terça-feira, fevereiro 26, 2008

"DESASTRES"


Na imagem um verador de uma autarquia brasileira que resolveu exorcisar o mal que diz estar instalado na sua autarquia, por cá... há ainda mais Judas do que Cristos (literalmente).

A actual geração da cacíque, e muitas das vezes inculta classe dirigente, que localmente nos governa, raramente gerou politicos de estatura nacional .

É como que uma "liga dos últimos" cujas excepções , lembro-me de Isaltino Morais investido em Ministro do Ambiente (imagine-se) só confirmam a regra .


Esta gente digere mal críticas e são incapases de ter uma opinião consistente , determinam a partir do seu olho mais vesgo o valor do património e fazem a partir daí a sua gestão de bulldozer em punho seja sobre património construído, seja sobre património natural, é o progresso, o "seu progresso" certamente que quanto ao país, quanto às regiões, quanto às localidades, estamos cada vez com menos património e cada vez com menor qualidade de vida.

Esta avaliação que diáriamente aqui vamos infelizmente fazendo é "ignorada" por essas eminências para quem a Banda Larga é o oposto da Banda Gástrica no seu apetite voraz pelo território, e o que a sociedade civil vai alertando, é circunscrito e a não ter em conta.

Como aqui as autarquias são, excepto uma, comunistas, logo toda e qualquer critica é "anti-comunismo primário" a abater , a ridicularizar e a ignorar , venha ela de onde vier !


A recente reflexão da Sedes denuncia o contrário, tal como muitos pensadores e articulistas. Nessa base gostaria de deixar aqui excertos da última crónica de António Barreto publicada no Jornal Público de 24 de Fevereiro. Passo a citar:

« É sempre assim. Calor e seca trazem falta de água, perda agrícola , incêndios da floresta e morte de animais. Por vezes, doenças. Chuva traz inundações, perda de casas e bens, pobreza , destruição de estradas e comércio. E ameaças para a saúde publica (...).

Nuns e noutros casos, bombeiros, serviços de protecção e prevenção, socorros de emergência, soldados, policias e centros de saúde desunham-se quanto podem,mas são sempre insuficientes.(...)


Esta é a fragilidade de um país . Esta é a fraqueza de uma sociedade que se moderniza velozmente , de um modo brutal. As camadas modernas vão-se sobrepondo sobre a sociedade antiga, sem evolução ou ajustamento.

Autoestradas por cima de couves, cabos de alta tensão e antenas de telemóveis em cima de telhados e prédios instantâneos rodeados de ribeiras e ribanceiras, de taludes e areia. Restos de obra escorrem nas enxurradas, areia e tijolo espalham-se pelas ruas e aterram nas baixas das cidades ou perto dos rios e praias.


A lama natural mistura-se com os detritos de uma sociedade desorganizada e desmazelada, a que presidem autoridades sempre mais interessadas no que dá nas vistas, com enorme desprezo pelo que faz falta.

Como tão bem adverte, há décadas, Ribeiro Telles, cortam-se as vias de água, tapam-se os sistemas de drenagem, desviam-se cursos, entopem-se as sargetas e os esgotos e não se cuida do espaço publico.
Nem sempre se aprende com os desastres anteriores.

Aposta-se no futuro e sai Casino, estádio de futebol ou Exposição. Choque tecnológico ou plataforma. Resort de luxo ou TGV. Mas a sargeta, senhores, a sargeta! Essa fica esquecida. Sem falar na drenagem, no abastecimento de água, nas linhas do telefone, nos esgotos ou na organização dos serviços de emergência . (...) »

E sobre o outro desastre que é a dívida da Câmara de Lisboa

« (...) Do que se percebe, ressalta que a responsabilidade é de todos os partrtidos e de todos os presidentes de câmara que ocuparam cargos em Lisboa desde há pelo menos quinze ou vinte anos.

As consequências deste episódio são devastadoras. Para as pessoas que sofrem os efeitos e não têm meios ou recursos para serem compensadas. Mas sobretudo para a nossa vida colectiva.
Por ser pública, uma entidade pode ficar a dever, falir e ter comportamentos absolutamente irresponsáveis, que nada acontece.

Por serem dirigentes públicos, os autarcas podem gastar o que não têm, ficar a dever, provocar a falência de cidadãos e empresas e não cumprir os compromissos e os contratos assinados.


Por serem eleitos , podem fazer a demagogia que lhes dá na cabeça, gastar no que lhes apetece, contratar os amigos e subsidiar no que lhes interessa, que não são depois cahamados a pagar e assumir responsabilidades.


Talvez tudo fosse diferente se os politicos tivessem de responder, com os seus bens, pelas dívidas e pelos abusos de que são responsáveis. (...) »

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ULTIMA HORA

Um destaque para a proposta - de nova geração - do Vereador Samuel Cruz para o Seixal , no blogue Rumo a Bombordo

9 comentários:

Anónimo disse...

O 1º governo dos cidadãos é as autarquias e freguesias. Gastam o dinheiro em festas para as reeleições em coisas concretas so quando há tragedias.

Anónimo disse...

"(...)“Isto não é outra coisa senão especulação politica” – salientou Carlos Humberto.
O presidente da Câmara Municipal do Barreiro referiu que “não é verdade que a participação” defendida pelo PCP, que “apenas serve para iludir, não é verdade isso, isto é uma especulação política”.
Esta é uma concepção política e de postura politica” – sublinhou Carlos Humberto.

(...)

Não é verdade que isto corresponde a uma especulação imobiliária” – referiu e lançou o desafio para que o Partido Socialista apresente na Assembleia da República, “uma Lei sobre a Lei das Mais Valias, uma lei que penalize as mais valias”.

in:
http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=81057&mostra=2

Porque foi marcada esta reunião para as 15:00?
(ver foto que vale mais que mil palavras)
E, os deputados do PC e dos Verdes,porque não apresentam uma proposta nesse sentido na AR???
Ou têm ordens do comité central ao qual este senhor pertence para assobiar para o lado e tratar de ir ajudando ao amanhanço dos especuladores da margem sul?

cidadao disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cidadao disse...

Tudo isso que menciona António Barreto é verdade como a introdução do autor do blogue.
Os últimos posts revelam quem são os autarcas do Seixal, em particular o Presidente Alfredo Monteiro e o Verador Jorge Silva.
O que o senhor presidente diz ser o passivo de planeamento com as urbanizações clandestinas, sou por princípio contrário à urbanização clandestina, mas é bom dizer que a construção clandestina no Seixal teve a cumplicidade da câmara.
A câmara tinha meios de fiscalização e ou não a fez ou a fiscalização era corrupta e permitiu-a.
A construção clandestina no Seixal não tem nada a ver com barracas ou abarracamentos, são moradias devidamente projectadas por técnicos qualificados embora construída "à revelia" da autarquia.
Também não vi nenhum dos responsáveis como António Xavier de Lima ser preso por lotear clandestinamente.
Hoje digo, ainda bem que houve construção clandestina que criou zonas de baixa densidade populacional com moradias unifamiliares com quintais e hortas.
O que a câmara tem feito pelo traço dos tecnicos são zonas de alta densidade e construção em altura. O Pinhal dos Frades é um desses exemplos.

blogue fecal disse...

Tomámos conhecimento através do recurso à nova lei dos partidos dos dados pessoais do ponto verde que passamos a divulgar: Filiação: Josefina Ecoponto e José Contentor; Naturalidade: Aterro Municipal do Seixal; BI: 0000069; Idade: com as plásticas e as reparações nas asas não se consegue saber; Estado Civil: Divorciado (desde que casou); Habilitações Literárias: 4ª classe incompleta; Profissão: copiador de texto e lambe botas do deputado; Filiação Partidária: Às segundas, quartas e sextas – PSD, às terças, quintas e sábado- PS, ao domingo anti-pcp e indeciso, tal como na sua sexualidade; género: Boi hermafrodita; Ficha clinica: Esquizofrénico e bailarino compulsivo.

É este o indivíduo que critica algumas pessoas pelas suas habilitações, que mente, que copia, que assassina a gramática portuguesa!

www.jsdseixal.com disse...

OUTDOOR SOBRE A AGUA DA JSD SEIXAL EM:

www.juventudeseixal.blogspot.com

www.jsdseixal.com/blog

ex-militante disse...

Eufrázio volta, estás perdoado .

Anónimo disse...

Eufrázio volta?? Então se está aposentado e ganha o mesmo que no activo e ainda mais o ordenado da costa azul pq há-de voltar??

Anónimo disse...

Censura? Ditadura? o texto do António do Telhado a favor dos professores e da educação foi apagado, só vem mostrar que o ponto verde é um empregadeco de quem governa.