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quinta-feira, outubro 07, 2010

3ª TRAVESSIA AFINAL HÁ ALTERNATIVA


Afinal, à medida que a crise e dificuldade de financiamento aumentam, começam a aparecer novas e mais baratas soluções em relação a projectos que se consideravam inevitáveis e insubstituíveis.

O Ultimo prende-se com a "nado-morta" 3ª travessia do Tejo Chelas-Barreiro.


Afinal há uma alternativa menos danosa ambiental e paisagisticamente e, muito importante , por menos de um quarto do preço.
Segundo o Publico em artigo de Carlos Cipriano:

«A ideia é muito simples: da gare do Oriente ao futuro aeroporto de Alcochete é mais barato seguir para norte pelo corredor da actual linha férrea até Alhandra e atravessar aí o rio, continuando-se depois pelo perímetro da Reserva natural do Estuário do Tejo até á aerogare.


São 50 quilómetros enquanto o traçado pelo governo, através da terceira travessia sobrte o Tejo (TTT) , Barreiro e Poceirão, é de 55 quilómetros. Pelo lado norte , a linha de alta velocidade custa à volta de 450 milhões de euros; pelo lado sul são 2000 milhões de euros .»

Este é um estudo independente liderado por António Mourão , um ex Comandante da Marinha Mercante em conjunto com um economista e um engenheiro civil. Quando questionado pela razão o Governo insiste no anterior projecto , é contundente:

« Porque interessa a todos os partidos: ao PSD porque tem o Ferreira do Amaral na Lusoponte e quaisquer pontes que se façam a jusante da Vasco da Gama resultam em ganhos para esta empresa ; ao PS porque assim dá empreitadas à Mota Engil e a outras empresas do regime; e aos partidos de esquerda porque os terrenos no Barreiro e na margem sul vão valorizar-se imenso»


É caso para dizer : Se não é verdade , encaixa na perfeição ...

quarta-feira, setembro 29, 2010

FRUTA DA ÉPOCA


Parece que não existem, que são os yes boys de outro partido que precisa de si próprio para se disfarças daquilo que não é.

Passados todos estes anos não há quem não saiba que assim é ... uma farsa...

Mas de vez em quando a senhora Helóisa lá dá um ar da sua pouca graça inventando questões que deverá considerar "ambientalmante" fundamentais .. ou "importantes"...

O último golpe de magia da senhora Héloisa , foi falar, não de coisas mundanas como as alterações climáticas, o pico do petróleo, a mudança de paradigma no sector dos combustíveis, a biodiversidade, a construção de ciclovias e de sistemas alternativos de transporte, o abandono ambiental na margem sul... a nova lei de solos...não, nada disto...


O que é importante para a senhora Héloisa é a "situação financeira da Federação Portuguesa de Vela" ... extraordinário... ainda bem que temos um "Partido Ecologista «Os Verdes»"

segunda-feira, setembro 27, 2010

SEIXAL ; A NOVA E "INTELIGENTE" ARQUITECTURA FASCISTA


Quando acontecem greves, são conhecidos os desencontros crónicos entre os números fornecidos pelas estruturas sindicais e pelos trabalhadores e aqueles dados pelas entidades empregadoras.

O Novo e "ecológico" edifício da Câmara do Seixal. aquele pelo qual a autarquia paga mais de 200 mil euros mensais a um grande grupo económico ( ... Ai...se esse valor revertesse em parte para os salários dos trabalhadores...) .

Parece que o novo edifício da Câmara do Seixal é o primeiro a fornecer em tempo real, os resultados de uma greve dos STAL (Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local ) como a ocorrida na passada semana... é que o edifício "por razões de segurança e funcionamento" - determinadas superiormente pelo presidente da autarquia - para que pura e simplesmente "se feche a si próprio" muito democ
raticamente ... basta aderirem à greve não os trabalhadores que o pretendam fazer livremente... mas basta que faltem DOIS , dos seis considerados fundamentais para que o edifício possa funcionar... e que assim é pura e simplesmente fechado.

Ora digam lá que não é Inteligente o funcionamento deste edifício, já não faltava o big brotheriano sistema de controlo vídeo dos funcionários , temos agora uma original "gestão do direito à greve"...


A vantagem é que a partir de agora os números de adesão a uma greve dos STAL no Seixal, não têm que enganar , serão sempre de 100% , a matemática e a ""Democracia" da Ditadura instalada a sul do Tejo, não engana !!!
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ÚLTIMA HORA

Na Coreia do Norte a exemplar "Democracia" elogiada pelo Deputado Comunista Bernardino Soares como referência de sociedade .

Acabou de se saber que ao Avô Ditador, sucedido pelo filho ditador, se sucederá o neto do primeiro e filho do segundo, mais um Kim de seu nome.

God Save The Kim

segunda-feira, julho 05, 2010

FARSANTES



Enquanto as autarquias CDU, Verdes + PCP , continuam a destruír paisagens únicas na Península de Setúbal, uma destruição da paisagem com mais de trinta e cinco anos, os farsantes que compõem a fraude denominada "Partido Ecologista os Verdes" representados na Assembleia da República :


«
...considera que a Assembleia da República (AR) não se pode alhear da importância da candidatura da Arrábida a património mundial, que está actualmente a ser desenvolvida pela Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS).

Heloísa Apolónia, deputada do grupo parlamentar Os Verdes na AR, vai, por isso, recomendar ao “
Governo que disponibilize o financiamento necessário para a valorização da candidatura”, pedindo simultaneamente que
“diversas entidades nacionais venham a público manifestar o seu apoio a esta candidatura”»

Como é possível que esta gente não tenha o mínimo de coerência e vergonha na cara ?

Relembre-se que o presidente da supra citada AMRS é o grande "ecologista verde " Alfredo Monteiro, presidente da Câmara do Seixal que betonizou um concelho com grande qualidade paisagistica e ambiental e se prepara para transformar em ainda em mais , zonas verdes protegidas do actual PDM , já de sí um elemento de gestão territorial sistematicamente violado nos seus princípios ambientais e patrimoniais básicos... e deu carta branca para arrasar com o Sítio Rede Natura 2000 existente no seu concelho.

A Arrábida a Património Mundial SIM ! Mas não cercada de betão CDU por todos os lados!

domingo, março 28, 2010

O PAÍS ÁS AVESSAS


Noticia Expresso, excertos , aqui na íntegra (link)

«O advogado Ricardo Sá Fernandes foi condenado pelo Tribunal de Braga a pagar dez mil euros de indemnização ao empresário Domingos Névoa por difamação agravada, ficando obrigado a pagar ainda uma multa de 3000 euros. Em causa estão declarações feitas pelo advogado ao semanário "Sol" em janeiro de 2007, apelidando o empresário de "corruptor e vigarista".

Hoje, o tribunal condenou Ricardo Sá Fernandes a pagar uma indemnização por danos morais ao empresário, montante que representa o dobro da multa de cinco mil euros paga por Domingos Névoa. Há cerca de um ano, recorde-se, Domingos Névoa foi condenado a pagar uma multa de cinco mil euros por tentativa de corrupção do vereador lisboeta José Sá Fernandes

Então, o coletivo de juízes considerou provada a prática de corrupção ativa para ato lícito, considerando que Domingos Névoa pretendia que José Sá Fernandes desistisse da ação popular que tinha interposto contra o negócio da permuta dos terrenos do Parque Mayer, propriedade da Bragaparques, pelos da Feira Popular, propriedade da autarquia lisboeta. »

O Juiz considerou que os epítetos corruptor e vigarista, usados por Ricardo Sá Fernandes, «afetam, de modo intolerável, o prestígio, o bom nome, a credibilidade, a consideração social e profissional do empresário» Domingos Névoa... Qual será então o termo correcto ?

quinta-feira, março 11, 2010

H2O - TA


Se alguém ainda tem dúvidas dos argumentos que decidiram a localização Alcochete em vez da Ota para o novo aeroporto de Lisboa , faça um pequeno exercicio turistico . Dê uma passeio até à Ota e surpresa das surpresas, verá por estes dias uma estrutura aeroportuária completamente envolvida por água que chega a escassos metros da actual pista ( a imagem acima é demonstrativa mas fica aquem da situação de hoje 11 de Março de 2010 ) .

Pergunto é como é possível que alguém , tecnica e politicamente responsável se decidiu alguma vez por aquela localização e ainda mais , como é que essa questão se arrastou por tantas décadas...


Outra questão surreal é porque razão no presente, demonstrada que foi a inviabilidade , de um aeroporto na Ota estamos todos nós a pagar indemnizações e compensações financeiras por aquele erro não ter sido cometido, a "investidores" daquela zona.

quarta-feira, maio 06, 2009

SEIXAL - O CAVALO DE TRÓIA DA FLÔR DA MATA


Há muito que o caso do PER da Flor da Mata está documentado como uma daquelas alterações do PDM e do Uso do Solo , feitas à medida de uma bem montada e urdida operação de tráfico de influências (clique) .

Há todo um historial documentado , aqui mesmo no a-sul e também no blogue PinhalFrades onde poderá rever e registar para memória futura , que , e como , esta gestão CDU é conivente com operações de enriquecimento de particulares, que passam por paraísos fiscais, à custa do ambiente e da qualidade de vida dos munícipes , que tomaram o compromisso de defender e ser os garantes perante as futuras gerações de acordo com o Plano Director Municipal.

Esta operação de prepotência camarária e desrespeito pelo ambiente é dado mesmo como exemplo no livro da Drª Luísa Schmidt , "País Insustentável" (clique) .

A dita urbanização teve várias formas e roupagens , primeiro foi apresentada como facto consumado no Verão de 2000, já num período pós- discussão "pública" e como um , muito em voga - mas com as consequências que se conhecem - Bairro PER (Plano Especial de Realojamento) , operação em paralelo e com a mesma filosofia de gueto com o entretanto construído Bairro da Cucena , já hoje um exemplo de Novo Bairro Problemático.

Como a população se tornou incómoda, reivindicativa e até descobriu o esquema por detrás do golpe de teatro, foi necessário adiar , remediar e vestir com novas roupagens mas sempre com o fito de dar a lucrar, à custa de dinheiros públicos, quer quem detém o terreno ( florestal e onde não se pode construír) e o construtor ( que constrói com a garantia de colocar aqueles fogos garantidamente no mercado ) em acerto directo com a autarquia.

Autarquia que sempre negou fosse o que fosse sobre as denúncias que os cidadãos , entretanto organizados em Movimento Cívico iam apresentado, autarquia que nunca respondeu aos cidadãos que questionaram em sede própria e fora dela , os seus métodos , argumentos e princípios.

Autarquia que não tem prestado os devidos esclarecimentos requeridos pela Provedoria de Justiça , pela Policia Judiciária , pela Sociedade Civil !

(continua)
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TESOURINHO DEPRIMENTE


sexta-feira, agosto 22, 2008

PROJECT FINANCE


Agora a Santissima Trindade, Autarquias-Futebol-Patos Bravos tem um nome, estrangeiro até , ele é "Project Finance" e vai parir mais uma enormidade urbana com mais um novo estádio de futebol para iludir as contas de mais um clube falido e a viver acima das suas possibilidades ...

Desta feita é em Setúbal , o negócio e os envolvidos são conhecidos há muito , e o tempo tem ajudado a contornar os "obstáculos" legais , agora perece que finalmente ultrapassados.


O Setúbal na Rede e o Setúbal Online explicam o negócio que contou com a abstenção do vereador do PSD , segundo o Setúbal na Rede citando Maria Meira :

«...) a presidente da câmara, Maria das Dores Meira, serviu para “
redefinir a zona do Bonfim e mostrar a rentabilidade do local”, consiste na reconfiguração daquela área, com a transformação de dois lotes em cinco, onde fica prevista a construção de um hotel, de um centro comercial e de zonas habitacionais. A autarca considera que este projecto é uma mais-valia, visto que apresenta “uma melhoria do espaço para a população de uma zona central da cidade”.»

É sempre esclarecedor ver uma Comunista defender o Betão Capitalista e promover mais um centro comercial esvaziador do centro histórico e do comércio tradicional.
Segundo o Setúbal Online vemos que muito desportivamente , o esquema dos lotes descrita acima vai branquear a má gestão ... de um clube ao longo de anos e anos:


« De acordo com a presidente da Câmara, será com a venda deste lote que o clube sadino «tirará os proveitos necessários para pagar o passivo e reequilibrar as contas». «O protocolo a assinar entre as quatro entidades é importante para o Vitória perspectivar já o que poderá fazer em termos de negócios e realização financeira. Esta decisão irá permitir, junto da banca, a concretização do "Project Finance", que permitirá a liquidação de todo o passivo do clube, que ronda os 15 milhões de euros.»

Santissima Trindade e sagrada faculdade esta de a Senhora Presidente eleita pela CDU , dar à luz... só para o Vitória, um clube de futebol ...mais de 15 milhões de euros...

Realmente, isto deve ser mais legal e menos perigoso do que roubar um Banco, mas é um saque a todos nós e à nossa inteligência !


É mais que uma República das Bananas governada por uma Máfia que nada teme e a quem ninguém tem de responder ! Estado de Direito ? Não ,
Project Finance !!!

quinta-feira, agosto 21, 2008

ECOLOGIA LABORAL



Os procedimentos antidemocráticos internos nas autarquias a Sul do Tejo continuam.


Em Setúbal, continuamos sem saber porque razão um Presidente de Câmara democráticamente eleito , Carlos Sousa foi substituído pelo partido pelo qual concorreu , continuamos sem saber porque razão outro eleito , o vereador do Urbanismo foi também ele substítuido na mesma altura , e porque razão foi integrado meses depois nos quadros da Câmara do Seixal.

O que continua a ser claro é que a Câmara de Setúbal não parece ser um bom local de trabalho.

Depois da muitas reformas ¨compulsivas¨ do tempo de Carlos Sousa, temos agora a podera
ção de os trabalhadores recorrerem à greve de fome como forma de protesto à perseguição de que alegadamente são alvo , queixando-se os trabalhadores de ¨terrorismo psicológico¨ e da imposição de outras limitações de ordem civíca e politica.

Nada mau para uma autarquia gerida por uma for
ça politica , o PCP , sempre tão interventiva na suposta defesa dos direitos dos trabalhadores... já conhecíamos a hipocrisia ambiental do PCP na sua vertente ¨Verde¨ agora já a conhecemos também enquanto ¨patrão¨ ...

PROTESTE pela qualidade de vida e pela democracia que lhe negam ter . Não se abstenha nas próximas eleicões !

sexta-feira, agosto 08, 2008

SEIXAL , NEGÓCIOS EVOLUTIVOS - PARA MEMÓRIA FUTURA (2)


É essencial que se conheça o longo percurso e os muitos interesses que desaguaram no actual Plano de Pormenor de Vale de Chícharos , nesse sentido estamos a fazer verdadeiro serviço público , fazendo um historial de todo o processo e de alguns dos interesses envolvidos , relembrando que o tema tem vindo aqui a ser tratado ao longo dos anos, como fica demonstrado .


a-sul 15 de Maio de 2008

« Penso que já deu para perceber que a habitação dita "social" , pelo menos no Seixal, não é um acto de puro Samaritanismo, mas antes um grande negócio, que rende muito dinheiro e não será por acaso que são neles utilizadas sociedades off-shore , neste caso a URBANGOL LIMITED , no caso da alteração de uso do solo e construção na Flôr da Mata , a MEDANAN LIMITED !

O que também não deixa de ser curioso são as figuras que representam essas empresas, e no caso de Vale de Chícharos é mesmo muito curioso, na medida em que quem assina o protocolo com a Câmara do Seixal é o cidadão Carlos Ramildes !

E quem é o cidadão Carlos Ramildes ? Bom , Carlos Ramildes foi um ilustre membro da Comissão Politica e do Comité Central do Partido Comunista Português e deputado pelo mesmo partido.

O cidadão Carlos Ramildes assumiu-se como crítico do Partido em Julho de 2002 , tendo assinado um abaixo assinado com 44 nomes , onde constavam também os de Alfredo Monteiro (pres. da CM.Seixal) , Carlos Sousa (Ex. pres. CM Setúbal) e Eufrázio Filipe (Pres . Costa Azul).

Não é curioso que seja o cidadão Carlos Ramildes a dar a cara pela URBANGOL (?) , hoje uma empresa na lista dos maiores devedores ao Fisco (clique, ver pag 24 ,linha 12) , a assinar um chorudo Jackpot com uma autarquia PCP liderada por um seu camarada de reformador "infortrúnio" (?) »

a-sul 14 de Maio de 2008

« As Torres de Vale de Chicharos junto à urbanização denominada Quinta da Mata (não confundir com Flôr da Mata) no Fogueteiro é, nas palavras da autarquia "uma chaga social" , nas palavras da polícia "um bairro problemático " e nas palavras da opinião pública, o "JAMAICA" !

Este bairro será tudo isto, mas não só , é também a ponta do iceberg de um mega negócio imobiliário.

Além disso é local de exploração de imigrantes ilegais e/ou de poucas posses ou recém chegados e em fase de
instalação em Portugal, esta exploração é feita por outros imigrantes já instalados que transformaram um apartamento em vários cubiculos que sub-alugam .

É também local referenciado de refúgio de boa parte da criminalidade do concelho do Seixal , tráfico de droga, receptação de produtos roubados e como não podia deixar de ser ,
car-jacking .

Quanto à ponta do iceberg, a história já aqui foi contada , pode ver na íntegra aqui (clique) , aqui (clique) , também aqui (clique) , e aqui (clique) , numa definição dada pelo DN em artigo de Cristina Vargas, este é um...:


"Problema que remonta aos anos 70 - A Jamaica, designação pela qual é conhecida a zona de Vale de Xixaros, situa-se a poucos metros da EN 10.Apenas uma fileira de edificios oculta este bairro degradado, onde não existem esgotos , a àgua e a luz eléctricas são «puxadas» ilegalmente da rede e os moradores são por vezes protagonistas de noticias relacionadas com detenções ou tráfico de droga. É a situação mais complicada do concelho do seixal, que remonta aos anos 70, deriva do embargo à construção, falência do promotor e luta complicada nos tribunais"

Nesse artigo, já com alguns anos, a Câmara do Seixal anunciava numa das suas caracteristicas encenações , que "Bairro Jamaica começa a ser demolido esta semana" ... pois terão demolido alguma coisa, mas não o Bairro que lá continua , apesar da situação legal e de propriedade ter evoluído desde então e em 2001 publicava o semanário Tal & Qual de 22/06/01 que a construção do PER da Flôr da Mata (zona protegida de floresta ) é :

«uma mega operação de realojamento e engenharia financeira" com vista a resolver "o problema conhecido como a Quinta do Mocho da Margem Sul"(...) no coração do Fogueteiro e recentemente vendida pela Caixa Geral de Depósitos aos construtores A.Silva & Silva e Teodoro Gomes Alho, segundo informação recolhida pelo T&Q junto de fonte autárquica»



Ora apesar da alegada propriedade do Grupo A.Silva & Silva , é a Urbangol (uma empresa off shore ) ; segundo o Boletim Municipal , "constituída por várias empresas do distrito de Setúbal" e Teodoro Gomes Alho que assinam com a Câmara um protocolo que básicamente permitia tirar dali os ocupantes ilegais, realojá-los , permitindo a contrução naquele local de uma urbanização de luxo , nas palavras do Boletim Municipal e seu promotor , através de :

" Plano de Pormenor, em apreciação na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Carlos Ramildes, da Urbangol, afirma que, se pudesse, as obras de construção de 170 fogos, mais de 300 locais de estacionamento e espaços verdes arrancariam já. «Vamos trocar uma zona que é uma chaga social por uma de excelência de habitação», referiu. »

quinta-feira, agosto 07, 2008

SEIXAL , NEGÓCIOS EVOLUTIVOS - PARA MEMÓRIA FUTURA (1)


Sobre o meganegócio de vale de Chícharos aqui trazido a lume ontem , na prosa do Vereador Samuel Cruz, muito se tem falado até chegarmos à consulta pública que agora decorre e muitos foram os alegados interesses que foram desfilando ao longo dos anos, uma longa novela aqui também analisada no a-sul , vejamos por exemplo :


a-sul ; 6 de Outubro 2005 -

« (...)
O Vereador Ricardo Ribeiro incluia este negócio num pacote mais vasto que incluiria "segundo se dizia à altura" o negócio do PER da Flor da Mata e da Cucena, relembra-se que todos estes negócios tinham alegadamente ligações ao Grupo A Silva e Silva ( o proprietário das instalações dos "serviços operacionais", agora senhorio da CMS) , o Bairro da Cucena foi construido entretanto em terrenos industriais (isolados , de onde resultou mais um gueto) também do grupo A.Silva & Silva, e por uma empresa do Grupo A.Silva e Silva.este terreno é vizinho do Mestre Maco Seixal (participado A.Silva e Silva) e antiga ASSICOMATE (grupo A.Silva e Silva). (...)

(...) " Por sua vez a construção do PER na Flor da Mata em àrea protegida, permitida por meio de um subtil "Plano de Pormenor" e alteração de uso do solo,desocuparia os prédios de Vale de Chicharos , como referia o Tal & Qual de 22/06/01: «"uma mega operação de realojamento e engenharia financeira" com vista a resolver "o problema conhecido como a Quinta do Mocho da Margem Sul"(...) no coração do Fogueteiro e recentemente vendida pela Caixa Geral de Depósitos aos construtores A.Silva & Silva e Teodoro Gomes Alho, segundo informação recolhida pelo T&Q junto de fonte autárquica» (...) "

a-sul ; 3 Maio 2007

Citando o Coreio da Manhã : (...)
TORRES ALBERGAM 150 FAMÍLIAS

Os primeiros a chegar foram um grupo de são-tomenses. Em 1983 encontraram um local para morar, na Quinta dos Chicharros, Fogueteiro, no concelho do Seixal. Várias torres, todas com mais de cinco andares, foram deixadas a meio pelos construtores civis e estavam prontas a ser ocupadas, sem ser necessário pagar de renda. Havia só um problema: os prédios tinham apenas pilares e placa. Mas isso não afastou os novos moradores. Com o passar dos anos, amigos e compatriotas assentaram tijolos, levantaram paredes e foram criando um ambiente mais familiar para os filhos. (...)

A noticia é do Correio da Manhã e é um retrato da violência urbana no concelho do Seixal que deixou ontem à noite, um rasto de destruição em estabelecimentos comerciais e equipamentos urbanos como sejam as paragens de autocarro, mais não digo, para evitar os habituais epitetos de "racismo" e "xenofobia" quando o que queremos sublinhar nestes caso são as politicas de urbanismo, de construção de bairros de realojamento e a cultura de laxismo e de sub-desenvolvimento numa autarquia que promove acções de degradação urbana geradora de um mau estar urbano como é o caso dos grafitti .

Passo a citar:
Os moradores da Av. 1.º de Maio, no Fogueteiro, Seixal, viveram ontem uma madrugada de sobressalto. Um grupo de cerca de trinta jovens, residentes na freguesia da Arrentela, destruiu à pedrada as montras de vários estabelecimentos comerciais daquela artéria, minutos depois de ter abandonado à pressa o bairro do Jamaica, situado nas imediações do local dos distúrbios. »

a-sul 15 de Maio de 2008 (...)

« A proposta dos compradores em acordo com a Câmara do Seixal é retirar aquelas pessoas para outro local numa fórmula de realojamento - à custa do erário publico - libertando aquele terreno central , em malha urbana valorizada , para construção - privada - de luxo .

"Contrapartida" dada à autarquia para realojar... 500 mil euros... isto para construírem 170 fogos de luxo ... ou seja se dividir os € 500.000 por os 170 fogos de luxo, significa que a URBANGOL/Gomes Alho teria só que encarecer os seus apartamentos em 3352 EUROS (imagine o negócio..) para além disso a vizinha Urbanizaç
ão da Mata (que há anos está por vender) viria finalmente retorno do seu investimento....

Isto para além de depois quem vai construir o tal bairro de realojamento (até podem ser os mesmos) , não em terreno urbano, mas ou em terreno Industrial como a Cucena ou agrícola e florestal, como a Flor da Mata, basta querer construir.... com a propriedade de um terreno que de "sem valor" passa a urbano para encaixar o valor investido, uma vez que garantidamente os apartamentos construídos sob estes protocolos , são asseguradamente comprados ... pela autarquia ! »

quarta-feira, agosto 06, 2008

O EUROMILHÕES À CUSTA DA MISÉRIA ALHEIA


O caso de Vale de Chícharos no Seixal vale um livro ... ou um filme... porque encerra em sí , tudo o que é abjecto na politica, na xico-espertice "empresarial" nacional e na exploração da miséria alheia por duas vias , a via politica e a via de quem usa seres humanos e as suas fragilidades em proveito próprio , seres humanos que vivem também , alguns deles, subjugados também , e em primeiro lugar, pelos seus pares , pelos da sua raça !

O que penso deste caso , não é politicamente correcto, mas também não sou politico , pelo que transcrevo (de forma não autorizada) um excelente post publicado no blogue Rumo a Bombordo pelo Vereador Samuel Cruz, passo a citar :




« 20640/2008, e pelo período de 22 dias úteis, com início a 22 de Julho, encontra-se em processo de discussão pública, o plano de Pormenor de Vale de Chícharos.


Perante o anunciado, pena é que a discussão pública de tão grave problema do Concelho do Seixal, como o é o Bairro da Jamaica, se faça num período em que a maioria da população se encontra de férias.

Além do
timing inoportuno, convém relembrar este assunto pela sua importância, e pelo que que representa deveria, no minímo, ter merecido destaque, quer na página de internet da Câmara Municipal do Seixal, quer no próprio Boletim Municipal. Mas para além destes considerandos, vejamos alguns pormenores do que aqui se discute. Tal como já aqui foi referido, por mim, a Urbangol (pessoa colectiva nº 980202418)é a proprietária daquele espaço, esta sociedade está sediada num paraíso fiscal e tem a seguinte morada: 23 Portland House, Glacis Road, Gibraltar.

Contudo, é curioso constatar que para correspondência postal aparece uma morada do Montijo!... O domicílio escolhido é: Rua Manuel Tiago, nº 130, Montijo. Aos leitores deste Blog, peço que se passarem pelo Montijo matem a nossa curiosidade dizendo-nos a todos o que funciona nesta morada...
Considerando que a Urbangol é uma das empresas listadas no site da DGCI como um dos maiores devedores ao fisco e que os representantes da empresa são Teodoro Bartolomeu Neto Gomes Alho e Carlos Manuel Ferreira da Paz Ramildes (este último militante do PCP) ex-deputado e ex-membro do Comité Central deste Partido não se entende a demora deste processo.

Falta de informação não será seguramente.
Reportando ao ano de 2004, mais concretamente ao dia 26 do mês de Abril, foi celebrado um protocolo entre a CM Seixal e a Urbangol que acordava orbigações de ambas as partes de modo a se chegar à resolução do problema de Vale de Chicharos (Bairro da Jamaica).

A Câmara facultava a isenção de taxas de urbanismo no valor de 530.978,77€ para comparticipação do realojamento daquelas familias, ao passo que a Urbangol ficava com o ónus de ter de colocar 33 casas pré-fabricadas na Cucena no âmbito do PER, bem como criar um Centro comunitário orçado em 242.375€ e criar duas fracções comerciais no valor de68.973,84€ cada.

Acontece que no âmbito do protocolo a Urbangol se comprometia em 30 dias a começar as obras comprometendo-se a conclui-las em 180 dias. De Abril de 2004 até hoje os 180 dias já se puderam contar várias vezes...

Ridículo é que perante tanto incumprimento por parte da Urbangol, a Câmara Municipal continue a apostar num processo que se arrasta, e triste é ver o Estado compactuar com este tipo de práticas comerciais. Não se entende! Ou se calhar entende... »

quarta-feira, julho 30, 2008

APRENDER COM A MOITA


Este caso está a ser exemplar a todos os níveis , primeiro pelo movimento cívico criado e pela sua dinâmica séria que chegou a congregar numa Conferência Debate sobre politica de solos em Portugal, personalidades vindas dos mais diversos quadrantes do chamado espectro politico , mas de inquestinável competência e referência ética e profissional , mostrando , como na Flor da Mata , que os Movimentos Cívicos estão vivos e que atigiram nestes ultimos anos a maioridade e a maturidade que permite tomar em mãos os destinos das regiões que representam.

Depois é exemplar para o PCP , porque lhe demonstrou que a teia de interesses e de opressão montada por este partido ao longo de três décadas na Margem Sul , já não mete medo e mais do que isso, já não manda e desmanda a seu bel prazer, gozando com as leis da República e com a Constituição que noutros forums tão bem defendem.

E depois, para a oposição . Finalmente vemos congregados esforços em uníssono que fazem frente ao poder único instalado , deixando para o lado querelas partidárias que não interessam ao eleitor ( antes o afastam) e visando unicamente o bem comum e o futuro desta região.

Assim continuem , e saibam as oposições dos municípios vizinhos seguir o mesmo caminho e tenham a capacidade de aprender com o que se está a passar na Moita .

__________________________________________

Na imagem a noticia do Publico de ontem 29 de Julho (clique para aumentar).

«Documento foi aprovado na assembleia sem conhecimento da câmara, mas tem de voltar a discussão pública por vontade da CCDR. Cidadãos e oposição equacionam recurso a tribunal

O parecer da comissão regional de ordenamento do território chegou atrasado à Moita, mas foi suficiente para levar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho a voltar ao mesmo ponto em que estava há três anos. À revelia da câmara, mas com o apoio da maioria que a governa, a assembleia municipal deu luz verde, na sexta-feira, à alteração do plano, de acordo com o que entendeu serem as pretensões da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, que considerou o novo PDM lesivo para o ambiente e para o Estado.

A câmara terá agora de submeter novamente o PDM a discussão pública, antes de apresentar à CCDR e, mais tarde, à assembleia municipal aquela que será a quinta versão final do documento desde 2005 (...) .

Catarina Prelhaz, 29 Julho 2008.

Sem comentários...

sábado, julho 26, 2008

A NOVELA DA MOITA ; O DIREITO À INDIGNAÇÃO



Numa inqualificável atitude antidemocrática, a Câmara Municipal da Moita tem ignorado as justas aspirações da sua população e tudo feito para , á sua revelia , avançar com reformas e alterações no Plano Director Municipal , que serão tudo menos claras, transparentes, ou de acordo com o que os seus habitantes pretendem para a sua terra, função primeira de toda e qualquer politica autárquica.


Mais do que isso, os eleitos pela autarquia da Moita , tudo têm feito para desacreditar um movimento de cidadãos exemplar e todos os que têm dado a cara pela sua Terra.

Como vimos aqui ontem , o processo Kafkiano e Burocrático na pressa da sua aprovação, tudo cilindrou, até pelos vistos , procedimentos fundamentais que provocaram a situação aqui elencada ontem.

Fica como exemplo de cidadania e de denúncia dos métodos usados em Democracia por uma autarquia eleita por sufrágio universal a carta enviada ao Primeiro Ministro que condensa todo o processo e toda a luta que certamente inspirará outros vítimas da mesma arrogância e prepotência (excertos - aqui (clique) a missiva na íntegra ) :

« Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

Governo da República

Lisboa

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Somos Cidadãs e Cidadãos muito preocupados com o bom ou o mau governo da nossa terra, o concelho da Moita do Ribatejo.(...)

Por isso, escrevemos-lhe hoje esta carta, Senhor Primeiro-ministro, sobretudo[3] consternados com as matérias relacionadas com o respeito ou mais propriamente com a violação flagrantíssima da lei[4] no quadro da Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e do surgimento do Projecto de novo PDM da Moita.(...)

O processo de revisão do PDM e o novo Projecto de PDM da Moita acarretam vícios e actuações gravíssimas de demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, para além de se traduzir na prática numa extraordinária lição sobre ética, transparência e democracia, ou falta delas.(...)

É entre nós voz corrente o facto de a direcção política da CMM não ter visado a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, ao longo do processo de Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM), como era seu dever à luz do determinado pelo nº1 do Artº266 da Constituição da República Portuguesa (CRP).

E de tampouco o terem visado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de solo rural, de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e de Reserva Ecológica Nacional (REN), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação da lei e do interesse público, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN[17].

2. 4. A CMM não actuou com respeito pelo princípio da imparcialidade no exercício das suas funções. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo (...)

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia. (...)

Visou-se passar quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN[23], com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos e novos Parques Empresariais.

O Projecto de novo PDM para a Moita serve os interesses de meia dúzia de grandes especuladores imobiliários que durante estes 12 anos de Processo de Revisão do PDM actuaram do modo seguinte:

  1. com uma mão compraram de véspera Solo Rural em REN e RAN*,
  2. com a outra mão assinaram no dia seguinte Protocolos com a Câmara para a reclassificação de tais solos como urbanizáveis[24], e
  3. com as duas mãos foram a correr levantar dinheiro na Banca[25] sobre a hipoteca desses tais terrenos, já “valorizados” com uma carimbadela e uma assinatura no sítio certo, e
  4. generosamente também com ambas as mãos distribuíram migalhas por vezes bem visíveis e reais a certos dos seus ajudantes estrategicamente bem colocados na Administração Pública[26] (...)

- Mais zonas habitacionais devem corresponder de facto ao prévio e sustentado crescimento da população. Assim do tipo, mais gente primeiro gera a necessidade de mais casas depois, é óbvio. (...)

Quanto aos novos e cada vez mais omnipresentes parques industriais, a situação é semelhante.

Apesar de os respectivos solos serem comprados a tostão pelos novos especuladores aos antigos donos das terras, com a ajuda da mãozinha amiga do poder político e da Administração Pública, são depois esses parques industriais colocados no mercado a preço de milhão, e ficam às moscas, sem empresas que lá se possam instalar.

Salvo novos hipermercados por aí nascidos aos molhos, óptimos para arrombarem com o comércio tradicional e os centros das localidades.

É ver de alto a baixo o que se passa no Concelho. Tudo isto é aliás antieconómico, mais parece ser tão só lavagem de milhões fáceis à moda napolitana.

Mas no final, são o solo rural e as zonas ambientalmente protegidas que desaparecem, e o betão e as novas áreas urbanas que pululam como cogumelos, ao ponto de se recear que dentro de gerações, só à força da implosão à bomba de tanto betão se poderá de novo vir a ter algum solo permeável para uso e desfruto das novas gerações.

5. 2. O embuste era esperto, e enganou ou parece ter enganado algumas gentes, incluindo na Administração Pública.

Com efeito, essa questão da Reserva Ecológica, que no fim de contas desaparece por mão amiga num lado em 400 e tantos hectares em certas zonas, mas reaparece de novo com mão pesada em mais 900 novos hectares noutras áreas, é coisa que até pode parecer um ganho e uma mais-valia ecológica para o Concelho. (...)

5. 3. 1. Imagine-se o sítio A.

Ele é caracterizado por ser de mata e/ou montado, sem gente, nem casas, nem estradas, nem gado nem agricultura, acaba-se com a REN e fazem-se centenas e mesmo milhares de novas casinhas. Ou alguns novos parques industriais, à mistura com muito alcatrão e ainda mais betão. Com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão Liquidatária da REN e não como sua Comissão de Defesa.

Aí, a perda é total em termos de solo permeável, em termos de recarga dos aquíferos, em termos de solo rural e ecologicamente protegido, que deixa de o ser… poff, já era. Logo, o saldo ambiental vira negativo. Centenas de hectares são lançados na coluna a vermelho, perdidos. A perda ecológica pura é real.

5. 3. 2. Tomemos agora outro sítio, a zona B.

Coloca-se aí por artes mágicas administrativas a REN retirada do sítio A. Mas…em B já o solo é e sempre foi rural, logo terra permeabilizada. Por isso, o ganho ambiental é nulo, não acrescenta nada em termos de recarga dos aquíferos. Depois, a zona B pulula de vida, auto-estrada e estradas de alto a baixo, vários núcleos urbanos, centenas de casas e centenas de famílias, milhares de cabeças de gado, vastas áreas de culturas agrícolas intensivas, onde há gerações que a mata e o coberto vegetal virgem desapareceram, etc e tal. (...)

A nova REN a fingir nada de novo nem de bom traz a essa zona, em termos ambientais. (..)

Assim, falar de aumento da REN (desaparecem na prática 400 hectares irrecuperáveis, e “crescem” no papel 900 novos hectares desnecessários e imprestáveis) é logro puro, é embuste reles. É trapaça para embrulhar golpes financeiros a montante, e disfarçar ditadura contra as gentes do campo a jusante. (...)

Corremos o risco de ter na Moita uma REN única no mundo, que ora é, ora não é, de 100 em 100 metros começa e logo interrompe, merecedora de registo no Livro Guiness dos Recordes e vocacionada para ser alvo da gozação geral, tal a burrada e o disparate total em gestação.


Moita, 9 de Julho de 2008 »

sexta-feira, julho 25, 2008

A NOVELA DA MOITA


Afinal o acima de qualquer suspeita PDM da Moita , foi devolvido à procedência pela CCDR .

Os técnicos e os politicos em vez de assumirem os erros e os corrigirem praticam a conhecida politica da negação (se negam que tenha caído o Muro de Berlim...) e fazem antes uma fuga para a frente , escudando-se em aspectos formais , e pretendendo ignorar a substância.


Mas já toda a gente compreendeu o que se esconde afinal atrás dos propósitos dos responsáveis pela elaboração do PDM, se dúvidas houvesse , elas estariam dissipadas por esta nova tática.

Pode ver na noticía acima do Publico de 23/7/08 a avaliação do processo., e aqui (clique) e aqui (clique) , graças ao blogue Arre Macho , uma avaliação documental do processo de aprovação.

Julgue por sí!

terça-feira, dezembro 18, 2007

O FERRARI DA ESTRADA DE SESIMBRA (1)




A economia dita informal tem um peso de cerca de 25% no PIB Português , segundo previsões das instâncias internacionais que se dedicam ao estudo deste fenómeno.

Isto quer dizer que o PIB Português é aliviado de um quarto na produção de riqueza...IVA...Seg.Social... por esquemas vários e artimanhas às quais só os trabalhadores por conta de outrém não podem fugir.


Paralelamente a quem tem nestes esquemas meros mecanismos de sobrevivência , a "alface" ou as batatas vendidas sem recibo, ou mesmo a lenha que nos aquece, há outros esquemas mais elaborados que passam pela lavagem de dinheiros obtidos de forma pouco clara em que alegadamente , são preferencialmente usados negócios ligados à construção civil , compra e venda de terrenos , comércio de automóveis usados ...mas também outros que todos, cada vez mais elaborados que todos conhecem...

Pego agora aqui no post publicado pelo vereador do PS na Câmara do Seixal, Dr.Samuel Cruz, no seu blogue Rumo a Bombordo onde se refere ao desregrado comércio automóvel (e não só) existente à beira da estrada Seixal- Sesimbra (EN 378).

Não sei porque cresce de dia para dia aquele tipo de negócio, nem o seu grau de legalidade , tenho no entanto duas certezas, a primeira é que é surrealista ver , em Portugal, numa zona que não é rica , um Ferrari à venda à beira da estrada, não o vi em qualquer outra parte do chamado mundo "rico" ,nem no pobre... mas nós portugueses continuamos com muito para dar ao Mundo...

A segunda certeza que tenho é da ilegalidade da forma como todo aquele comércio ali se instalou e do perigo que representa , contribuindo em muito para a sinistralidade naquela via.

Apesar de a determinada altura a Câmara do Seixal denominar aquela via de "Avenida" , trata-se de uma estrada nacional , uma via perfeitamente desqualificada, abandonada à sua sorte e à "Chico espertice" generalizada, da roulote das bifanas ao Ferrári à venda vale tudo.

Um salve-se quem puder (e tiver boas ligações) só possivel com a cumplicidade da autarquia que tendo mecanismos para actuar e impedir, não actua nem impede , permitindo sim entre o Fogueteiro e o Marco do Grilo, que se tenham feito os maiores atropelos urbanisticos e ambientais e que haja uma "Máfia Informal" que ponha e disponha a seu bel-prazer numa terra que sendo de todos, parece não ser de ninguém.

domingo, agosto 19, 2007

O EUROMILHÕES DA MOITA






















As noticias que nos vêm da Moita via "imprensa séria" (FOCUS) , não se percebe, aqui não há anonimato da blogosfera a denegrir a "OBRA" inquestionável dos eleitos...e no entanto a noticia existe...



Mais activismo blogosférico, veja mais sobre esta iniciativa aqui, nesta iniciativa global.

quarta-feira, agosto 15, 2007

A-GOSTO : O REAL E O JORNALISMO "LOW-COST"





Num mero exercicio de esclarecimento, e de desmontagem do ridiculo que é uma autaquia onde vivem 165000 pessoas promover (desta forma - clique) uma obra parada há dois anos... e que tem menos de dois mil metros...


O Seixal é um concelho que tem delapidado de forma acelerada as suas paisagens e recursos naturais, nomeadamente o montado de sobro e as florestas mistas e de pinheiros, é um concelho que não tem criado espaços verdes para uso da população nem tem mantido ou salvaguardado àreas para esse fim. Não construíu um metro de ciclovia, e o que pode ser interpertado como tal, estes 1800 metros junto á baía ou as ciclovias que fazem parte do Metro Sul do Tejo, não têm qualquer ligação entre si, tendo os cidadãos que utilizar outros meios para lá chegarem...

Mostramos com as imagens a dimensão real da obra em relação à dimensão do concelho, (terceira imagem) o passeio da Baía do Seixal é uma obra incompleta , parada há dois anos e que só avançou deste lado da Baía pelos interesses imobiliários do Grupo A.Silva & Silva que ali está a construír uma urbanização e tem usado a imagem daquela obra para promover o seu projecto (primeira imagem).


Do lado oposto da Baía, na Amora, foi igualmente construída uma secção deste passeio (menor que o do lado do Seixal) como contrapartida da instalação de um hipermercado E.LECLERC...

sábado, março 31, 2007

FRAUDE E CORRUPÇÃO EM PORTUGAL




















A história recente da sociedade e da justiça portuguesa não pode ser analisada sem este livro publicado em 2005. As questões que diáriamente nos assaltam associadas ao caso "Apito Dourado" , mas não só, ainda esta semana Vale e Azevedo voltou a ser condenado em mais um processo há a denuncia de um caso ( e que caso...) envolvendo o nome de Luís Filipe Vieira e o departamento de urbanismo da câmara de Lisboa.

No prefácio do livro, escrevia em 2005 , Maria José Morgado:

" Compreendemos que não é possivel viver em democracia sem um combate e denuncia intransigentes da grande corrupção e do crime económico financeiro, que constituem hoje das maiores ameaças para um Estado de Direito. Os resultados do combate à corrupção representam o julgamento da qualidade da própria democracia.

Por essa razão, ao longo deste livro não procuramos familiarizar o leitor com a fraude e corrupção ociosamente, mas denunciá-la como forma de a combater. Ou combatê-la através da denúncia. A recente visibilidade de investigações criminais sobre estes crimes deixou a opinião publica consciente dos danos provocados por tais condutas. E mais. deixou no ar expectativas, uma vez que um pequeno grupo de investigadores demonstrou ser possivel combater o fenómeno e fazer justiça em relação a alguns poderosos."

Esta "pedagogia da denúncia" é a pedagogia do inconformismo , contrária ao entorpecimento conformista a que os nossos politicos nos têm habituado e que tem levado ao afastamento dos cidadãos da cidadania activa, dando um amplo espaço quer à abstenção, quer a movimentos extremistas e ideais que se pensava ultrapassados.

É bem possível que esta pedagogia de denúncia inconformista tenha marcado um virar de página no marasmo pantanoso e corrupto nacional (ainda no post de ontem aqui publicado se viu isso, por um lado (o texto denuncia) , e por outro a vontade de manter a todo o custo o status (visivel nos comentários deixados por quem se sente ameaçado por estas mudanças) e nas mentalidades onde os blogues vieram também dar voz e uma possibilidade de uma de cidadania em rede. Mas continuemos com o livro:

(...) "O cenário instalado em Portugal não podia ser mais preocupante.Tendo à sua disposição muitos dos meios para se reproduzir tranquilamente, a criminalidade económico-financeira penetra em sectores vitais do Estado, essenciais para qualquer cidadão.

Ao promover fenómenos de cacíquismo e compadrio na Administração Pública, impede o principio da igualdade. Ao actuar no mercado com métodos ilegais e ocultos, alimenta a concorrência desleal. Ao apresentar ao fisco rendimentos ficticios, ou subtraindo-os à partida, impede qualquer esforço de justiça fiscal, e a justa repartição de riqueza.

Os efeitos em cadeia são imediatos e prolongados, sendo um dos mais graves, porventura, a redução de receitas para o Estado que, assim, investe muito menos em sectores fundamentais para todos, como a saúde, a educação, e a assistência social.

Ou a criação de uma economia paralela, a desregulação e perturbação do mercado, através do branqueamento dos lucros ilícitos e do financiamento oculto de instituições, partidos politicos ou empresas. No fundo, origina um Estado e uma economia influenciados, e até dominados, por grupos subterrâneos."(...)

(...) O Poder financeiro e a fachada empresarial provocam, assiduamente, um entrelaçamento entre os dirigentes destas redes e elementos da esfera política e partidária, muito especialmente ao nivel do financiamento dos partidos e respectivas campanhas eleitorais, que, cada vez mais, precisam de largas quantidades de dinheiro para as gigantescas campanhas de propaganda e marketing essenciais à sua sobrevivência. A criação de um sistema de tráfico de influências é a consequência imediata (...).

A Obra de Maria José Morgado e José Vegar faz também a sua incurssão na realidade local:

(...) " Nos ultimos anos a prática corrupta mais grave acaba por emergir das práticas de violação dos planos urbanisticos, como os planos de desenvolvimento municipal (PDM) e de pormenor, já que são estes que envolvem os recursos financeiros mais elevados.

A troco de benefícios pessoais, especialmente dinheiro, ou complementado por acções úteis do ponto de vista político, como a construção de bairros sociais, o autarca concede a uma construtora licença para construir imóveis, industriais ou para habitação, e urbanizações que não estavam de modo algum, previstos nos referidos planos urbanisticos.

Os PDM's , que são a forma encontrada pelo Estado para um ordenamento controlado do território, transformam-se numa presa fácil de determinados interesses, pela possibilidade de negociação que permitem (...)."

Este livro contém também excertos escritos de forma ficcional, mas que resultam de montagens de condutas de individuos e associações criminosas actuantes em Portugal e que constam na realidade de investigações levadas a cabo pela policia. Um exemplo:

(...) -O Albatroz pensa mais em cobrar do que em contratar favores.Acha que é tempo de o autarca lhe dar «umas indicações» sobre a melhor maneira de conseguir adjudicar o terreno para a construção de um centro comercial, em disputa, num concurso que a edilidade abrirá brevemente.

Tem uma relação «cinco estrelas» como gosta de dizer com o autarca de alguns anos (...) Entre dois goles, o autarca falou-lhe do «enorme problema» que era «arranjar dinheiro para a politica». O Albatroz percebeu logo e não deixou de dizer que gostaria de ajudar.

Dias depois o autarca falou-lhe de uns terrenos de Reserva Ecológica com uma excelente localização para um condomínio de luxo. O Albatroz lanço um isco, perguntou-lhe o que era preciso para ser ele a ganhar a empreitada. Passados uns tempos, o autarca apareceu com um colega seu de outro partido, O Albatroz pagou a «contrapartida», uns milhares de contos, e recebeu a autorização para construir (...).

A história continua, bem como os exemplos pelo que aconselho a leitura na integra daquela obra que se lê de um fôlego... e faça uma leitura neste fim de semana primaveril mas chuvoso!!!

terça-feira, março 27, 2007

MAIS UMA DA FLOR DA MATA













O A-Sul pelos seus leitores:

Aliás , as situações menos claras, porventura obscuras, relativamente à propriedade do terreno, foram também postas em causa na Contestação popular à CMSeixal relativamentet ao PROC 2/M/200, como transcrevo :
2.7-Dos Pressupostos da Disponibilidade dos Solos

Do Projecto Final,

Fls. 248 “ A.1-....encontra-se assegurada a disponibilidade de todos os solos....através de cedência pelos respectivos proprietários, no quadro do licenciamento.”
Fls. 245 “C.11-.... a apresentar pela sociedade que é proprietária actualmente da totalidade do terreno abrangido pela àrea de intervenção do Plano de Pormenor.”
Fls. 195 “Vol II-RELATÒRIO .O terreno é propriedade da Betobeja e confina a Norte com Carlos Ribeiro,a Sul com Manuel Eduardo de Almeida Lima Quintela, a Nascente com Amitex Imobiliária,Ldª e a poente com a Estrada Nacional 10.”
Fls.193-“RELATÓRIO 2-Cadastro- A área de intervenção em estudo, engloba uma única parcela de terreno pertença de um só proprietário, ou seja, da Betobeja,Ldª. Tal parcela de terreno encontra-se registada na Conservatória do Registo Predial do Seixal sob o nºº05263/980522, freguasia de Arrentela, Seixal.”


E ainda, da proposta de Protocolo Hagen/CMS,

“...5-A Betobeja não dispondo das necessárias condições para prosseguir os compromissos assumidos, cedeu a sua posição contratual a Hagen Imobiliária, e esta aceita.”

“6-A Hagen Imobiliária... detém o direito de aquisição do terreno.”

Mas como,

À data de 19.06.2006 os registos em vigor do nº5263, a que corresponde o terreno de 80.000 m2 objecto deste PP: O terreno è propriedade de MEDANAM LIMITED aquisição tornada definitiva em 13.09.200 ,não consta qualquer alteração, registos de ónus ou encargos resultantes de contratos promessa ou outros direitos de terceiros.
O registo correspondente à transacção declarada pela CMS no Relatório do Projecto Final em 98.05.22 do prédio nº5263, foi feito por aquisição de SOFERDI-Empreendimentos Imobiliários,Ldª (Vidé Pág.28 )

Conclui-se,
-Não poder estar assegurada a disponibilidade dos solos objecto deste PP, como declara a CMS no projecto final de 20.01.2005.


-A declaração relativa à propriedade do terreno em nome da Betobeja, não corresponde à verdade.

-Os alegados direitos de aquisição não podem ser considerados, sem que os instrumentos e procedimentos que os garantam se hajam cumprido, nomedamente o seu registo como ónus e encargos sobre o prédio, em sede de registo predial.


III-Considerações Finais
Não pode prosseguir o processo 2/M/00 –FLOR DA MATA uma vez que:


a)Há Desconformidade com outros Instrumentos de Gestão Territorial eficazes ;
...
9-Desconformidade do Registo de Propriedade constante do Projecto Final e das Garantias de Disponibilidade dos Solos, que o registo predial desde 13/09/2003 até a presente data apresenta como proprietário a empresa Medanam limitada, livre de ónus, encargos ou qualquer tipo de reserva, e o projecto indica como sendo o proprietário em 98.05.22, a empresa Betobeja,Ldª ( no reg. Predial consta nesta data aquisição a favor de SOFERDI,SA), não constando no processo que após a requalificação da parcela em causa, a Medanan tenha qualquer obrigação relativamente ao projecto e às partes contratadas, ou de algum modo tenha dado garantia válida e segura da disponibilidade dos solos.

Antónimo.