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quarta-feira, março 24, 2010

ÁGUA


Convém pensar nisto,em Portugal, um dos paises europeus com maior risco de desertificação e onde se constroi sobre aquíferos, se impermeabilizam solos, se arraza com Sítios Rede Natura , se betoniza Reserva Ecológica e Agrícola e se encanam e entulham linhas de água. noticia Expresso, cito :

« Todos os dias, cerca de dois milhões de toneladas de resíduos domésticos, industriais e agrícolas contaminam dois mil milhões de toneladas de água, envenenam a vida marinha e disseminam doenças que acabam por matar, todos os anos, milhões de crianças um pouco por todo o mundo.

De acordo com um relatório apresentado ontem pela ONU , a utilização e o consumo de água poluída matam mais do que todas as formas de violência, guerras inclusive.

"Essas mortes são uma afronta para a humanidade e minam os esforços de muitos países para atingir o desenvolvimento", disse ontem o secretário-geral da ONU . Para Ban Ki-moon. é uma situação inadmissível, porque "o homem já tem conhecimentos científicos suficientes para administrar melhor os recursos naturais".

Relatório "Água Doente"

O relatório "Água Doente", do UNEP-Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas, alerta para a necessidade de adopção de medidas urgentes, tanto mais que as populações urbanas deverão duplicar nas próximas quatro décadas. Os actuais 3,4 mil milhões de pessoas passarão a 6 mil milhões.

A questão é que nas grandes cidades já há carência de gestão adequada das águas residuais, em decorrência do envelhecimento do sistema, de falhas na infraestrutura ou esgotos insuficientes.

O documento da ONU aponta que a diarreia, causada principalmente pela água suja, mata por si só cerca de 2,2 milhões de pessoas por ano, acrescentando que "mais de metade dos leitos dos hospitais é ocupada por pessoas cujas doenças estão relacionadas com água contaminada".

"Se pretendemos sobreviver num planeta com 6 mil milhões de pessoas, que caminham para mais de 9 mil milhões até 2050, precisamos ser mais inteligentes relativamente à administração dos resíduos domésticos. Os esgotos estão, literalmente, a matar pessoas", afirma o director do UNEP, Achim Steiner.»

terça-feira, julho 29, 2008

CRIMINOSOS AMBIENTAIS



Não há muito tempo não estava configurados os crimes contra a humanidade, bom, tinha havido no pós guerra "Nuremberga" , mas havia depois disso, muito criminoso a passear-se despudoradamente.

Com a criação desta figura e do TPI (Tribunal Penal Internacional) , a coisa mudou de feição e leva-nos a encarar de outra maneira crimes e criminosos que antes saíam impunes das maiores atrocidades.


Penso que um dia , chegaremos ao ponto em que criminosos ambientais, como grande parte dos nossos autarcas se sentarão também no banco dos réus respondendo a crimes que hoje praticam na maior das legalidades , pode parecer contradição o que acabei de escrever, mas sê-lo-à assim realmente ?

Vejamos, Portugal é um país com excelentes leis ao nível ambiental e de planeamento , tem excelentes técnicos e funciona num sistema supostamente democrático e num Estado de Direito, no entanto, não há na Europa, País mais assimétrico , mais caótico , mais mal ordenado e onde a natureza e a biodiversidade se perdem a cada dia que passa a um ritmo assustado... não há também na Europa país onde as alterações de uso do solo sejam feitas para beneficiar cirurgica e pontualmente determinados proprietários , prejudicando o bem público de todos.

E tudo isto (se fez nos últimos 30 anos) se faz dentro da maior impunidade e legalidade, apesar de diáriamente neste blogue regional , e só na zona que analiza, a Margem Sul , sejam diários os atropelos ao espirito das leis e dos Planos. Dei aqui a semana passada o exemplo do Centro de Estágios da Empresa (SAD) Benfica , uma empresa cotada na Bolsa .

A instalação naquele local do Seixal de instalações daquela empresa foi uma das maiores fraudes , na medida em que resultou de alterações da paisagem e de uso do solo que de outra maneira, não teriam acontecido.


Comentários vários a esse post vinham em defesa da autarquia dizendo se não fosse a tal estrutura empresarial e 24 hectares de betão , teria sido bem pior... mas bem pior como ?

- É que Plano Director Municipal definia a maior parte daquela área, como "Área de Protecção Paisagistica" e incluía áreas de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica , que só com a vontade da autarquia se anularam, perdão , alteraram...

Compare-se as imagens , nas do Plano Director Municipal em cima a mancha verde de Protecção Paisagística , tornou-se na imagem actual do Google Earth numa Paisagem muito pouco natural, ou é só impressão minha ?

É isto ou não um crime ambiental ?

Não era uma boa ideia criar um Tribunal Penal Ambiental ?
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Nota : No mapa do PDM acima referente á zona da Quinta da Trindade , a área representada em ambas ai imagens, a única zona onde se previa construção (área de expansão urbana multifamiliar) era na mancha a laranja tracejado.
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HOJE NOTÍCIA PUBLICO

- PDM da Moita faz marcha-atrás debaixo de tripla ameaça de invalidação

sábado, fevereiro 03, 2007

AMBIENTE NAS PRIMEIRAS PÁGINAS















A apresentação, ontem em Paris , das conclusões do Painel das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, veio alertar mais uma vez para as culpas do Homem e dos seus comportamentos nas suas causas e consequências. Daí que tenha sido dado pela imprensa, um inusitado destaque a temas de Ambiente que estarão cada vez mais na ordem do dia.

Um destaque também para a entrevista do Ministro do Ambiente à TSF e DN, senão pelo conteúdo, pelo menos para mostrar que o Professor Nunes Correia é ministro daquela pasta...

Destaco também o Editorial de hoje do Diário de Noticias sobre o tema da semana:

Socorro!


António José Teixeira




As alterações climáticas derivadas do aquecimento global já não são assunto que apenas sensibilize os ortodoxos do ambiente. Esta é uma das alterações qualita-tivas do debate sobre o futuro do planeta. O relatório dos peritos da ONU divulgado esta semana confirma todos os indícios alarmantes conhecidos e deixa a certeza de que a tendência futura é de agravamento. A subida da temperatura, o degelo das calotes polares, com a consequente elevação do nível dos oceanos, e a desregulação crescente dos fenómenos meteorológicos são algumas das consequências visíveis. Não são cenários do amanhã. Estão aí. A erosão crescente da costa, as cheias mais abundantes ou os furacões mais numerosos já fazem parte do presente. O tempo urge e é precisa acção política consequente, mais do que as habituais palavras preocupadas.

O Protocolo de Quioto foi o primeiro instrumento internacional para combater o aquecimento global. Se os seus subscritores o cumprirem (já são 136 países), espera-se uma redução de 5,2% das emissões de gases poluentes. Será um avanço, mas curto. Os principais estados poluidores - os EUA, a China e a Índia - estão de fora. Ainda hoje, apesar das evidências científicas, se gasta dinheiro a tentar inculcar a ideia de que o aquecimento global é uma manobra de ficção.

A evidência científica deve obrigar-nos a todos a novos comportamentos. É necessária uma maior exigência política que obrigue ao cumprimento de regras mais compatíveis com as possibilidades ambientais. O uso mais racional da energia, seja na indústria automóvel ou na construção de edifícios, é decisivo para atenuar os desequilíbrios.

Jacques Chirac apelou ontem, na Conferência Internacional de Paris para uma Governança Ecológica Mundial, a uma revolução. Chirac diz que o tempo não é para meias-medidas. Propôs uma organização das Nações Unidas para o ambiente, tal é a dimensão do desafio. Durão Barroso lembrou as mais de 400 convenções e protocolos ambientais que não são coerentes e precisam de ser coordenados. Há muito a fazer em termos de acção política.

Não é apenas Chirac que percebeu finalmente o risco que enfrentamos. Tony Blair juntou-se a Al Gore no debate sobre as verdades inconvenientes que desagradam a muitos negócios. George W. Bush fez uma referência ao ambiente no discurso do estado da nação. É um pequeno passo. Talvez um começo. Os EUA são importantes para a reviravolta no modo de vida mundial. Como diz o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres, "os EUA são suficientemente fortes para estabelecerem uma agenda internacional, mas demasiado débeis para aplicar essa agenda à escala global". O esforço que é pedido é político e é global. Até porque os custos humanos e económicos da inacção são já brutais e vão agravar-se.
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Entretanto continua a saga na Moita, artigos no DN e Publico