quarta-feira, dezembro 19, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (2)


Outra questão a somar aquela aqui analisada ontem, do verdadeiro caos em que com a conivência ou fechar de olhos da autarquia, se tornou o eixo viário entre o Fogueteiro e Marco do Grilo na estrada EN 378 , Seixal Sesimbra é o lado ambiental e a impermeabilização do solo provocado por este comércio de berma de estrada e que quando chove provoca alagamentos como o revelado no Blogue Rumo a Bombordo e visivel na imagem abaixo..





A questão é no entanto mais preocupante , pois as consequências das enxurradas têm não só a ver com o bloqueio, inexistência de valetas e de bermas cuidadas, mas também com a construção permitida a montante , onde a autarquia tem permitido uma densificação de construção (Pinhal
dos Frades, Quinta das Laranjeiras) que tem impermeabilizado terrenos e destruído as naturais linhas de água, provocando que a água corra em maior quantidade para a zona de vale e várzea onde passa a estrada.

Outro problema tem a ver com os incêndios que têm destruído floresta na zona da Flor da Mata e que pela destruição de coberto vegetal não permite que os terrenos sutenham a água que corre para a estrada, numa zona, mais uma vez e incompreensívelmente sem valetas e condutas que encaminhem a água para o Rio Judeu que corre paralelo à estrada .

Outra questão ambiental grave é a destruição de solo de Reserva Agricola e Ecologica que se encontra no lado direito da EN 378 (sentido Seixal-Sesimbra) onde a Câmara tem permitido. à vista de todos a instalação de por exemplo,um estaleiro de apoio ao alargamento da A2, desactivado mas sem o solo ter sido reposto, de um ferro velho, vendas várias, de cerâmica, a lenha, passando por inúmeros stands de automóveis e tudo o que se possa imaginar, destruindo terra fértil e de grande apetência agricola (na imagem) e ecológica que tem protecção oficial.

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Saúda-se a inauguração, em Lisboa das estações de Metro do Terreiro do Paço e Santa Apolónia, duas das principais entradas em Lisboa e uma que tem grande impacto e implicações nos transportes para toda a Margem Sul.

Agora, um desvio de dez anos , o refazer de toda a obra no Terreiro do Paço, custou, palavras do P.Ministro... :

- 30 a 40 MILHÕES de euros (uma obra complicadissima de engenharia e subterrânea), mesmo considerando todo o troço, isso representou mais 130 Milhões de euros...

- O desvio no atraso de 16 meses no Metro Sul do Tejo (superficie) foi, e para já, de 70 MILHÕES...

Os números da Margem Sul continuam cada vez mais a ter que ser bem explicados!!! (Deputado Engº Luis Rodrigues o que diz a isto?)


3 comentários:

Anónimo disse...

Estamos entregues a gente sem o minimo de vergonha ou cultura, que só pensa no imediato e sem sensibilidade nenhuma para o que é ambiente e verdadeira qualidade de vida.

desalinhado disse...

ricardo said...

cho que em vez de estar tudo a "bofetada", diviam ir perguntar primeiro ao stan qual o valor do automovel, possivelmente é mais barato que o automovel de algumas pessoas que comentaram esta noticia.
Já agora não tenho cor partidaria, mas tou convicto que não é só o pcp que mete a unha
12/19/2007 02:38:00 PM

Ricardo, não percebe o fundamental, a relatividade das coisas e dos espaços.Pode vender Ferraris , mas alí???

Não acharia estranho vender relógios Cartier verdadeiros no mercado de levante no Feijó?

Eduardo F. disse...

Eh, pá, gostava muito de ter escrito este artigo. Parabéns. Conciso, acessível e completo.

Abraço,
a norte,
Edu