quinta-feira, março 06, 2008

MURAR OS HORIZONTES DA NOSSA MEMÓRIA



Assistimos neste momento ao aplicar da terceira investida, em termos urbanísticos, da gestão comunista da Margem Sul , sobre a História, as tradições e a cultura locais.
O que se passa no Seixal e arredores é disso um paradigma.


Como outros já analisaram, numa primeira vaga a estratégia era, em oposição às quintas agricolas (consideradas "feudais") , construír paredes meias urbanizações ditas "sociais", com uma tal carga , desestruturação e abandono que se tornaram rápidamente Bairros Problemáticos.

Com estes guetos , referência como Quinta da Princesa começaram a ter nova conotação ...
A pouco e pouco as estruturas construídas dessas quintas , depois de desvalorizadas... tornaram-se em "conquistas de Abril " e viraram património das autarquias, embora sem grande valia para a população ou para a sua conservação patrimonial.


A segunda vaga veio com o alargamento dos perímetros urbanos para as zonas tradicionalmente e culturalmente rurais , foi e é ainda , a suburbanização pela negativa da memória e do património natural riquíssimos , mas que era necessário submergir para guardar unicamente a memória operária em clara oposição ás raízes camponesas, à floresta ou à tradição maritimo-piscatória . Os caixotes de betão mudaram a paisagem e os signos culturais, dando dinheiro a ganhar a muita gente ... pouco culta ou com poucos escrúpulos...

A terceira vaga teve agora, depois de trinta e tal anos desta visão "colectivista" de reescrever a História, o descaramento para emergir em todos o seu esplendor , e agora vale tudo !

Vale o que se está a fazer na Quinta da Trindade , vale a construção em muralha de prédios sobre a Baía , vale a implantação de Hipermercados sobre instalações produtivas (Leclerc da Amora ), sobre património natural (Carrefour /Continente no montado da Quinta da Princesa) , mas sobretudo está a fazer escola de uma forma preocupante a nova filosofia do camartelo sobre património histórico construído.

Estamos na expectativa do que vai acontecer à Fábrica de Lanifícios da Arrentela, mas veja-se a pressa com que foi demolido o estaleiro de Paulo da Gama , da Quinta da Fidalga , a demolição (anunciada) de património viável e reconvertível dos munícipes, no Fogueteiro , o bloqueio à reconversão das antigas instalações da "Fábrica da Seda" no mesmo local, a degradação a que votaram a Quinta da Trindade (o edifício histórico) , como foram arrazados os seus jardins e a propriedade ou veja-se a degradação a que chegaram os moinhos de maré.

Ou seja, depois do arrazar da memória "feudal" agrícola , da memória piscatória e de construção naval , da memória natural chegou agora a vez, sem qualquer despudor de arrazar o património histórico construído!


Em todas estas "vagas" quem ficou sempre a perder foi a população, quem ficou sempre a ganhar foi a construção civil , a especulação imobiliária e todo o universo que delas se alimentam, inclusivamente o financiamento partidário, não será por acaso que nas últimas autárquicas , segundo trabalhos publicados na imprensa, o PCP gastou mais em propaganda no Seixal do que em Lisboa...

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DESTAQUE

Para o trabalho ultimamente desenvolvido pelo PSD e pelo Dr.Edson Cunha no sentido de levantar estas questões patrimoniais e morais, nas respectivas sedes autárquicas com divulgação desse trabalho na blogoesfera.

quarta-feira, março 05, 2008

TELHADOS DE VIDRO-CIMENTO




Do Jornal Comércio do Seixal
:


Drogas, prostituição e lixo à porta de casa .

Espaços abandonados são propícios a situações de degradação. É perante este problema que se encontram os moradores e comerciantes instalados junto às antigas instalações da Filosela- Fábrica de Fiação e Produtos de Seda, no Fogueteiro, onde funcionaram as Oficinas da Câmara Municipal. Hoje o espaço só tem para oferecer edifícios em ruínas, onde covivem ratos e toxicodependentes. A retirada das vedações por parte da autarquia parece ter piorado a situação.

O tema aqui despoletado a 24 de Janeiro (veja aqui o video) , de forma tão bem documentada que mereceu uma chamada de atenção por Pedro Rolo Duarte na Antena 1 em 26 de Janeiro (ouça aqui) , e com destaque no blogue Janela Indiscreta no mesmo dia .
Voltou aqui a ser abordado a 31 de Janeiro .
Entretanto houve diligências no sentido do conhecimento e esclarecimento desta situação junto da autarquia , pedido e comunicado pelas vias burocráticas normais e também na blogoesfera por pa
rte de quem tem responsabilidades autárquicas, mas na oposição, nomeadamente o Dr.Edson Cunha (PSD).

Entretanto saíram vários números do Boletim Municipal e nem ali, nem no seu clone electrónico para os quais todos contribuímos , veio alguma explicação ou foi entretanto , restaurada a lei e a ordem no local do Fogueteiro hoje já conhecido como o Hipermercado da Droga.

Passado mais de um mês , finalmente o tema foi abordado em público , pelos eleitos da maioria, novamente ao serem questionados por iniciativa do PSD na ultima sessão da Assembleia Municipal, tendo sido também tema de primeira página no Jornal Comércio do Seixal de 29 de Fevereiro .

A laboriosa máquina de branqueamento de imagem do PCP deixou escapar a realidade para a rua , uma realidade que , para além da degradação e da criminalidade, transpôs para o cidadão outras duas situações, o alegado projecto a la carte que a autarquia parece querer "oferecer" a alguém que não os actuais proprietários com a "reconversão" daquele espaço . E da escandalosa incompetência revelada pela maioria CDU, nomeadamente na figura do Vereador do Ambiente .

E o mais importante, não se vislumbra a desejada naturalização daquele espaço para o fundamental "corredor verde" tão necessário ao concelho, um corredor verde que ligue a Baía e os pinhais no eixo ainda verde Rio - Flor da Mata - Pinhal das Freiras (Sítio Rede Natura 2000)!

Curioso é o facto de uma moção que requeria a reposição da vedação retirada e a restauração da ordem pública no local, ter sido rejeitada pelos eleitos da maioria em mais um contributo para o clima de insegurança e de criminalidade grave em que vivemos .

Volto a sublinhar que é um espaço onde já resultou a morte por espancamento de um sem-abrigo , cidadão de Leste , onde se trafica e consome droga e onde se pratica prostituição , paredes meias com uma zona residencial, o Rio Sul Shoping, uma Estação de Serviço e numa das zonas mais movimentadas .
É também imobiliári
amente , mas também ecológicamente , uma das zonas mais valiosas do concelho do Seixal.

Também volto a sublinhar que as construções não estão em ruína técnica , estão sim vandalizadas , vandalização d
a responsabilidade da autarquia que as abandonou e retirou os meios de segurança existentes , vedações e seguranças.

Relembro que as instalações são formadas por várias naves que serviam o Parque Auto da autarquia e outras atribuições técnicas , havia uma cozinha devidamente equipada, balneáreos, escritórios e gabinetes vários que poderiam ter sido reconvertidos com a retirada ruinosa para a autarquia para umas instalações alugadas em Coina à empresa A.Silva & Silva.

Entretanto, com o trabalho de pesquisa publicado no Comércio do Seixal sabe-se que os outros co-proprietários daquele apetecível espaço têm visto recusadas propostas de reconversão apresentados à autarquia depois de em 2000 terem sido para tal instados pela autarquia, projectos esses recusados , levando uma das proprietárias a afirmar:

"Todas as vezes que pretendemos negociar com a Câmara há qualquer coisa que emperra as coisas. Temos conhecimento que este é u
m dos terrenos mais valiosos do concelho, pela sua localização.

Ultimamente, sentimos que a Câmara está a fazer tudo para nos levar a saír daqui. E já tivemos ameaças, mais ou menos veladas, de alienamento do terreno para viabilidade pública. Deixaram este espaço ao abandono, talvez para que acabemos por ceder (...) "

Parece que foi posto a descoberto o móbil deste crime que é o abandono de património dos Seixalenses por quem foi eleito para dele cuidar e valorizar.

O que irá acontecer aos espaços agora ocupados pela autarquia no centro histórico do Seixal quando esta mais uma vez se mudar para n
ovos espaços alugados à Construtora A.Silva & Silva?

Vão fazer como aqueles senhorios de má-fé que deixam as janelas abertas para os edifícios irem apodrecendo , não sem antes servirem para alojar delinquentes e actividades criminosas?

É que foi exactamente o que fizeram ou permitiram fazer no Fogueteiro!
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DESTAQUE





No blogue Rumo a Bombordo uma análise à legislação sobre o programa PER , sendo legítima a pergunta:

As habitações que a autarquia pretendende construír no espaço do Fogueteiro-Torre da Marinha vão ser só para ricos à semelhança da Quinta da Trindade e da Quinta do Outeiro ?

terça-feira, março 04, 2008

ALTA TENSÃO 3




É
conhecida de há muito a oposição da população à construção de parte da linha de Muito Alta Tensão entre Trafaria e Fernão Ferro, concelhos de Almada e Seixal, embora a Câmara de Almada só há pouco se tenha "definido" e a do Seixal sempre tenha feito de conta que era um problema que não lhe dizia respeito.

Ora estas duas autarquias, viram certamente , é impossível que o não tivessem notado (até pela contestação popular) a obra nascer e ser construídos 74 postes da referida linha , sim, é que chegámos hoje a um ponto em que estão instalados 74 dos 86 postes que
compõem aquela obra...faltam pois 12 ...

Se a população há muito se manifesta sobre este caso , a autarquia Almadense estranhamente, parece que só acordou para ele nesta fase terminal da obra
, uma vez que só em Dezembro a Assembleia Municipal se manifestou contra, não afectando os terrenos de Direito Publico Municipal para a instalação dos postes (os tais 12 de 86 que faltam). Esta situação faz lembrar a oposição que em determinada altura a autarquia de Almada colocou ao Metro Sul do Tejo também com a desafectação de terenos municipais provocando que a obra se atrasasse por muitos meses.

O caso do MST, tal como o caso da Linha de Alta Tensão, em que a REN interpôs agora providência cautelar da decisão da aut
arquia , parece sublinhar a incapacidade da Câmara de Almada reagir em tempo útil sobre questões técnicas e ambientais, só actuando quando essas questões assumem contornos politicos que depois consegue transformar em arma de arremesso dos munícipes contra "obras de responsabilidade do governo central" , limpando a autarquia as mãos de qualquer responsabilidade.

Esta questão não parece ser séria por parte da Câmara de Almada , provoca gastos insuportáveis ao erário público situações de atraso das obras que prejudicam também as populações, pelo que é legítimo perguntar:

Porque razão acordou tão tarde a Câmara de Almada para este problema ?

Parece ter só dado por ele depois da polémica (e do tempo de antena) de Monte Abraão ou de Silves ...

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DESTAQUE





Os
silêncios do Lobo no blogue ArreMacho.

segunda-feira, março 03, 2008

ALTA TENSÃO 2



As linhas de alta tensão são geridas e instaladas no nosso país numa forma que parece ser perfeitamente arbitrária por um lado e aparentemente aleatória por outro. As recentes decisões sobre este assunto são disso exemplo.


O concelho do Seixal não foge à regra. O que foge à regra são os critérios que levam a que num determinado troço essas linhas sejam enterradas e que noutro as entidades responsáveis se recusem terminantemente a fazê-lo.

Um exemplo:
Do Boletim Municipal do Seixal nº475 pag 6 ;

" Uma linha da rede eléctrica de alta tensão, com 60 mil kv, está a ser instalada em Fernão Ferro por via subterrânea, contribuindo assim para a qualidade de vida e bem-estar da nossa população. A linha atravessa a freguesia desde a Aroeira até ao Marco do Grilo, a partir do qual segue por via aérea até Sesimbra".


Destes palavras a Câmara do Seixal reconhece que uma linha de Alta Tensão enterrada , "contribui para a qualidade de vida e bem-estar da população" , logo reconhece que uma população atravessada por uma linha de alta tensão aérea, tem menor qualidade de vida e menor bem estar !


Então Senhores autarcas, Vossas Excelências distinguem munícipes de primeira (os que têm melhor qualidade de vida e bem-estar) , e de segunda ( os que têm as linhas de Alta-Tensão sobre as suas cabeças).


Nomeadamente não se compreende o critério que leva, não a enterrar este referido troço beneficiando as populações... envolvidas e continuar a não fazer nada em relação, por exemplo à linha de Alta-Tensão que atravessa a Escola EB 2+3 de Pinhal dos Frades.

O argumento do custo (nunca provado ) quer o argumento técnico (que agora cai por terra) não têm agora suporte algum, pois até são os senhores autarcas a reconhecer da "melhoria da qualidade de vida e do bem estar" que a comunidade educativa teria se essa opção técnica fosse tomada.


São os alunos (mais de 2000) e professores da EB 2+3 de Pinhal dos Frades de segunda em relação aos moradores entre a Aroeira e o Marco do Grilo?

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DESTAQUE

Aqui no blogue Revolta das Laranjas (clique) ;

Autarquia do Seixal retira a guarda e entrega património municipal à criminalidade !

Citando um excerto : " (...)
o Sr. Vereador da tutela, Carlos Mateus, não se mostrou arrependido da decisão tomada e afinal, pasme-se, sabia perfeitamente da insegurança a que votou aquela zona, pois ele próprio assumiu que os 3 (três) seguranças que asseguravam (?) a guarda da zona já não o conseguiam fazer, temendo pela sua própria integridade física e a rede protectora inclusivé já estava danificada por terceiros, "pelo que assim foi muito melhor, poupou-se dinheiro e até se aproveitou o que restava da rede".
Poupou-se cerca de € 10.000 mensais ao erário público, numa zona que a breve trecho dará origem a mais um empreendimento."

domingo, março 02, 2008

ALTA TENSÃO 1







Decorre, na imprensa escrita , uma campanha subscrita pela REN , Rede Eléctrica Nacional que sublinha as suas preocupações ecológicas em particular na criação de condições para que a cegonha , ave protegida possa instalar os seus ninhos.


É curiosa esta publicidade e o que a mesma REN pôs em prática na Flor-da-Mata no Seixal (Estação Seviço BP) , onde depois de uma primeira intervenção onde foi criada uma destas plataformas (foto 1) , foram , depois obrigadas a procurar outro lugar (foto 2) ... isto se não foram aplicadas medidas mais drásticas...


Parece que a existência e nidificação naquele local de uma ave protegida não era vista com bons olhos !!! (?)...ainda se fosse um casal de flamingos...

sábado, março 01, 2008

SEM MEDOS NA DEFESA DO AMBIENTE



Como em qualquer estrutura ditatorial , há na Margem Sul a tentativa de fazer crer que há um unanimismo sem qualquer razão para crítica por parte de quem governa as autarquias CDU .

A comunicação social recentemente surgida (Comércio do Seixal, Noticias de Almada, Jornal do Seixal ) a par de outra mais antiga (Semmais Jornal, O Rio...) e a blogoefera tem dado por outro lado a real imagem do que se passa, e têm mostrado que há um descontentamento crescente e generalizado da população , só ultrapassado pelo alto nível de desencanto e distânciamento quando são chamados a votar, traduzindo-se esse facto com um elevadissímo nível de abstenção.

Isso tem facilitado a vida à força eleita em maioria que em trinta anos tem degradado a tal ponto a qualidade de vida e ambiental das populações que surgem sinais gritantes de uma revolta popular crescente ao mesmo tempo que a população se capacita do seu poder e perde o medo de, apesar do controlo social existente e dos métodos associados a esse controle (difamação , ameaça , aliciamento...) tem feito valer a sua voz.

Essa emergente revolta fez-se sentir no Seixal na Flor-da-Mata (nas imagens) , fez-se sentir na Moita , desembocando na excelente e exemplar Conferência Nacional de Solos , e faz-se hoje por tantos outros locais e situações, como é o caso da linha de muito alta tensão em Almada, ou ainda em Almada e também a propósito de um caso de protecção ambiental versus betão , com o Movimento de Cidadania que luta pela protecção e não destruição da Mata do Inglês.

Este movimento projecta o lema "Uma Charneca para as Pessoas" e está contra a construção de um troço da variante da Estrada Regional 377-2 , entendendo que a sua construção constitui um atentado à Mata dos Medos e consequentemente a um património único no concelho e no país.

Defendem os residentes que tal obra vai implicar "o abate de cerca de duzentos e trinta pinheiros mansos com mais de duzentos anos, situação que provoca ainda a destruição do respectivo coberto e destabiliza todo o ecossistema, numa das zonas mais antigas, mais bem preservadas e mais sensíveis da mata".

Como já aqui foi anteriormente analisado, favorecendo o discutível e obscuro "direito adquirido" de um grupo de cidadãos que há décadas ocupa os areais da Costa de Caparica . Um território de todos, onde ao que parece nem governo, nem autarquia têm coragem politica para acabar com este estado de coisas, compensando-os agora incompreensívelmente , com a ocupação de um espaço que é fundamental para a preservação ambiental e para que a Costa continue a deter as caracteristicas paisagistas que tantos, incluíndo os próprios, buscam naquela paisagem ímpar e de um valor incalculável"

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

MEMÓRIA FUTURA 3



Há uma hipocrisia gritante nos autarcas que não reconhecem ou não assumem o seu papel de geradores de mais valias perante decisões de alteração de uso do solo. No entanto essas mais valias são escandalosas (com lucros superiores ao do tráfico de droga) e atribuídas descricionáriamente a particulares , especuladores ou promotores.


Há acusações de que esse tipo de gestão territorial , financia directa ou indirectamente o sistema partidário. Este estado de coisas é por vezes legal, outras nem tanto , mas é quase sempre imoral e distante do que deve ser a gestão, valorização e manutenção do bem público e do património natural.

Este sistema é ainda mais imoral quando se aproveita de alibis ditos "sociais" para justificar operações imobiliárias (eufemisticamente denominadas de "parcerias") que de "social" têm só o nome e que têm no outro lado da balança valores naturais patrimoniais de todos e que os autarcas prometeram , não alterar, mas servir e defender , alimentando ao invés, operações imobiliárias que configuram fuga ao fisco através de sociedades off-shore e valorização para construção de terrenos definidos como de protecção ambiental.

O processo da Flor da Mata no Seixal (tal como o PDM da Moita) é um deste casos emblemáticos, denunciado em inúmeros meios de comunicação e no livro "País Insustentável" da autoria de Luísa Shmidt, recuperamos agora algumas declarações (já com alguns anos) dos autarcas envolvidos no que se afigura como o branqueamento de um processo de cariz mais do que obscuro e que a autarquia nunca se capacitou em esclarecer ou a se distanciar.


Terão resultado daí os engasgos na intervenção de Alfredo Monteiro no programa
Prós e Contras ?
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ULTIMA HORA

- Continua a degradação, o vandalismo e a criminalidade nas instalações da Câmara do Seixal abandonadas no Fogueteiro.

- Continua sem estar disponível o Plano Verde que o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles diz que a Câmara do Seixal tem, mas que pôs na gaveta!

- Continua a não haver respostas do Presidente da Câmara da Moita nas entrevistas "interactivas" do Jornal Rostos online.

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ULTIMA HORA 2


Apresentada pelo PSD na ultima reunião da Assembleia Municipal , realizada ontem, moção sobre o abandono do património Municipal do Fogueteiro (Veja aqui).


quinta-feira, fevereiro 28, 2008

PLANO VERDE

Fotografia Sandra Rocha - Noticías Sábado

Uma entrevista do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles é sempre um acontecimento.

Uma entrevista do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles a Pedro Almeida Vieira como a publicada no passado sábado no rescaldo das últimas cheias, é um somatório de alertas e referências a serem levados em consideração por todos nós, pelos nossos autarcas e pelo Ministério do Ambiente.

A entrevista pode ser aqui(clique) lida na íntegra.Sobre ela gostaria ainda de referir o seguinte:

Portugal não pode continuar a ignorar o trabalho, as palavras e os alertas das suas mentes mais brilhantes e a meter na gaveta as conclusões dos seus estudos cientifícos.

Portugal não pode continuar simultâneamente , a ser gerido por vereadores do urbanismo que são serralheiros de formação , em parceria (eles gostam desta palavra) com construtores civís com a 4ª classe, quando o seu único objectivo conjunto, está longe de ser o bem comum e a sustentabilidade do ambiente e do território. Este estado de coisas tem custado vidas humanas , reflete-se no dia a dia de todos nós e custa milhões de euros em recursos.

Gonçalo Ribeiro Telles deixou como alerta a necessidade das autarquias aplicarem Planos Verdes revelando que "autarquias como Loures , Sintra ou Seixal têm esses Planos Verdes feitos mas continuam na gaveta"

Como é isto possível?

Desafio desde já a Câmara do Seixal a disponibilizar a partir de amanhã esse Plano Verde, e torná-lo fácilmente acessível na sua pagina da Internet, a publicá-lo no próximo Boletim Municipal e sobretudo, pô-lo na base de toda a sua politica de ordenamento e de planificação do território.

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Para que saibam do que falo, aí vão duas referências:

- Plano Verde do Concelho do Seixal, no âmbito do Protocolo celebrado entre o ISA e a CM do Seixal (1994/97). Coordenação – Prof. Gonçalo Ribeiro Telles. Direcção de Projecto – Arqt. Pais. Manuela Raposo Magalhães e M. Teresa Alfaiate.

- Estudos e Publicações próprias envolvendo percursos pedonais e cicláveis:

1996: Telles, Gonçalo & Magalhães, Maria Manuela (Junho de 1996); “Plano Verde do Concelho do Seixal – 2ª Fase. Área Nascente”. Secção Autónoma de Arquitectura Paisagista / Instituto Superior de Agronomia.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

BANDA LARGA OU BANDA GÁSTRICA ?


Apregoa-se aos sete ventos a cobertura desta Margem , pela Banda Larga, no entanto, ao mesmo tempo que a largura de banda acelera conteúdos e permite interactividades cada vez mais rápidas, há por estas bandas , nas autarquias, um estreitar da informação disponibilizada e limitando o acesso temas que devia ser livre e aberto .Isto para além das tentativas paralelas no controle da opinião emitida exteriormente em blogues e não favorável ás forças eleitas e em gestão.

Mas há aparentemente iniciativas interessantes aproveitando as novas tecnologias. Uma foi posta mais uma vez em prática há alguns dias, a iniciativa é da publicação online Rostos On-line , o desafio é o seguinte:

. Envie a sua pergunta

Numa iniciativa entre o jornal “Rostos” e SAPO LOCAL damos continuidade ao ciclo de entrevistas INTERACTIVAS.

Após Euridice Pereira, Governadora Civil de Setúbal, a segunda será com João Lobo, Presidente da Câmara Municipal da Moita.
Lançamos o convite aos leitores de SAPO LOCAL e jornal “Rostos on line” para colaborarem nestas ENTREVISTAS INTERACTIVAS.

Envie a pergunta que gostava ver respondida pelo Presidente da Câmara Municipal da Moita.
Seja um “cidadão-jornalista”.

Envie a sua pergunta para : interactivas@rostos.pt


As perguntas não tardaram e não faltaram, as respostas é que passados todos estes dias...não aconteceram ainda, vá-se lá saber porquê espero que não tenha sido decretado algum black-out informativo, é que pelo menos uma , colocada pelo cidadão António Ângelo, gostava de ver respondida, a questão é :


« É pública e notória a existência de uma viva contestação de vários sectores da População e de diversas forças políticas no concelho ao seu Projecto de Revisão do PDM da Moita, novo PDM esse que é por muita gente nomeadamente acusado de violar a lei em numerosos e graves aspectos, favorecendo extraordinariamente certos Promotores Imobiliários, que por seu turno favoreceram extraordinariamente pessoas bem colocadas em redor da cúpula de decisão da Câmara da Moita.


Esse processo de Revisão conheceu o início do seu processo oficialmente anunciado pela Câmara da Moita no Boletim Municipal de Julho de 1996 e já vai para 3 anos que está de facto "encalhado" desde a Discussão Pública de 2005.

A Moita já gastou nesta Revisão inacabada 12 anos. E não se descortina um fim à vista.
Neste quadro, aceita o Presidente da Câmara Municipal da Moita João Lobo participar num debate público sobre a Revisão do PDM com uma qualquer das vozes da oposição ao seu Projecto de PDM, por exemplo com um dos Munícipes do Movimento Cívico Várzea da Moita, tal como consta aliás de um desafio sintomaticamente deixado sem resposta apesar de lançado já no Verão passado?

E, caso não possa ou entenda não dever participar num tal debate público de esclarecimento, por razões que sobejamente se compreenderá, aceita que um seu Representante a nível da Direcção Política da Câmara ou então que um Representante do seu Partido ou da sua Coligação Eleitoral participe num tal acto de cidadania e de esclarecimento?

Na expectativa de uma boa resposta por parte do Entrevistado, com coragem política e sem subterfúgios, despeço-me Cordialmente »

22 Fev '08 António Manuel da Silva Ângelo

terça-feira, fevereiro 26, 2008

"DESASTRES"


Na imagem um verador de uma autarquia brasileira que resolveu exorcisar o mal que diz estar instalado na sua autarquia, por cá... há ainda mais Judas do que Cristos (literalmente).

A actual geração da cacíque, e muitas das vezes inculta classe dirigente, que localmente nos governa, raramente gerou politicos de estatura nacional .

É como que uma "liga dos últimos" cujas excepções , lembro-me de Isaltino Morais investido em Ministro do Ambiente (imagine-se) só confirmam a regra .


Esta gente digere mal críticas e são incapases de ter uma opinião consistente , determinam a partir do seu olho mais vesgo o valor do património e fazem a partir daí a sua gestão de bulldozer em punho seja sobre património construído, seja sobre património natural, é o progresso, o "seu progresso" certamente que quanto ao país, quanto às regiões, quanto às localidades, estamos cada vez com menos património e cada vez com menor qualidade de vida.

Esta avaliação que diáriamente aqui vamos infelizmente fazendo é "ignorada" por essas eminências para quem a Banda Larga é o oposto da Banda Gástrica no seu apetite voraz pelo território, e o que a sociedade civil vai alertando, é circunscrito e a não ter em conta.

Como aqui as autarquias são, excepto uma, comunistas, logo toda e qualquer critica é "anti-comunismo primário" a abater , a ridicularizar e a ignorar , venha ela de onde vier !


A recente reflexão da Sedes denuncia o contrário, tal como muitos pensadores e articulistas. Nessa base gostaria de deixar aqui excertos da última crónica de António Barreto publicada no Jornal Público de 24 de Fevereiro. Passo a citar:

« É sempre assim. Calor e seca trazem falta de água, perda agrícola , incêndios da floresta e morte de animais. Por vezes, doenças. Chuva traz inundações, perda de casas e bens, pobreza , destruição de estradas e comércio. E ameaças para a saúde publica (...).

Nuns e noutros casos, bombeiros, serviços de protecção e prevenção, socorros de emergência, soldados, policias e centros de saúde desunham-se quanto podem,mas são sempre insuficientes.(...)


Esta é a fragilidade de um país . Esta é a fraqueza de uma sociedade que se moderniza velozmente , de um modo brutal. As camadas modernas vão-se sobrepondo sobre a sociedade antiga, sem evolução ou ajustamento.

Autoestradas por cima de couves, cabos de alta tensão e antenas de telemóveis em cima de telhados e prédios instantâneos rodeados de ribeiras e ribanceiras, de taludes e areia. Restos de obra escorrem nas enxurradas, areia e tijolo espalham-se pelas ruas e aterram nas baixas das cidades ou perto dos rios e praias.


A lama natural mistura-se com os detritos de uma sociedade desorganizada e desmazelada, a que presidem autoridades sempre mais interessadas no que dá nas vistas, com enorme desprezo pelo que faz falta.

Como tão bem adverte, há décadas, Ribeiro Telles, cortam-se as vias de água, tapam-se os sistemas de drenagem, desviam-se cursos, entopem-se as sargetas e os esgotos e não se cuida do espaço publico.
Nem sempre se aprende com os desastres anteriores.

Aposta-se no futuro e sai Casino, estádio de futebol ou Exposição. Choque tecnológico ou plataforma. Resort de luxo ou TGV. Mas a sargeta, senhores, a sargeta! Essa fica esquecida. Sem falar na drenagem, no abastecimento de água, nas linhas do telefone, nos esgotos ou na organização dos serviços de emergência . (...) »

E sobre o outro desastre que é a dívida da Câmara de Lisboa

« (...) Do que se percebe, ressalta que a responsabilidade é de todos os partrtidos e de todos os presidentes de câmara que ocuparam cargos em Lisboa desde há pelo menos quinze ou vinte anos.

As consequências deste episódio são devastadoras. Para as pessoas que sofrem os efeitos e não têm meios ou recursos para serem compensadas. Mas sobretudo para a nossa vida colectiva.
Por ser pública, uma entidade pode ficar a dever, falir e ter comportamentos absolutamente irresponsáveis, que nada acontece.

Por serem dirigentes públicos, os autarcas podem gastar o que não têm, ficar a dever, provocar a falência de cidadãos e empresas e não cumprir os compromissos e os contratos assinados.


Por serem eleitos , podem fazer a demagogia que lhes dá na cabeça, gastar no que lhes apetece, contratar os amigos e subsidiar no que lhes interessa, que não são depois cahamados a pagar e assumir responsabilidades.


Talvez tudo fosse diferente se os politicos tivessem de responder, com os seus bens, pelas dívidas e pelos abusos de que são responsáveis. (...) »

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ULTIMA HORA

Um destaque para a proposta - de nova geração - do Vereador Samuel Cruz para o Seixal , no blogue Rumo a Bombordo

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

A DEMOLIÇÃO DO ESTALEIRO DA QUINTA DA FIDALGA




Na imagem de cima o estaleiro demolido , na imagem de baixo é notório no enquadramento geral (o estaleiro no canto inferior direito) , o betão que cresce sobre a Baía e o desrespeito pelo património histórico e natural por parte dessa urbanização que nasce em muralha sobre o Rio e a Quinta da Fidalga.

Temos reflectido várias vezes sobre este tema , a tentativa marxista de reescrever a história da Margem Sul.

É notório a ênfase dada a ciclos economico/historicos que têm como centralidade o periodo da industrialização e do proletariado, escamoteando por exemplo, a ocupação da população quer na pesca, quer na agricultura ou até mesmo na construção naval.

Nesse sentido há uma opção de valorização patrimonial de determinadas estruturas (Mundet, Alto Forno da Siderurgia...) deixando degradar ou ocupando de forma descaracterizadora construções que tiveram o seu auge como elementos marcantes das descobertas, da vilegiatura da monarquia que aqui assentava arraiais estivais ou as grandes quintas agrícolas.

Parece haver uma intencionalidade notória nesta politica "cultural" de fundamento tipicamente comunista , acumulando com a impreparação intelectual dos autarcas eleitos que acabam por ter responsabilidades decisórias sobre a matéria.

O último desses exemplos chega-nos do Seixal onde apressadamente e contrariando vários alertas , foi demolido um estaleiro naval que poderia ter raízes no período dos descobrimentos , havendo hipóteses de o subsolo conter uma reserva arqueológica que carecia de estudo , a par da manutenção do edifício.


Assim não entendeu a autarquia que na pessoa do seu vereador do urbanismo, o senhor serralheiro Jorge Silva decidiu avançar com a demolição do edifício, alegadamente por este apresentar algumas marcas de degradação e por considerar, o senhor serralheiro instituído vereador , que não havia valor patrimonial a defender, nem história a investigar por meios arqueológicos.

O Senhor Veredaor dá agora ênfase ao bonito que o espaço vai ficar, com passeio , relva e potencialmente um restaurante...

Gostava de ver no entanto respondidas algumas questões para além das apresentadas institucionalmente , e uma delas é , se foi tão fácil demolir , não teria sido ainda mais fácil manter, se a autarquia teve poderes para arrazar, também teria para pintar e conservar ao longo dos anos não permitindo o facto consumado e decretado da ruína total... (?)


Outra é, quem e porque razão vai saír beneficiado com a demolição daquele património para ali instalar um restaurante ?

Porquê tanta pressa na demolição daquele edifício, não apresentando explicações aos eleitos da oposição ou ao movimento de cidadãos que em crescendo se assumia no sentido da preservação daq
uele espaço ?

Para concluír o mal contado que toda esta história está, veja-se a imagem aérea abaixo que contradiz os responsáveis quando estes referem que é necessária a demolição da construção para continuar o passeio pedonal.


A imagem mostra que isso não passa de uma mentira, que espaço para uma ciclovia, um passeio e uma área para ajardinar existe independentemente do edifício ali estar .
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ULTIMA HORA

PSD Seixal lança campanha em defesa do Sapal de Corroios questionando Governo e autarquia.

domingo, fevereiro 24, 2008

MEMÓRIA FUTURA 2



O senhor Alfredo Monteiro representa, mais que o município de que é presidente, representa os municípios da região de Setubal, no entanto, questionado sobre a forma de gestão do território que permite valorizar e desvalorizar descricionáriamente terrenos - as célebres mais valias imobiliárias - que beneficia este ou aquele proprietário , respondeu:

"Anh, Umh, Ahm...o aspecto fundamental é este... ehh...Umm... é preciso encontrar um quadro de desenvolvimento regional e , estamos a falar de uma região que significa, partir dos Planos Directores Municipais e no quadro de um instrumento de ordenamento do território, ter uma visão portanto integrada do ordenamento , da sustentabilidade ambiental, do desenvolvimento das infraestruturas do que é estruturante ....."

Ou seja, uma linguagem em "dialecto autarquês" que nada assume, que em nada se compromete,
fugindo a um tema ( coerência nos Planos de Ordenamento versus Corrupção) que é fundamental para a credibilidade dos autarcas e para a transparência dos processos e dos planos, como diabo da cruz, até parece que se sentiu pessoalmente incomodado , e devia , o caso da Flôr-da-Mata ou o da Várzea da Moita são dois desses exemplos .

Como representante de todos os outros autarcas foi mau demais !

Foi o calar que consentiu , ainda por cima depois de chamado duas vezes a atenção para não se desviar do tema e depois de o Bastonário da Ordem dos Engenheiros ter introduzido detalhadamente esta questão - a "moeda" que é emitida sempre que se altera o uso do solo e o jackpot calha a alguns - e da apresentadora ter até frisado da possibilidade de corrupção associada aos meandros dos Planos...


Alfredo Monteiro optou pelo vazio do discurso e pela alegada participação civíca modelo com que supostamente esses Planos são excepcional e exemplarmente construídos na Margem Sul, a forma como são participados...quando todos nós sabemos que o cidadão não tem voz , que as diiscussões dos "mais básicos" planos, os Planos de Pormenor são agendados para os períodos de Agosto e do Natal e minimalisticamente divulgados para além do que a lei obriga!

Na terra do Senhor Alfredo, os dossiers que sustentam as consultas públicas são até manipulados e alterados, durante essas mesmas consultas!

O que tem o senhor Alfredo Monteiro a esconder para não abordar esta questão fundamental à credibilidade dos autarcas e à transparência do planeamento?

sábado, fevereiro 23, 2008

MEMÓRIA FUTURA 1



Recuperamos aqui a participação do presidente da Associação de Municípios de Setúbal e Presidente da Câmara do Seixal no programa Prós e Contras de 18 de Fevereiro de 2008.

Um excelente exemplo de que os politicos neste tipo de debates só debitam a lição estudada, independentemente das perguntas que são feitas, para além do quadro idílico que pintam do seu desempenho e as queixas do que herdaram...há...30 ANOS (no antes do 25 de Abril...imaginem ) , e se calhar ainda, do tempo das caravelas, por isso andam tão preocupados a reescrever a História...

Vejam só o que o senhor Alfredo Monteiro afirmou perante o país :

"Temos um histórico do urbanismo que vai dos anos 60 e 70 com muito por corrigir"

Ou seja, o problemático, era quando o Seixal, município a que preside tinha 30 mil habitantes - agora tem 170 mil habitantes - quando não existiam também criações da sua gestão como sejam Santa Marta do Pinhal , ou os condominios recentes e em construção da Quinta do Outeiro ou Quinta da Trindade...

"É preciso compreender hoje que as autarquias e os municípios têm muito cuidado no planeamento ao nível desta área (...) o que tem a ver com as estruturas ecológicas, o que tem a ver com a reserva ecológica, o que tem a ver com a sustentabilidade ambiental (...) é uma questão que os municípios assumem como fundamental para a qualidade, para o desenvolvimento do seu território..."

Como se fosse verdade...o senhor Alfredo Monteiro tem neste momento em cima da mesa , no Seixal, projectos em leito de cheia e em colisão com terrenos de reserva ecológica e agricola como seja o Plano de Pormenor da Torre da Marinha e o Plano de Pormenor da Flôr da Mata e até com o próprio PDM em vigor, permitiu que em terrenos de REN e RAN se instalasse o Centro de Estágios do Benfica e respectiva urbanização , quer instalar um hospital num Sítio Rede Natura 2000, viabilizou uma piscicultura ilegal também em REN ... enfim se o senhor autarca do Seixal fosse o Pinóquio teria sido um caso sério para saír da Casa do Artista....

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

AFINAL HÁ "MINISTRO"!






















- Porreiro Pá!!!

Descobriu-se depois das inundações de segunda feira, que afinal há Ministro do Ambiente , não porque o tenha visto de galochas e camuflado (fica sempre bem numa qualquer tragédia, um ministro de galochas e camuflado) , mas porque "inexperientemente" disse aquilo que todos pensamos... e houve umas virgens puras que se sentiram ofendidas.


O que disse o ministro de assim tão grave ? Bom disse "que responsabilizava as autarquias pelas cheias e complicações de trânsito registadas" e não é que o homem até tem razão ?

Só que , apesar de achar isso mesmo, não isento o Ministério do Ambiente na sua quota parte de responsabilidade, não no caos, não no trânsito, não nas casas inundadas ou nos carros submersos, não nas lojas destruídas, reconheço responsabilidades ao Governo Central ao considerarem os autarcas pessoas de bem e assinarem, na maioria das vezes "de cruz" os projectos e planos que lhe chega , apresentados pelas autarquias, quando muitas das vezes sofreram até a contestação das populações dos tecnicos e de organizações ambientalistas...
e foram manipuladas as consultas públicas!

A recente alteração na responsabilidade na delimitação e "municipalização" da REN e da RAN é outro desse legado que no futuro vai dar ainda pior resultado...


Quanto às virgens ofendidas , por exemplo as Câmaras de Setubal e de Almada deviam ter era vergonha !!!

Ao não resolverem problemas recorrentes e previsíveis de drenagem ou falta dela, de limpeza de condutas de águas pluviais , é que a CDU, força politica que está à frente dos destinos destas autarquias, está-o há muitos anos...sempre com a repetição dos mesmos problemas, agravados porque entretanto se urbanizou a esmo e impermeabilizou vastas zonas do território , veja-se em Setúbal a destruição prevista do Vale da Rosa o inundar ciclico do tunel do Quebedo, ou em Almada o que foi feito em todo o Vale da Sobreda, os Vales que vão do Feijó até à Cova da Piedade...o desmazelo dos muros centenários de Porto Brandão...


Pelo que só posso concordar com o Professor Nunes Correia quando afirmou "Tem a ver com as infraestruturas urbanas», há «falta de hábito» de fazer limpezas regulares para evitar cheias, embora reconheça que só uma peritagem pode apurar as razões das complicações verificadas."

Concordamos ? Ou ainda acham que é tudo culpa de uma conspiração entre o S.Pedro , o Fontes Pereira de Melo e o Duarte Pacheco para deixar mal os autarcas CDU?

Agora, senhor ministro, espero que assuma as trapalhadas que os PIN já começaram a dar , metendo mais água que Loures e Sacavém juntas...

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ULTIMA HORA

Uma questão interessante e uma abordagem diferente sobre este tema pelo Deputado Luís Rodrigues (clique) .

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Veja aqui as imagens de Setúbal...


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

PÓS E FAZ-DE-CONTAS




No início desta semana , dois debates televisivos foram reveladores das limitações confrangedo
ras dos nossos politicos locais face à realidade no terreno .

O primeiro, no domingo , foi o oportunissímo "Depois do Adeus" que recordou as cheias de 1967 , nesse programa alertou-se para as causas que desembocaram nas consequências abafadas por uma ditadura que escamoteava e escondia a verdade e que transpôs para a Democracia a falsa realidade de que contrariando alguns técnicos e politicos, como Helena Roseta e Gonçalo Ribeiro Telles , tudo está bem planeado e construído .

Escassas horas passadas algumas vítimas e uma noite (essa noite) de chuva, desmascararam as fragilidades dessa "verdade" construída para consumo eleitoral mas diametralmente oposta da realidade.

O segundo debate foi o "Prós e Contras" da passada segunda feira onde se debateu a terceira travessia sobre o Tejo, o novo aeroporto e como não podia deixar de ser os acontecimentos dessa madrugada.


Mais uma vez os politicos presentes escamotearam a realidade e mentiram em directo para milhões de portugueses , a presidente de Câmara de Almada veio com o argumento do aquecimento global e com os gases de efeito de estufa , que agora servem para desculpabilizar tudo e todos e com os acontecimentos idênticos que acontecem "por todo o mundo"...

E depois lá tivemos um presidente da Associação de Municípios de Setubal, Alfredo Monteiro, ele próprio, a desculpar-se primeiro com o construído antes do 25 de Abril (a par do aquecimento global também serve para desculpar tudo) e depois com os Planos Directores Municipais de Primeira Geração.

O que foi pena é que os Prós e os Contras não estivessem bem defidos e tivesse havido demasiado unanimismo sem contraponto ao cenário idilico e vitimizador dos autarcas da Margem Sul, agora armados em ambientalistas " Arrábida a Património da Humanidade" o slogan bonito com que Alfredo Monteiro encerrou o programa e que teve de meter a todo o custo...



Quem vive por Esta Banda ou está minimamente informado, sabe que Alfredo Monteiro em representação de todos os outros autarcas... mentiu perante milhões !

Mentiu ao dizer que o problema era de um antes do 25 de Abril onde residiam no Seixal 30 mil habitantes que nos últimas décadas e sob a vigência da CDU se transformaram em 170 mil... com muitas das infraestruturas criadas ou herdadas de antes do 25 de Abril...


O Senhor autarca do Seixal mentiu também no cenário idilico de "desenvolvimento sustentável" que pintou , mentiu ao desresponsabilizar-se da autoria e da implementação de um PDM de 1ª geração, e mentiu ao fazer crer que a revisão dos PDM (transformados agora em PDM de 2ª geração) vai limitar o betão, reorganizar e reordenar o espaço e emendar erros.


Alfredo Monteiro mentiu também quando tentou fazer passar a imagem de uma Democracia participada e participativa na Margem Sul esquecendo-se de dizer que a maioria das instituições , cidadãos e organizações são , ou criadas para o efeito pelo PCP ou por si orquestradas , controladas ou dependentes das autarquias e do Partido , quer financeiramente quer em termos de liderança e gestão.

Esqueceu-se de dizer que nessa sua "democracia participada" as vozes contrárias à corrente são ignoradas e ridicularizadas....


É pena que uma noite de chuva não dê para pôr a nu o cenário inventado neste "Prós e Contras" como a chuvada que desmascarou o cenário que outros inventaram no programa sobre as cheias.

Continua a ser confrangedora, é a disfarçatez com que os eleitos locais continuam a "inventar" perante o País, uma Margem Sul que só existe no imaginário que pretendem passar e nos slogans vazios com que nos enchem os dias.

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NOTA FINAL : "ARRÁBIDA A PATRIMÓNIO NATURAL DA HUMANIDADE ! "

Subscrevo o mais possível ! Contem comigo para as manifestações a exigir o encerramento da SECIL e das Pedreiras da Arrábida ! E pare-se com a construção na Serra e arredores ! Ah....isso não está incluído nas ideias da CDU ???

Ah OK! Não passa de uma brincadeira... e eu que pensei que era a sério!!!

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ULTIMA HORA


Um exemplo da incoerência ambiental do senhor Alfredo Monteiro no blogue Revolta das Laranjas (clique)

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

EM PORTUGAL , QUE ESPERANÇA PARA OS SUBÚRBIOS?



Do blogue HEKATE (clique) , e numa altura em que reina de novo um sentimento de insegurança nos bairros sociais da Margem Sul, nomeadamente Almada e Setubal chamamos atenção para este texto a exigir uma leitura atenta, agradecimentos ao autor:

« Sarkozy divulgou esta semana o seu muito esperado plano para os “banlieues”, uma das suas promessas de campanha e uma das que suscitou mais esperanças.


O plano denominado “Esperança para os Subúrbios" concentrar-se-á numa centena de bairros considerados problemáticos. Este plano terá como principais prioridades as áreas da inserção pelo trabalho, da luta contra o insucesso escolar, e o reforço dos transportes públicos e da segurança como formas de evitar a “guettização”.

Em paralelo anuncia-se a criação de 45 000 novos empregos nos próximos 3 anos e um financiamento de um milhão de euros. Tudo isto aliado à chamada lei SRU (Solidariedade e Renovação Urbana) que contempla a necessidade dos municípios de reservarem 20% para habitação social (foi aliás, publicado esta semana, a um mês das eleições municipais, um relatório sobre o cumprimento desta lei nas diversas municipalidades).
Este plano surge de entre as muitas críticas que têm sido feitas à dinâmica social das cidades francesas. Entre aqueles que acreditam no plano e, aqueles que o interpretam como apenas mais um espectáculo eleitoralista numa fase em que as sondagens em França não são favoráveis ao presidente Sarkozy, a discussão mantêm-se acesa.

Em França, temos pois um plano e um debate que atravessa a sociedade num período de eleições municipais. Mas, e em Portugal? O debate sobre este tema restringe-se a determinados momentos. Não parece haver uma política articulada para combater estes fenómenos de exclusão social derivados do fraco domínio da língua, associados não qualificação da mão-de-obra e à existência de sub-culturas.
O fenómeno da exclusão social está a alastrar em Portugal. As segundas e terceiras gerações de imigrantes têm denotado muitas dificuldades na integração. Não houve ainda uma aposta séria na formação aliada à criação de emprego.

As escolas não estão dotadas de meios que permitam fazer face aos desafios postos por estas comunidades, o que leva frequentemente ao abandono escolar precoce e à manutenção do círculo vicioso da exclusão e da pobreza.


Quanto à habitação social, tem havido um desinvestimento e um desinteresse da parte das autoridades locais e centrais que têm permitido a criação de zonas habitacionais extremamente degradadas e / ou a degradação do parque habitacional existente. O não cumprimento dos programas de realojamento social conduz à eternização de situações de extrema carência que em nada beneficiam a comunidade local.

Por outro lado, colocar os bairros sociais em zonas periféricas contribui e reforça a tendência para a sua marginalização e para a perda de autoridade do Estado.


Os grandes motins que assolaram as cidades francesas no Outono de 2005 são reveladores de um grande mal-estar. Esse mal-estar existe também em Portugal, o que não existe aqui, é o fermento agregador da religião. É que em França, muitos destes problemas são ocasionados pelas segundas e terceiras gerações de imigrantes magrebinos. Em Portugal, os emigrantes encontram-se divididos pela sua origem étnica o que de algum modo tem evitado grandes as explosões.

Esta questão tem que ser pensada e discutida até porque não existem soluções fáceis e, adiar esta discussão é adiar o problema e contribuir para o reforço de epifenómenos como a criminalidade e a xenofobia.»
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ULTIMA HORA 1

A Visita do Dr.Luis Filipe Meneses à Zona J de Chelas onde identificou problemas que parece desconhecer enquanto autarca de Vila Nova de Gaia e se passam no concelho onde é presidente de Câmara..."Vila D'Este" diz-lhe alguma coisa senhor Dr. ?

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ULTIMA HORA 2

O Chumbo pelo Tribunal Administrativo do circulo de Lisboa que suspende o PIN Costa Terra na Comporta :

A decisão suspende o loteamento e manda parar a obra na Costa Alentejana , resultado de uma providência cautelar interposta pela QUERCUS e pelo GEOTA.