quinta-feira, dezembro 06, 2007

O LIXO



O tema de hoje é o lixo, o lixo real , não em sentido figurado , note-se!
Da medida divulgada ontem de criar uma taxa sobre os sacos de plástico dos super e hiper mercados (atitude que se saúda) com vista á sua diminuição , pelo problema ambiental que traduzem.

Se duvidas tiver sobre este grave problema veja a reportagem publicada na revista Visão , em que é monitorada uma família (eco-exemplar , pode-se dizer), as conclusões sobre o volume de lixo e sobretudo sobre o volume de embalagens produzido é alarmante, mas só surpreenderá quem de facto não faz diáriamente separação de resíduos.

Há que sublinhar a crescente aderência à separação de materiais recicláveis. Se na Margem Sul a situação melhorou, ainda não é a ideal, já não preciso de ir do concelho do Seixal para o de Almada para utilizar o ecoponto, o sistema generalizou-se só que o ritmo de adesão das pessoas ao sistema, não foi acompanhado pelas recolhas e é sintomático encontrarmos ecopontos a transbordar para a via publica.

Por outro lado, papel, embalagem e vidro têm pesos e volumes diferentes na separação familiar, mas os tempos de recolha nos ecopontos são os mesmos... para recipientes do mesmo tamanho o que é um erro.

Mantêm-se também as queixas sobre o funcionamanto do aterro sanitário do Seixal e dos persistentes maus cheiros exalados, sinal que a construção do referido aterro ou a sua gestão não está a ser a mais correcta, provocando um mau estar ás populações residentes mais próximas e perfeitamente constatável por quem circula na A2, na zona junto à Área de Serviço Seixal.

7 comentários:

residente disse...

O fedor é por vezes insuportável, por favor façam alguma coisa.

Osvaldo Lucas disse...

Alguém me sabe explicar como funciona exactamente a Sociedade Ponto Verde?

Os operadores de recolha recebem...
http://www.pontoverde.pt/artigo_objecto.aspx?sid=472a617f-f582-4e85-804b-e121cc5469dc&cntx=lnT84FpLWOpiD2%2Bxy8zsjsnfGc3rBQEgJCkChwlns9nknrkEzRcm8GxlewxXGS5x

A Sociedade Ponto Verde recebe
http://www.pontoverde.pt/artigo_objecto.aspx?sid=30ef4851-0feb-42e2-bbe9-756ec16dfbdb&cntx=Uv2bE%2Fgg2v8bO7sQszikxxk%2BMTIVnUE3hY1lBN%2FjiP8%3D

Suponho que as empresas de fim de linha que reciclarão os materiais recolhidos pagarão um X à SPV.

Porque é que os operadores de 1ª linha (as famílias) não recebem nada?
Ou ainda, qual sairá mais barato? Mandar o lixo todo como indiferenciado para aterro ou alguém ter de pagar para uma cadeia de valor acrescentado?

Anónimo disse...

Quem tiver oportunidade de passar pelo Fórum Romeu Correia, sala Pablo Neruda, vai ficar a saber, através de uma exposição que lá se encontra, que a Câmara de Almada anda a organizar uns “Raids” no Kwanza Sul em Angola, em conjunto com o governo desse país. Diz um folheto lá distribuído que “As duas edições do Raid contribuíram para dar a conhecer uma província de um País com condições excepcionais para o desenvolvimento do turismo…”

Algumas perguntas se me colocaram; mas porque é que a CMA tem que andar a promover o turismo angolano? A que propósito? O que é que com isso ganham os almadenses? É próprio de autarquias andarem a organizar Raids todo o terreno em Angola, ou noutro país qualquer? Quanto é que isso custa ao município? Há contrapartidas? É que da leitura do folheto ficamos a saber que além de Raids, o município ainda faz para lá projectos de escolas, que por mais merecimento que tais acções tenham, não se percebe que isso seja competências do município de Almada.

Quanto é que a Autarquia ganha com as dezenas de participantes no Raid que alegremente aparecem nas fotografias do folheto? Quem paga a sua estadia? Ou será só para deleite de alguns elementos do município à custa do erário público?

Diz o folheto que Carlos Sousa este ano repetiu a presença na prova, ora não parece que o referido piloto de Ralis, ande por ai a participar e a dar o seu nome a eventos destes de “borla”. Quanto é que a CMA teve que pagar para a sua generosa participação?

Quantas perguntas ainda se podiam fazer, mas fico por aqui. Aconselha-se a todos os interessados, a passaram por lá e se por acaso souberem algumas das respostas às perguntas aqui colocadas, vão comentando por ai, é que parece que andam a fazer de nós parvos para uns tantos se andarem a divertir.

Anónimo disse...

Para o anónimo anterior, o Raid é organizado por uma empresa de eventos chamada "Africadreams", propriedade de vários empresários de Almada, entre os quais o Carlos Sousa. Sendo sócio da empresa o Carlos Sousa nada recebe por participar no Raid. Quanto aos gastos da Câmara Municipal de Almada com o Raid são iguais a 0, por isso escusa de estar preocupado!

Anónimo disse...

Há um sitio optimo para raids, mais radical e inóspita que o kwanza ou o deserto do sahra, é os areeiros junto ao aterro aqui referido.

bombista LUAR disse...

A verdade é que os comunas do costume não vêm aqui falar sobre qualquer questão de poluição ou ambiente, como os areeiros ou o sapal.
Lembro que a CDU é composta por um partido "os verdes" que de defesa ambiental nada percebem, ou se percebem, andam calados.

Anónimo disse...

Esta é só mais uma medida para nos sacar mais um dinheiro.

Promovessem mais os sacos de pano e o melhor uso dos sacos recicláveis e já era fazer algo pelo ambiente.

Assim, vai ser só sacar-nos o dinheiro do bolso e mais nada.

Quem é que vai fazer compras para o mês com vinte sacos no bolso (em mês bom, claro)? E os sacos do lixo? Também vamos voltar a atirar com o lixo directo para o caixotão?

Isto é daquelas medidas rídiculas que só servem para fazer notícia e mais nada... além de nos sacar mais "impostos" de forma indirecta.