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quinta-feira, maio 28, 2009

FARSA 2


Como é que um município que não segue os principios básicos da Agenda XXI local se pode armar em bandeira do que alarda, para ser sede do Congresso Roteiro Local para as Alterações Climáticas , a menos que esta iniciativa sirva para a autarquia finalmente vir a adoptar o impossível, ou seja, a postura inversa da seguida nos últimos 35 anos, o que me parece impossível com este elenco autárquico.


Mas o que é a Agenda XXI Local ?

- « Agenda 21 Local é um processo através do qual as autoridades locais trabalham em parceria com os vários sectores da comunidade na elaboração de um Plano de Acção por forma a implementar a sustent
abilidade ao nível local. Trata-se de uma estratégia integrada, consistente, que procura o bem-estar social melhorando a qualidade do ambiente.»

Ora , diálogo e consensos é coisa que não existe na verdadeira Ditadura em exibição há quase tanto tempo como reinou a Ditadura Fascista .

O que há é uma verdadeira farsa, montada com recurso a uma máquina de propaganda monstruosa e sorvedora de recursos , recorrendo abusivamente de massivos spots na televisão e a meios de propaganda próprios .

Relembre-se toda a novela do Metro Sul do Tejo , e a manipulação feita sobre a progressão (e atraso) das obras , os percursos escolhidos, nomeadamente na zona da Ramalha para se ver como até uma obra potencialmente estruturante se tornou exactamente no oposto do que é preconizado na Agenda XXI Local ou no combate às emissões de CO2 , pois que se obrigou o trânsito automóvel a percursos mais longos e gastos acrescidos até na procura de estacionamentos.

Por outro lado matou-se o comércio de proximidade e compulsivamente se conduziu a população para um mega centro Comercial fora da cidade , por um lado ocupando área verde e por outro obrigando ao uso quase que exclusivo do automóvel .

Tudo politicas contrárias a uma ideia de sustentabilidade, de ambiente ou de combate às alterações climáticas.

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Se dúvida houvesse sobre as preocupações da CMA em divulgar e debater estas questões com os cidadãos, envolvendo a comunidade, com uma especial atenção aos desempregados e outros que se interessando por estes temas atravessam grandes dificuldades, veja-se o preçário para participar:

Custos de Inscrição:

Normal - 200 Euros
Municípios, Agências de Energia e Sócios da Associação Nacional de Engenheiros Técnicos; Associação Portuguesa de Engenheiros do Ambiente; Ordem dos Arquitectos e Ordem dos Engenheiros - 100 Euros
Estudantes - 75 Euros

Nem mais DUZENTOS EUROS !!! Meio salário mínimo !!!

SETENTA E CINCO EUROS para estudantes !!!

Palavras para quê... continuamos a ser um país de doutores , engenheiros e funcionários autárquicos , o resto é paisagem, aliás, o resto é indesejável ...a não ser para ír votar... e depois preocupam-se com a abstenção !!!

Se esta conferência é só para uma elite , porquê os spots na TV, os outdoors e tanta propaganda subliminar ?


sábado, fevereiro 03, 2007

AMBIENTE NAS PRIMEIRAS PÁGINAS















A apresentação, ontem em Paris , das conclusões do Painel das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, veio alertar mais uma vez para as culpas do Homem e dos seus comportamentos nas suas causas e consequências. Daí que tenha sido dado pela imprensa, um inusitado destaque a temas de Ambiente que estarão cada vez mais na ordem do dia.

Um destaque também para a entrevista do Ministro do Ambiente à TSF e DN, senão pelo conteúdo, pelo menos para mostrar que o Professor Nunes Correia é ministro daquela pasta...

Destaco também o Editorial de hoje do Diário de Noticias sobre o tema da semana:

Socorro!


António José Teixeira




As alterações climáticas derivadas do aquecimento global já não são assunto que apenas sensibilize os ortodoxos do ambiente. Esta é uma das alterações qualita-tivas do debate sobre o futuro do planeta. O relatório dos peritos da ONU divulgado esta semana confirma todos os indícios alarmantes conhecidos e deixa a certeza de que a tendência futura é de agravamento. A subida da temperatura, o degelo das calotes polares, com a consequente elevação do nível dos oceanos, e a desregulação crescente dos fenómenos meteorológicos são algumas das consequências visíveis. Não são cenários do amanhã. Estão aí. A erosão crescente da costa, as cheias mais abundantes ou os furacões mais numerosos já fazem parte do presente. O tempo urge e é precisa acção política consequente, mais do que as habituais palavras preocupadas.

O Protocolo de Quioto foi o primeiro instrumento internacional para combater o aquecimento global. Se os seus subscritores o cumprirem (já são 136 países), espera-se uma redução de 5,2% das emissões de gases poluentes. Será um avanço, mas curto. Os principais estados poluidores - os EUA, a China e a Índia - estão de fora. Ainda hoje, apesar das evidências científicas, se gasta dinheiro a tentar inculcar a ideia de que o aquecimento global é uma manobra de ficção.

A evidência científica deve obrigar-nos a todos a novos comportamentos. É necessária uma maior exigência política que obrigue ao cumprimento de regras mais compatíveis com as possibilidades ambientais. O uso mais racional da energia, seja na indústria automóvel ou na construção de edifícios, é decisivo para atenuar os desequilíbrios.

Jacques Chirac apelou ontem, na Conferência Internacional de Paris para uma Governança Ecológica Mundial, a uma revolução. Chirac diz que o tempo não é para meias-medidas. Propôs uma organização das Nações Unidas para o ambiente, tal é a dimensão do desafio. Durão Barroso lembrou as mais de 400 convenções e protocolos ambientais que não são coerentes e precisam de ser coordenados. Há muito a fazer em termos de acção política.

Não é apenas Chirac que percebeu finalmente o risco que enfrentamos. Tony Blair juntou-se a Al Gore no debate sobre as verdades inconvenientes que desagradam a muitos negócios. George W. Bush fez uma referência ao ambiente no discurso do estado da nação. É um pequeno passo. Talvez um começo. Os EUA são importantes para a reviravolta no modo de vida mundial. Como diz o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres, "os EUA são suficientemente fortes para estabelecerem uma agenda internacional, mas demasiado débeis para aplicar essa agenda à escala global". O esforço que é pedido é político e é global. Até porque os custos humanos e económicos da inacção são já brutais e vão agravar-se.
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Entretanto continua a saga na Moita, artigos no DN e Publico