
É bom que haja algo que respeitemos e preservemos , para ver , comparar e avaliar o quanto nós e o que nos envolve muda salvaguardando ´obviamente ,os valores, o ambiente e a história que devemos pugnar para transmitir ás futuras gerações.
Mas há algo que não muda, o PCP e a gestão da fantasia democrática CDU são duas delas.
Se é bem verdade que a CDU tenha dotado o PCP de ferramentas que lhe permitam beneficiar das benesses capitalistas , da especulação e da transformação do uso de solos e de outros "direitos" , o PCP na sua ideologia e funcionamento controleiro, musculado, intolerante e ditatorial mantém-se inalterado.
A forma como exclue eleitos e autarcas ( Carlos Sousa, Luísa Mesquita, Brázio Romeiro, Odete Santos,Carlos Brito, Barros Duarte...) é-nos indiferente pelo direito á gestão interna, pena é que para o exterior o PCP depois não o assuma e pretende branquear sob filosofias de vão de escada e criadas ao sentido da oportunidade.
O que não toleramos é a forma como ditatorialmente e arrazadoramente a Margem Sul continua a ser gerida. Do ponto de vista ambiental , poucos duvidam que a herança ambiental da CDU será equivalente ao passivo ambiental Soviético , um verdadeiro Chernobyl autárquico , e do ponto de visto democrático, o PCP tudo pretende controlar e não deixar fugir, pelo que o que não passe pela "comissão de moradores" ou qualquer outra por si criada e controlada não tem valor como representatividade popular e civica.
Os movimentos civicos continuam a embaraçar e não colher junto do PCP , cuja acção primária é a tentativa de infiltração , controlo e implosão...mas o mundo mudou, os meios mudaram, as pessoas mudaram e os meios são outros e baralharam-lhes as voltas, como este que permite ler estas palavras.
Primeiro foi no Seixal o Movimento Cívico da Flôr da Mata , a denúncia das alterações de uso do solo, a violação do PDM, a destruição de uma zona protegida e que os cidadãos pretendem assim continue, depois , na mesma linha veio o Movimento da Várzea da Moita , as mesmas denúncias de conluío com urbanizadores e consrutores com perdas para as populações e para o ambiente , com alterações ad-hoc não só do PDM, mas de vastas áreas de REN e RAN.
Depois vieram os incómodos moradores da Ramalha denunciar que no seu "triângulo" naufragavam mais boas intenções, gestão do bem público e poupanças de meios e vantagens para a população e para o MST do que no temido triângulo das Bermudas... como geriu o OCP, perdão a CDU o assunto? com "ENE......" Forums de adormecimento local e mostrando que havia era que punir os residentes e a sua indiscrição, mesmo com custos para o erário público...
Agora vêm os também "desalinhados " prejudicados pela Linha de Muito Alta Tensão, e a tensão parece ser realmente tanta que a autarquia apanhou um choque que lhe adormeceu os sentidos e as ideias (o que se espera quando se dá a voz a um vereador do betão?) ... enquanto a Câmara tenta apanhar o comboio dos descontentes, estes desancam a falta de interesse da autarquia que tenta agora arrepiar caminho para não ficar mais uma vez mal no retrato e sózinha em mais uma estação do mundo actual e real, pensando que a história fica bem e definitivamente contada pela sua versão côr-de-rosa no seu Boletim Municipal... esquecendo a democracia em que vivemos... desde 1975!
