domingo, julho 13, 2008

QUINTA DA FONTE



A lição de hoje vem da Quinta da Fonte em Loures na Margem Norte, mas poderia ter acontecido em conhecidos e referenciados locais da Margem Sul onde todos os ingredientes e toda a envolvente se repete.


Os autarcas da maioria CDU desta banda não terão certamente a lata de vir aqui aventar as mesmas análises simplistas e até irresponsáveis feitas pelo seu Secretário Geral , na medida em que o modelo urbano do qual resultaram os graves incidentes da Quinta da Fonte e as queixas dos seus habitantes, são por esta banda tão idênticos como um copy-paste.


Todos sabemos as razões que são culturais , que são raciais , mas todos nos escondemos atrás do politicamente correcto e da "tolerância" , impondo superiormente a outros, modelos, não de miscigenação e integração , mas de segregação e guetização por razões que pretendemos explicar como de conceder o "direito à habitação" mas que escondem um dos negócios mais corruptos e rentáveis de Portugal , a alteração de uso do solo associado a práticas de construção de Bairros ditos sociais (PER ou CDH) .

O esquema tem sido aqui denunciado ao longo dos anos e dos posts onde este tema foi abordado e onde temos repetidamente alertado para as situações explosivas que têm ocorrido em Portugal e os alertas que temos feito para observarmos o que se passou e continua a passar diàriamente em França , e não só nos arredores de Paris.

Resumir esta questão, como fizeram Paulo Portas ou Jerónimo de Sousa , o primeiro a uma questão de "Segurança e policiamento" , o segundo "Ao nível de vida " é continuar a fugir do fundamental , é continuar a repetir os mesmos erros e a criar os mesmos problemas num cadinho de xenofobia e racismo fomentado por quem nas autarquias e no governo promove este tipo de construções , esta forma de alojamento.
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Atente-se as declarações do ex.Presidente Jorge Sampaio hoje à TSF .

7 comentários:

Daniel Geraldes disse...

O Rubens de Carvalho,na SIC
Notícias parecia um gajo do CDS a falar, a dizer que os ciganos estavam normalmente associados á violência,o que me deixou bastante admirado.

No Seixal, tambem ocorre, por exemplo a Cipol ao pé do estadio da Medideira foi assaltada e os assaltantes mandaram um tirozito para o ar, as bombas de gasolina da GALP no Fogueteiro, já estão fechadas durante a noite para não serem mais assaltadas, no Seixal não temos é televisão, mas que as coisas se passam, evidentemente que se passam.

Vejam aqui:

http://jn.sapo.pt/paginainicial/policia/interior.aspx?content_id=963302

Anónimo disse...

O sr. Rubens de Carvalho, devia ver o esforço da autarquia aqui do Burgo, onde tem sido investido muito tempo e dinheiro a aproveitar os votos das minorias( e não falo apenas dos bairros sociais, mas de outras iniciativas de caçar votos...). Curiosamente o namoro à etnia cigana tem sido em grande, sendo este concelho daqueles onde a mesma se tem instalado e aumentado de forma notória nos ultimos 6 anos.

P.S. não quero reduzir o problema aos "ciganos", apenas mostrar que até os bairros degradados e as minorias etnicas tem sido pasto de aproveitamento político dos Camaradas no poleiro...

P.S. 2 a falta de segurança transcende o problema dos bairros degradados, e agudiza-se com a crise. Portanto quem espera melhoras em termos de assaultos em época de crise, !?!?

www.jsdseixal.com disse...

Terceiro Mundo no Seixal.

O desinteresse do PCP pelos problemas identificados no Munícipio do Seixal.

No minimo, uma vergonha...

ver tudo em:

www.juventudeseixal.blogspot.com

www.jsdseixal.com/blog

Anónimo disse...

Bombas da BP Casal do Marco, quantas vezes assaltadas?

Ana disse...

Estava a ver a reportagem e a pensar precisamente isso, que a Margem Sul tem todos os ingredientes para que tal aconteça aqui.
Sou absolutamente contra os bairros sociais, penso que eles só servem à guetização. Tem de haver outras soluções, não sei dizer quais, mas há que integrar não segregar. Criar bairros sociais é fomentar o desenvolvimento da marginalidade, é fomentar nas pessoas o sentimento que só têm direito a serem marginais, que não têm direito a uma vida condigna, a uma vida com qualidade, os bairros sociais são muito frutíferos para as reportagens das televisões quando por acaso um seu morador conclui um curso superior.
Quanto aos comentários à raça cigana não estou minimamente de acordo, como em todo o lado tem gente boa e má, e penso que por cá até temos muitos e bons exemplos de famílias ciganas que sem abandonarem os seus costumes, as suas tradições, a sua cultura se integraram muitissimo bem entre nós.
Há no entanto presentemente uma escalada de violência no Seixal, não podemos continuar a tapar o sol com a peneira, é preciso actuar urgentemente, penso que cabe à autarquia fazer alguma coisa, tem muito que fazer, desde não contribuir para a construção de mais guetos, ou melhor resumindo numa única expressão:
Que a autarquia se preocupe simplesmente com os seus munícipes.
Penso que isto diz tudo e para bom entendor meia palavra basta.

moraisoares disse...

É importante não esquecer que este bairros sociais foram criados na altura em que a CDU estava no poder no concelho de Loures. É preciso repensar o modelo de bairros sociais para que nao se agravem os conflitos.

hkt disse...

Este tipo conflitos é recorrente nos bairros sociais. Caixotes onde se despeja população. A convivência entre os diferentes grupos não é fácil. Em muitos casos há uma lógica quase tribal.
As autoridades sabem que quando estes casos ultrapassam as fronteiras dos bairro se tornam motivo para alarme por isso normal é "abafar". Claro, que as novas tecnologias dificultam essa táctica. A táctica da avestruz. Esconde-se a cabeça, espera-se um bocadinho, dorme-se umas noites num pavilhão depois tudo está pronto para voltar à "normalidade". Em muitos casos, mais do que deitar dinheiro sobre o problema, seria necessário exigir. Quem estará preparado para isso?
O poder central? As autarquias? Veja-se a resposta da CMSeixal à proposta de um polícia municipal feita pela JSD. Veja-se que só mais de um ano depois da inauguração da Cucena é que foi aberta (continua??) uma estrutura de apoio no bairro. Veja-se que as escolas onde esta população é recebida não têm psicologos/assistentes sociais/ médicos capazes de encaminhar os casos que aparecem todos os dias.