
Foram os hectares de terras cultivadas abandonados nos últimos 40 anos em Portugal .
Em 1968 a área cultivada era de 4,97 milhões de hectares e em 2007 desceu para 3,47 milhões de hectares. (fonte INE, Pordata ).
Blogue Ambientalista da Margem Sul / Portuguese Environmental Blog "Pense Global , Aja Local" Save the Portuguese Forest / Salve a Floresta Portuguesa

Foram os hectares de terras cultivadas abandonados nos últimos 40 anos em Portugal .
Em 1968 a área cultivada era de 4,97 milhões de hectares e em 2007 desceu para 3,47 milhões de hectares. (fonte INE, Pordata ).


Os Portugueses eram, até há bem pouco tempo, duas ou três gerações, um povo essencialmente agricola que vivia “lendo” a natureza , a sua força e os seus caprichos, o seu ritmo ciclico, as marés e as luas.
Em duas ou três gerações transformámo-nos de portugueses naturais em Tugas de alcatrão e alcatifa, virados para o shopping e para dentro do seu belo carrinho pago em 72 suaves ( e suadas prestações), passámos a ignorar , ventos e marés, chuvas ou nevoeiros, somos aliás uns artistas na estrada, conduzimos sempre invariávelmente da mesma forma , independentemente da meteorologia, ou seja ; Mal !
Com as casas, os tugas modernos, ignoraram que apesar de país pequeno , havia diferenças geográficas acentuadas que fizeram nascer ao longo dos séculos uma arquitectura avançada e adaptada, ecologica porque utilizava os recursos da região, sustentada e com pouco impacto para o ambiente.
De um dia para o outro porém, todos quiseram morar emparteleirados num prédio na cidade (ou suburbio) , ter elevador e porteira, não importava onde, qual a orientação dos pontos cardeais . Se era no mais alto e descampado dos montes ou no mais potencialmente inundável leito de cheia, tudo serviu (e serve) , sem olhar à construção, aos isolamentos inexistentes ou à durabilidade , e já agora à sua resistência sismica... interessa é ter casa nova ! Paga também ela em suadas prestações ao longo da vida...e sujeita aos caprichos da "burra Euribor"!
Assim nasceu se alimentou (e engordou) a nova arquitectura de pato bravo, até três pisos de preferência para não ter elevador, climatizada , quente, muito quente no Verão, fria , muito fria e humida, e com infiltrações e tectos pretos no Inverno, suportada no mito de “clima Mediterrânico”.
Com a moda da praia interessou também ter uma casa de férias, e se não no Algarve, porque não fazê-la na Fonte da Telha ? Ou então montar tenda na Caparica, claro que a “canadiana” passa a um T1 de nylon, depois a T2, depois evolui para roulotte, a roulotte + “avançado”, isto sempre ali, um luxo a literalmente dois passos da praia.
Claro que nunca contando com a natureza, com a erosão, com as marés, possivelmente renegando as alterações climáticas ou num desassombro total, achando que a tenda de pano tem o poder invencível do Tuga do nylon, à prova de rebentação...
Mas tudo isto reclamando do Estado (todos nós que não temos ali nem tenda nem nada) os custos de construír e manter uma barreira, com a pequenez do propósito de não comprometer a localização da tal barraquinha, ah, convém até que as obras sejam agora, porque quando o tempo e a vaga o permitir , aí também é tempo das febras e da sardinhada, e o barulho da maquinaria e dos pedregulhos incomoda.
Vai daí atirar as culpas ao Governo, ao São Pedro, ao Al Gore, mas a barraquinha é que nem um centimetro se mexe, nem uma que se desmonta...
Ora bolas! Já não há pachorra!
Querem Sol na eira e chuva no nabal, há duas ou três gerações sabiam que não era possivel, que a 21 a Primavera se anuncia com o equinócio, que a preia-mar é maior, que o Mar não é domesticável, há duas ou três gerações sabia-se respeitar e ler a natureza, hoje somos iletrados em quase tudo e isso paga-se.

a podem instalar-se micro-turbinas dentro dos canos. É ridículo, o que nós não fazemos.
essoas, claro.
Podemos sempre comprar um Smart. Ou então um híbrido, que é a melhor solução. Arranca-se com o motor eléctrico, e basta um sinal vermelho para o motor se desligar. Um motor normal está sempre a funcionar, mas estes só funcionam quando é mesmo preciso. Também se desligam nas descidas. Mesmo que não estejas a querer evitar o aquecimento global, sentes os resultados na carteira. É de tal maneira que as grandes empresas que não quiseram saber dos híbridos, como a Ford ou a General Motors, hoje estão falidas; enquanto que a Toyota, que investiu nisto a fundo, é a marca com maiores vendas e tem toda a gente na lista de espera para comprar um híbrido. 
!

Foto Graça Sarsfield
Postado por Clara Pinto Correia em VIRIDARIUM.
