domingo, março 11, 2007

PENSAR O PRESENTE














"Provavelmente o que está a acontecer é tão grave quanto aquilo que tinha sido profetizado. Mas certamente poderiamos ter acautelado mais o presente se, em vez de nos supliciarmos com os terríveis castigos gerados pelo nosso modo de vida, tivessemos olhado mais atentamente à nossa volta.


E à nossa volta estava, por exemplo, um país que se desertificava tão rapidamente quanto se cobria duma mancha florestal maioritáriamente composta por eucaliptos e pinheiros. Ou seja, estavam a ser criadas excelentes condições para a proliferação dos fogos florestais.

Mesmo que as alterações de clima não existissem , Portugal teria sempre gravissimos problemas ambientais. Em Portugal, constrói-se, urbaniza-se e consome-se energia e água como se vivêssemos em Primavera eterna, com o mar em perfeita maré vaza e os rios com caudais imutáveis.

Este é um país ambientalmente frágil , com populações reféns do fogo ou que olham incrédulas para o avanço do mar, um país cujos sistemas de comunicação não resistem ao mais simples abalo (...) Um país que dorme em periferias construidas em leito de cheia e faz férias em urbanizações construidas em falésias. Um país cujos sistemas de distribuição de água chegam a desperdiçar quase tanto liquido quando captam e e em que não interessa como se constrói porque o ar condicionado (...) resolve o problema.

Este país em que as pontes caem por "causas naturais" porque natural é a extração de areias e a não conservação das pontes (...)

Infelizmente mesmo sem alterações de clima nós temos problemas graves. O que será caso essas alterações de facto aconteçam? (...)"

Helena Almeida - Publico 7 de Março de 2007

2 comentários:

Anónimo disse...

"Tecnologia digital favorece participação"

http://direitonasociedadedainformacao.blogspot.com/2007/03/tecnologia-digital-favorece-participao.html

Mário da Silva disse...

Entrementes, eu postei um artigo "gamado" ao MST e que está mesmo...

Até mais.