo e médio prazo , normalmente fazem-se obras de fachada nos últimos seis meses de cada mandato que garantam nada fazer nos três anos seguintes...até não cumprir as promessas ou as obras iniciadas.


- A politica de território baseia-se no aforismo, betão = bom , espaço livre = mau , as leis de protecção ambiental PDM, REN,RAN, Rede Natura só servem para beneficiar o amigo ou empresa amiga A ou B através claro está, da retirada da protecção ambiental e concessão de direitos de construção.

- A politica de ordenamento é inexistente, desde que um bulldozer possa arrazar ou uma motoserra cortar é o único limite , sendo indiferente a harmonia urbana, se uma zona tem determinada tipologia, interessa agora é pôr o máximo de gente por metro quadrado, não olhando a vias de comunicação ou transportes.


- Uma Estrada Nacional, como se viu, pode ser transformada num "shopping" terceiro mundista e informal a céu aberto , não importando se isso provoca uma visão do espaço desregrada, uma percepção caótica, se aumenta a sinistralidade rodoviária ou se vai contra a lei.

- Os compromissos não são para cumprir,ou fazer cumprir,por exemplo, a empresa Gomes Alho, ganhou as obras de alargamento da A2, durante meses provocou ruído, poluiu o ar e o solo numa zona de reserva agricola e ecológica junto a um Sítio Rede Natura 2000.
A Câmara do Seixal apareceu junto de quem a questionou para a ilegalidade (o deputado Luis Carloto Marques) desculpando a empresa e garantindo, a partir de Março a reposição do solo. Estamos em Dezembro e o local é uma larga extenção perfeitamente arrazada do ponto de vista ambiental.


Todos estes pontos revelam da parte da gestão CDU um desrespeitar das regras e das leis privilegiando particulares e empresas perfeitamente identificáveis, mesmo se algumas não passam de registos off-shore. Há uma matriz politica que beneficia e premeia actividades lucrativas (algumas de legalidade duvidosa) apenas a quem as pratica, não a quem emprega (precáriamente) ou o país , sendo actividades ou esquemas que no todo ou em parte fogem aos impostos ou segurança social ou nem são contabilizadas na produção de riqueza.

Depois há uma máquina de propaganda que tudo camufla, uma máquina politica que tudo controla e orienta e uma inexplicável inércia da parte do poder nacional cuja sede está perto mas do outro lado do rio e que nada questiona, o recente caso dos 70 milhões do metro é revelador do aparente desacerto ou medo politico que há em aplicar a lei do país a esta margem sul transformada em enclave fora das regras democráticas.

É esta a margem que se vem degradando de ano para ano, de há trinta anos a esta parte!

Paz á sua alma ou vamos inverter isto?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (2)


Outra questão a somar aquela aqui analisada ontem, do verdadeiro caos em que com a conivência ou fechar de olhos da autarquia, se tornou o eixo viário entre o Fogueteiro e Marco do Grilo na estrada EN 378 , Seixal Sesimbra é o lado ambiental e a impermeabilização do solo provocado por este comércio de berma de estrada e que quando chove provoca alagamentos como o revelado no Blogue Rumo a Bombordo e visivel na imagem abaixo..





A questão é no entanto mais preocupante , pois as consequências das enxurradas têm não só a ver com o bloqueio, inexistência de valetas e de bermas cuidadas, mas também com a construção permitida a montante , onde a autarquia tem permitido uma densificação de construção (Pinhal
dos Frades, Quinta das Laranjeiras) que tem impermeabilizado terrenos e destruído as naturais linhas de água, provocando que a água corra em maior quantidade para a zona de vale e várzea onde passa a estrada.

Outro problema tem a ver com os incêndios que têm destruído floresta na zona da Flor da Mata e que pela destruição de coberto vegetal não permite que os terrenos sutenham a água que corre para a estrada, numa zona, mais uma vez e incompreensívelmente sem valetas e condutas que encaminhem a água para o Rio Judeu que corre paralelo à estrada .

Outra questão ambiental grave é a destruição de solo de Reserva Agricola e Ecologica que se encontra no lado direito da EN 378 (sentido Seixal-Sesimbra) onde a Câmara tem permitido. à vista de todos a instalação de por exemplo,um estaleiro de apoio ao alargamento da A2, desactivado mas sem o solo ter sido reposto, de um ferro velho, vendas várias, de cerâmica, a lenha, passando por inúmeros stands de automóveis e tudo o que se possa imaginar, destruindo terra fértil e de grande apetência agricola (na imagem) e ecológica que tem protecção oficial.

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Saúda-se a inauguração, em Lisboa das estações de Metro do Terreiro do Paço e Santa Apolónia, duas das principais entradas em Lisboa e uma que tem grande impacto e implicações nos transportes para toda a Margem Sul.

Agora, um desvio de dez anos , o refazer de toda a obra no Terreiro do Paço, custou, palavras do P.Ministro... :

- 30 a 40 MILHÕES de euros (uma obra complicadissima de engenharia e subterrânea), mesmo considerando todo o troço, isso representou mais 130 Milhões de euros...

- O desvio no atraso de 16 meses no Metro Sul do Tejo (superficie) foi, e para já, de 70 MILHÕES...

Os números da Margem Sul continuam cada vez mais a ter que ser bem explicados!!! (Deputado Engº Luis Rodrigues o que diz a isto?)


terça-feira, dezembro 18, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (1)




A economia dita informal tem um peso de cerca de 25% no PIB Português , segundo previsões das instâncias internacionais que se dedicam ao estudo deste fenómeno.

Isto quer dizer que o PIB Português é aliviado de um quarto na produção de riqueza...IVA...Seg.Social... por esquemas vários e artimanhas às quais só os trabalhadores por conta de outrém não podem fugir.


Paralelamente a quem tem nestes esquemas meros mecanismos de sobrevivência , a "alface" ou as batatas vendidas sem recibo, ou mesmo a lenha que nos aquece, há outros esquemas mais elaborados que passam pela lavagem de dinheiros obtidos de forma pouco clara em que alegadamente , são preferencialmente usados negócios ligados à construção civil , compra e venda de terrenos , comércio de automóveis usados ...mas também outros que todos, cada vez mais elaborados que todos conhecem...

Pego agora aqui no post publicado pelo vereador do PS na Câmara do Seixal, Dr.Samuel Cruz, no seu blogue Rumo a Bombordo onde se refere ao desregrado comércio automóvel (e não só) existente à beira da estrada Seixal- Sesimbra (EN 378).

Não sei porque cresce de dia para dia aquele tipo de negócio, nem o seu grau de legalidade , tenho no entanto duas certezas, a primeira é que é surrealista ver , em Portugal, numa zona que não é rica , um Ferrari à venda à beira da estrada, não o vi em qualquer outra parte do chamado mundo "rico" ,nem no pobre... mas nós portugueses continuamos com muito para dar ao Mundo...

A segunda certeza que tenho é da ilegalidade da forma como todo aquele comércio ali se instalou e do perigo que representa , contribuindo em muito para a sinistralidade naquela via.

Apesar de a determinada altura a Câmara do Seixal denominar aquela via de "Avenida" , trata-se de uma estrada nacional , uma via perfeitamente desqualificada, abandonada à sua sorte e à "Chico espertice" generalizada, da roulote das bifanas ao Ferrári à venda vale tudo.

Um salve-se quem puder (e tiver boas ligações) só possivel com a cumplicidade da autarquia que tendo mecanismos para actuar e impedir, não actua nem impede , permitindo sim entre o Fogueteiro e o Marco do Grilo, que se tenham feito os maiores atropelos urbanisticos e ambientais e que haja uma "Máfia Informal" que ponha e disponha a seu bel-prazer numa terra que sendo de todos, parece não ser de ninguém.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

CARRIS DERRAPANTES (3)













Gostaria que ficasse aqui claro que consideramos que o Metro Sul do Tejo é uma obra de fundamental importância para a mobilidade na margem sul, criando um transporte mais amigo do ambiente e menos poluente
(note-se que não digo que é um transporte não poluente ou totalmente amigo do ambiente...é que pelo custo, não o é certamente) .

Não pactuamos é com a demagogia pura e dura, com a incompetência , com o atraso e com o aumento exponencial dos custos da obra.


O que atrás foi dito, não quer dizer também que defendamos o percurso escolhido, a forma como a obra foi executada , os entraves criados à obra , as acções de propaganda com Governo e autarcas a reboque e a fuga tipica para a frente.

Nessa fuga demagógica para a frente não se reconheceram erros, mas promete-se (porventura com os mesmos erros...) já o Metro até à Costa de Caparica e Barreiro . O que não deixa de ser curioso é ver que a fundamental extenção até ao Barreiro servindo Amora e Seixal (que ficam de fora nesta fase) que fazia parte do projecto inicial é agora uma "possibilidade" . Até se compreende, sendo Alfredo Monteiro tão exigente quanto à qualidade da obra... e agora até está entretido com o hospital...


No meio de tudo isto continua por justificar os setenta milhões a mais que vão saír dos cofres do Estado (para o buraco nascido neste primeira fase) quantia sensivelmente igual ás ajudas comunitárias para todo o projecto.
A desculpa oficial afinal é agora (fonte Diário digital) :


"O ministro das Obras Públicas justificou o atraso de 16 meses na inauguração do primeiro troço do Metro Sul do Tejo com um diferendo entre o Governo PSD/CDS-PP e a Câmara Municipal de Almada, que foi herdado pelo Executivo socialista."

Todos gostaríamos de saber se tal é de facto verdade.
Se a culpa é dos anteriores Governos PSD/CDS. E já agora, de qual deles, quais os ministros responsáveis por um desfalque de 70 milhões de euros no erário público (?).

Aguarda-se agora a posição do PSD, nomeadamente do deputado Luís Rodrigues, sobre esta grave acusação, uma vez que trouxe além de um enorme transtorno para a população um acréscimo nos custos de 70 milhões de euros.

Na semana passada, aversão era outra. A propósito de mais um "Forum" , a Concessionária assumia como sua, a culpa da derrapagem financeira do projecto ... Agora o que é curioso é que na desculpa oficial (agora dada pelo ministro) a Câmara de Almada continua a não fica incólume, apesar da tentativa de branqueamento da sua responsabilidade...

Queremos saber qual o peso e a responsabilidade da Câmara de Almada nesse diferendo, se a Câmara tinha razão nesse diferendo, se tinha o governo, se tinham ambos razão ou se nenhum deles...(veja aqui (clicar) - Triângulo da Ramalha - outra versão "oficial" dos mesmos acontecimentos).


O que se passa aqui, mais uma vez é que o custo da obra ficou ilegítimamente agravado em mais 70 milhões de euros ( com multas, transformadas em indemnizações...) e não se pretende apontar os culpados ou explicar para onde foi o dinheiro, sendo desta forma , até de duvidar que tenha servido para fins legítimos.

A suspeição de que setenta milhões de euros (ou parte) tenham sido desviados para outros fins é por parte dos cidadãos legítima de ser posta , ficando no meio de tudo isto os politicos de serviço , de autarcas a ministros e por sua única responsabilidade, muito mal no retrato!

domingo, dezembro 16, 2007

CARRIS DERRAPANTES 2


A imagem é demonstrativa da forma como governo e autarquias tratam os residentes na margem-sul, parece que a coutada a sul vai continuar...entretanto no Seixal está em curso mais uma campanha de manipulação sobre o "Hospital"...



O a-sul pelos seus leitores, um esclarecimento revelador por
Residente - Triângulo da Ramalha:

1- o traçado inicial pelo centro de Almada foi imposto pela presidente da CMAlmada, para mostrar aos almdenses o seu (dela)comboio.

2- A autarquia de Almada é responsável pelos atrasos,leia-se a Deliberação da Assembleia Municipal de 10-03-04, em que a CMA/AM pedem ao governo a fixação do traçado do MST na Ramalha, devido aos protestos dos residentes,
depois de estudo de traçados alternativos.

3-A obra poderia e deveria ter-se iniciado logo após esta decisão.

4- Na Deliberação de 10MAR2004 a CMA diz que não disponibiliza terrenos enquanto o Governo não decidir sobre alguma matéria que lhe exigia.

Isto não nos diz quem provocou atrasos
?

O Governo, este Governo, em 22JULHO2005, fixou o traçado do MST no local, mas
a a Presidente da CMA, como não é democrata, não aceitou a decisão governamental que andava a exigir, e impôs um novo traçado que nem sequer foi apresentado naos moradores, mais caro (1.200.000€), de maior impacte ambiental para toda a área e mais prejudicial aos moradores e a todos aqueles que têm de se movimentar nesta zona incluindo carros de bombeiros ou ambulâncias para o Hospital Garcia de Orta.

A autarquia almadense anda a denegrir a imagem de Almada e dos almadenses, com a trapalhada deste seu MST que poderia ser útil à cidade, se tivesse ouvido e entendido a população.

O Presidente da Assembleia Municipal, da mesma cor da Presidente da CMA nem sequer fez a CMA cumprir a Deliberação da AM, conforme era sua obrigação, porque está escudado no seu voto de desempate caso a oposição vo
tasse tal exigência. O PCP tem 22 Deputados e a oposição igual número.


Com gente desta a democracia representativa é uma farsa, encenada por eleitos sedentos de exercício de um poder autoritário e ditatorial.
Naturalmente que nesta imposição da presidente da CMA este Governo, ou a Secretária de Estado têm a sua quota parte de responsabilidade por se terem ajoelhado aos pés da presidente da CMA.

A troco de quê, gostava o zé de saber.

Para começar a Concessionária já recebeu um prémio pelo atraso da obra e ainda não vimos o PCP ou a CMA que dizem defender o povo reclamarem desta derrapagem orçamental, como em outros casos temos visto.
Provavelmente porque são cúmplices da situação.

sábado, dezembro 15, 2007

CARRIS DERRAPANTES 1


Derrapagens é algo que nos querem fazer crer ser inerente ao ser português, veja-se a imutável sinistralidade rodoviária.

Agora considero abusivo o eufemismo "derrapagem" utilizado a torto e a direito, até pelo Ministro das Obras Publicas para o buraco financeiro em que se está a tornar o Metro Sul do Tejo.

Hoje, manhã cedo na Ramalha, lá estavam os operários á lufa lufa dos preparativos, tanta retro-escavadora e outra maquinaria no troço a inaugurar e nem diria que " estava pronta a inaugurar" a derrapagem ... dois anos depois do previsto...

Bom ,mas lá foram abertos mais quatro quilómetros, por este andar, vai render ainda muita inauguração... mas continuo sem compreender é que, se agora há um culpado assumido dos atrasos na obra, não compreendo as palavras contraditórias do ministro a dizer que compreendia os custos acrescidos, de estaleiro, blá blá, blá, de obras paradas... justificando-se agora um acerto de 70 milhões de euros...beneficiando... o culpado pelo atraso, a concessionária!!!???

Então, se o atraso é culpa assumida da própria "Concessionária" ... aquela que ganhou concurso publico por apresentar os números e os prazos que assumiu, porquê agora aquela indemnização???

Não deveria ser a concessionária a indemnizar governo, autarquia, munícipes??? O que espera a autarquia para pedir choruda indemnização?


Devo ser muito limitado para não compreender esta gestão dos dinheiros públicos, aliás , há uns dias, quando aqui se comparava o TGV ao MST, e alguém comentava:

"comparar preço por km teórico (no caso do TGV) com km real (no caso do MTS) não me parece lá muito sensato, até porque sabemos já que o TGV vai "descarrilar" e MUITO no preço previsto, não estivéssemos em Portugal" , pergunto :

- Então, mas não é com base em proposta sobre o preço "teórico" caracteristicas e memórias descritivas que se comparam em concurso publico e se escolhem depois as melhores opções? Ganhando depois supostamente a melhor opção/custo???
Salvaguardando-se ainda , contratualmente todo o tipo de derrapagens???

Ou os concursos publicos são afinal uma fraude?

Ou esta história do bode espiatório no MST é também ela uma fraude para que a autarquia e o governo saiam bem na fotografia final?
Ou trata-se de mais um acerto entre ambos ?

Bom, mas finalmente lá foi inaugurada linha que justifica alguma lógica de existência, mas é pouco, muito pouco para o investimento envolvido e pelas consequência das obras, a que as populações têm vindo a ser sujeitas, limitando a sua mobilidade e qualidade de vida, sobretudo dos deficientes motores, dos idosos e das crianças.

O troço agora inaugurado vai permitir , é verdade, acessos da Cova da Piedade á linha Fertagus (já o fazia a partir de Corroios , para Sul e Lisboa) ou à Universidade por exemplo já são algo mais do que existia, embora não deixe de continuar a ser uma solução e uma filosofia de traçado tão discutivel como financeiramente derrapante...na medida em que as autarquias têm imposto modelos disparatados de urbanização que se afasta desta oferta de mobilidade, obrigando os novos residentes a "optar" pelo automóvel.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

ALTA TENSÃO EM ALMADA ,TERAPIA DE CHOQUE PARA A CDU!



É bom que haja algo que respeitemos e preservemos , para ver , comparar e avaliar o quanto nós e o que nos envolve muda salvaguardando ´obviamente ,os valores, o ambiente e a história que devemos pugnar para transmitir ás futuras gerações.


Mas há algo que não muda, o PCP e a gestão da fantasia democrática CDU são duas delas.

Se é bem verdade que a CDU tenha dotado o PCP de ferramentas que lhe permitam beneficiar das benesses capitalistas , da especulação e da transformação do uso de solos e de outros "direitos" , o PCP na sua ideologia e funcionamento controleiro, musculado, intolerante e ditatorial mantém-se inalterado.


A forma como exclue eleitos e autarcas ( Carlos Sousa, Luísa Mesquita, Brázio Romeiro, Odete Santos,Carlos Brito, Barros Duarte...) é-nos indiferente pelo direito á gestão interna, pena é que para o exterior o PCP depois não o assuma e pretende branquear sob filosofias de vão de escada e criadas ao sentido da oportunidade.

O que não toleramos é a forma como ditatorialmente e arrazadoramente a Margem Sul continua a ser gerida. Do ponto de vista ambiental , poucos duvidam que a herança ambiental da CDU será equivalente ao passivo ambiental Soviético , um verdadeiro Chernobyl autárquico , e do ponto de visto democrático, o PCP tudo pretende controlar e não deixar fugir, pelo que o que não passe pela "comissão de moradores" ou qualquer outra por si criada e controlada não tem valor como representatividade popular e civica.


Os movimentos civicos continuam a embaraçar e não colher junto do PCP , cuja acção primária é a tentativa de infiltração , controlo e implosão...mas o mundo mudou, os meios mudaram, as pessoas mudaram e os meios são outros e baralharam-lhes as voltas, como este que permite ler estas palavras.

Primeiro foi no Seixal o Movimento Cívico da Flôr da Mata , a denúncia das alterações de uso do solo, a violação do PDM, a destruição de uma zona protegida e que os cidadãos pretendem assim continue, depois , na mesma linha veio o Movimento da Várzea da Moita , as mesmas denúncias de conluío com urbanizadores e consrutores com perdas para as populações e para o ambiente , com alterações ad-hoc não só do PDM, mas de vastas áreas de REN e RAN.

Depois vieram os incómodos moradores da Ramalha denunciar que no seu "triângulo" naufragavam mais boas intenções, gestão do bem público e poupanças de meios e vantagens para a população e para o MST do que no temido triângulo das Bermudas... como geriu o OCP, perdão a CDU o assunto? com "ENE......" Forums de adormecimento local e mostrando que havia era que punir os residentes e a sua indiscrição, mesmo com custos para o erário público...

Agora vêm os também "desalinhados " prejudicados pela Linha de Muito Alta Tensão, e a tensão parece ser realmente tanta que a autarquia apanhou um choque que lhe adormeceu os sentidos e as ideias (o que se espera quando se dá a voz a um vereador do betão?) ... enquanto a Câmara tenta apanhar o comboio dos descontentes, estes desancam a falta de interesse da autarquia que tenta agora arrepiar caminho para não ficar mais uma vez mal no retrato e sózinha em mais uma estação do mundo actual e real, pensando que a história fica bem e definitivamente contada pela sua versão côr-de-rosa no seu Boletim Municipal... esquecendo a democracia em que vivemos... desde 1975!

quinta-feira, dezembro 13, 2007

ILICITOS URBANISTICOS (2) ESPANHA



Para contrariar os preocupantes níveis de corrupção relacionada com o urbanismo foi criada em Espanha em Março, com elementos especializados dentro da Guardia Civil , um Grupo policial contra delitos urbanisticos.

Desde então, este grupo constituído por 200 agentes especializados efectuou 100 operações das quais resultaram 57 prisões e 120 imputados.

Os objectivos traçados para com estas unidades era de estabelecer um sistema de prevenção de infrações no campo do licenciamento urbano através de inspecções que permitiram detectar vários delitos , bem como a investigação de redes de corrupção.

Sobre os crimes detectados, os mais vulgares tinham a ver com funcionários que cobravam por determinados “favores” relacionados com a aprovação de projectos ou a agilização dos trâmites burocráticos (10 investifgações em Madrid, com 16 acusados).

A região com maior número de detenções é a vizinha Andaluzia onde houve um total de 70 detenções por “delitos relacionados com o ordenamento do território”. Cádiz por seu lado foi a província com maior numero de detenções por este tipo de crime, 24 . Em Espanha, são entendidos como “delito de ordenamento territorial” , “decidir em violação dos preceitos de ordenamento urbano” . Só na Andaluzia foram abertos 21 investigações, com a “Guardia Civil” a fazer um levantamento exaustivo de todas as edificações e aprovações.

Até Março de 2007, altura em que foram ciadas estas “Brigadas Especiais” , a Guardia Civil, dispunha , para detecção e instrução deste tipo de crimes contra o ordenamento, do “Serviço de Protecção da Natureza”.

Em relação ás detenções ocorrifdas em Madrid (17), metade deles tinha cargos de responsabilidade na “Consejalia de Medio Ambiente”, onde alegadamente eram cobradas comissões – que podiam ir até 18.000 euros – em troca de “agilizar” licenciamentos.

Uma queixa de um particular deu entrada no Verão passado e a queixa referia que os funcionários pediam 20.000 euros a fim de despachar o licenciamento de um bar.

Mas claro que isto só se passa do lado de lá da fronteira...Olé!!!

quarta-feira, dezembro 12, 2007

ILÍCITOS URBANISTICOS (1) PORTUGAL



A noticia de que Isaltino Morais terá que ir a julgamento por crimes (a provar) relacionados com o urbanismo. É uma pedrada no charco no que melhor se descreveria como um mar alteroso.

Casos como este são raros , arrastam-se anos e anos e a justiça é de difícil aplicação. Os autarcas sabem disso , movimentam-se no seu próprio meio bem escudados e defendidos por uma chusma de outros beneficiários do sistema, logo as provas não são fáceis de reunir tal como difíceis são de provar em julgamento.

Depois há o financiamento partidário cujo esquema não convém contariar , daí que sejam raros, ao mais alto nível , as entidades interessadas em pôr cobro a uma situação que nos salta a cada esquina, se nos atravessa no olhar em qualquer lugar onde nos encontremos. Também estão os autarcas bem conscientes deste seu papel pelo que se arrogam em prepotência e arrogância quando recaem sobre eles suspeições ou mesmo provadas acusações.

Quando há presidentes de Câmara que quando confrontados com o desmontar de um esquema dizem que desconhecem o que é um off-shore ... que mais se poderá dizer perante tão alto grau de inocência e desconhecimento do mundo que nos rodeia (?) ...

Em Portugal não há sequer uma força policial dedicada em particular a crimes urbanisticos, há a PJ , há a IGAT ... mas carecem de meios e muitas vezes de elemento surpresa ...

Em Espanha o caso é diferente, foram criadas várias unidades num total de 200 agentes especializados, distribuídos por 54 “comandancias” , são as denominadas “Unidades de Delitos Urbanisticos” que iniciaram a sua actividade no passado mês de Março.

Sobre a sua actuação desde então e a distância que nos separa, leia aqui o post de amanhã.

terça-feira, dezembro 11, 2007

BRINCAMOS?



Há um verdadeiro boom de construção na Margem Sul, sobretudo nos últimos dez anos.

A recente explosão numa torre em Setúbal trouxe a descoberto uma questão essencial e fundamental :

- As autarquias garantem que são cumpridos os regulamentos sobretudo os respeitantes à estrutura dos edificios e o seu comportamento sismico?

O prédio de Setubal revelou que esses pressupostos não eram pura e simplesmente cumpridos!

"O prédio de Setúbal onde na quinta-feira ocorreu uma violenta explosão não cumpria a legislação anti-sísmica, regulamentada em 1954, segundo denunciou ontem o director do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Almeida Fernandes admitiu não perceber "como é que um prédio desta altura, numa zona sísmica, não tem uma caixa de escada em betão? Tem uma caixa de escada em tijolo", disse garantindo que se o imóvel, construído em 1992, estivesse dotado de um boa resistência sísmica "não teríamos os problemas graves que estamos a ter hoje". (DN)
Quantos edifícios foram construídos nas mesmas circunstâncias nesta sísmica Margem-Sul ?

O que andam os fiscais camarários tão diligentes em pormenores, a fazer ?
E o que vai resultar deste caso ?
Vai haver um apuramento de responsabilidades , para além do construtor e do técnico responsável?...será que mesmo estes virão a ser responsabilizados?

segunda-feira, dezembro 10, 2007

METRO SUL DO TEJO - ASSUMIDA A DERRAPAGEM FINANCEIRA























Há muito que muitos vêm alertando sobre a derrapagem de custos e as
más decisões na construção e início prematuro de exploração do Metro Sul do Tejo, sobretudo a blogosfera tem feito eco do desperdicio , das más decisões e da má gestão que envolve para já o projecto.

Infelizmente o anuncio de derrapagem financeira de obras publicas não é novidade , e este é só mais um BURACO do ponto de vista financeiro e mais uma arma de má gestão e arremesso politico. Anuncia-se agora embora sem grande novidade ou reprecurção politica, a derrapagem financeira de 70 MILHÕES DE EUROS!!!

Mas mais grave que isso, fruto deste desperdício e dos obstáculos e más decisões criados sobretudo pela Câmara de Almada , está em risco parte do projecto que era fundamental na sua estruturação, ou seja a ligação Corroios-Fogueteiro (fundamental para servir o concelho do Seixal), mas também fica posta em causa a ligação ao Barreiro.

Mas o que são 70 MILHÕES DE EUROS neste projecto ?

- Setenta milhões de euros representa um acréscimo de mais 20% no orçamento inicial de 320 milhões de euros . Nesse buraco financeiro agora posto a descoberto estão incluídos os atrazos provocados pela Câmara de Almada que por questões politico-burocráticas não disponibilizou atempadamente, terrenos do dominio publico e privado municipal para a instalação da linha , e restante obra.


Relembre-se que a ligação só agora anunciada (15 Dez) entre a Cova da Piedade e Monte de Caparica deveria estar a funcionar há quase dois anos e que a linha inaugurada a 1 de Maio, por não significar nenhuma utilidade para os residentes, nem nenhuma alternativa para os transportes existentes, evitando sómente que as carruagens , fabricadas e entregues a tempo apodrecessem mais, tem andado óbviamente sem passageiros, o que só por si representou um custo de 15 mil euros diários.

Sobre outros custos adicionais, já haviam sido publicados alguns na Blogosfera que comparavam o custo por Km do MST ao do TGV , relembro:

TGV:
- Lisboa-Porto 313 Km custo total 4,7 mil Milhões €
custo por Km 15,015 Milhões €

-Lisboa-Elvas 207 Km custo total 2,4 mil Milhões €
custo por Km 11,594 Milhões €

MST:
- 1ª Fase do MST compreendendo três Linhas com extensão total de via férrea 13,5 Km:
Linha 1 Cacilhas-Corroios
Linha 2 Corroios-Pragal
Linha 3 Cacilhas-Universidade
Custo total 268 Milhões €
Custo por Km 19,851 Milhões €

- Custo Total dos 4 Km inaugurados em 30Abril2007 95 Milhões €
Custo por Km 23,750 Milhões €

Relembrem-se também os números iniciais do projecto:

Investimento (inicial) do Estado, de 275 MILHÕES DE EUROS , do consórcio vencedor, de 75 MILHÕES DE EUROS e fundos comunitários da ordem dos 74.8 MILHÕES DE EUROS

Ou seja , o valor das ajudas comunitárias serviram práticamente só para tapar o buraco da má gestão e dos atrazos provocados ao projecto , e não para construír um quilómetro de linha que fosse!

Acho piada , como ainda este fim de semana a propósito da Cimeira EU-Africa se criticavam as perdas em ajudas humanitárias ou a projectos de desenvolvimento ( sobretudo por corrupção) quando na Margem-Sul estamos a dar um exemplo perfeitamente terceiro mundista na aplicação de Fundos Comunitários, pelo que seria de toda a vantagem a denúncia deste caso junto de estâncias Comunitárias , pelo menos para que se apurem responsabilidades e se avalie , item por item para onde foi esse desvio .

Nas noticias vindas a público na imprensa deste fim de semana, são também apontados como razão de atrazo as divergências entre moradores e autarquia no que respeita ao troço inculído no denominado Triângulo da Ramalha , embora não referindo que a solução defendida pelos moradores, diferente daquela que acabou por ser construída, apontava para uma economia de um milhão e duzentos mil euros e que o custo da inauguração prematura da linha acresceu na obra qualquer coisa como 15 MIL EUROS DiÁRIOS o que para os seis meses em que a linha assim funcionou, representa ( 184 dias X 15.000 Euros = 2.760.000 Euros ) !!!

Esperamos agora que o Deputado Luis Rodrigues (PSD) que ultimamente assumiu protagonismo na denuncia deste escândalo consiga obrigar a que ao nível da AR sejam levadas a cabo diligências para apurar responsabilidades e punir os culpados neste desfalque de 70 MILHÕES DE EUROS!

Hoje, mais que nunca, faz sentido aquilo que já aqui foi proposto , um estudo comparativo deste projecto como outros projectos idênticos ,na Europa e também com o Metro do Porto

domingo, dezembro 09, 2007

O SACO DE PLÁSTICO






Usa-se e abusa-se deste companheiro do dia a dia e não se compreende o recuo do Governo perante a taxa que supostamente queria criar para reduzir o seu uso. Bom mas não é
o facto politico ou jornalistico que animou o fim da ultima semana e que fez lembrar que há afinal um Ministério do Ambiente...




Parece afinal que a tal taxa não vai afinal avançar , f
ruto ou não de uma polémica de fim-de-semana que não se entende, há superfícies comerciais ,Pingo Doce e Lidl que já cobram pelo uso dos seus sacos , tendo assim visto reduzido os sacos distribuídos, o que considero fundamental é atribuír um valor, mesmo que simbólico ao que agora é gratuito porque há enormes custos ambientais envolvidos.



Já que a venda dos sacos (por uma taxa neste caso) não vai acontecer, aproveite-se então a discussão entretanto gerada para tomar algumas decisões:



- A primeira e mais simples de todas é dar formação o
u directivas ás/aos operadoras/es de caixa dos supermercados para gerirem melhor a forma como dão esses sacos, na maioria dos casos quando são estes a pôr as compras dentro dos sacos, gastam mais que o proprio cliente faria ou necessitaria.



- A segunda vai no caminho de legislar que o material usado seja mais rápidamente biodeg
radável e que se estudem e implementem outros materiais, nomeadamente o papel reciclado.





- Pode-se trabalhar também no sentido de se utilizarem sacos reutilizáveis como algumas empresas já fazem.


- Em quarto lugar há que levar ao cabo campanhas junto da opinião publica para melhor utilizar os sacos, reduzindo-os ao minimo necessário.

- Por outro lado há que regular situações em que os sacos de plástico são perfeitamente desnecessários , servem e existem unicamente de suporte publicitário práticamente sem vantagem funcional, como é o caso dos que acompanham a distribuição de alguns jornais.



Agora, no meio de tudo isto criou-se uma tempestade num copo de água que unicamente serviu para pôr a descoberto , mais uma vez, a fragilidade e inoperância do Ministério do Ambiente.
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