quarta-feira, agosto 15, 2007

A-GOSTO : O REAL E O JORNALISMO "LOW-COST"





Num mero exercicio de esclarecimento, e de desmontagem do ridiculo que é uma autaquia onde vivem 165000 pessoas promover (desta forma - clique) uma obra parada há dois anos... e que tem menos de dois mil metros...


O Seixal é um concelho que tem delapidado de forma acelerada as suas paisagens e recursos naturais, nomeadamente o montado de sobro e as florestas mistas e de pinheiros, é um concelho que não tem criado espaços verdes para uso da população nem tem mantido ou salvaguardado àreas para esse fim. Não construíu um metro de ciclovia, e o que pode ser interpertado como tal, estes 1800 metros junto á baía ou as ciclovias que fazem parte do Metro Sul do Tejo, não têm qualquer ligação entre si, tendo os cidadãos que utilizar outros meios para lá chegarem...

Mostramos com as imagens a dimensão real da obra em relação à dimensão do concelho, (terceira imagem) o passeio da Baía do Seixal é uma obra incompleta , parada há dois anos e que só avançou deste lado da Baía pelos interesses imobiliários do Grupo A.Silva & Silva que ali está a construír uma urbanização e tem usado a imagem daquela obra para promover o seu projecto (primeira imagem).


Do lado oposto da Baía, na Amora, foi igualmente construída uma secção deste passeio (menor que o do lado do Seixal) como contrapartida da instalação de um hipermercado E.LECLERC...

2 comentários:

ex-militante disse...

Agora há o outro lado das noticias.

hkt disse...

A agit-prop continua a ser uma especialidade dos comunistas - instalados no poder - esperam que uma imagem valha mil votos... por quanto tempo ainda estas inverdades espalhadas irão produzir o efeito esperado: narcotização das massas (a imagem como ópio do povo?)através da construção de uma dimensão utópica da realidade esta dimensão visa não só mostrar a "obra que não se fez" mas sobretudo "dourar a pílula" para consumo interno mostrando realidades alternativas e fazendo esquecer que a 200m deste grandioso(!) passeio pedonal se encontra a Boa-Hora e o seu interminável rol de problemas (casas degradadas, pobreza, marginalidade, exclusão social...).