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quinta-feira, setembro 23, 2010

AINDA O CARNAVAL DO AVANTE


A queixa de um leitor, numa carta publicada no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra do dia 10 de Setembro e que por constituir o sentir de muitos residentes aqui reproduzimos alguns excertos:

« Venho por este meio mostrar o meu desagrado, na condição de morador na Quinta da Medideira, em relaçã à frma como, de ano para ano, o organização da « Festa do Avante» tem vindo a piorar o seu desempenho. (...)

As ruas são bloqueadas por agentes e swó poderão passar os condutores que apresentarem um "livre trânsito" , disponibilizado pela CM. do Seixal aos MORADORES. (...)

(...) os moradores vêem-se, durante os três dias da festa Comunista, impedidos de tirarem os seus carros do estacionamento, visto que estes são trancados por outros, vendo-se obrigados a buzinar durante extensos minutos para poderem saír da sua rua para, tão simplesmente , irem trabalhar. (...)

Este ano vi cenas surreais de jovens a serem esmagados contra as grades do parque, depois de ingerirem grandes quantidades de álcool (...) .

E este cenário dantesco repete-se várias vezes , ano após ano . Três dias de intenso barulho, onde se assiste a cenas deploráveis da condição humana. Cada vez mais os visitantes da «festa do Avante» são menores de idade, que ingerem álcool e drogas livremente , longe da vigilância dos pais.

O Avante é liberdade . Liberdade para fazerem o que querem, tal como urinar contra as paredes dos prédios das ruas que dão acesso às entradas principais da Festa (...). Mário Fernandes »

Nota : Excertos , a carta pode ser lida na íntegra no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra de 10 de Setembro de 2010 pag 6.

quarta-feira, julho 28, 2010

IGNORANTES


Há anos que aqui no blogue nos batemos pela criação no Seixal de soluções que permitam a aproximação das pessoas ao rio e às suas excelentes praias .

Porquê no Seixal ? Porque é o ÚNICO municipio do estuário que tem esse património ao abandono e que é o único que ao longo dos anos tem mantida inalterável a situação apesar dos milhares de pessoas que durante o periodo de calor e sobretudo aos fins de semana enchem a península da Ponta dos Corvos.

Mas parece que esta realidade é desconhecida dos autarcas seixalenses, mais preocupados de ano, após ano prometerem , não praias para todos, mas Marinas só para alguns , tapando o Sol, não com uma peneira, mas com o passeio que "construíram" junto à Amora e ao Seixal e que supostamente é também uma ciclovia.

Só politicos muito incultos e tacanhos, os mesmos que permitem o funcionamento de uma aquacultura junto a uma ETAR e num sapal protegido, os mesmos que ignoram possuírem um riquíssimo Sítio Rede Natura 2000. os mesmos que pretendem betonizar e asfaltar o Pinhal da Flôr da Mata ... os mesmos que chamam "Parque Natural" a um jardim com a área pouco maior que a de um campo de futebol ... podem descurar ano, após ano esta realidade e assim virarem as costas aquilo que poderia ser um benefício com poucos custos para a autarquia , mas com grandes benefícios para a população.

sexta-feira, março 26, 2010

O PAÍS DO ARRASTANSO...


Porque razão seremos o país onde as mesmas questões se arrastam anos e anos, onde se tomam quase sempre decisões contra a lógica e o bom-senso, onde soluções simples são tão difíceis de compreender e se toma o percurso mais longo por exemplo - literalmente - para atravessar uma rua.

Veja um exemplo no Seixal o que foi preciso caminhar para se chegar a uma passadeira de peões atravessável...


Em Junho de 2008 denunciámos a situação insólita de uma passadeira para peões que desembocava num rail (o rail já lá estava quando foi desenhada a passadeira) ...


Não deve ter sido da denúncia do caricato da situação pelo a-sul, mas por outra qualquer razão , que a situação foi emendada nos meses seguintes ...

Não, não retiraram uma secção do rail ... antes, optaram por raspar a passadeira do asfalto!


Foi preciso depois passar muito mais tempo para voltar a pintar a passadeira e finalmente fazer o óbvio... reconfigurar o rail para assim chegármos à primeira imagem .

Era tão difícil fazer o óbvio ? Alguém contabiliza o custo da incompetência ?

sexta-feira, março 19, 2010

NOVA POLITICA DE HABITAÇÃO TAMBÉM NO SEIXAL ?


A notícia foi dada com discrição e não teve dos jornais locais , destaque algum, mas vincula a palavra do Presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro , a uma nova politica de urbanismo e de habitação social.

Alfredo Monteiro segue assim recomendações que vêm de vários sectores da sociedade, nomeadamente aqueles que estudam mais profundamente os fenómenos de exclusão e guetização provocada por uma politica errada de habitação social seguida ao longo de décadas nas periferias das maiores cidades.


A notícia a que me refiro reporta-se a declarações de Alfredo Monteiro em reunião de Câmara sendo-lhe atribuídas as seguintes declarações, a propósito dos realojamentos dos habitantes do Vale de Chícharos , Jamaica :

« Estamos à procura de uma solução de realojamento para as famílias de Vale de Chícharos ao abrigo do recenseamento de 1997, procurando encontrar habitações devolutas e através de um acordo com as entidades bancárias. Neste momento de crise que vivemos, a solução não passa por construír novas casas, mas sim por utilizar as que se encontram devolutas, numa parceria que passa também pela reabilitação urbana »

Não podia estar mais de acordo, só discordo na desculpa da "crise que vivemos" , a questão de não construção de mais habitação deve ter a ver sim , com o abandono de politicas guetizantes uma oferta de casas novas que excede largamente a procura , com uma quantidade enorme de casas devolutas e com um parque habitacional degradado e também devoluto a necessitar de reabilitação e de... habitantes , para dar vida a zonas perfeitamente abandonadas ( e devidamente infraestruturas...com escolas desertas... centros de saúde sem utentes...) das nossas cidades.

- Relembro também que são leiloadas pelos bancos 120 casas por semana !

segunda-feira, março 08, 2010

SEIXAL-AMORA , INCOMPETÊNCIA NA HORA DA MORTE



Acho que a dignidade faz parte da vida, mas também nos deve acompanhar na hora da morte.


É por isso que por várias vezes aqui expusemos a questão inqualificável do cemitério de Feijó - Almada (video acima ) , situação que se mantém inalterável, apesar de se continuar a passar a imagem de um "CEMITÉRIO-JARDIM modelar".

As últimas noticias da forma indigna como a morte é tratada por esta Margem vem agora da Cidade da Amora , concelho do Seixal de onde nos tem chegado relatos ( videos e fotografias ) de alegada incompetência por parte de quem gere o cemitério e é por ele responsável.

A questão , alegadamente tem a ver com algo tão simples como a dimensão das covas que já por várias vezes na altura do enterro se detectam ... ser inferiores ao caixão ...

Isto seria digno do mais puro humor negro, não se tratasse de uma questão base de dignidade humana e de respeito pelos mortos e suas famílias.

Há dias, num enterro , mais uma vez se detectou que o caixão não caberia na cova , diligente, o agente funerário desceu ao buraco para o aumentar, acabando com o esforço por desmaiar na própria seputura, tendo sido assistido no local ... (a dita cova) ... se isto não é indigno, nem macabro , o que será então ?

domingo, setembro 28, 2008

SEIXAL POLUIÇÃO AMBIENTAL


Estudos recentes divulgados pela QUERCUS a propósito da semana europeia da mobilidade revelaram que o concelho do Seixal está entre os quatro piores municípios em termos de poluição atmosférica .

Os dados não surpreendem quem aqui habita, surpreende sim a autarquia não manter os cidadãos avisados e informados acerca da qualidade do ar que respiram e nada fazer para o contrariar, aliás , tem politicas opostas aquelas que poderiam ser tomadas para reverter este indicador e melhorar a qualidade do ar e de vida da população.


Infelizmente, apesar de gerir um dos maiores orçamentos autárquicos do país, a Câmara do Seixal tem-se revelado um município estéril em desenvolvimento sustentado , investindo sim numa urbanização galopante e descontrolada e numa deflorestação acelerada , ambos factores ambientalmente negativos .

Não há também , nem a criação de meios de transporte alternativo ao automóvel (melhoria dos transportes públicos, criação de ciclovias) nem politicas para travar um crescimento urbano para zonas não servidas de transportes públicos e que obrigatóriamente conduzirão ao uso do automóvel à medida que aumenta explosivamente a densidade populacional e o número de habitantes.


Todos estes indicadores demonstram a necessidade de mudar radicalmante a forma como o concelho do Seixal está pensado (se é que alguma coisa está pensada) tentando urgentemente inverter estes factores em jogo , é necessário conter o betão, travar a expansão urbana , é necessário reflorestar, é necessário criar zonas verdes dentro da cidade, um corredor verde entre o rio e os pinhais que ainda existem , é necessário melhorar os transportes públicos e começar a construír uma rede util de ciclovias que permita o uso da bicicleta .

Enquanto isto não fôr feito, o Seixal continuará a ser um mau exemplo em termos ambientais !
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Actual:

Como deve haver uma lógica no descalabro ambiental a que a CDU conduziu as autarquias da Margem Sul, onde governa há mais de 30 anos em maioria.
O a-sul vai dedicar a próxima semana a casos concretos dessa ... [ LÓGICA ]... é que lá no fundo... deve haver uma...talvez a lógica da batata...

- Não perca, participe!

terça-feira, setembro 09, 2008

INCONGRUÊNCIAS (2)


O título do post aqui trazido ontem, não podia ser mais revelador pois a sequência de comentários é denunciadora dos argumentos que a nível local contrastam radicalmente com a posição do PCP central.

Neste caso o elemento contraditório é a segurança dos cidadãos . Enquanto o PCP sublinha o clima de insegurança e a necessidade de mais policiamento, a CDU Seixal recusa liminarmente a criação de uma Policia Municipal num concelho onde a criminalidade violenta tem crescido e criado um clima de prepotência e insegurança generalizada.

A proposta de criação de uma Policia Municipal no Seixal foi apresentada há já alguns meses pelas estruturas da JSD local , confrontando a autarquia com os custos que seriam inferiores , por exemplo , à verba atribuída ao inútil orgão de propaganda local denominado Boletim Municipal , cujo orçamento mensal é de cerca de € 50 000 .

O argumento aqui trazido ontem é de que uma Policia Municipal é perfeitamente inútil, posição que contrasta com outras autarquias da AM de Lisboa. Sintra por exemplo , considera que
:

"Através da criação de um corpo de Polícia Municipal em Sintra, ficou a Câmara com uma disponibilidade para uma resposta mais rápida e eficaz, a diversos níveis, designadamente no que à prevenção diz respeito.

Sendo que entre as muitas competências confiadas à Polícia Municipal de Sintra se encontram, diversos domínios, desde o urbanismo, à construção, à defesa e protecção dos recursos cinegéticos, do património cultural, da natureza e do ambiente, à fiscalização do estacionamento, à vigilância dos espaços públicos designadamente nas áreas circundantes de escolas e edifícios públicos, ressalta claro o quão importante poderá ser para a segurança e bem estar dos munícipes de Sintra, a criação da Polícia Municipal."

Até , porque decorre da lei das Policias Municipais ( Lei n.º 140/99 de 28 de Agosto , desqualificada pela autarquia do Seixal) que define que entre outras competências :

« À Polícia Municipal compete:

  1. Vigilância nos transportes urbanos locais, nos espaços públicos ou abertos ao público, designadamente nas áreas circundantes de escolas, e guarda de edifícios e equipamentos públicos municipais;
  2. Detenção e entrega imediata, a autoridade judiciária ou a entidade policial, de suspeitos de crime punível com pena de prisão, em caso de flagrante delito, nos termos da lei processual penal;
  3. Denúncia dos crimes de que tiverem conhecimento no exercício das suas funções, e por causa delas, e prática dos actos cautelares necessários e urgentes para assegurar os meios de prova, nos termos da lei processual penal, até à chegada do órgão de policia criminal competente;
  4. Execução de acções de polícia ambiental
  5. Fiscalização do cumprimento dos regulamentos municipais, e da aplicação das normas legais, designadamente nos domínios do urbanismo, da construção, da defesa e protecção dos recursos cinegéticos, do património cultural, da natureza e do ambiente;
  6. Exercício de acções de sensibilização e divulgação de matérias de relevante interesse social, designadamente de prevenção rodoviária e ambiental;
  7. Participação no serviço municipal de protecção civil. »
Desde a promulgação da lei , inúmeros foram os municípios que por deliberação das respectivas Assembleias Municipais criaram corpos de Policia Municipal devidamente formados para o efeito.

Continua a ser um mistério a aversão que no Seixal existe quanto à constituição de um corpo de Policia Municipal , uma questão que não se prenderá certamente a uma questão de custos ...

Algumas Autarquias Portuguesas que põem a segurança dos seus cidadãos à frente da propaganda : Santo Tirso ; Cascais ; V.N de Gaia ;Amadora ; Matosinhos ; Gondomar ; Lisboa ; Sintra ; Vieira do Minho ; Coimbra ; Guimarães ; Porto ou Famalicão (clique) por exemplo !

segunda-feira, setembro 08, 2008

INCONGRUÊNCIAS


Para o PCP "o aumento da criminalidade é consequência da degradação social e económica" , explicação linear, típica de uma certa esquerda caviar que menoriza o ser humano , reduzindo-o , à sua moral e as suas opções a um atestado de menoridade e de vitimização ao qual não pode fugir.

O PCP pediu , mais policia na rua , como marcou neste início de rentrée José Neto membro da comissão politica do PCP , criticando ao mesmo tempo a "gritante escassez de agentes afectos ao policiamento" .

Não se compreende é a recusa do PCP na autarquia do Seixal em criar uma policia municipal, uma proposta feita pela oposição (PSD) , mas rejeitada pelos Comunistas em maioria na Câmara , mesmo depois de demonstrado que o custo que a criação de uma tal policia ser inferior ao custo do orgão panfletário de propaganda denominado "Boletim Municipal".

quinta-feira, janeiro 24, 2008

CRIMINOSO ABANDONO



Há cerca de três anos a autarquia do Seixal deixou o seu parque técnico situado no Fogueteiro para ocupar uma construção propriedade do Construtor A.Silva & Silva e a este grupo arrendada por uma quantia milionária que se arrastará às futuras gerações.

A autarquia elabora actualmente para o local , contráriamente ao expectável (um espaço-corredor verde que ligue a Baía aos Pinhais com eixo no Rio Judeu) mais betão e entre esse betão uma Torre megalómana da autoria do arquitecto Manuel Salgado projecto denominado Plano de Pormenor da Torre da Marinha.

As instalações do Fogueteiro estiveram até há algumas semanas atrás,vazias mas fechadas e vedadas.

Durante cerca de três anos o espaço apesar de desocupado mantinha as suas caracteristicas, com construções que num país e num concelho pobre como o Seixal, sendo propriedade da autarquia podiam ter sido utilizadas para outros fins a bem da população pois são da população património (não dos eleitos) , e podiam assim servir actividades culturais, desportivas, educativas, de lazer...o corpo de Bombeiros...foram simplesmente abandonadas.

De há algumas semanas para cá , alguém tomou uma decisão incompreensível, foi retirada a vedação que envolvia aquela área, e abandonadas as estruturas á sorte de vândalos , desapareceram portas, e janelas, os vidros restantes apareceram partidos ... sem que ninguém vigiasse ou protegesse um património que é do município, que é de TODOS NÓS !

Traficantes e consumidores de droga e outro tipo de criminosos assentaram arraiais ,ocupado aquele espaço , mantendo agora os residentes naquela área preocupados e inseguros, para além de terem perdido por completo o sossego.


Tudo isto responsabilidade e obra total dos responsáveis autarquicos que potenciou, certamente conscientemente aquela situação possivelmente para acelerar criminosamente a degradação do espaço e a vontade de população em aceitar todas as imposições da autarquia.

Culpo da mesma forma os eleitos da oposição ao nada fazerem e ao não denunciarem esta situação.


Isto é um verdadeiro acto criminoso perpretado por autarcas, eleitos, que deveriam por obrigação zelar por aquele património de todos e pela segurança e bem estar das populações.
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Nota de Rodapé

O Museu de Arte Moderna de Estocolmo situado num extremo da cidade e num espaço corredor verde possui instalações bem mais modestas que as que agora se degradam no Seixal...pois é "eles é que são os parvos..."...eles é que são os pobres , mas para nosso pesar, nem de espirito...

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Ouça aqui este texto lido por Pedro Rolo Duarte no programa Janela Indiscreta - RDP1


sábado, agosto 11, 2007

O FIM DA MERCEARIA (2)


Há um lado humano do comércio que se está a perder com a massificação da grande distribuição, os encontros sociais casuais na mercearia do bairro, na padaria, na drogaria, no café da esquina estão a ser substituídos em Portugal por um comércio agressivo, cientificamente estudado e orientado para o consumo e dominado por grandes grupos económicos transnacionais.

Há um lado humano no comércio tradicional que tem a ver com relações de proximidade e confiança que permite em tempos de crise recorrer, não ao crédito, mas ao culturalmente conhecido como "fiado"...e isso não há memória de ter acontecido ainda nos hipermercados de Belmiro de Azevedo por exemplo.

Dir-se-à que não há saída ou alternativa e que é um sintoma dos tempos, não é assim, é assim porque há um poder financeiro enorme por parte dos grupos de distribuição (ver post de ontem) que por exemplo junto de autarquias endividadas permite fazer alguns milagres pré eleitorais.

Nas cidades da Europa , Estados Unidos , Canadá não existe esta fórmula em que é implantado um (ou mais) grande centro comercial na periferia da malha urbana e que funciona como um tumor para as cidades onde nasce, esvaziando o seu centro, o seu comércio , a sua vida social.

Não é por acaso que cada novo shopping que é inaugurado em Portugal é sempre o maior , ou da Península ou da Europa. Este é um fenómeno muito Português !!! Mas mesmo em Portugal há alternativas a este modelo e mais próximo do modelo Europeu.

Dois exemplos,em Lisboa a Rua do Carmo, Nova do Almada e Garret que têm as tais lojas ditas "de marca" , ancoradas a um centro comercial urbado, Chiado e que aglutina a vida urbana da cidade que comunga com outras lojas de comércio tradicional, o mesmo acontece no Porto com a Rua de Santa Catarina.


Nas pequenas cidades e povoações por essa Europa fora vemos a mesma fórmula, uma rua de peões, agradável e de fácil acesso, se há dimensão para tal, pode até haver um centro comercial, mas de pequenas dimensões e dentro da malha urbana, fazendo parte e funcionando em complemento da rua, mas não algo desgarrado da malha urbana como é o caso do Shopping Montijo, do Rio Sul, do Almada Forum... esse modelo simplesmente arraza o comércio local e desertifica a cidade tranportando o seu comércio para o modelo (low cost) "loja dos trezentos /chinezas" criando cidades desqualificadas, desertas , vazias e sem qualidade urbana e humana.


Compare-se esta formula com a realidade nacional face à Europa, somos um país comparativamente pobre com trejeitos de rico por meio de recurso ao crédito dominado por um sistema bancário altamente lucrativo... É por aqui que vamos?

sexta-feira, agosto 10, 2007

O FIM DA MERCEARIA (1)






















Há uma ideia enraizada nas novas memórias lusitanas que o progresso está no hipermercado, se possivel associado a um qualquer shopping, sempre com as mesmas lojas em franchising. Quanto ao comércio tradicional "independente" deste modelo, tentam-nos passar a ideia de que ele é o simbolo de um passado e que no estrangeiro também é assim...


É mentira, esta falácia que nos têm vendido em Portugal e que só para dar o exemplo dos ultimos dois anos, permitiu a abertura de mais de 600 novas lojas em Portugal, trás atrás de si consequências sociais graves para as nossas cidades e povoações, destrói o tecido social e urbano e permite que se esteja a montar um "quase monopólio" centrado em dois ou três grandes grupos.

Os números do sector são os seguintes, nos últimos dois anos abriram 626 lojas, quanto aos primeiros grupos envolvidos , temos os supermercados Minipreço (47 unidades) e LIDL (40 unidades).

Este é um sector de milhões, a par do da construção civil ,milhões nas mais valias geradas nos terrenos para a sua implantação, milhões nas contrapartidas negociadas com as autarquias, milhões em impostos e milhões em volume de vendas, 7,2% do PIB, é um mercado que vale 11,2 mil milhões de euros e onde à cabeça temos o grupo SONAE com3,5 mil milhões de euros em vendas em 2006, temos depois o Grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce, Feira Nova e Recheio) 1,9 mil milhões e Auchan (Jumbo) com 1,2 mil milhões.

A recente aquisição do Carrefour pelo Grupo SONAE (12 lojas e oito postos de abastecimento) teve o valor de 662 milhões de euros, ficando a SONAE com 26% de cota de mercado em Portugal.

Este é o panorama nacional, sómente espartilhado com a obrigação do fecho das lojas maiores ao dominhgo e feriados à tarde, uma medida mais que ineficaz e hipócrita de salvaguardar o pequeno comércio.

É este o futuro? É este o progresso ? Claro que não , amanhã veremos as consequências, as alternativas e o que se faz "lá fora"...

domingo, março 04, 2007

AUTISMO OU INCOMPETÊNCIA?











Fogueteiro

O nosso alerta (clique) quanto às caixas de esgoto que constituem perigo na via pública , mantem-se actual, pois, as caixas de esgoto continuam na mesma, sem qualquer tipo de cobertura. São caixas que estão com bastante água e são muito profundas, cerca de três metros.

Para uma autarquia envolvida no caso de uma criança morta em circunstâncias idênticas, para além de incompetência, é uma atitude autista e criminosa!

Na imagem a localização dessas armadilhas!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

SEIXAL - O PERIGO NA RUA




























A queda numa destas caixas significa caír num poço com mais de três metros de profundidade e com água no fundo.


Continua na justiça o longo processo (clique) da criança que morreu por ter caído numa caixa de esgoto (clique) numa via pública do Seixal, junto à Ponte da Fraternidade, a autarquia e sua assessoria juridica continua a não assumir as culpas da morte de uma criança que veio brutalmente a ser descoberta afogada na central elevatória de esgoto mais próxima.

No entanto as armadilhas nos locais mais movimentados do concelho continuam potencialmente a poder fazer idênticas vitimas sem que ao que parece haja por parte da autarquia uma preocupação e um cuidado em que uma situação dramática como a atrás mencionada não se repita.

A situação documentada na imagem ocorre numa das zonas mais movimentadas do concelho, a ligação entre a estação de comboio Fertagus do Fogueteiro e o Centro Comercial Continente - Rio Sul. As duas caixas de esgoto sem tampa estão assim há meses, podendo de um momento para o outro vir a ser palco de um qualquer acidente ou mesmo de mais uma tragédia.

Será que na autarquia não há ninguém que veja isto?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

SEIXAL - A IMOBILIDADE














Houve, sobretudo na ultima década um aumento demográfico brutal em dois concelhos da Margem Sul, foram eles Sesimbra e Seixal.
Esse aumento demográfico fez com que as vias de comunicação que os ligam a Lisboa , as mesmas de há décadas, se congestionassem para além do razoável.

Hoje a EN 378 Seixal-Sesimbra é um caos, onde acontecem semanalmente dezenas de acidentes, muitos deles com vitimas mortais, a A-2 está congestionada nas horas de ponta e paralelamente o Seixal é uma manta de retalhos viária, com inumeras promessas de melhoramentos e novos projectos, apresentados na última campanha eleitoral, mas não cumpridos e Sesimbra é um sitio a evitar levar o automóvel.


Obviamente que os autarcas atribuem a culpa a uma entidade abstracta com que sempre se desculpabilizam chamada "Poder Central", a culpa de todos os males, se bem que, esse "Poder Central" é afinal o poder de todos nós , conferido ao Estado por via dos nossos impostos, é claro uma tentação, a Funchalização da Margem Sul , diabolizando a mão que tanto alimenta esse poder.

Culpam o poder Central, na directa medida que se desculpabilizam por terem cedido a todos os interesses de massificação urbana.
Relembro que o tal "Poder Central" ( o Estado, ou seja , nós, cidadãos contribuintes) , investiu em novos barcos , modernos catamarãs, investiu num novissimo comboio da Ponte (Fertagus) ...investiu até num Metro que a Câmara de Almada impediu de estar a funcionar... e o que aconteceu com esses projectos para não terem descongestionado o trânsito da Ponte?

Bom, o comboio serviu para decalcar a sul a Sintrização da Margem Norte, com mega urbanizações explorando o filão da Estação de comboios e Lisboa a 20 minutos... Quanto aos novissimos barcos, servem para promover a massificação da freguesia do Seixal, como as urbanizações na Quinta da Trindade, junto à Baía do Seixal e na Siderurgia...e o Metro, não há meio de andar... assim nem dez pontes, nem meia dúzias de faixas de rodagem!

Por isso discordo da posição do deputado do PDS Luís Rodrigues que esta semana apresentou um requerimento solicitando ao governo soluções para o descongestionamento da A2 entre o Fogueteiro e a Ponte 25 de Abril, encontrando o deputado Luís Rodrigues a solução no alargamente para quatro faixas de rodagem, o que quanto a mim, permitiria unicamente chegar mais cedo a uma ponte congestionada... e a promover mais automóveis, mais gente na Margem Sul!!!


Estaria aqui a elogiar o deputado Luís Rodrigues se em vez deste fait-divers, se tivesse oposto ao longo dos anos de vereação na Câmara do Seixal, à betonização do seu concelho, e que com a restante oposição estivesse a apresentar requerimentos ao governo contra a urbanização dos Lanificios da Arrentela, das antigas oficinas da câmara no Fogueteiro, na urbanização da Quinta da Prata, na urbanização a reboque de um campo de golfe na Flor da Mata, ou na destruição da zona protegida no PDM, também na Flor da Mata, ou na construção no Pinhal das Freiras...

Isto o que está em projecto ou em vias de execução, porque o que foi construído na ultima década é o resultado deste estado de coisas, da massificação de Azeitão e do aumento brutal da Quinta do Conde, às estações urbanizadas da Fertagus, nomeadamente Foros de Amora, o densificação do Alto do Moinho, mas sobretudo Santa Marta de Corroios (na imagem) e a massificação indiscriminada de TODO o concelho do Seixal, ter-se evitado isto evitaria sim os actuais constrangimentos de tráfego.

Da mesma forma que critico estas omissões de Luís Rodrigues, fica aqui um elogio, à posição do PSD referente á oposição de transformar os terrenos da siderurgia em mais habitação em massa . Por outro lado dou os parabéns à JSD que tem travado uma luta pela liberdade de expressão e por uma real democratização no concelho e que está a levantar as questões com as quais iniciámos este post, as promessas que elegeram a CDU nas ultimas eleições, promessas essas não cumpridas passado que está quase metade do mandato. Aliás, muitas das obras pararam no dia exacto das eleições...