segunda-feira, agosto 06, 2007

PARAGEM DE AUTOCARRO SUICIDA


Os senhores autarcas do Seixal imaginam os seus familiares naquela paragem?

Na altura da entrada em funcionamento da fase inicial do Metro Sul do Tejo, a Câmara do Seixal veio a terreiro denunciar várias "imperfeições" no projecto, imperfeições essas que atentariam contra a segurança dos utentes, nomeadamente em zonas de embarque e desembarque.


Percorrido todo o percurso desde essas alegações, parece-me como utente, que na linha em funcionamento , é , pelo menos ao nível dos arranjos esteriores, ao nível da qualidade das zonas de entrada e saída de passageiros, um projecto exemplar (sobre outros casos , já os abordámos e continuaremos a abordar).

Oportunamente denunciámos que a atitude da CMS era pouco séria, e uma mera e habitual manobra de marketing e propaganda, assim o era que não se ouviu falar mais do assunto e no primeiro dia lá estava Alfredo Monteiro ao lado de José Sócrates.

Denunciámos também situações como esta que ocorrem no concelho do Seixal, sem que ninguém se preocupe. Como cidadão, acusarei a Câmara do Seixal de responsabilidade caso haja um qualquer acidente no local da imagem, Fogueteiro, Estrada EN 378/ EN10, Seixal Sesimbra, junto ao nó do Fogueteiro e zona comercial.

É nas condições que as imagens documentam que os cidadãos utilizam aquela paragem de autocarro, sem uma passadeira de atravessamento da via (atravessamento que é obrigatório para lá chegar), sem um local seguro ou sequer abrigado para aguardar pelo autocarro (e a câmara tem algumas destas estruturas em armazém, até usadas, que poderia ali instalar em poucas horas.

Estes cidadãos são cidadãos de segunda? É assim que se promove o uso de transportes públicos?

4 comentários:

Anónimo disse...

MAL MAL MAL E MAL

Anónimo disse...

Seixal no seu melhor!

ex-militante disse...

Eles e os filhos deles não andam de autocarro com o povo, por isso não sabem o que se passa.

Anónimo disse...

Excelente observação. Isto está assim porque "eles" não andam de autocarro. E pelo motivo de não andarem a pé na rua os passeios são cada vez mais pequenos, ou nem sequer são construídos nas urbanizações (e não digam que a culpa é dos construtores porque é suposto a câmara aprovar os projectos e acompanhar as obras), ou então está-se anos à espera que remendem os buracos. As bicicletas que estão lá em casa são para sair da garagem só na altura da campanha eleitoral, para dizerem que são muito amigos do ambiente e pelas ciclovias, e florescem prédios em todo o lado porque dos seus gabinetes não conseguem ver o ar sujo e degradante das ruas destes subúrbios-caixote. Lá na verdizela onde eles moram há muitas árvores, mas dá a ideia que eles acham que natureza é um luxo que só eles têm direito de apreciar.