terça-feira, março 27, 2007

ESTES GUETOS QUE CERTOS POLITICOS CONSIDERAM "NOBRES"















Manif no Seixal contra a construção de mais um gueto na Flor da Mata


"Ciganos:

Portugal deve alterar leis e política de habitação
Portugal deverá corrigir as leis actuais e as políticas relacionadas com a habitação de modo a acabar com a segregação e discriminação dos ciganos e promover a sua integração social, recomenda um estudo comparativo europeu.

O estudo foi realizado em França, República Checa e Portugal pelo Centro Europeu para a Defesa dos Ciganos e pelo Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas.

O estudo recomenda também ao governo português que reforce as medidas de integração ligadas à prestação de assistência social, de modo a reintegrar no mercado de trabalho os beneficiários do Rendimento Social de Inserção.


Das recomendações constam ainda uma advertência para que se disponibilizem apoios a actividades de auto-emprego para os ciganos, com a criação de linhas de crédito públicas para indivíduos sem rendimento fixo.


O aumento da monitorização a nível central dos programas da assistência social para reduzir a discriminação e uma maior cooperação entre os diferentes departamentos governamentais são outras duas recomendações do estudo.

A análise dos dois centros avaliou os impactos dos Planos Nacionais para a Inclusão Social em Portugal, França e República Checa, nomeadamente na acessibilidade dos ciganos aos serviços sociais.
As recomendações avançadas pelo estudo têm como objectivo melhorar os acessos dos ciganos aos serviços sociais.

As duas entidades consideraram que os Planos Nacionais dos países em análise contêm poucas ou nenhumas políticas específicas para lidar com a exclusão social de grupos marginalizados, nomeadamente os ciganos.

Outra falha daqueles Planos Nacionais, apontada no estudo, é a distância entre a política a nível nacional e local, e o facto das autoridades nacionais e regionais expressarem incapacidade para influenciar a acção das autoridades públicas a nível local.

O documento inclui uma análise em Portugal, França e República Checa, em quatro locais de cada um dos países, com maior incidência nas suas capitais. Foram entrevistados aproximadamente 150 indivíduos com idades superiores a 18 anos, representantes do governo (nacional, regional e local), dos serviços sociais, da sociedade civil, académica e membros das comunidades ciganas."

Diário Digital / Lusa

8 comentários:

Papoila disse...

Sinceramente penso que muitos dos problemas são causados pelos próprios ciganos que não se integram e não sabem viver como o resto das pessoas. Continuam a andar de terra em terra com a casa às costas, e depois há uns quantos indivíduos que contribuem e muito para a má imagem que a generalidade da população tem deles: muitos dedicam-se ao tráfico de droga, outros que andam pelas feiras, não pagam qualquer tipo de impostos, vivem do Rendimento Social de Inserção, quando possuem outros rendimentos não declarados... E depois o Estado tem que dar apoio social a esta população assim como dá a outros casos, e o dinheiro não chega para tudo. A mim ninguém me deu casa, tive que a comprar... Estas palavras podem chocar muita gente, mas é o que penso.

Anónimo disse...

Não choca nada.
É comum encontrar quem tenha a mesma opinião.

Mas, faz mais sentido criar bairros de raiz para certos grupos sociais ou deve-se procurar "miscigenar" a urbe?

Em qual dos casos existirá menor probabilidade de conflito social ?

Anónimo disse...

Que demagogia da mais barata e mentirosa... tenham vergonha.... sejam honestos

Anónimo disse...

E qual será o caminho para a honestidade?

hkt disse...

A palavra tolerância, provém da palavra Tolerare que significa etimologicamente sofrer ou suportar pacientemente.
O modo de vida das comunidades ciganas pressupõe o nómadismo. A questão é a de saber se a sedentarização forçada é de facto o melhor para estas comunidades ou, se esta é uma forma de aculturação forçada... de facto é uma forma de intolerância e de marginalização. Os apartamentos não são de modo nenhum uma resposta às necessidades/desejos destas comunidades são antes uma forma de imposição dos nossos valores. O mesmo se aplica a outros parâmetros societais, como a escolaridade obrigatória.
É um difícil equilíbrio este de saber até onde se podem/devem tolerar diferenças. A nossa vontade de integração não será em si uma negação do multiculturalismo, uma violência?

Anónimo disse...

Pertinente.
Sem dúvida!

Ponto Verde disse...

Hesitei ao propôr este tema pelo baixo nível de alguns dos recentes comentários aos últimos posts, mas parece que foi uma abordagem certa, obrigado pelas opiniões.

Paulo disse...

Acho que já toda a gente entendeu que o Ponto não tem problemas em abordar alguns temas que são verdadeiros tabus ( Grafitis, etc.)para a maioria dos habitantes da imensa Várzea que é o nosso País.

E acho que ninguém perde com isso.

A não ser...