sexta-feira, dezembro 07, 2007

PAÍS (IN)SUSTENTÁVEL






















Quem conhece e acompanha o trabalho de Luísa Shmidt, quer na área da sociologia quer na do ambiente, está a par da sua acção no ISCTE e no OBSERVA e conhece o seu trabalho de divulgação na RTP ou de critica e análise no Jornal Expresso.

Para quem a não conhece ou a estas suas vertentes, chegou ás livrarias um excelente livro que lhe traz num só volume, todo este trabalho de investigação e divulgação ambiental.


Luísa Shmidt
reúne nesta obra, alguns trabalhos publicados no Expresso, acompanhados de detalhada informação sociológica e estatistica.

Quem conhece o estilo incisivo e dinâmico de Luísa Shmidt sabe que não se trata de uma obra "massuda" para especialistas ou ambientalistas, mas uma obra de divulgação e cidadania para todos com uma linguagem acessível e de fácil leitura que se recomenda.


Encontramos lá as questões crónicas, do lixo, á ineficiência energética, os esgotos, as alterações climáticas, a água, , todas as poluições e degradações do meio ambiente e do país e um grande espaço para o desordenamento do território, para a betonização desregrada e para as grandes questões autárquicas...

Há um espaço generoso dedicado especificamente à Margem Sul e á AML , são em particular analisados os casos da For da Mata , Pinhal dos Frades no Seixal como exemplo paradigmático das artimanhas encontradas pelos autarcas em conluio com construtores para violarem os Planos Directores Municipais e quebrarem os seus compromissos com os cidadãos e com a lei e com graves prejuízos para o ambiente e para o futuro.

Uma leitura a considerar neste Natal.Um excelente presente para oferecer aos nossos autarcas...

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ALERTA - DEBATE HOJE 21 horas

Como é que é possível colocar a possibilidade de existir uma piscultura implementada junto ao local de descarga da ETAR de Miratejo?

Compareçam na sessão pública que irá decorrer hoje, dia 7 de Dezembro pelas 21h no clube recreativo de Miratejo para ouvir a posição da CMS e com certeza ouvir as explicações das entidades gestoras daquela infra-estrutura sobre as obras de beneficiação da mesma.

Já agora, peço que subscrevam a petição que se encontra online contra a implementação da piscultura no sapal de Corroios. Vamos dar o nosso pequeno contributo para salvaguardar o que o Seixal ainda tem de natural...(A)

4 comentários:

Mauro Santos disse...

A JSD Seixal já assinou a petição e estará presente nesta sessão de esclarecimento.

Anónimo disse...

Peguei nele mal voltei do lançamento, ontem, mas não quiz embandeirar em arco antes de lhe ler uma boa parte.

É uma selecção actualizada de artigos da Luísa Schmidt no Expresso que, todos juntos, nos dão um impressionante quadro global deste país e do que lhe andamos a fazer. Com a qualidade, o rigor, a acutilância e o humor do costume.

Recomendo vivamente
Paulo Granjo

cidadao disse...

O CASO DA FLOR-DA-MATA É JÁ UM CASE STYUDY, UM EXEMPLO DE MILITÂNCIA E CIDADANIA, O DESMASCARAR DE VÁRIAS ILEGALIDADES, TRANSACÇÕES OFF-SHORE, FUGAS AO FISCO, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA.
NÃO ESTAMOS SATISFEITOS , OS RESPONSÁVEIS CONTINUAM IMPUNES, AS INVESTIGAÇÕES DA PJ ESTRANHAMENTE CONGELADAS.g

Anónimo disse...

Almada: Atrasos obras do Metro provocam derrapagem de 70 M€

O atraso de três anos na conclusão das obras do Metro Sul do Tejo, Almada, provocará um custo orçamental de mais 70 milhões de euros em relação ao previsto disse hoje à Agência Lusa o deputado social-democrata Luís Rodrigues.

O coordenador dos deputados de Setúbal no Parlamento esteve hoje reunido com a secretária de Estado dos Transportes Ana Paula Vitorino, encontro do qual resultaram os números apontados.

Este valor corresponde a uma derrapagem orçamental de mais de 20 por cento em relação ao custo previsto da obra em Almada, estimado inicialmente em 320 milhões de euros.

De acordo com Luís Rodrigues, faltará apurar «os responsáveis por estes atrasos e consequente derrapagem orçamental, que será suportada pelo Estado e, consequentemente, por todos nós».

«Na minha opinião, a responsabilidade passa também pela Câmara Municipal de Almada, que se atrasou na tomada de decisão da cedência de terrenos à concessionária e no traçado para o triângulo da Ramalha», referiu o deputado.

A opção que está a ser levada a cabo na zona do triângulo da Ramalha prevê a passagem da linha do metropolitano nas ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes, ou seja, junto a áreas residenciais, enquanto a proposta dos moradores, aceite pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Vitorino, prevê a passagem pela Rua de Alvalade, não interferindo com as zonas residenciais do local.

O deputado Luís Rodrigues considerou a situação em curso «inadmissível», revelando que irá pedir esclarecimentos ao Governo no sentido de perceber o porquê de uma decisão governamental não ter sido tida em conta na organização do traçado.

«Alguém vai ter de me explicar o que se passa e o porquê de um despacho da secretária de Estado dos Transportes ter sido ignorado na realização deste traçado», afirmou o deputado social-democrata.

Luís Rodrigues questionou Ana Paula Vitorino sobre a questão, que alegou que a iniciativa de alteração do despacho «foi da Câmara Municipal, tendo a secretaria aceite esta mudança».

Relativamente à questão do estacionamento automóvel junto às estações do metropolitano de superfície, Ana Paula Vitorino terá assumido, de acordo com Luís Rodrigues, que os protocolos deverão ser assegurados entre a Câmara Municipal de Almada e a concessionária Metro Transportes do Sul.

«O problema do estacionamento é um problema que Almada já tem e que não pode ser descartado pela autarquia. Ficou hoje provado que a Câmara não pode ficar à espera de decisões governamentais para isso porque a responsabilidade é sua», concluiu o deputado social-democrata.

Diário Digital / Lusa

06-12-2007 19:33:00