sábado, setembro 01, 2007

O "TÊGÊVÊ" DA MARGEM SUL



Passamos a reeditar um trabalho dos blogues Em Almada e Triângulo da Ramalha que efectuaram um estudo comparativo entre o projecto do Metro Sul do Tejo (MST) e o do Comboio de Alta Velocidade (TGV), as conclusões são hilariantes se não fossem trágicamente dispendiosas, tentei obter para acrescentar algo ao excelente trabalho aqui apresentado, os custos de projectos idênticos ao MST, com igual equipamento existentes por essa Europa fora, logo que tenhamos esse material publicá-lo-emos

Note-se que somos a favor e defensores de um metro na margem sul, mas não a favor das soluções encontradas para este projecto, nomeadamente a solução para a Ramalha e para o atravessamento de Almada.

No concelho do Seixal, o traçado não serve a população, mesmo no futuro (2ªfase) não servirá as zonas mais densamente povoadas, mas inexplicávelmente (ou não) vai servir a Quinta da Atalaia, muito menos somos pela farsa dos "forums de discussão" que branqueou a forma não democrática como tudo foi decidido, tal como são incompreensíveis os atrasos da obra a a gigantesca derrapagem financeira :


"A propósito de danos para Almada provocados pelo Metro Sul do Tejo (MST), o blog
http://emalmada.blogspot.com/ apresentou no passado dia 22 de Agosto custos comparativos do TGV (Comboio de Alta Velocidade) com os do MST.

O "Triângulo da Ramalha” aproveita a colaboração e disponibiliza também dados recolhidos do site do Ministério das Obras Públicas a propósito do Projecto TGV para Portugal e do Discurso de inauguração dos 4 Km da Linha 2 do MST entre Corroios e a Cova da Piedade (antigo Pão de Açúcar), para revelar ao cidadão quanto mais caro por Km é construir o MST, do que construir o TGV para País.

TGV:
- Lisboa-Porto 313 Km custo total 4,7 mil Milhões €
custo por Km 15,015 Milhões €

-Lisboa-Elvas 207 Km custo total 2,4 mil Milhões €
custo por Km 11,594 Milhões €

MST:
- 1ª Fase do MST compreendendo três Linhas com extensão total de via férrea 13,5 Km:
Linha 1 Cacilhas-Corroios
Linha 2 Corroios-Pragal
Linha 3 Cacilhas-Universidade
Custo total 268 Milhões €
Custo por Km 19,851 Milhões €

- Custo Total dos 4 Km inaugurados em 30Abril2007 95 Milhões €
Custo por Km 23,750 Milhões €
O comboio anda vazio durante quase todo o dia e noite, a ponto de já ser designado pelo "VAI e VEM VAZIO".

Pensamos que é um luxo e um escândalo desperdiçar tanto dinheiro sem benefícios para a cidade nem para os munícipes, já que o objectivo desta obra é levar pessoas para o comboio da Fertagus e para os barcos da Transtejo.

No custo total do MST não estão incluídos agravamentos por atrasos da obra, alterações ao projecto e custos do material circulante.

Lembramos que a Solução dos moradores, que foi escolhida pela Secretária de Estado permitia poupar 1.200.000 € relativamente à Solução que a CMA pretendia e 1.000.000 € em relação à Solução inicial.

É mais económico construir um TGV em Portugal do que construir o Metro (chamado MST) da Presidente da Câmara Municipal de Almada, que tem de grave destruir o principal e único eixo viário da cidade e prejudicar os residentes na sua mobilidade e acessibilidades, para lá de outros aspectos negativos. (...)"

6 comentários:

Anónimo disse...

Mais um caso de falta de transparência e de desrespeito aos orgãos de soberania.
Mais um foco de resistência.
Mais uma iniciativa cidadã com um porta-voz constantemente ameaçado.
Mais uma excepção às regras da margem sul.
Este caso vem por em evidência a má gestão duma obra com implicações em toda a AML!
Merecia mais atenção das entidades responsáveis porque SE TRATAM APENAS DOS PRIMEIROS TROÇOS DA REDE.
Se a derrapagem continua em cada concelho onde entrar o MST será uma mina de ouro para quem a gerir.

Anónimo disse...

O quê, esse valor todo e não vai servir nem a Cruz de Pau , para ir valorizar a Quinta do Avante? Mas não há jornal que investigue e divulgue isso? Depois do Independente há uns anos ninguém mais falou da Quinta da Atalaia.

José Santos disse...

Quem é António do Telhado?
A grande revelação em:

http://zumzuns.blogspot.com/

Anónimo disse...

Metro até à Caparica é o sonho
Ana Rute Silva

Levar o Metro Sul do Tejo (MST) até à Costa de Caparica é uma prioridade para quase 90% da população residente em Almada. A conclusão é de um estudo sobre mobilidade, apresentado anteontem à noite, durante o 14º fórum de participação dedicado ao metro ligeiro.

Vítor Cavaco, responsável da Spirituc - empresa que em conjunto com a Agência Municipal de Energia de Almada (AGENEAL) realizou o estudo - revelou que 55,4% dos inquiridos considera "muito importante" a extensão do MST à Costa e 34,3% defende que é "importante". "As expectativas quanto ao metro são elevadíssimas. A população espera obter uma melhoria na oferta de transportes, maior qualidade, diminuir custos e reduzir a poluição atmosférica", explicou.

Ainda que o Plano Director Municipal e o Polis - em curso na Costa de Caparica - já prevejam a passagem do metro naquela freguesia balnear, este é um projecto que não deverá ser concretizado a curto prazo. Espera-se que a primeira fase de construção do MST esteja concluída no primeiro trimestre do próximo ano (entre Corroios e a Cova da Piedade), mas as três linhas previstas só vão funcionar na íntegra em Março de 2008.

Num concelho onde quase 74% dos habitantes que têm carro, utiliza-o na deslocação entre casa e trabalho, a chegada do metro pode ser um argumento de peso para o recurso ao transporte colectivo. Ainda assim, quase 32% dos condutores refere que nunca abandonaria o transporte individual. Em Almada, há 1,1 automóvel por agregado familiar, apesar de 54,5% trabalhar no interior do concelho. Quem se desloca para fora de Almada, percorre, por dia, mais de 53 quilómetros e demora 46 minutos a chegar ao destino. A utilização excessiva do carro reflecte-se nos dados sobre as emissões de gases com efeito estufa (GEE) mais de 83% do total das emissões das deslocações quotidianas provém do trânsito automóvel. O recurso a transportes menos poluentes, como a bicicleta, está longe de atingir níveis optimistas. Quase 64% dos inquiridos não tem bicicleta e dos 36% que adquiriu este meio de transporte, 37,5% nunca o utiliza. Tudo porque, argumentam, faltam vias próprias, estacionamento adequado, segurança e há demasiado trânsito.

Nuno Lopes, do departamento de estratégia e gestão ambiental sustentável da Câmara de Almada, afirmou que "o estudo de opinião é uma medida de carácter permanente da Semana Europeia da Mobilidade". Entre Junho e Julho, foram inquiridos 3212 indivíduos com mais de 18 anos, estratificados em função da idade, género e freguesia. Os resultados do "Inquérito à mobilidade em Almada que mobilidade temos e queremos" vão ser publicados em livro.

Anónimo disse...

Aviso n.º 16303/2007, D.R. n.º 170, Série II de 2007-09-04

Câmara Municipal do Seixal

Delegação de competências da Câmara Municipal do Seixal no presidente da Câmara no âmbito do Regulamento Municipal de Afixação, Inscrição, Instalação e Difusão de Publicidade e Propaganda, do Regulamento Municipal de Ocupação do Espaço Público, do Regulamento Municipal sobre Resíduos Sólidos Urbanos, do Regulamento Geral do Ruído e do Regulamento Geral de Edificações Urbanas

link:
http://www.dre.pt/pdf2sdip/2007/09/170000000/2562925630.pdf

Anónimo disse...

A inauguração prematura do MST foi uma "burrice" das grandes, por isso aí estão os comboios a circular sem passageiros porque apenas os podem levar a "lugar nenhum", i.e. não chegam a um local que seja um grande destino de passageiros, como será CACILHAS, PRAGAL, UNIVERSIDADE, COSTA DA CAPARICA (se um dia lá chegar) ou SEIXAL (também se um dia lá chegar). Antes de se atingir qualquer um daqueles destinos não conseguirá captar passageiros suficientes que justifique o serviço e o resultado será o inevitável acumular de prejuízos.

Zé da Burra o Alentejano