sexta-feira, dezembro 08, 2006

MAU TEMPO PÕE DUNAS DA COSTA EM RISCO















Há uma situação de alerta e na Costa da Caparica, com o mau tempo que se tem feito sentir nos últimos dias a provocar o risco de ruptura do cordão dunas primário.

A ruptura deste cordão de protecção poria fácilmente em perigo - numa situação de mar alteroso com subida de nível da maré - as zonas habitacionais mais perto da costa e os parques de campismo e estruturas de apoio às praias, ali existentes, sobretudo na zona de S.João da Caparica.

Segundo a Agência Lusa

"A governadora Teresa Almeida, alertou para o perigo eminente do avanço do mar nas praias de São João provocar a ruptura das dunas e atingir habitações e estabelecimentos comerciais da zona.

No entanto, Teresa Almeida referiu que a Protecção Civil Distrital e o INAG (Instituto Nacional da Água) estão em contacto permanente no sentido de acompanhar o desenvolvimento da situação e de intervir imediatamente, caso esta assim o exija.

Quinta-feira de manhã, António Neves, presidente da Junta de Freguesia da Costa de Caparica, alertou para o perigo do avanço do mar poder destruir toda a zona de dunas, mas também os cafés e restaurantes das praias e o parque de campismo da INATEL.

Um representante do parque de campismo referiu não ter conhecimento da situação e não terem sido tomadas medidas de prevenção, visto que não foi avisado, nem pelas autoridades nem pela Polícia Marítima, da possibilidade do parque ser atingido pelo mar.

A principal preocupação do presidente da Junta está relacionada com o provável agravamento do estado do tempo nos próximos dias e com a previsão de ondas de cerca de oito metros a partir de hoje.

Para António Neves, a resolução do problema passa pelo prolongamento das obras de recuperação dos esporões, que reestruturaram os contrafortes entre a Nova Praia e a última praia paralela à avenida principal da cidade e que terminaram em Maio."

Esta situação na Costa Portuguesa é uma das consequências visiveis de um Outono invulgar em termos climáticos, com temperaturas amenas e muita chuva. Ao mesmo tempo no resto da Europa o frio também teima em chegar, com temperaturas muito acima do normal para a época e para os últimas décadas e séculos.

Há situações absolutamente invulgares de seca na Ucrânia, de falta de neve nas estâncias Alpinas de esqui, situação generalizada ao resto da Europa dos desportos de Inverno , na Inglaterra há jardins de rosas floridos nesta altura do ano, situação absolutamente invulgar, e em Roma o traje da cidade é a manga curta!!!
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Destaque para o blogue local, Caparica Futurista que aborda este e outros temas daquela região.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

ALMADA - PRÉMIO CONTRA A NOSSA PACIÊNCIA













Parece não haver fuga para o disparate neste país, senão irmos daqui embora... vem isto a propósito da institucionalização da asneira ambiental e paisagistica .

Então não é que aquele projecto de construir em massa (clique) sobre a falésia da Costa, primeiro recebe do Governo a "distinção" de PIN - Projecto de Interesse Nacional - quando o que se pergunta é , qual o interesse nacional de mais projectos de betonização do país?

Agora é a autarquia a associar-se a tal projecto, distinguindo-o com o prémio de arquitectura justificado por "exemplar que valoriza a arquitectura corrente do concelho» e que apresentou uma solução «inovadora» no que se refere ao uso dos materiais."... e então?

Quanto ao ilustre arquitecto Jão Paciência, galardoado pelo prémio, foi contratado pela empresa certa, a Cantial que assim prova a sua facilidade de movimentação em águas tanto rosa como vermelhas, justifica a sua criação como sendo um prémio em que "sublinha situar-se entre os arquitectos que concebem a arquitectura como um «serviço público»" e "Procuro propor projectos que sejam, de facto, úteis" pois sêlo-á , mas duvido que o possamos encarar como serviço publico, o verdadeiro "serviço publico" e o verdadeiro "interesse nacional" será antes do mais e antes que tudo , conservar aquele espaço ne integrá-lo na àrea de paisagem protegida da Arriba Fóssil... e nunca pôr ali construção densa e em massa como aquele projecto pretende.

Tudo o mais , dos prémios de arquitectura com a benção da Câmara até aos PIN, fede de interesses que então longe de ser os do apregoado "serviço público" e muito menos do "interesse nacional "- Não nos façam de parvos!!!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

SEIXAL - O FAZ...DE CONTA!










Passou mais de um ano sobre as últimas autárquicas, e nada de visivel surge no horizonte, transformamo-nos cada vez mais numa região que avança , ao sabor dos favores de ocasião e dos bochechos de cada período pré eleitoral .

O que se assiste , um ano depois é a uma profusão de obras paradas e até (vergonhosamente) anunciadas, mas enquanto se não vislumbra o seu fim, eis que novas obras se anunciam, vá-se lá saber se são só para entreter ou se são para garantir desde já alguma promessa que é o que para aí prolifera, nesta Pátria dos direitos adquiridos.

No Seixal, não se concluem viadutos parados há mais de um ano, alargamentos de pontes que se não começam , vias que se não concluem, mas eis que se anunciam portos de recreio (TRÊS!) , restaurantes e lugares comuns , é a politica parola no seu melhor, a fuga para a frente num mapa turistico que se pretende existir , mas faltando explicar quais as motivações que alguém exterior ao Município terá para por ele optar... e logo, quais as vantagens que terão os privados (pois tratam-se de investimentos privados) em investir em tais equipamentos. Estou a falar como é óbvio de investimentos sérios e não de economia paralela.

Os responsáveis politicos no Seixal, descobriram agora, com algumas décadas de atraso e depois de destruírem a maioria dos recursos a esse nível, que afinal "Seixal possui um elevado potencial turistico", e esta é mesmo para rir "uma oferta de qualidade na área do lazer"... óbviamente deve-se referir aos permanentes jogos florais que envolvem doutrináriamente o concelho durante todo o ano, na base do córato , do foguete e das excurssões organizadas na província no inicio de Setembro ...

Tudo isto é pouco, muito pouco para autarcas que se irritam quando se propõem alternativas simples e concretas, para amanhã e por baixo custo como é uma ciclovia (que cubra todo o concelho) desenhada no asfalto depois de pensado e regulado o tráfego, como é o caso de estruturas balneares de apoio que desencoragem e sirvam de alternativa aos mergulhos contra a saúde pública que se dão, Verão fora por essas praias ribeirinhas ao abandono... ou se faz cumprir a letra do PDM na protecção ambiental e protecção das florestas, criando, não só junto ao rio, mas nas zonas florestais , parques de lazer, de educação ambiental e de renovação do ar (a custo zero) .

Não é preciso ir "lá fora" à Europa civilizada ver isto e implementá-lo por cá, demos durante o Verão exemplos executados por Câmaras do interior Alentejano que não vivem do desafogo e da mentira de orçamentos assentes na aprovação de loteamentos imobiliários ou de obras em leasing suportadas por grandes grupos económicos .

Será uma questão de cultura ? Certamente! De boa vontade? Sem dúvida! De preocupação com o bem estar das populações ? Fundamentalmente! De formação ? Claro!

Tudo isto é algo que não abunda pela margem sul manietada pelos interesses de dois ou três grupos económicos e com o ónus da manutenção de uma força politica que há muito deu provas de uma completa inépcia no planeamento, de estar ao serviço de interesses que não os da população, de querer agradar a outros que não a quem nela vive e de jogar com os Planos Directores a seu bel-prazer e servindo os mais obscuros e camuflados interesses.

Óbviamente que assim não vamos lá. Mas haverá sempre um eleito aprumado, na primeira linha do servilismo politico-partidário disponível a continuar a servir, não a população que o elegeu, mas a sua vaidade e a sobrevivência da instituição que lhe dá guarida, nem que para tal tenha que parir, de tempos a tempos folhetos como o que sustenta o "Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo no Concelho do Seixal" .

Claro que não é para levar a sério, senão, o que andaram a fazer nos últimos trinta anos???

Ah! Desculpem, foi isto , não foi ?






terça-feira, dezembro 05, 2006

CIDADES CICLÁVEIS, A EUROPA E PORTUGAL



Basta ver as diferenças... conclua por si, o que é qualidade de vida e o que os senhores autarcas da sua terra lhe vendem como tal... as imagens mostram Roma, Paris, Copenhaga , Londres e Barcelona, mas podiam ser outras quaisquer, capitais ou não!

O uso de bicicleta é possivel e recomendável para pequenos percursos em substituição do automóvel, para tal não são precisas grandes obras, basta regular o tráfego, e quantas povoações há que poderiam ser a tal adaptadas, bastava um pouco de imaginação...e de tinta! Espaço não falta, e ruas de sentido único também não (aliás, a moda das rotundas só é ultrapassada pelos sentidos únicos) , entã porque não se incentiva este uso, sobretudo em localidades com caracteristicas planas?

Pois é, não dá nas vistas e a bicicleta é para autarcas saloios, um meio de transporte para pobres, e nós já não o somos ... agora o que está a dar é o belo carrinho poluente e comprado a crédito, a ser trocado por modelo mais recente antes de estar pago, pois é necessário manter o nível...e a divida.

É triste, mas é a "nossa" mentalidade, como poderia ser diferente...todo o ano! Veja então as diferenças...

segunda-feira, dezembro 04, 2006

MOITA - OS INTERESSES E A RAZÃO















Na Moita continua a luta de quem ama a Terra e de quem nela nasceu, contra outros interesses, uma luta que temos acompanhado, um exemplo a ser seguido e onde na Margem Sul só encontramos semelhanças com o que se passa no Seixal em Pinhal dos Frades.

No Público de Sábado:

Moradores acusam Câmara da Moita de favorecer interesses imobiliários

Moradores e proprietários da Várzea da Moita e das localidades da Barra Cheia, Brejos da Moita e Rego d"Água, daquele concelho da margem sul, denunciaram esta semana na Assembleia da República o alegado favorecimento de um pequeno grupo de empresas imobiliárias por parte do município local, no âmbito da revisão do Plano Director Municipal.

Os moradores, que foram recebidos nos grupos parlamentares do PS, do Bloco de Esquerda e do PCP - depois de se terem avistado com deputados do PSD e do CDS/PP -, contestam a versão final da proposta de revisão do PDM, aprovada no fim de Outubro pela maioria comunista da Câmara da Moita, com os votos contra do PSD, PS e BE.

De acordo com os queixosos e com os vereadores da oposição, a proposta aprovada propicia enormes lucros aos poucos proprietários de cerca de 460 hectares de terrenos que foram desanexados da Reserva Ecológica Nacional (REN), passando a ser urbanizáveis, ao mesmo tempo que prejudica centenas de pequenos proprietários, cujas terras, com perto de 900 hectares e até agora agrícolas, passaram a pertencer à REN.

Em consequência, afirmam, a própria actividade agrícola desenvolvida por parte deles é posta em causa e torna-se praticamente impossível construir seja o que for, incluindo instalações de apoio à agricultura. Na fase de inquérito público do novo plano foram apresentadas 314 reclamações, algumas delas com centenas de assinaturas.

Os responsáveis camarários têm negado todas as acusações, sublinhando que o processo contou com o acompanhamento e a aprovação de numerosas entidades públicas exteriores ao município, como a comissão de coordenação regional e a comissão da REN.
J.A.C.

domingo, dezembro 03, 2006

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS VISTAS DA SUÉCIA




Destacamos um excelente documentário da Televisão Sueca sobre as alterações climáticas, pode ver (clique) o trailler e a partir daqui poderá ver os quatro episódios desta série.

Dá para meditar, mesmo para os detractores de Al Gore!

sábado, dezembro 02, 2006

EM DEFESA DO MONTADO














Imagem- construção em Montado- Alcochete

Enquanto na Margem Sul povoamentos de sobreiros e azinheiras são dizimados sem apelo nem agravo , para darem lugar a mais uma urbanização, a mais uma estrada o a mais um hipermercado ou a mais um parque logístico , parece haver por parte do governo intenções de sublinhar o estatuto de árvores protegidas e de sistema florestal a ser defendido.


Nesse sentido foi lançado esta semana o manual de Boas Práticas de Gestão em Sobreiro e Azinheira. Este manual pretende ser um guia para "bem tratar os montados e povoamentos de sobreiro e azinheira" de uma forma prática e acessível a todos , no sentido de fomentar uma melhor gestão e protecção destes povoamentos (incluindo contra fogos florestais e pragas).

Estes povoamentos , para além da paisagem, e de constituirem uma fileira industrial de extrema importância para a economia nacional, formam na natureza ecossistemas de grande riqueza natural, tendo também um papel de extrema importância na protecção do solo.

Alguns números :

- A superfície nacional ocupada por montado é de 1,2 milhões de hectares (720 mil de sobreiros e 440 mil de azinheiras.

- O valor total das exportações de produtos de cortiça ascende aos 900 milhões de euros.

- O volume de produção de porco preto criado neste habitat é de 15 milhões de euros.


- O aproveitamento agricola do montado pode ser feito com recurso à produção de cogumelos, plantas aromáticas e medicinais, a caça e o turismo ecológico.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

UH! UH! UH!!!!


Os comentários fervorosos (abaixo publicados) de dois delfins do PCP da Margem Sul, deixam antever um figurino PREC (pós remodelação em curso) interno.

A defesa que por aqui têm feito à nossa avaliação de incompetência à actual figura proeminente do betão no Seixal leva-nos a conjecturar o pior.

Depois da remodelação feita em Setubal e na Assembleia da República crê-se estar na Margem Sul, perante novas "renovações" , face-lift partidário esse, que a crer no que se está a passar com a deputada Luísa Mesquita ( e também a dançarina do vídeo) não será pacífico, mas quanto a Jorge Silva parece poder dormir descansado, o mesmo não acontecerá com os Seixalenses que podem contar certamente com mais betão, o que parece agradar ao PCP!

Atirando o Barro à parede:


"Analisando este post, parece que aqui pelo a-sul a desorientação é total, tando dizem que o Jorge Silva está prestes a ser "corrido" da Câmara, como a seguir afirmam "parece afinal , haver quem queira dar-lhe mais um degrau para subir"... Ou seja, o ponto verde e os amiguinhos já não sabem o que dizem, caindo frequentemente em contradição. Contradição que é patente quando o ponto verde diz respeitar o serralheiro Jorge Silva, e depois ataca o Jorge Silva por ser serralheiro... Ou seja o ponto verde, apesar de ser doutor, não sabe o que diz, o que demonstra que há muitos doutores que tem de aprender com os serralheiros! " (Gonçalo André 28/11/06)

Criando um novo facto:

"Para o Ponto Verde quem não pôde estudar porque as adversidades da vida, não lho permitiram, deveria estar condenado a excluido. Os filhos dos trabalhadores teriam de ser trabalhadores, e os filhos dos doutores é que poderiam ser doutores. seria este o mundo ideal para o ponto verde.
Como não tem argumentos para atacar o Jorge Silva, ataca-o e ataca-o e ataca-o, unicamente por ser serralheiro..." (Paulo Silva 26/11/06)

iden...

"Há muitos sapateiros que tocam, e bem, rabecão... Aliás se conhecesse as histórias das bandas filarmónicas do concelho do Seixal, saberia que as mesmas foram criadas por operários que gostavam de musica e queriam aprender musica. Se o Brasil tem um Presidente metalurgico, porque razão o Seixal não pode ter um serralheiro como vereador! Ou será que o vereador do Urbanismo tem obrigatoriamente de ser arquitecto, e se assim for o vereador responsável pelos espaços verdes terá de ser jardineiro... E o responsável pelo lixo? Terá de ser Almeida? (11/24/2006 )

Mais um no rasto da desinformação e na fuga à discussão.

"O problema é que o ponto verde está no seculo passado e entende que as pessoas são em função dos estudos que puderam ter e não em função daquilo que são! O Jorge Silva é serralheiro, mas tem mais competência que muitos doutores ou arquitectos!" ( 11/25/06 João Afonso)

E mais outro:

"Falando de legitimidade. Qual é a legitimidade de um qualquer senhor afirmar coisas como esta ... "as urbanizações com patrocínio Camarário" e aqui refiro-me a 2 que o ponto verde indicou na Moita, o Vale da Amoreira, que não é uma urbanização e que foi um bairro, e agora uma freguesia, com uma génese complicada antes e depois do 25 de Abril e a Quinta da Fonte da Prata.
Ora se o Sr. não sabe e acusa, isto assume traços difamatórios. Fico-me por aqui porque já escrevi tantas e tantas vezes no mesmo sentido que já estou cansado mas deixo um desafio, explique lá qual foi o patrocínio camarário nestas urbanizações, uma resenha histórica era aconselhável.
Quanto ao vereador em questão, discutir a competência de um vereador sem ter conhecimento na matéria é uma demonstração de pura ignorância. Mas pegando no que diz, apenas podiam ser eleitos para vereadores de urbanismo aqueles que possuissem grau académico na área e aí meu amigo, quase nenhum eleito o podia ser. Não é?" - 11/27/2006 Nuno Cavaco ou melhor, - Nuno Miguel Fialho Cavaco , Membro da Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português.


quinta-feira, novembro 30, 2006

DE ESPANHA - MERA COINCIDÊNCIA OU FICÇÃO















Este post foi baseado em dados do artigo "A Máfia do Tijolo" da VISÃO de hoje e assinado por Mário Rui Cardoso, recomenda-se pois a sua leitura na íntegra.

Brandos costumes nos distinguem de outros europeus, aqui parecem até ser inconstitucionais os fundamentos do caso apito-dourado (haverá lata para alegar isto em tribunal ?) , nas autarquias é tudo transparente bem como nas obras, desde as públicas às privadas. Ainda bem que esse é o retrato que nos passa uma justiça onde não vêmos casos destes a ír a julgamento...

É que por Espanha a coisa é distinta, a última década foi pasto de um boom de construção (conhecem outro país assim?) , mas os espanhóis reconhecem que ao mesmo ritmo se instalou a corrupção imobiliária. A última detenção teve como alvo 11 cidadãos de Marbelha e já esta semana foi detido o director geral de Ordenamento do Território das Baleares e um autarca de Maiorca.

Em Marbella explodem os edifícios de habitação e as unidades hoteleiras, consta que as facilidades concedidas por parte da autarquia era reconhecida com valores entre os 500.000 e dois milhões de euros, o centro desta máquina de extorsão era o acessor do urbanismo da autarquia Juan Roca...mas havia envelopes simpáticos para os restantes membros da autarquia, de vereadores ao vice-presidente e até ao chefe da policia municipal.

Em Março Juan Roca foi preso bem como a vice presidente que tinha na sua habitação 360 mil euros de "trocados". Envolvidos também no esquema foram os presidentes do Clube de Futebol Sevilha FC e o anterior alcaide e mulher .

Para ir ao fundo deste estado de coisas, podemos ir até 1991 com o célebre Jesús Gil y Gil que sendo promotor imobiliário, chegou a presidente de Câmara, tornando-se numa figura popular pela criação de postos de trabalho e investimento na região, mas que se traduziu num desordenamento brutal e em corrupção generalizada.

Achei curioso este léxico e a explicação inserida em caixa, passo a citar:

Em Espanha , são construídas 800 mil novas habitações todos os anos, tantas quantas em França, Alemenha, Reino Unido juntos. Muitas resultam dos mais variados esquemas:

Pelotazo - Reclassificação de terrenos não urbanizáveis em edificáveis, com os proprietários a obterem mais valias sem lá meterem um tijolo.

Convénios - Empreiteiros contratam com a câmara revisões do plano de ordenamento para obter reclassificação de terrenos e autorizações para construír mais do que é permitido.

Licenças - Pagamento de subornos para aceitar os licenciamentos.

Desvalorização artificial de terrenos - Cedência de solos municipais para construção a preços abaixo do valor real.

Ainda bem que em Portugal "não acontece" nada disto.....

quarta-feira, novembro 29, 2006

O "CHÁ" AMERICANO















O senhor Alfred Hoffman JR, escreve hoje nas páginas do PUBLICO algo que como português me custa ouvir de um estrangeiro, é a velha história de " Dos teus falarás, mas não ouvirás", no entanto não lhe posso dar mais razão.

Ah! É verdade o Sr. Hoffman é o embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, e escreveu o seguinte:

"Em virtude de comentários veículados pela imprensa nos últimos dias, gostaria de partilhar alguns apontamentos sobre a politica ambiental dos Estados Unidos. Muitos são os que parecem compartilhar da ideia de que - no que respeita ao empenhamento do governo na protecção do ambiente – a ratificação do Protocolo de Quioto divide os bons e os maus.

Ao viajar por Portugal ao longo do último ano, deparei-me frequentemente com o pressuposto errado de que, uma vez que não assinámos o protocolo de Quioto, não nos preocupamos com o ambiente e só estamos preocupados com a economia"

De seguida traça rasgados elogios à politica Bush que não partilho, uma visão simplista do Amerigan Dream e American way of life que tem muitos pontos positivos e admiráveis, mas que continua a ser um país que é um dos maiores poluidores e delapidadores de recursos.

Mas aqui, a grande questão é a legitimidade de em Portugal, pelo facto de ser país signatário do Protocolo de Quioto, se criticar a politica Bush ao não o assinar... quando a verdade é que a maioria de quem tem responsabilidades no poder, central ou local, não tem legitimidade moral e politica para tal.

Portugal assinou o protocolo, esteve presente no Rio em 92 , esteve presente em Joanesburgo 10 anos depois... mas e depois? A nível nacional o que se fez? Que politicas ambientais ? O que se fez para incentivar energias renováveis , para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, para garantir a sustentabilidade ambiental no país?

E os autarcas, sobretudo os ditos de esquerda (que subscrevem uma outra politica e uma maior superioridade moral) , sobretudo os da Margem Sul, que fizeram
Vossas Exªs que os distingue de um Bush que tanto criticam, quando ao mesmo tempo traçam planos de arrazo total da paisagem natural, da biodiversidade e da sustentabilidade da sua região?


O que os distingue dos coveiros ambientais , dos capitalistas selvagens, quando assinam de cruz urbanizações sobre urbanizações por mera engenharia eleitoral e razões económicas de sustentabilidade própria enquanto estrutura ?

E por mais que me custe, por mais vergonha que tenha em o reconhecer, só posso estar de acordo com o Embaixador Hoffman:

"Ao viajar por Portugal ao longo do último ano, deparei-me frequentemente com o pressuposto errado de que, uma vez que não assinámos o protocolo de Quioto, não nos preocupamos com o ambiente..."

– Pois tem toda a razão !

terça-feira, novembro 28, 2006

REGRESSO AO COMBOIO









De 2004 até ao final deste ano, enquanto se assistiu a uma paulatina subida do preço dos combustíveis, com a consequente diminuição do consumo, assistiu-se também a um aumento da procura no transporte ferroviário, são responsáveis por esse aumento, a CP e a Fertagus.

A este aumento da procura , nomeadamente na Fertagus, não é também alheio o prolongamento da linha, que deixou de terminar no Fogueteiro, mas que se prolonga agora até Setúbal.

O aumento deste número de passageiros é traduzido em mais dois milhões e meio de passageiros na CP. Na Fertagus, até agora , e só neste ano, em mais novecentos mil passageiros.

A este aumento da procura por um transporte não poluente está para além do aumento recente dos combustíveis, um crescente aumento da sensibilidade ecológica dos cidadãos, demonstrando que desde que sejam criadas condições práticas ,de qualidade , em termos de oferta e fiáveis em termos de horários, que as pessoas não exitam em deixar o carro em casa , ou no estacionamento das estações.

Mais uma prova da desadequação em termos de estrutura de linha e os penalisantes atrazos que o projecto do Metro Sul do Tejo traduzem. Um projecto que a ter entrado ao serviço como constava do projecto, traduziria num peso ainda maior na utilização da Fertagus, retirando consequentemente milhares de automóveis de circulação com ganhos para todos e para o ambiente.

segunda-feira, novembro 27, 2006

CAVACO O ECOLOGISTA (?)









Ontem em Coimbra o Presidente da República sublinhou da necessidade urgente de se requalificarem as cidades deste país , esperando que esse seja o grande e imediato objectivo dos municípios.

O P.R. declarou a propósito da inauguração de equipamentos no âmbito do Programa Polis : “ Temos de ser capazes de requalificar as cidades, tendo por base as melhores tecnologias e os melhores padrões ambientais (...).”

"A melhoria da qualidade de vida nas cidades , deve constituir um objectivo cimeiro da administração central, local e dos cidadãos. As cidades pelas suas capacidades e recursos , são decisivas para o desenvolvimento da nossa economia”, mostrando-se também preocupado com “os novos fenómenos de degradação do ambiente urbano” agravado pelo aumento das periferias e pelo surgimento “de novos fenómenos de exclusão social”.

Um discurso ecológico e de sustentabilidade ambiental e social , que encontra eco perfeito na Margem Sul, uma zona geográfica que enquadrada estes fenómenos sociais e de expansão urbana irracional.

São posições que aqui temos assumido, apesar de criticas de sectores bem definidos do leque partidário que constituem a representação factual de uma inércia que se arrasta há décadas, á medida que criam condições que só agravam os problemas existentes.

Por isso saudamos com regozijo este agendamento feito pelo Sr.Presidente da República na continuidade do que Jorge Sampaio tinha já assumido como prioridades para Portugal.

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AGORA A OUTROS CAVACOS E RESPECTIVOS SILVAS

Dois post's atrás parece ter incomodado mais este parágrafo:

"O que fazer deste poder local ? Onde enquadrar a arquitectura em Câmaras (video) em que a formação técnica de um verador do urbanismo pode ser de serralheiro-mecânico ?" - que volto a subscrever e a sublinhar,- do que as responsabilidades que atribuo ao não urbanismo de trinta anos na Margem Sul, ou a conivência das Câmaras no boom de construção clandestina que grassou por todo o lado...e ao presente envenenado em que vivemos.

Dá para ver a cegueira colectiva desta gente, mas convinha explicar que o incómodo de aqui referir que Jorge Silva há muito que atingiu o Princípio de Peter, porque alegadamente...parece que apesar te há muito ter atingido o patamar supremo da incompetência técnica no cargo que desempenha ... parece afinal , haver quem (politicamente) queira dar-lhe mais um degrau para subir, parece que a purga do Sado terá pelo Seixal outros contornos... veja-se o que está a acontecer na bancada parlamentar...moral da história agora adaptado à lei de Murphy... se acha que está mal governado, lembre-se que pode ainda ser pior...

Que fique aqui bem claro, respeito o Senhor Jorge Silva operário, serralheiro mecânico da Sorefame (ponto final ) !, depois é que .... então ao atingir a posição cimeira do urbanismo na Câmara que mais constrói na Região , aí é que a minha admiração e respeito termina, basta ver o resultado!!! Bem como a forma como lida com problemas concretos, com consultas públicas, com abaixo-assinados... e com o cidadão comum (mesmo serralheiro mecânico) que como é óbvio, já não está no seu patamar...

domingo, novembro 26, 2006

A IMPUNIDADE NUMA BOLA















Do Editorial do PUBLICO Por Paulo Ferreira (26/11/06

(..) Por se ter tornado um negócio que envolve muito dinheiro - incluindo muito dinheiro do Estado - o futebol não pode continuar a ser o reino da impunidade. Essa sensação não é, diga-se , um exclusivo do mundo da bola. A corrupção e os chamados crimes de "colarinho branco" gozam da mesma fama. Mas a teia de interesses, muitas vezes conflituantes, de que o futebol soube rodear-se tornam o seu caso particularmente grave.

Dos partidos a grandes empresas, de autarquias a juizes, há muita gente que tem muito a perder ou a deixar de ganher se as coisas correm mal com o futebol.

A mistura entre politica e futebol é antiga e crescente mas ninguém parece preocupado com eventuais más companhias (...)

E há as autarquias e os governos , que se servem do futebol para dar circo ao povo, quase sempre á custa do dinheiro dos contribuintes (...).

Neste mundo de interesses e negócios, uns são mais legítimos e transparentes que outros ., naturalmente (...).

sábado, novembro 25, 2006

ESTUÁRIO DO SADO MONITORIZADO
















A Peninsula de Setúba é delimitada a Sul e a Norte com duas grandes zonas estuarinas., o Estuário do Tejo e o do Sado.

Nesse enquadramento e pela proximidade de uma desses estuários, foi a 17ª campanha Costwatch, um projecto europeu de monitorização do litoral, coordenado em Portugal pelo Geota. Escolhido para Setúbal na edição deste ano,indo já na sua 17ª edição constacta-se que os participantes têm preferido explorar as zonas de praia, relegando para segundo plano os estuários.

Segundo Carlos Costa do Geota , "O objectivo é fazer um levantamento, através de um inquérito definido a nível europeu, da evolução do litoral ao nível da deposição de resíduos, erosão, espécies animais e vegetais existentes ou densidade de construção.

No ano passado, a campanha cobriu 1086 quilómetros da costa portuguesa – dividida por blocos de 500 metros, atribuídos a cada grupo de participantes - e envolveu 4324 pessoas. Concluiu que, comparativamente com anos anteriores, todo o país regista novas construções na faixa dos 500 metros da costa. No capítulo dos resíduos, foram identificados mais de 119 mil objectos de diferentes tipologias, com as garrafas e sacos de plástico a ocuparam o topo da lista em volume encontrado. Materiais de construção e detritos de barcos são também frequentemente encontrados."

Esta acção vai durar até Dezembro e conta com algumas organizações ambientalistas locais, sendo pelos seua objectivos , uma organização a manter, apesar da ameaça de perda de apoios estatais em tão importante projecto.

Carlos Costa lamenta também e segundo o Região de Setubal on line , que os dados recolhidos não tenham um maior aproveitamento por parte das entidades nacionais e locais para definição de políticas de ordenamento do território e de gestão de resíduos. «Não somos detentores dos dados nem lhes conferimos qualquer confidencialidade, mas o certo é que este manancial de informação, que tem vindo a ser compilado há 17 anos, podia ter um aproveitamento muito mais estratégico»

sexta-feira, novembro 24, 2006

ARQUITECTURA A SUL






Decorre em Almada o 11º Congresso dos Arquitectos, é proposta dos seus organizadores “ reflectir sobre novos territórios como as periferias”.

Nada mais oportuno nesta Margem Sul vitima de décadas de não-arquitectura, como resultado, não deve ser um exercício fácil para arquitectos vaguear por estas banda onde o risco e o traço da harmonia e do ordenamento (video) está há muito ausente.

Criou-se durante anos a ideia , e a desculpa, de que as causas dessa má arquitectura e urbanismo estaria nos finais dos anos sessenta com o Ponte Sobre o Tejo, esperou-se que os novos tempos, os do “Poder Local Democrático” (“que nenhuma responsabilidade tinha com aquilo”) iam ser melhores , mas nada disso.

Logo depois veio a desculpa (“que nenhuma responsabilidade tinham naquilo”) dos clandestinos, todas as inações eram explicadas por essa vaga de “auto-construção, auto-urbanismo, auto-arquitectura” mas pergunta-se agora. Quem o permitiu? Quem tinha autoridade para o fazer e o não fez? As autarquias, como é óbvio, que não fiscalizaram, que fiscalizaram mal... que fecharam os olhos ... (“não tinham responsabilidade nenhuma naquilo ”).

Foi uma época marcante para a destruição da nossa paisagem , Fonte da Telha , Sobreda, Vale Figueira, Vale Fetal... Quinta do Conde, Pinhal do General, Pinhal dos Frades, Fernão Ferro... foram obra desse laissez faire . Desse construír à multa se encheram também os cofres das autarquias, e os bolsos a quem devia fiscalizar e teve um súbito ataque de cegueira selectiva .

Foi uma obra de arquitectura colectiva “pós-moderna – pop” quantas vezes Kitsh, com elementos arquitectónicos que se subrepunham e mal cabiam no terreno em “avos” (que deram lucro aos Antónios Xavieres de Lima que por cá proliferaram) onde se implantavam. O traço do arquitecto porém era ausente, como o do urbanista, ou de quem tinha sensibilidade e responsabilidade ambiental , o atentado foi geral em todos estes prismas, mas as comunidades humanas daí nascidas numa lógica e dimensão humana baseada numa vida de provincia recriada, suplantaram largamente em vivência humana e qualidade de vida , as urbanizações com patrocínio Camarário como o Pica-Pau-Amarelo, o Vale da Amoreira, a Quinta da Prata, a Quinta da Princesa...

Nos últimos anos, em desespero , as autarquias têm feito ainda pior, para quem pensava que tal não seria possivel. Nunca se construíu tanto (video) em área e em volume como nesta última década , os números da população aumentam na medida directa dos novos problemas que surgem , nunca houve também, tanta casa sem gente para nela habitar. Isto enquanto se degradam os centros mais antigos, os tais que têm a idade da Ponte e os núcleos históricos. E são as mesmas as estruturas viárias !

É por tudo isto oportuno o local escolhido (Almada) e este tempo que para os arquitectos não pode ser outro que, ou de exaltação pelo tudo o que há a fazer, ou de profunda frustração por nada ser feito, à excepção claro está, nos condomínios para ricos, com campo de “góoolfe” ao fundo do jardim...

O que fazer deste poder local ? Onde enquadrar a arquitectura em Câmaras (video) em que a formação técnica de um verador do urbanismo pode ser de serralheiro-mecânico ?

E o que pensam os arquitectos do cemitério de Almada-Feijó (video)?

quinta-feira, novembro 23, 2006

SEIXAL À VENDA


Quanto a autarcas, já pensava ter visto de tudo, pensava já estarem catalogados todos os tipos (desde os desportistas de electrodoméstico fácil, aos de saco azul passando pelos de pontapé fácil no àrbitro... até ao Vice-Rei da Ilha das Bananas), mas descendo um pouco mais na escala evolutiva , atigindo o estrato lodoso que nos remete ao descrédito como eleitores e cidadãos , eis que surge o "Autarca S.A."

E o que é o "Autarca S.A."? Bom , antes de mais é aquele que parece ter esquecido as suas competências mais nobres (eleito pelo povo) e a ética da função, tornando-se antes, naquele que tem o desplante de se assumir como a correia de transmissão do grande capital no seu munícipio, aquele que gere o municipio como coutada dos interesses empresariais em prejuízo dos interesses dos munícipes como um todo, incluindo as gerações vindouras.

O Autarca S.A. é aquele que se demitiu de desempenhar o papel mais digno do autarca eleito e representante do Povo, defensor dos valores ambientais e patrimoniais herdados das gerações anteriores, mas que pratica agora um papel semelhante ao de CEO (Chief Executive Officer) ou Presidente... mas de um conselho de administração qualquer... de uma “Empresa” chamada Câmara S.A. e do seu território.

Será que a Câmara do Seixal se tornou, numa Câmara S.A. (Sociedade Anónima) ? A Sociedade Anónima dos interesses instalados, dos interesses cruzados, dos interesses só de alguns... Para um Presidente que há meia dúzia de anos dizia em reunião de Câmara não saber o que era um off-shore, quando acusado de servir os interesses de um, na urbanização de uma zona protegida, não de sapal ( promovido agora finalmente a jóia ambiental), mas de pinhal... e tendo como braço direito um honesto serralheiro mecânico , não acredito...

Não gostaria de pensar assim, mas o que dizer quando na anterior edição do Salão Imobiliário de Lisboa (clique) os responsáveis pelo Município diziam que este tinha sido representado no evento pelo Grupo A.Silva & Silva, Quinta da Trindade, pela Urbindústia...como se estivesse a falar de uma selecção de desportistas amadores numa competição em representação da Câmara do Seixal.

A promiscuidade demonstrada ontem no encarte pirata do Público em que se misturam, demasiado, obras públicas e interesses privados ... a promiscuidade no Seixal com a concessão de construção de habitação social (PER e Custos Controlados) , ou a dependência do Grupo A.Silva & Silva em que a autarquia é inquilina nas Instalações Técnicas construídas à medida (clique) e para o efeito, o que alegadamente acontecerá também com os futuros Paços do Concelho... leva os cidadãos a pensar estarem perante uma Autarquia S.A. e não a uma Autarquia herdada dos princípios de Abril.

Quanto aos autarcas vão retirando o melhor dos dois mundos , a notoriedade dada pela eleição do cargo e o poder descricionário de poderem ser juízes em causa própria enquanto supostos reguladores sustentáveis do mercado.

Não há-de o povo estar desiludido

quarta-feira, novembro 22, 2006

SEIXAL ANÓNIMO E PIRATA








Aparentemente são oito páginas do PUBLICO, oito páginas das 52 do corpo pricipal do jornal (?) ...ou mais oito páginas do suplemento imobiliário que soma 48 (?)... olhando melhor, tal não é, o que será então ? Não sei ! mas talvez com os vossos comentários lá chegarei.

Alegadamente estamos na presença de oito páginas de jornal PIRATA no meio do PUBLICO, não se assume como encarte, não é parte de suplemento, não é jornal, não é nada disto sendo no entanto isto tudo, isto tudo e muito mais...

Fisicamente são páginas de jornal como todas as outras, mas formalmente não o são... são as únicas oito páginas não numeradas no meio de todas as outras 48+52=100...+8... No conteúdo diferem também de tudo o resto, a primeira página, parecendo o seguimento de uma qualquer anterior, é na realidade, a primeira página do que na prática é um encarte independente .

Nessa primeira página destaca-se , ao centro, a fotografia “de estado” de Alfredo Monteiro (o único presidente de Câmara retratado nas 108 páginas ) sob o título “ Seixal apresenta projectos de Turismo e Lazer no Salão Imobiliário de Lisboa.

A FIL realiza todos os anos um certame dedicado ao Turismo, e outro dedicado ao Lazer, respectivamente a BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) e a Nauticampo , certames onde faria sentido, mais que numa feira de Imobiliário, o Seixal estar representado para “dar a conhecer o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo do Seixal (PEDTS).

Por outro lado o texto e as palavras de Alfredo Monteiro remetem-nos para o Ambiente e para as supostas orientações do Município neste sentido... mas não vimos na passada semana este projecto ser apresentado na AMBIURBE, nesse mesmo espaço de exposições... agora, a propósito do Imobiliário vemos o Seixal representado em 500m2...

Então porquê senhor Alfredo Monteiro, porquê aproveitar uma feira de projectos imobiliários para apresentar o (PEDTS) ? Óbviamente, basta abrir o referido suplemento pirata, para tirarmos as conclusões. Para além das institucionais primeira e ultima página descobrimos a verdadeira razão de tudo isto, é que numa Câmara falida que precisa de dinheiro, como de pão para a boca, parece que passou a valer tudo e temos um Presidente de Câmara eleito a "confundir-se" com um Presidente de Câmara S.A. (Sociedade Anónima) na "promoção de projectos"...não o será (?) mas confunde-se fácilmente!!!

A confusão vem para além dos equivocos fisicos do trabalho, já referidos , de nos levar também ao engano pelo texto cheio de subtilezas e mensagens "sub-liminares" . No seu capítulo de apresentação, passo acitar :

“ A Câmara Municipal do Seixal vai estar presente na próxima edição do Salão Imobiliário de Lisboa (SIL) (...) para dar a conhecer quatro projectos para a àrea da Baía do Seixal. O Municipio vai estar também respresentado pela Urbindústria, com o Estudo de Ordenamento Urbano e Paisagistico da Área da ex-Siderurgia Nacional, pela Empresa A.Silva & Silva, com a Urbanização Seixal Baía e pelo Grupo Libertas, com a Urbanização da Quinta da Trindade. Em conjunto constituem o Espaço Seixal, uma área de 500 m2 onde estarão presentes diversos planos para o concelho do Seixal “

Depois é dito num enorme acto de manuipulação de informação que “O Presidente fála-nos destes quatro projectos que vão estar no SIL (para quem acabou de ler os quatro projectos do parágrafo anterior, em bom português pensará que se tratam dos anteriores ... mas não ), Alfredo Monteiro, afinal, muito inocentemente (se algo de inocente houvesse em tudo isto... vai falar-nos dos “seguintes (4) espaços : Parque Ribeirinho da Amora , Estaleiro Naval da Quinta da Fidalga, Antigo Terminal do Seixal e Moinho Novo do Paulista “.

Este texto e todo o suplemento acabam por ser um dos melhores trabalhos do género que já vi, e desde já parabéns ao incógnito autor ou autores (aqui não tem importância para a CMS ou para a CDU/PCP o incógnito da publicação, a ausência de autor ) exímia a manipulação de informação , a utilização da imagem que com a colaboração ou não do Presidente Alfredo Monteiro - e era bom que este esclarecesse os Seixalenses sobre este ponto , bem como quanto custou á Câmara ...– na mistura de interesses públicos com negócios privados.

A julgar pelo Boletim Municipal publicado na sequência do ultimo SIL, em que é utilizado um meio pago pelos contribuintes para promover os mesmíssimos empreendimentos, é de crer que já tenhamos a resposta e que nada disto, para além de inocente, tenha sido feito por acaso...curioso o facto do Presidente ter chamado a si a presença no SIL, ao contrário do ano passado onde se fez representar pelo vereador do Urbanismo (clique) ...

Como é óbvio e voltando ao tal suplemento PIRATA e anónimo publicado no PUBLICO, o resto desse suplemento é dedicado a promover os grandes projectos imobiliários (porventura o seu único objectivo) já nossos bem conhecidos para o Seixal, promovendo os Grandes Grupos Económicos ligados aos projectos, numa promiscuídade inadmissivel com interesses públicos pondo a Câmara numa posição incomportável face a um mercado que deveria ser o fiel da balaça e da credibilidade nas instituições.

Ou estamos perante um novo e surpreendente tipo de autarca e autarquia (os S.A.) que aqui analisaremos amanhã?

terça-feira, novembro 21, 2006

"CITIZEN KANE" - VERSÃO CIDADÃO







A revista Time da semana passada apresentou um extenso trabalho sobre a “Invenção do Ano”, o curioso é que não consagrou nada de tangível fisicamente, nenhum objecto ou máquina, mas tão simplesmente um programa de computador ao qual está associado um muito democratizado e gratuíto serviço.

Falo óbviamente do “YOU TUBE”, a propósito do mesmo escreve a determinada passagem sobre a relação das “Estrelas” com o público; “How do you stay relevant when people can entertain themselves?”

A mesma questão de notoriedade parece ter atingido os media nacionais, estando a coisa no seguinte pé :
Como mantemos a nossa relevância e influência se as pessoas se podem informar a elas mesmas? (tal como se divertem com programas feitos por elas próprias...)

O meio aqui também tem como suporte a Internet, mas aqui o meio é a BLOGOSFERA , se no YOU TUBE a tentativa de bloqueio e resistência vai no sentido da protecção dos direitos de autor , aqui na Blogosfera o que está em causa para a tentar silenciar está nas supostas difamações feitas através deste meio.

Assistimos assim nas últimas semanas a um publicar por parte da imprensa “séria” de alguns artigos, entrevistados alguns supostos “caluniados” ( a maioria deles em meios mais comezinhos e históricos que pela blogosfera), nomeadamente saindo em defesa de Miguel Sousa Tavares e da acusação de plágio de que foi alvo, logo se foram meter com um dos “deles”...

Outro ambiente atreito a ser alvo da blogosfera são as comunidades locais, aí, destaca-se pelo provincianismo, o processo do Presidente da Câmara da Covilhã contra um “blogger local”.

O Senhor, Pinto de seu nome de certo nunca ouviu falar do caso do blog “mon-putteaux”, o primeiro alvo de um processo judicial por uma autarquia de Paris e da qual resultou um movimento global de apoio ao blogger e na sua notoriedade mundial, passando a autarquia de Putteaux pelo vexame de ver absolvido e de se ver ridicularizada perante o Mundo.

No caso das autarquias há uma nitida tentativa de abafar informação ou critica desfavorável, da mesma forma que o fazem com sucesso sobre a imprensa local, perfeitamente manietada com um lápis azul invisivel, em temas que não são do agrado dos cacíques locais .

Por sua vez , por parte dos jornais, ao aprovar o cercear da liberdade permitida por este meio (nomeadamente quando são jornalistas a serem expostos e criticados) tentando passar que pela blogosfera a informação que passa é meramente caluniosa e a não ter em consideração, estão também a entrar no domínio perigosos da censura que oxalá, para bem de todos , não venham a ser vítimas.

Nem todos têm esta opinião, como aqui (clique) já vimos. Há agora os anticorpos ad-hoc criados na própria blogosfera, como aqui pode ser também ser visto.

No meio de tudo isto o que resulta de tudo isto, Google-Maps, Google-Earth, You Tube, Blogger, é para já uma cidadania participativa (a mesma que fala Ramalho Eanes na sua tese de doutoramento), activa e actuante a ter em conta pelos poderes... a considerar pelo que antes foi escrito, já o é, Manuel Alegre e Al Gore sabem do que falo, mas parece que Miguel Sousa Tavares e alguns autarcas ainda não...

Pôr tudo no mesmo saco, desde as Doce ao Equador é perigosamente redutor . Querer reduzir este modo novo de comunicar, a meras calúnias e covardias "a coberto do anonimato" , é-o, tanto em muitos casos, quase como no tempo da ditadura, nesse tempo era a PIDE a fazer o trabalho sujo... hoje , outros, por iniciativa própria ou sob contrato fazem esse trabalho intimidatório e silenciador...

segunda-feira, novembro 20, 2006

ALMADA - DE NOVO O METRO , OS SUSPEITOS DO COSTUME DENUNCIAM-SE !















- O Metro Sul do Tejo (clique) tem as suas obras paradas há um ano.

- O Metro Sul do Tejo (clique) tem 25 composições Siemens-Combino paradas numa garagem em Corroios.
- O Metro Sul do Tejo tem largas dezenas de quilómetros de via construída ao abandono .
- O Metro Sul do Tejo tem há um ano estações construídas a serem diáriamente vandalizadas.
- O Metro Sul do Tejo Está parado quando devia ter entrado em funcionamento há um ano.

- Sobre os factos acima a Câmara Municipal de Almada (clique) diz " não ter qualquer responsabilidade neste processo".
- Sobre os factos acima a Câmara já efectuou 15 Forums de discussão com os munícipes.

Os factos acima são indesmentíveis para a Câmara Municipal de Almada. O que não se compreende é , como é que ," não tendo a Câmara nada a ver com a paragem forçada de um ano em todo este processo" , lesiva do País e do ambiente, como é que (agora) pelo facto de a Assembleia Municipal de Almada "aprovar a cedência dos últimos terrenos necessários ao andamento das obras do MST no centro da cidade. A proposta aprovada por unanimidade na última reunião de câmara" (como notíciou ontem o PUBLICO em notícia assinada por Claudia Veloso).

-Afinal bastava uma decisão da Câmara de Almada para desboquear todo este processo.
-Afinal era a Câmara de Almada que estava a bloquear todo este processo!

Ou seja, o MUNICIPIO DE ALMADA MENTE AOS CIDADÃOS , ao tentar enjeitar responsabilidades em toda esta estranha trama. A oposição vai mais longe com o PSD a sublinhar os enormes prejuizos "ambientais e ecológicos" resultantes desta criminosa paragem das obras, e com o PS a tirar quaisquer dúvidas sobre quem é responsavelo por esta situação "A escolha do traçado do metro é da responsabilidade das Câmaras e, nesse sentido, a presidente da Câmara de Almada sabia desde a primeira hora quais os terrenos que seriam necessários" .

Estaria a senhora Maria Emilia a pensar num Metro Virtual, ou numa mera "Ideia" à imagem da pesada "ideia" que na Câmara do Barreiro se queixa de ter herdado?

Só quem tinha poderes para bloquear este projecto durante todo este tempo, com os prejuízos daí decorrentes...os tem para desbloqueou agora a situação.
Se pretendem que o povo seja estúpido e veja nesta atitude heroísmo como pretendem vender, descansem que o Povo há muito viu onde estão os verdadeiros culpados , aqueles que até agora impediam que o Metro assumisse o espaço fisico que lhe era há muito recusado.

O Povo só pretendendo agora que os tribunais cumpram a sua parte a julgar a má-fé, a gestão ruinosa (clique) e danosa para os municípios envolvidos e para perto de 500.000 habitantes por parte da maioria CDU que caprichosamente "gere" Almada. E que a oposição cumpra a sua parte já que nitidamente identifica os culpados, causas , efeitos e motivações.

Pode ver aqui o filme:


domingo, novembro 19, 2006

BARREIRYWOOD - A IDEIA - LANÇA POLÉMICA UM ANO DEPOIS













Em Outubro de 2005 foi aqui publicado um post que poderão ler na íntegra no link abaixo , nesse texto em que fazia o balanço ds vereação PS na Câmara do Barreiro, escrevi o seguinte parágrafo:

"Foram criadas ciclovias,
encontrado uma nova finalidade para o Quimiparque, com investidores Americanos no dominio do cinema a querer ali construir estudios de produção cinematográfica, a Cidade do Cinema, o que me parece uma boa ideia, assim se concretize. (7/10/05)"

Como resultado de defender essa ideia fui presenteado ultimamente com alguns mimos de quem não sabe, nem do que fala, nem do que poderá ser melhor para um concelho a necessitar de uma renovação urgente como é o Concelho do Barreiro, o único (da AML) que na última década regrediu significativamente em número de habitantes e ao mesmo tempo viu subir a sua média de idades.

Na altura, ápoca pré-eleitoral, as forças cocorrentes não levaram a sério esta "IDEIA" do PS... o PS perdeu as eleições para a CDU, e agora, vem a CDU denunciar que a tal de "Cidade do Cinema" a instalar num projecto de requalificação da Quimiparque , não passava afinal de uma ideia...um bluff... o caricato, vindo de uma força politica que nos concelhos onde tem a maioria, não cumpre as suas promessas eleitorais (clique), agora a acusar outra força politica, que não ganhou as eleições, de que uma promessa eleitoral, que não tem hipótese de cuprir , não passava de uma "ideia"...

"A discussão do tema “Projecto da Cidade do Cinema” na última reunião pública da Câmara Municipal do Barreiro veio, afinal, por a nu, que toda esta “realidade” do Projecto Cidade do Cinema, nunca foi mais do que isto – uma ideia.
Ou, talvez, com mais rigor político, foi um bluff, lançado em vésperas eleições autárquicas – assim como uma espécie de um projecto para uma geração." (texto de A.S.Pereira enviado por João Afonso ).

Há aqui uma caso único, o surreal de uma força politica eleita e com poder executivo, criticar uma força politica , não eleita e sem quaisquer poderes por não pôr em prática uma ideia que (e isto é o lado mais surreal) era uma promessa eleitoral...logo, só passivel de ser posta em prática (ou não) se a força vencedora fosse a mesma que apadrinhava o projecto, o que já sabemos não ter acontecido, antes ganhou a CDU que ridicularizou desde o inicio aquela aposta.... mas que agora diz ter ficado com "aquela ideia nos braços"...pois o PS não a pode concretizar, logo é um "bluff"....como?

O que parece ter na realidade acontecido é que a "ideia " parecia realmente ter pernas para andar, tão real era esta ideia e o investimento associado que foi discutida no último congresso do PS, "Madalena Alves Pereira, levou ao Congresso Nacional do Partido Socialista a discussão do “Projecto Cidade do Cinema”, no Barreiro, no entanto, esta matéria, dada a posição definida no Congresso Nacional do PS, parece não ser, pelos vistos, Projecto de Interesse Nacional, pelo menos para o concelho do Barreiro."onde foi regjitada , uma rejeição que se lamenta para os Berreirenses e para o Barreiro uma vez que acalentava "para a criação de cerca de 3000 postos de trabalho e seria, sem dúvida, um projecto âncora que daria um importante contributo para a renovação do território da Quimiparque.
Era uma ideia, que nunca passou pelos vistos de uma ideia e que, afinal, parece que está a esvaziar-se…" (Rostos online)

O que temos entã agora de concreto? A perda, fala-se agora para Loulé deste projecto, que afinal se prova ter sido bem mais (e espera-se e mtermos nacionais que assim o seja) do que uma "ideia", mas o curioso é que quem me critica por considerar ser um bom investimento para o Barreiro, são os mesmos que criticam o facto de o terem perdido...ou a sua "ideia" ...o que não deixa de ser , no minimo, algo esquizófrénico.

Só realmente mentes destas (ausentes de ideias) podem criticar "uma ideia" mesmo que ela tenha exequidade e valor, remeto para a seguinte notícia no Publico de ontem " O realizador e produtor Luc Besson (...) recebeu autorização para construír uma cidade do cinema nos arredores de Paris.O projecto apresentado em Dezembro de 2004, vai ocupar uma antiga central térmica nas Margens do Sena, na provícia desfavorecisda de Seine-Saint-Denis. O ambicioso plano de transformação da área industrial com 6,5 hectare deverá custar 130 milhões de euros e inclui a criação de nove estudios, oficinas de construção de cenários e figurinos, um restaurante e espaços verdes (...) as obras devem durar entre 18 e 24 meses".

Aos iluminados que primeiro rejeitaram e ridicularizaram a ideia mas que agora lamentam tê-la perdido, sobretudo porque nunca a teriam tido , não sei o que lamentam agora, se em trinta anos e no cenário paradisiaco e único da Margem Sul , nada mais fizeram que delapidar o ambiente e alimentar clientelas e patos-bravos.