domingo, junho 29, 2008

SOLUÇÕES BIO-ENERGÉTICAS (2) - A BICICLETA




A nível das deslocações , com o petróleo a este nível, não faz sentido que em Portugal , com este clima e na maioria das cidades , a bicicleta tenha entrado em desuso até porque uma tal solução faz parte da rotina de milhões de cidadãos na Europa , em países com um nível de vida e salários bem mais altos do que os nossos e em climas bem mais agrestes.


Esta questão da bicicleta tem sido recorrentemente aqui avaliada e divulgada . No imediato e "para amanhã" as autarquias da Margem Sul poderiam orientar as suas máquinas de marcação de estradas , para desenhar vias dedicadas às bicicletas , não é preciso pintar o pavimento dessa via de vermelho , basta uma linha branca paralela à linha da berma com sinalética que discrimine o uso dessa via por velocípedes.

Quanto às bicicletas, são hoje em dia objectos de baixo custo e adquiríveis em qualquer grande superfície por menos do valor de um depósito cheio de combustível.

Mais tarde poderiam as autarquias avançar com sistemas de aluguer como hoje em dia se faz em Copenhaga, Paris, Bruxelas ou Lyon ...

O que não é admissível é que pessoas com responsabilidades , nomeadamente ao nível do Programa Polis , de Setúbal (uma cidade com características cicláveis a 100%) como o Engº Demétrio Alves , afirme , cito :

"...Remeter as pessoas para as deslocações pedonais, para as bicicletas, para sistemas de transportes lentos, escassos e desconfortáveis, ou para soluções alternativas individuais luxuosas (certos híbridos), ou miríficas (veículos a hidrogénio), é, no mínimo, uma ingenuidade."


Torna-se assim possívelmente mais difícil mudar as mentalidades dos nossos autarcas do que construír um sistema de mobilidade alternativa onde os velocípedes e outros meios mais "futuristas" e ainda muito caros , como as segway possam circular em segurança e constituindo assim uma forma alternativa, não dependente quer do automóvel quer do petróleo.
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BONS EXEMPLOS

Bons exemplos há milhares por esse mundo, saliento estes (clique) .

2 comentários:

outsider disse...

Curiosamente é no "arco ribeirinho" do concelho que as bicicletas podem/poderiam ter maior aceitação. Não falo da utilização na famosa marginal e o seu extenso "promenade" pois ai a poluição e os níveis de ruído pela proximidade (e paralelismo) à estrada nacional dão cabo da saúde de qualquer um. De qualquer forma o Seixal, (núcleo histórico) adequa-se lindamente ao uso da bicicleta.

Luis Eme disse...

bem pensado...