Mostrar mensagens com a etiqueta Caos urbano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caos urbano. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, setembro 24, 2010

SEIXAL JÁ "EXPORTA" CRIMINOSOS


Do Seixal para o país , assim se poderia titular este post , uma vez que que o bando envolvido num recente violento assalto à mão armada a um restaurante chinês do Porto Alto era oriundo do Bairro Social da Quinta da Princesa.

Do Correio da Manhã de 17/09/10 : « O gang, todo originário do bairro da Quinta da Princesa na Cruz de Pau, Seixal e com antecedentes de crimes violentos, roubou cerca de dez mil euros em dinheiro a vários clientes, bem como bens avaliados em 11 mil euros. Até levaram o BMW do dono do restaurante avaliado em dez mil euros »

Tirem as vossas ilações .

quarta-feira, junho 30, 2010

VIOLÊNCIA EM ALMADA

"Esta madrugada cerca de 50 moradores do bairro do Asilo, no Monte da Caparica, envolveram-se em confrontos com a polícia. A GNR deteve 18 pessoas para identificação. Quatro guardas ficaram feridos. SIC 29/6/10 "

Mais palavras para quê ? Já não admira... mas o que choca é o estado a que aqueles residentes deixaram chegar as partes comuns dos prédios construídos com dinheiro do erário público.

Em vez de agradecerem e manterem , vandalizam , destróem e desrespeitam as autoridades!

terça-feira, maio 04, 2010

TURISMO ? LOL ( 11 )


A noticia é do Jornal SOL , Mário Ramires e trata da negligência com que são tratados em Portugal , locais com um enorme potencial turistico cito excertos :

« (...) Mas na Margem Sul do Tejo, com deslumbrante vista sobre Lisboa , recém eleita Melhor Destino Europeu 2010 , há um capital enorme esquecido e abandonado. mete dó.

Os barracões devolutos caem aos pedaços , os cais e docas de pouco uso degradam-se também a olhos vistos e a linha de água entre Almada e o Mar da Palha é o cúmulo do desperdício.


É pungente. Quase criminoso. (...)

O que se vê é um esquecimento e um desivestimento absoluto (...)


Há anos , o projecto que ficou conhecido por Manhattan de Cacilhaas gerou tamanha polémica que não saiu do papel. Mas entre projectos megalómanos e nada a fazer há muitas hipóteses de permeio.

Em todo o mundo . Menos cá. (...) »

Mas, como vimos ontem, promessas não faltam, promessas essas que são recorrentemente tomadas , como aqui vimos ontem para o Seixal em que basta pegar nos números apresentados para desmascarar toda a trama que é assente numa mão vazia e noutra cheia de nada.

Veja no link que aqui deixámos ontem (a partir dos 13.30 min - link ) o entusiasmo com que o Presidente da Câmara do Seixal, num momento de profunda crise imobiliária, em que há milhares de casas para vender na Margem Sul, a promover três mega projectos imobiliários (Lisnave, Qimiparque e Siderurgia) quase como se fossem seus, e a menina a prometer depois de 35 anos de poder absoluto do PCP que é agora (depois de recebidos sete milhões de euros do QREN) que vão avançar com projectos de 22 milhões de reconversão da Baía ... é preciso é atrasar o suficiente para a inauguração coincidir na próxima campanha eleitoral !!!

- HAJA VERGONHA !!! AH !!! E AINDA FALAM DE "TURISMO" ...

segunda-feira, maio 03, 2010

TURISMO ? LOL ( 10 )


Mais promessas para rir desbragadamente ( LOL ) foram as feitas a partir do Seixal por Alfredo Monteiro, o Presidente da Câmara e uma funcionária da autarquia.

Isto enquanto em fundo, a "Nossa MUNDET" , uma outra promessa jaz esquecida e abandonada como pano de fundo como mostra a imagem.


Estes mestres prestidigitadores a cada dia que passa têm menos pingo de vergonha na cara e uma criatividade exacerbada a cada instante, uma delas é a propalada há mais de vinte anos, vocação do Seixal para a Nautica de Recreio , quando nada foi feito nesse mesmo período de tempo no cumprimento desses repetidas promessas eleitorais.

Hoje , a crer nas doces palavras da funcionária , a filosofia das Marinas parece ter mudado e fala-se agora , não em Marinas, mas em "pontos de amarração" e até em "poitas" ... cinquenta prometem eles...

Outra orientação nova é a transformação e reorientação dos núcleos mais antigos do Seixal, Arrentela e Amora , em ... " serviços " para o nauta (os tais utilizadores dos "cinquenta postos de amarração de embarcações de pequeno e médio porte " ?) as tais "novas populações a fixar " naqueles antigos núcleos urbanos ... vocacionados agora para o "comércio e restauração" ...

Ou seja , pretende-se matar de vez com a autenticidade arquitectónica , e humana do Seixal e da Amora, transformando-a num pastiche que servirá uma náutica de recreio assente em CINQUENTA POSTOS DE AMARRAÇÃO !!! envolta por uma cintura desregrada de betão que fere todo o horizonte em redor...


CLARO QUE ESTA GENTE NÃO PODE SER ... NEM É .... LEVADA SÉRIO !


________________________________________

Julgue por si, foi dia 26 de Abril na RTP 1 , link aqui, a partir dos 14.30 minutos.

- Ah, e lá veio outra vez à baila o Centro Manuel Cargaleiro ...

sexta-feira, abril 23, 2010

TURISMO ? LOL ( 9 )


Queria aqui esclarecer , em relação ao post de ontem. Também eu não estou de acordo que se mudem os campistas da Caparica para um mega-parque de campismo a construir um pinhal protegido. Basta dos privilégios (link) que estes senhores se acham detentores!

Não têm de ser MUDADOS para sítio nenhum ! ACABOU-SE !

- Dá para entender ?
Um Parque de Campismo pode estar numa zona privilegiada, mas TODOS POR IGUAL temos de ter acesso a esse espaço colectivo, a esse terreno de DIREITO PÚBLICO há muito ocupado de forma que considero imoral , já que não entendem como ilegítima. Isto para não falar na promiscuidade que é a actual forma de ocupação de qualquer um dos Parques de Campismo da Costa de Caparica , bem como o perigo que constituem para os próprios utentes.

A construir-se um parque na zona de Pinhais, tal deve ser acautelado do ponto de vista paisagistico e de protecção ambiental, deve ter uma baixa densidade e não deve ter caracteristicas habitacionais !

quinta-feira, abril 22, 2010

TURISMO ? LOL ( 8 )


Outros que a par dos ocupantes ilegais da Fonte da Telha e outros que tais , não têm noção do que são os seus direitos em relação aos demais, são os utentes residenciais - que raio de conceito - dos Parques de Campismo da Caparica, uma solução de turismo e alojamento que deveria ser TEMPORÁRIO e ROTATIVO !

Esta formula Temporária e Rotativo permitiria, ao contrário do que se passa hoje , que muitos mais disfrutassem da proximidade do mar e que consytituisse verdadeira e democrática alternativa de alojamento por TODOS OS CIDASDÃOS POR IGUAL !

Bem como permitiria ser uma alternativa de alojamento para turistas viajantes que hoje não encontram qualquer posssibilidade de alojamento na Caparica.
Veja-se a posição destes alegados PRIVILEGIADOS face à sua saída de um espaço que devia ser de TODOS !

Cito excertos de artigo de Sandra Brazinha , Jornal de Noticias de 13 de Abril.

« Mais de 17 mil utentes de três parques "empurrados" para o Pinhal do Inglês
A escassos metros do areal, mais de 17 mil campistas de três dos parques da Costa de Caparica, Almada, muitos deles residentes, vão ser obrigados a alterar hábitos, com a implementação do Plano de Pormenor dos Novos Parques de Campismo no Pinhal do Inglês.

Os utilizadores consideram injusto o projecto do programa Polis que vai transferir os espaços do Clube de Campismo do Concelho de Almada (CCCA), do Clube de Campismo de Lisboa e da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense para Sul perto da Fonte da Telha.

"O Pinhal do Inglês fica mais longe da praia. Somos velhos demais para fazer a mudança e para o ir e vir depois", diz um casal de reformados, que faz campismo há mais de 30 anos.

A viver perto de Sintra, Adriano Marques, de 75 anos, e Maria Adelaide, de 65, não se conformam com a ideia de ter um dia de sair do parque do CCCA. "Aqui sentimos outra liberdade, podemos passear à vontade, há acessibilidades e há segurança. Se precisarmos de alguma coisa há sempre a quem pedir. Isso é muito importante", referiram à agência Lusa.

Para Cláudio Duarte, que tem quase os mesmos 40 anos daquele lugar de campismo, sair da Costa de Caparica também é impensável. "Nasci, cresci, namorei e casei aqui. Os meus filhos nasceram aqui. Gostava que o seu percurso fosse igual ao meu. Tenho aqui as minhas raízes, os meus amigos", afirma, considerando que "deslocarem o parque é uma aberração".

"É uma injustiça muito grande mudar os parques de sítio. Nenhum campista quer sair daqui", reforça o presidente do CCCA, Rui Viana, frisando que a cidade "perderá a vida que tem".

Sobrevivência comprometida

Estimando receber no Verão entre seis a sete mil campistas, o responsável adverte que "a sobrevivência do clube vai ficar comprometida" com a deslocalização.

"O Pinhal do Inglês fica longe da praia e no espaço que nos está designado só poderemos ter um terço das unidades de alojamento que temos hoje. Não vamos conseguir responder à procura", avisa Rui Viana, para quem seria mais vantajoso requalificar e modernizar todos os parques de campismo.»

E você que lê o A-SUL não quer exigir nada ? Que tal uma vivenda com vista para o Mar custeada pelo erário público para evitar as desgastantes viagens de ida e regresso da praia ?

quarta-feira, abril 21, 2010

TURISMO ? LOL ( 7 )


Mais do que a triste realidade em que se vive na Margem Sul com o aumento da criminalidade , falta de qualidade urbana e ambiental , e empregos , o que constitui grande motivo de revolta em quem por cá habita, é a falsa realidade propagandeada massivamente pelas autarquias comunistas numa aplicação exemplar da cartilha demagógica onde a CDU vai beber inspiração.

Essa propaganda é paga pelo erário público , tal como são pagos pelos nossos impostos todo um manancial de material produzido unicamente , não para servir a população, mas sim para a enganar no sentido de perpetuar no poder aqueles que o exercem ininterruptamente desde 1975.


Veja-se este exemplo dasupostamente existente Rede Ciclável de Almada, pura ficção para consumo dos papalvos dos súbditos da D.Emilia .

Haja vergonha !
Desmascare-se esta FARSA !

____________________________________________


A-SUL - SEIS ANOS .




O A-SUL comemora hoje seis anos de existência .
Obrigado a todos os que nos lêm e que connosco colaboram.

terça-feira, abril 20, 2010

TURISMO ? LOL ( 6 )


No Seixal há orientações estratégicas constantes no « Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo do Seixal que o Município encomendou à Universidade de Aveiro, datada de 2003. Entre os projectos para o parque ribeirinho da Amora, Moinho Novo dos Paulistas, Estaleiro Naval da Quinta da Fidalga e Ponte Cais do Seixal contam-se bares, cafetarias, restaurantes, esplanadas e passeios pedonais» .

Claro que desde 2003 nenhuma destas intenções foi iniciada, quanto mais concretizada, mas algo se destaca neste suposto plano, é a focalização no meio aquático , quando o Seixal é muito mais do que isto , relembro as « Sete Quintas» do Rei D.Carlos ... mas não há nestes politicos visão para mais ... tudo se centra na Baía e pouco mais , mas esquecendo as Praias Ribeirinhas e os milhares de pessoas que procuram a Ponta dos Corvos no Verão ou outras alternativas não aquáticas.

Contrastando com isto, o único Hotel em construção - mas com construção suspensa há alguns meses - situa-se , não na suposta zona turisticamente "a desenvolver", mas em Belverde, na zona de pinhais, periferia de uma Zona Rede Natura 2000 que está a ser actualmente derrubado e urbanizado em massa.

Isto sem que haja corredores verdes projectados ou ciclovias de ligação à zona "futuramente Turistica" do Seixal.

Assim não vamos lá !

segunda-feira, abril 19, 2010

TURISMO ? LOL ( 5 )



Na Fonte da Telha cometeu-se um crime que se repetiu a perpetuou até hoje.
O crime foi mais um na saga de ocupações selvagens e supostamente proletárias do pós 25 de Abril, durante o vulgo PREC e tratou-se da ocupação por alguns - há sempre uns mais iguais que outros... - do espaço de direito público que é de todos.

A história teve réplica noutros locais , no Algarve , na Costa Alentejana, na Caparica e da Arrábida por exemplo. Mas só na Arrábida se conseguiu - e bem - dar verdadeiro fim à praga veraneia , possivelmente porque os seus ocupantes não seriam tão "proletários" como os restantes...

Na Fonte da Telha, Carlos Pimenta quando detinha a pasta do ambiente num longínquo governo, ainda pôs mãos à obra, mas as demolições ficaram a meio, permanecendo as coisas como criminosamente se mantêm ainda hoje , em condições de paisagem perfeitamente degradadas e degradantes no que deveria ser um ex-libris nacional , fonte de riqueza para o país e lugar de gozo de todos ... mas não o é , ainda hoje , pela revolucionária posse de alguns.

quinta-feira, abril 15, 2010

TURISMO ? LOL ( 4 )



Embora incompleto, embora atrasado , o programa POLIS na Costa de Caparica , foi o projecto de caracteristicas turisticas e reconversão urbana dos mais importantes , senão a mais importante, das últimas décadas na margem-sul.


Este projecto contrasta com as politicas urbanas da Câmara de Almada no mesmo período de tempo em que se optou pela suburbanização, pelo fechar os olhos à construção clandestina e ao crescimento de bairros de lata , o que não admirará de uma CDU que fechou os olhos, e até fomentou , o crescimento de verdadeiras povoações terrceiro mundistas como são os casos do Bairro do Campo da Bola ou a Fonte da Telha.


Não esquecer que estas localizações são localizações privilegiadas do ponto de vista turistico e que poderiam, se geridas de outra forma, ser uma fonte importante de criação de riqueza para o concelho de Almada e para o país.

A forma caricata e perfeitamente atabalhoada como a câmara de Almada gere esta pérola turistica pode ser representada por uma das mais recentes intervenções urbanas, como a imagem demonstra trata-se na plantação em plena via de circulaçãoviária... de árvores...

Pois é, nós por cá , só fazemos M________ !

quarta-feira, abril 14, 2010

TURISMO ? LOL ( 3 )



O enchimento das praias da Caparica com areia, num grande projecto posto em prática pelo INAG foi um verdadeiro sucesso, silenciado e ignorado por quem dele mais beneficia, a Câmara de Almada , câmara que igualmente ignora a procura dos cidadãos daquelas praias. Eis um testemunho e uma sugestão :

« Decidi dar o meu primeiro mergulho do ano na Costa da Caparica e, por pouco, não me ia afogando no lixo. Nesta altura do ano é certo que não há nadadores salvadores, mas o perigo não estava no mar e sim na areia. Ao chegar à praia da Riviera, tive de fazer uma travessia por milhares de obstáculos cortantes: pedaços de plástico de todas as cores e feitios (alguns bem afiados), tábuas de madeira com pregos ferrugentos, garrafas de plástico e vidro, paus de madeira suficientes para construir uma cabana… Enfim, toda a espécie de lixo a boiar no areal extenso. A época balnear ainda não começou e por isso ninguém se incomodará com limpezas. Pelo menos em Portugal.

Entre 18 e 24 de Março, a equipa da Surfrider Foundation conseguiu reunir 40 mil voluntários de todas as idades em mais de 800 praias espalhadas pelo mundo. Devíamos seguir-lhes o exemplo. Aqui fica o site: www.initiativesoceanes.org »

Luís Miguen in jornal i
_______________________________________________

ULTIMA HORA

foto Antonio Marques

Tromba de água forma-se no Tejo e progride sobre Lisboa deixando rasto de destruição.

terça-feira, abril 13, 2010

TURISMO ? LOL (2)



Como é que alguém investe ?

Como é que se autoriza no municipio ?

Como é que se autoriza em sede de autoridade de turismo ?

... Um Hotel construído debaixo de uma linha de Alta-Tensão como é o caso do Hotel Orion no Seixal ?

Como é isto possivel num país europeu ?


Como é possível que não se escolham para este efeito as localizações de maior aptidão paisagistica, ainda por cima quando este é o único hotel naquele municipio ?

segunda-feira, abril 12, 2010

TURISMO ? LOL (1)



No Seixal propagandeia-se há muito, a vocação turistica do municipio, vocação e potencial delapidado e destruido ao longo dos ultimos cinquenta anos com a industrialização pesada do mesmo.

Não bastasse isso , os últimos trinta têm destruído a vertente paisagistica e natural com uma betonização terceiro mundista e de vistas curtas que transformou o Seixal num dos concelhos mais feios do país, numa mescla de zonas urbanas, pseudo-urbanas, industriais , para além de terem conseguido transformar vias principais como a Estrada 378 Seixal-Sesimbra ou EN 10, em verdadeiras e intermináveis feiras permanentes, numa sucessão repetitiva de stands , vendas de lenha e todo o tipo de bugigangas e afins...com saída directa para a estrada.

Um exemplo deste beco sem saída "turistico" é a principal unidade hoteleira do Seixal, o Hotel Orion, que mais se assemelha a um Motel da periferia de uma qualquer cidade brasileira de terceiro nível...

sexta-feira, março 26, 2010

O PAÍS DO ARRASTANSO...


Porque razão seremos o país onde as mesmas questões se arrastam anos e anos, onde se tomam quase sempre decisões contra a lógica e o bom-senso, onde soluções simples são tão difíceis de compreender e se toma o percurso mais longo por exemplo - literalmente - para atravessar uma rua.

Veja um exemplo no Seixal o que foi preciso caminhar para se chegar a uma passadeira de peões atravessável...


Em Junho de 2008 denunciámos a situação insólita de uma passadeira para peões que desembocava num rail (o rail já lá estava quando foi desenhada a passadeira) ...


Não deve ter sido da denúncia do caricato da situação pelo a-sul, mas por outra qualquer razão , que a situação foi emendada nos meses seguintes ...

Não, não retiraram uma secção do rail ... antes, optaram por raspar a passadeira do asfalto!


Foi preciso depois passar muito mais tempo para voltar a pintar a passadeira e finalmente fazer o óbvio... reconfigurar o rail para assim chegármos à primeira imagem .

Era tão difícil fazer o óbvio ? Alguém contabiliza o custo da incompetência ?

terça-feira, fevereiro 09, 2010

GADO , HORTAS E O FUTURO DAS CIDADES


Ontem no DN , por Roberto Dores ; " Embebedamo-nos com problemas como o TGV, sem nos apercebermos da gravidade em que caiu o nosso abastecimento" (Gonçalo Ribeiro Telles):

« Criação de cavalos no centro de Lisboa - mesmo que um dos animais fuja, como aconteceu na madrugada da passada terça-feira - ou o rebanho que cruza uma aldeia entre o redil e a pastagem, passando pelo meio dos moradores, têm um significado muito semelhante para o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles: "São as nossas origens agrícolas, que, infelizmente, estão tão esquecidas. A agricultura urbana deveria ter integração obrigatória no planeamento urbano, e o gado e a pastorícia são peças fundamentais nesse processo", alerta.

Segundo Ribeiro Telles, Portugal regista um "atraso secular" nesta matéria, o que está a provocar, garante, o despovoamento das aldeias e consequente procura dos subúrbios das grandes cidades, com elevadas concentrações humanas. Loures e Estoril, onde ainda resistem alguns pastores, depois de debandada geral das últimas décadas, são exemplos de desertificação apontados pelo arquitecto às portas de Lisboa. "Embebedamo-nos com problemas como o TGV, sem nos apercebermos da gravidade em que caiu o nosso abastecimento", insiste, defendendo que os animais domésticos "têm de ter cabimento nas nossas cidades, vilas e aldeias".

E não interessa se são "cavalos, ovelhas, galinhas ou porcos". Nem tão-pouco se atravessam aldeias, estradas ou cidades. "Os animais dão vida, porque uma terra que tenha animais, tem pastoreio, tem casas habitadas, tem escolas e futuro. Hoje só vemos velhos nas aldeias, escolas fechadas e os caminhos por onde o gado passa totalmente destruídos. Estamos a criar um deserto para viabilizar a monocultura industrial do eucalipto e do pinheiro", lamenta.

Para Ribeiro Telles, não é por acaso que as universidades americanas há muito que debatem o problema da agricultura urbana, que começou a disseminar-se por toda a parte. "É triste, mas nós não conhecemos nada desta realidade. Há quem defenda que a cidade e Lisboa não comporta vegetação e agora até há o perigo de aparecerem as casas ecológicas com telhados cobertos de plantas para haver mais espaço para construção em massa", diz o especialista.

O arquitecto admite que o debate em Portugal sobre a recuperação do pastoreio nas cidades "está mais do que feito". Porém, dá um exemplo de como todos os argumentos têm caído em saco roto: "Quando se quer promover uma parcela de terreno, põe-se uma menina bonita ao lado", refere, lamentando que ninguém invista num outdoor com os utilizadores da paisagem, que seriam os pastores. Chegámos ao cúmulo de ver placas à beira da estrada afixadas nas melhores várzeas do país", aponta. »

quinta-feira, maio 28, 2009

FARSA 2


Como é que um município que não segue os principios básicos da Agenda XXI local se pode armar em bandeira do que alarda, para ser sede do Congresso Roteiro Local para as Alterações Climáticas , a menos que esta iniciativa sirva para a autarquia finalmente vir a adoptar o impossível, ou seja, a postura inversa da seguida nos últimos 35 anos, o que me parece impossível com este elenco autárquico.


Mas o que é a Agenda XXI Local ?

- « Agenda 21 Local é um processo através do qual as autoridades locais trabalham em parceria com os vários sectores da comunidade na elaboração de um Plano de Acção por forma a implementar a sustent
abilidade ao nível local. Trata-se de uma estratégia integrada, consistente, que procura o bem-estar social melhorando a qualidade do ambiente.»

Ora , diálogo e consensos é coisa que não existe na verdadeira Ditadura em exibição há quase tanto tempo como reinou a Ditadura Fascista .

O que há é uma verdadeira farsa, montada com recurso a uma máquina de propaganda monstruosa e sorvedora de recursos , recorrendo abusivamente de massivos spots na televisão e a meios de propaganda próprios .

Relembre-se toda a novela do Metro Sul do Tejo , e a manipulação feita sobre a progressão (e atraso) das obras , os percursos escolhidos, nomeadamente na zona da Ramalha para se ver como até uma obra potencialmente estruturante se tornou exactamente no oposto do que é preconizado na Agenda XXI Local ou no combate às emissões de CO2 , pois que se obrigou o trânsito automóvel a percursos mais longos e gastos acrescidos até na procura de estacionamentos.

Por outro lado matou-se o comércio de proximidade e compulsivamente se conduziu a população para um mega centro Comercial fora da cidade , por um lado ocupando área verde e por outro obrigando ao uso quase que exclusivo do automóvel .

Tudo politicas contrárias a uma ideia de sustentabilidade, de ambiente ou de combate às alterações climáticas.

____________________________________________

Se dúvida houvesse sobre as preocupações da CMA em divulgar e debater estas questões com os cidadãos, envolvendo a comunidade, com uma especial atenção aos desempregados e outros que se interessando por estes temas atravessam grandes dificuldades, veja-se o preçário para participar:

Custos de Inscrição:

Normal - 200 Euros
Municípios, Agências de Energia e Sócios da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos; Associação Portuguesa de Engenheiros do Ambiente; Ordem dos Arquitectos e Ordem dos Engenheiros - 100 Euros
Estudantes - 75 Euros

Nem mais DUZENTOS EUROS !!! Meio salário mínimo !!!

SETENTA E CINCO EUROS para estudantes !!!

Palavras para quê... continuamos a ser um país de doutores , engenheiros e funcionários autárquicos , o resto é paisagem, aliás, o resto é indesejável ...a não ser para ír votar... e depois preocupam-se com a abstenção !!!

Se esta conferência é só para uma elite , porquê os spots na TV, os outdoors e tanta propaganda subliminar ?


quinta-feira, dezembro 20, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (3)



Esta alegoria utilizando o Ferrari á venda num stand de berma de estrada , numa zona que representa a mais pura anarquia urbana pretendeu ser uma forma de denúncia do que tem sido a politica da CDU para a Margem Sul e que se pode resumir no seguinte


- Apesar de estar no poder há mais de trinta anos quase que em continuidade e maioria ao longo de mais de trinta anos, os mandatos são geridos sem sentido de continuidade ou do longo e médio prazo , normalmente fazem-se obras de fachada nos últimos seis meses de cada mandato que garantam nada fazer nos três anos seguintes...até não cumprir as promessas ou as obras iniciadas.


- A politica de território baseia-se no aforismo, betão = bom , espaço livre = mau , as leis de protecção ambiental PDM, REN,RAN, Rede Natura só servem para beneficiar o amigo ou empresa amiga A ou B através claro está, da retirada da protecção ambiental e concessão de direitos de construção.

- A politica de ordenamento é inexistente, desde que um bulldozer possa arrazar ou uma motoserra cortar é o único limite , sendo indiferente a harmonia urbana, se uma zona tem determinada tipologia, interessa agora é pôr o máximo de gente por metro quadrado, não olhando a vias de comunicação ou transportes.


- Uma Estrada Nacional, como se viu, pode ser transformada num "shopping" terceiro mundista e informal a céu aberto , não importando se isso provoca uma visão do espaço desregrada, uma percepção caótica, se aumenta a sinistralidade rodoviária ou se vai contra a lei.

- Os compromissos não são para cumprir,ou fazer cumprir,por exemplo, a empresa Gomes Alho, ganhou as obras de alargamento da A2, durante meses provocou ruído, poluiu o ar e o solo numa zona de reserva agricola e ecológica junto a um Sítio Rede Natura 2000.
A Câmara do Seixal apareceu junto de quem a questionou para a ilegalidade (o deputado Luis Carloto Marques) desculpando a empresa e garantindo, a partir de Março a reposição do solo. Estamos em Dezembro e o local é uma larga extenção perfeitamente arrazada do ponto de vista ambiental.


Todos estes pontos revelam da parte da gestão CDU um desrespeitar das regras e das leis privilegiando particulares e empresas perfeitamente identificáveis, mesmo se algumas não passam de registos off-shore. Há uma matriz politica que beneficia e premeia actividades lucrativas (algumas de legalidade duvidosa) apenas a quem as pratica, não a quem emprega (precáriamente) ou o país , sendo actividades ou esquemas que no todo ou em parte fogem aos impostos ou segurança social ou nem são contabilizadas na produção de riqueza.

Depois há uma máquina de propaganda que tudo camufla, uma máquina politica que tudo controla e orienta e uma inexplicável inércia da parte do poder nacional cuja sede está perto mas do outro lado do rio e que nada questiona, o recente caso dos 70 milhões do metro é revelador do aparente desacerto ou medo politico que há em aplicar a lei do país a esta margem sul transformada em enclave fora das regras democráticas.

É esta a margem que se vem degradando de ano para ano, de há trinta anos a esta parte!

Paz á sua alma ou vamos inverter isto?

quarta-feira, dezembro 19, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (2)


Outra questão a somar aquela aqui analisada ontem, do verdadeiro caos em que com a conivência ou fechar de olhos da autarquia, se tornou o eixo viário entre o Fogueteiro e Marco do Grilo na estrada EN 378 , Seixal Sesimbra é o lado ambiental e a impermeabilização do solo provocado por este comércio de berma de estrada e que quando chove provoca alagamentos como o revelado no Blogue Rumo a Bombordo e visivel na imagem abaixo..





A questão é no entanto mais preocupante , pois as consequências das enxurradas têm não só a ver com o bloqueio, inexistência de valetas e de bermas cuidadas, mas também com a construção permitida a montante , onde a autarquia tem permitido uma densificação de construção (Pinhal
dos Frades, Quinta das Laranjeiras) que tem impermeabilizado terrenos e destruído as naturais linhas de água, provocando que a água corra em maior quantidade para a zona de vale e várzea onde passa a estrada.

Outro problema tem a ver com os incêndios que têm destruído floresta na zona da Flor da Mata e que pela destruição de coberto vegetal não permite que os terrenos sutenham a água que corre para a estrada, numa zona, mais uma vez e incompreensívelmente sem valetas e condutas que encaminhem a água para o Rio Judeu que corre paralelo à estrada .

Outra questão ambiental grave é a destruição de solo de Reserva Agricola e Ecologica que se encontra no lado direito da EN 378 (sentido Seixal-Sesimbra) onde a Câmara tem permitido. à vista de todos a instalação de por exemplo,um estaleiro de apoio ao alargamento da A2, desactivado mas sem o solo ter sido reposto, de um ferro velho, vendas várias, de cerâmica, a lenha, passando por inúmeros stands de automóveis e tudo o que se possa imaginar, destruindo terra fértil e de grande apetência agricola (na imagem) e ecológica que tem protecção oficial.

__________
__________________________________________

Saúda-se a inauguração, em Lisboa das estações de Metro do Terreiro do Paço e Santa Apolónia, duas das principais entradas em Lisboa e uma que tem grande impacto e implicações nos transportes para toda a Margem Sul.

Agora, um desvio de dez anos , o refazer de toda a obra no Terreiro do Paço, custou, palavras do P.Ministro... :

- 30 a 40 MILHÕES de euros (uma obra complicadissima de engenharia e subterrânea), mesmo considerando todo o troço, isso representou mais 130 Milhões de euros...

- O desvio no atraso de 16 meses no Metro Sul do Tejo (superficie) foi, e para já, de 70 MILHÕES...

Os números da Margem Sul continuam cada vez mais a ter que ser bem explicados!!! (Deputado Engº Luis Rodrigues o que diz a isto?)


sábado, dezembro 08, 2007

A MARGEM INSUSTENTÁVEL (ANTES E AGORA)




"Na Margem Sul, a situação é mais surpreendente do que em locais como a Linha de Sintra, por exemplo. Muitas das autarquias, a sul, se mostravam mais atentas às pessoas. Primeiro porque durante vários anos as câmaras desta zona tiveram politicas que contrastaram: fizeram-se requalificações de frentes ribeirinhas (como Alcochete e Seixal, Arrentela); criaram-se equipamentos culturais e apoiou-se uma cultura de identidade local que se contrapõe a ideia amesquinhante de suburbio.

Câmaras como a do Seixal e Moita chegaram a encomendar Planos Verdes e Parques urbanos, sendo certo que há autarquias que mantêm uma actuação exemplar. Até mesmo na questão ambiental, foi-se conseguindo manter sobreviva uma área florestal, entre Almada, Seixal e Sesimbra , onde o projecto de fazer um «Parque de Monsanto» ao sul do Tejo se propunha compensar o excesso de carga urbana e rodoviária que a zona tem vindo a receber.

Mas chegaram pontes, estradas e comboios e...a «carne» é fraca . Desmentindo tudo quanto parecia ser um resto de bom senso no «lado certo» do Tejo, retoma-se o processo de «sintrização» de uma área que permanece ainda macerada pelos abarracamentos a eito que os «patos bravos» lá foram erguendo. Fogueteiro, Corroios, Amora, Paio Pires, Cova da Piedade, Quinta do Conde, (uma das maiores áreas clandestinas da Europa). E a saga não pára aí. Os casos sucedem-se (...)"

(...) Os índices de construção não têm, aliás, parado desde a construção da ponte 25 de Abril.Comparem-se os mapas de 1970 com os de 1990.A desproporção é bem visível ; o espaço urbanizado desenvolveu-se exponencialmente. Entre 70 e 90, Almada cresceu 100% e Seixal 150%. Na última década, de 1991 para 1999, ambos os concelhos mais do que duplicaram o ritmo de construção de novos fogos por ano.

Mas não é só o que já se construíu, é também aquilo que se prevê construír. Segundo os Planos Directores Municipais (PDM) aprovados, tanto Almada como o Seixal duplicarão a sua oferta urbanística relativamente a 1991. Almada vai aumentar 250% a sua área urbanizável; o Seixal 110% . Palmela e Benavente também duplicam. Montijo e Alcochete triplicam (...) Sesimbra septuplicou. Alcochete é actualmente o concelho com o mais elevado índice de crescimento da AML.

Entretanto o espaço verde e livre tem-se reduzido substancialmente (...)

"País Insustentável" - excertos - Luísa Schmidt 2007 Ed.Esfera do Caos
_________________________________________________________














Na CNN , ao mesmo tempo que alguns ditadores africanos se pavoneiam em Lisboa, um programa chocante sobre como se vive, ou sobrevive em África com a Corrupção, elucidativo para compreender os tiques como em Portugal e alguns "sobas" e cacíques ainda funcionam.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

PAÍS (IN)SUSTENTÁVEL






















Quem conhece e acompanha o trabalho de Luísa Shmidt, quer na área da sociologia quer na do ambiente, está a par da sua acção no ISCTE e no OBSERVA e conhece o seu trabalho de divulgação na RTP ou de critica e análise no Jornal Expresso.

Para quem a não conhece ou a estas suas vertentes, chegou ás livrarias um excelente livro que lhe traz num só volume, todo este trabalho de investigação e divulgação ambiental.


Luísa Shmidt
reúne nesta obra, alguns trabalhos publicados no Expresso, acompanhados de detalhada informação sociológica e estatistica.

Quem conhece o estilo incisivo e dinâmico de Luísa Shmidt sabe que não se trata de uma obra "massuda" para especialistas ou ambientalistas, mas uma obra de divulgação e cidadania para todos com uma linguagem acessível e de fácil leitura que se recomenda.


Encontramos lá as questões crónicas, do lixo, á ineficiência energética, os esgotos, as alterações climáticas, a água, , todas as poluições e degradações do meio ambiente e do país e um grande espaço para o desordenamento do território, para a betonização desregrada e para as grandes questões autárquicas...

Há um espaço generoso dedicado especificamente à Margem Sul e á AML , são em particular analisados os casos da For da Mata , Pinhal dos Frades no Seixal como exemplo paradigmático das artimanhas encontradas pelos autarcas em conluio com construtores para violarem os Planos Directores Municipais e quebrarem os seus compromissos com os cidadãos e com a lei e com graves prejuízos para o ambiente e para o futuro.

Uma leitura a considerar neste Natal.Um excelente presente para oferecer aos nossos autarcas...

___________________________________________________



ALERTA - DEBATE HOJE 21 horas

Como é que é possível colocar a possibilidade de existir uma piscultura implementada junto ao local de descarga da ETAR de Miratejo?

Compareçam na sessão pública que irá decorrer hoje, dia 7 de Dezembro pelas 21h no clube recreativo de Miratejo para ouvir a posição da CMS e com certeza ouvir as explicações das entidades gestoras daquela infra-estrutura sobre as obras de beneficiação da mesma.

Já agora, peço que subscrevam a petição que se encontra online contra a implementação da piscultura no sapal de Corroios. Vamos dar o nosso pequeno contributo para salvaguardar o que o Seixal ainda tem de natural...(A)