quinta-feira, junho 26, 2008

MAR REVOLTO NA NÁUTICA DO SEIXAL ?




O associativismo sempre foi uma mais valia nos concelhos do agora chamado "arco ribeirinho" , em todas ou quase todas as povoações existia uma colectividade com pendor quer cultural, quer musical, quer desportivo, congregando algumas delas todas estas vertentes.

Esta diversidade chegou a ser até no tempo do Fascismo , um factor de resistência e de contorno da sacro-santa e omnipresente censura... e ditadura.

Hoje , muitas associações enfrentam dificuldades num país sobretudo virado para o consumismo Shopping-dependente e condicionado pelo futebol . No entanto é graças ás colectividades existentes e à carolice dos seus sócios e direcções que se vão praticando muitos desportos ditos amadores, continuando a desempenhar um papel preponderante nesta divulgação.

Fui praticante de desportos náuticos , em dois clubes desta banda , no entanto estou há muito afastado dessa prática , pelo que não conheço a realidade actual no terreno, e é-me difícil corresponder a um pedido de análise do tema por parte de Eugénio Borges que reflectia sobre uma entrevista dada por A.Nunes no jornal Comércio do Seixal e Sesimbra e que nessa entrevista referia " fui consultado por elemento de uma entidade autárquica, com o objectivo de se formar uma escola de vela única, servido as duas colectividades do Concelho" .

Da leitura da referida entrevista o que parece resultar é que parece ser o interesse da autarquia fundir a Associação Naval Amorense e a Associação Náutica do Seixal .

Numa análise perfeitamente equidistante , é estranho que uma autarquia tenha preocupações a este nível quando os apoios dados são irrisórios , pelo que do ponto de vista de cidadania e em cidades com a dimensão do Seixal e da Amora , com um total de habitantes no concelho de 170 mil pessoas se tenha como preocupação a fusão de dois clubes, parecendo que esta questão tem mais a ver com politica do que com a prática desportiva.

Não me alongarei mais deixando o espaço aberto às opiniões de todos como espaço de discussão do tema e assim esperando contribuír para um melhor esclarecimento do mesmo . Volto a reproduzir como primeiros comentários os mesmos que despoletaram este post :

17 comentários:

Anónimo disse...

Exmo Senhor

Venho por este meio solicitar a possibilidade da publicação no vosso Blogue do texto abaixo mencionado. bem como a sua máxima divulgação.

" Li e reli a noticia sobre A pratica da vela no Concelho do Seixal, publicada na pagina 12 do jornal Comercio do Seixal de 20 de Junho de 2008 da auditoria de A. Nunes. Sobre o mesmo permitam-me dizer o seguinte...

Participei na Direcção que assumiu os destinos da Associação Nautica do Seixal de 2004 a Fevereiro de 2008, ou seja durante dois mandatos. Em 2004 quando tomámos posse a modalidade de vela estava parada por falta de material, atletas, projectos, etc.

Falar de vela no Concelho do Seixal, como se a falta da mesma fosse da culpa dos clubes é, mostrar no minimo, falta de rigor e de conhecimento sobre o assunto.

Em 2004, a ANS assumiu um projecto para a modalidade de vela com a duração de 4 anos que implicava, equipar todos os barcos, encontrar atletas, criar um projecto,encontrar alguem com os conhecimentos adequados à implementação desse projecto e mais importante, valorizar o patrimonio existente. O mesmo foi cumprido.

Quando o Sr. A. Nunes alega que foi consultado por um elemento de uma entidade autarquica com o objectivo de se formar uma escola de vela unica e que a A N Amorense mostrou-se receptiva e a A N Seixal não, muito pode dar-se a entender, mas o principal é que, a ANS sempre teve projectos, o que acontecia na altura, e que os mesmos não passavam pela criação de uma escola unica fora da ANS.

Cabe às Direcções decidirem sobre a credibilidade, oportunidade e existencia de projectos ou não.

Com os apoios concedidos pela Camara e Junta de Freguesia para a modalidade de vela (o contrato programa é igual em numero de atletas e modalidade seja para a vela ou para a sueca ou malha, por exemplo), a ANS entendeu não estarem criadas as condições para se avançar para uma modalidade competitiva, o que não significa que a ANS, não fomente e não ministre a formação adequada aos seus atletas com os resultados excelentes já atingidos.

A mudança de dirigentes numa colectividade não significa uma mudança na atitude quando a mesma está correcta.

Da parte da ANS, julgo que, enquanto os apoios para o desenvolvimento desta modalidade sejam quase nulos (veja-se as verbas de 1.000€ para apoio ás actividades na Baia no orçamento de 2008 por parte da CMS, isso sim um trabalhao adiado ano após ano), a ANS continuara a optar pelo desenvolvimento, pelo fomento da cultura das embarcações tipicas em detrimento de uma suposta actividade competitiva apenas para efeitos numericos.

Eugenio Borges (ex presidente da ANS)
6/21/2008 10:33:00

Anónimo disse...

Não quero envolver-me na polémica entre duas associações naúticas.
Realço contudo dois pontos:
1-A tentativa de criar uma estrutura única da vela ligeira , pareceu-me ser o intento da Câmara do Seixal, no seu disederato de constituir o polo náutico da Amora, projecto esse que implicaria a liquidação da ANS, cuja existência e respectivas necessidades contrariavam os projectos de "desenvolvimento" da náutica comercial no Seixal.
2-Sendo a ANS uma instituição histórica e centenária, com tradições, parte integrante da história da formação do Seixal, sem desmerecer a Ana por ser comparativamente recente, e sem me alongar muito sobre aquela tentativa da CMS de liquidar uma instituição que é património do povo subjugando-se sem contemplações aos interesses comerciais, realço os passos que a ANS tem vindo a dar no sentido de promover a divulgação dos barcos tradicionais, de fazer ressurgir a cultura tradicional, os laços e as raizes culturais que são factores de coesão e de enraizamento ,tão necessários para o desenvolvimento da cidadania.

6/22/2008 09:26:00 AM

Daniel Geraldes disse...

A mim parece-me que como há uns tempos a baía do Seixal anda em obras e dentro de pouco tempo ira aparecer de cara lavada, o executivo funde as duas associações, apadrinha o projecto e aparece como o eterno bastião da baía e do seu eterno amor por ela e concelho de abril,tudo ao mesmo tempo,
e aproveitam para mostrar aos transeuntes que por ali passam durante o verão a fazer o seu jogging para mostrar a obra e com direito a reportagem de 10 paginas no boletim Municipal,
de facto, reconheço que é muito inteligente.

Anónimo disse...

Não sei se essa notícia do envolvimento da autarquia por interposta pessoa na tentativa de fusão entre duas colectividades que se dedicam à prática da vela é verdadeira. Agora que a política desportiva do município tem andado sempre ao sabor dos ventos e das correntes de ocasião, isso constata-se que é verdade. Basta relembrar o antigo critério de apoio à chamada alta competição do futebol do Amora, e do futebol, basquetebol e hóquei em patins do Seixal. Os rios (ou baías) de dinheiro gastos apenas serviram para o Amora e o Seixal ficarem à beira de fechar as portas, com as suas instalações degradadas e penhoradas, e o concelho pobre em infra estuturas desportivas. Basta fazer uma comparação com a vizinha Almada, da mesma côr política, onde existem relvados para a prática do futebol e o Seixal onde os relvados são a excepção entre os pelados. Agora os critérios existentes de atribuição de subsídios favorece o desporto dito popular onde aos fins de semana juntam-se meia dúzia de patuscos em vários eventos para ir enchendo e subindo a estatística da ocupação dos tempos livres, ficando os clubes que praticam desporto amador a sério em dificuldades permanentes com os gastos de diversa ordem a que estão sujeitos. Sabendo-se a dificuldade em arranjar voluntários para integrarem os corpos sociais das colectividades, onde terá de existir uma direção uma mesa de assembleia e um conselho fiscal para que essas colectividades estejam legais, como é possível no concelho do Seixal haver à volta de sessenta clubes em condições de receber subsídios, conforme leio no boletim municipal?

Anónimo disse...

Há mais náutica no Seixal e Amora para além da vela, há a canoagem, o remo o kitesurf.

Anónimo disse...

As associações, que poderiam ser um suporte e um meio de desenvolvimento da cidadania e participação dos cidadãos, neste concelho são instrumentos de dominio do PCP.
O dominio e manipulação das direcções que é monopólio dos camaradas, que não podem servir outros interesses que não sejam os determinados pelo partido e respectivos controleiros.
Todas as associações são mantidas na dependência, e o paternalismo da CMS é o meio de as deixar à sua mercê, existindo e subsistindo conforme sirvam ou não os interesses da máquina partidária.
Com direcções serviçais e mantidas parternalisticamente, grassa a irresponsabilidade: são atribuidos subsidios e bens financiados pelos contribuintes, dos quais não se justificam as aplicações, nem se controla a sua existência, nem inventários existem...; sempre que há "histórias"... lá está a máquina partidária a lavar a casa; quando não há fundos para tapar os buracos, descobrem-se engenharias financeiras...empreiteiros que fazem obras de graça???? É um fartar vilanagem...
... e os impostos dos contribuintes a pagarem todos os desmandos que os camaradas que controlam práticamente 100% destas instituições hajam por bem desbaratar !
Viva o movimento associativo do SEIXAL!
Viva a LIBERDADE!
Viva o 25 de Abril!

Luis Eme disse...

em Almada, também começa a existir algum desconforto, por existirem colectividades a mais...

o problema é que o bairrismo que existe, não permite fusões.

o que é estúpido é continuarem a surgir colectividades, devido a cisões internas. as pessoas chateiam-se, saem e criam uma nova colectividade, enfraquecendo a existente e sem grandes possibilidades de vingarem...

é por isso que começam a existir clubes que servem interesses familiares e particulares e não os da população.

Anónimo disse...

Quanto á afirmação "... há uns tempos a baía do Seixal anda em obras e dentro de pouco tempo ira aparecer de cara lavada", poderemos constatar:
1-A baía está ser definitivamente encerrada á prática náutica, circundada por uma BARREIRA DE ARAME FARPADO, que impedirá a curto prazo a circulação de embarcações.
Feitas e pagas "pelo hipermercado mais perto de si", pelo custos mais baratos, e pagas e repagas pelo contribuinte, são constituidas por enrocamento pura e simplesmente sobreposto.
Como resultado, sendo os fundos consolidados por lamas, que funcionam e bem como cimentos naturais, os pedregulhos vão-se soltando, escorregam pelo lodo, e estão a constitituir o verdadeiro enterro de qualquer possibilidade de utilização do plano de águas para a náutica.
Veja por exemplo, que no troço entre a Ponte da Faternidade e a muralha de Arrentela, o uso de grades de arame permite a consolidação do enrocamento.
2-Porque não foi a mesma técnica utilizada no restante, era assim tão cara??
Mas são os supermercados e os empreiteiros que pagam aquilo que nós já pagámos, se inscreveu nos orçamentos e não foi feito pela CMS.
Pagamos e voltaremos a pagar, que os capitalistas não se esquecem de fazer reflectir nos preços os custos que a CMS os obriga- as famosas contrapartidas-
O povo paga e volta a pagar, nesta maravilhosa "engenharia " com os comunistas da CDU utilizam para tapar os buracos da sua incompetência e gestão perdulária.
- SEREMOS TOLOS ATÉ QUANDO ???

Velas do Tejo disse...

O artigo que surgiu no Comercio do Seixal é, apenas mais, uma tentativa de uma pessoa que, nunca conseguiu executar nenhum projecto com seriedade mas, que tenta encontrar espaço para o seu "tacho" quando vê que o "carrosel" começa a andar.

As dificuldades no associativismo são uma realidade. Viverem na dependencia das autarquias é uma marca de má gestão e, simultâneamente, interesse das autarquias em manter "abafadas" estruturas com algum potencial humano. É que enquanto se está dependente não se abre a boca!

Acredito no associativismo auto-sustentavel com missão social, mas para isso são necessárias fontes de receitas que derivem de prestação de serviços e não subsídios. A Náutica do Seixal está entrincheirada por uma estrada entre a água e uma localidade envelhecida e sem vida. Não tem marina, doca ou espaço de recolha de embarcações. Sem serviço, como poderá facturar?... Ainda assim funciona, e isso custa a muito boa gente!

A vela na Associação Náutica do Seixal está longe de ser um polo náutico de referencia, no entanto é o único local a sul do Tejo onde se pode aprender a velejar (modalidade considerada elitista) independentemente da bolsa, idade ou condição física.

O projecto da Náutica do Seixal visa dar força às tradições locais, potenciar a cultura maritima e permitir levar o maior número de pessoas ao mar. Estamos longe de nos focarmos na cara e elitista actividade em que se converteu a competição de vela ligeira.

Enquanto me permitirem ser dirigente e monitor, o caminho será sempre o mar pela cultura e o património! Mas olhem que é difícil.

Velas do Tejo disse...

Eu farto-me de dar este exemplo, veja-se o concelho da Moita que tem 3 Associações Náuticas (Sarilhos, Moita e Alhos Vedros). Num concelho mais pobre, com menos recursos, com um péssimo plano de água, conseguiram preservar uma cultura e uma tradição que neste momento está a ser elevada a património nacional.

Visite o blogue http://velasdotejo.blogspot.com e veja o programa de actividades e o despacho da Marinha do Tejo.

Anónimo disse...

Não me parece adequado que a Câmara queira fechar ou abrir associações ou colectividades. As colectividades e associações na maioria são muito antigas e nasceram da vontade popular, vontade essa que tem de ser respeitada. A Câmara não deve imiscuir-se na associação cívica desportiva cultural dos cidadãos sob pena de matar a sua actividade aos poucos o que tem feito ao longo destes 34 anos de camara CDU.Um concelho com 170 ooo habitantes não tem associações a mais pelo contrário tem até de menos seria muito bom que mais houvesse. Mas não só não há mais como as colectividades que havia a pouco e pouco o PCP foi-se apoderando das suas direcções colocando lá oportunistas e incompetentes e foi asfixiando todas as suas iniciativas, eliminando os que não eram do partido e usando o que restava das colectividades apenas para meia duzia de bebados comunistas lá se encontrarem a gerir os subsidios e a beber uns copos ou a jogar às cartas.Neste concelho não falta quem goste de dedicar o seu tempo ao bem comum à cultura ao associativismo. As colectividades e os desportos nauticos sempre foram tradição neste concelho. Até ao 25 de Abril 74 os grupos de teatro amador que havia os espectaculos que havia nas colectividades mantinham-nas vivas e eram fonte de receita.Todo o trabalho era voluntário sem direito a qualquer remuneração e nunca houve falta de quem quizesse fazer parte. A partir do 25 de Abril ao contrário do que seria de esperar o PCP apoderou-se de tudo e matou todas as iniciativas. Como é sabido é muito difícil hoje levar a cena uma peça de teatro amador se não for de iniciativa do PCP ou não tiver o amém da CDU/PCP não há colectividade que se disponibilize facilmente para abrir as portas à iniciativa. O que acontece nas colectividades de cultura e recreio acontece com os desportos nauticos no seixal. Há várias decadas atrás era rotina a baia do Seixal enfeitar-se de velas numa quantidade que coloria a baia duma forma deslumbrante. A Associação Naval do Seixal é muito antiga é um bem pertença da população espero que a CDU não queira eliminá-la como eliminou o estaleiro da Fidalga como tem eliminado muitas outras coisas umas demolindo-as e outras corroendo e minando a sua estrutura às vezes quer fisica quer humana até conseguirem os seus intentos.A população do Seixal tem de defender o que lhe pertence. Tenho a certeza de que não vão deixar fundir as duas associações náuticas.

Ponto Verde disse...

Obrigado a todos pela excelente colaboração dada na clarificação deste tema.

A.Nunes disse...

Apenas nesta data 02/09/2008 tive conhecimento do escrito a respeito do meu artigo “A PRÁCTICA DA VELA NO CONCELHO DO SEIXAL”, publicado blog.
Para desfazer dúvidas, nunca foi considerado fundir as duas colectividades náuticas existentes no concelho, mas sim unir esforços, para que surgisse um projecto base de desenvolvimento conjunto a nível de escolas de vela, que permitisse relançar a modalidade no Concelho e animar novamente a Baia do Seixal com a pratica da vela.
Não era projecto meu, apenas me pediram colaboração e, se o projecto abortou logo de inicio, não foi por minha culpa ou desinteresse.
Não me alargo em mais considerações sobre o assunto, a não ser que foi pena, não ter sido analisado por todas as partes interessadas e em conjunto.
No mesmo blog de autoria de alguém, que usa o pseudónimo Velas do Tejo, o Sr Hugu Metelo Diogo, lê-se o seguinte:

“O artigo que surgiu no Comercio do Seixal é, apenas mais, uma tentativa de uma pessoa que, nunca conseguiu executar nenhum projecto com seriedade mas, que tenta encontrar espaço para o seu "tacho" quando vê que o "carrosel" começa a andar.

Com os meus 62 anos de idade e cerca de 55, ligado aos desportos náuticos como praticante e hoje em dia como Juiz e Oficial de Regatas, não posso deixar de sorrir com desprezo, em função da infantilidade e ignorância de uma pessoa, que mal me conhecendo, usa fazer tais considerandos, só podendo ser no meu entender por acentuado despeito.
Julgo, que colidi com os interesses desse alguém, quando publiquei os meus artigos. Alguém, que ainda há pouco tempo me chamava mestre e que agora, sentindo os seus interesses ameaçados, vem escrever sobre “tachos” e “carroseis”.
Lamento, não era essa a minha intenção, não quero invadir os “tachos” e “carrosséis” de ninguém.
O meu “tacho” é o meu trabalho e a minha profissão, sempre foi sempre será, não ando à procura de negócio.
Claro que discordo com uma Academia de Vela, dentro da Associação Náutica do Seixal, pelo menos enquanto não seja suficientemente transparente e o que aproveita a Associação Náutica do Seixal com a sua existência no seu seio, assim como o desenvolvimento da modalidade a nível local.
Ainda não vi nada de concreto e não concordo com um poder dentro de outro poder.
Sou sócio da ANS desde o seu primeiro dia, já o era há muito da Secção Desportiva da Casa dos Pescadores do Seixal, fui seu atleta 22 anos, acho que como tal, tenho o direito de análise.
Pergunto ao sr “Velas ao Vento” de quem é o “tacho” Academia de Vela e a quem aproveita, porque, pelo que me consta, à ANS, só tem dado avultados prejuízos.
Acho que começo a compreender, porque razão foi retirada a confiança e afastado o Sr Hugo Metelo Diogo, da Secção de vela da Associação Naval Amorense, onde começou o seu primeiro insucesso dentro da modalidade.
O meu projecto vela, foi cumprido e bem sucedido, para mim chegam-me os 55 anos de pratica, os convívios, as amizades feitas, as regatas em que participei, os resultados alcançados, os conhecimentos técnicos adquiridos e as experiências vividas.
Afinal, são 55 anos ligado à modalidade.
Chega-me também a extensão de actividade, como juiz e oficial de regatas, que ainda mantenho, da qual as duas colectividades náuticas locais têm aproveitado, para organização e realização da maioria dos seus eventos de vela.
Ajudei sempre as duas com a mesma equidistância, quando me foi pedido e os projectos me pareceram válidos.
Foi sempre o espírito que me animou, mesmo quando se falou sobre um projecto de escolas de vela único, ou seja: Ajudar!
Conheço projectos similares com êxito, noutros países do mundo, tutelados pelas autarquias, por isso, acreditei numa possibilidade.
Continuo a pugnar pelo desenvolvimento da vela nacional e particularmente da local, sendo essa a razão dos meus artigos.
Quanto à ensinança da vela e estruturação de escolas de vela, poder-se-á ler sobre isso no “site” da Federação Portuguesa de Vela, é por esse modelo que me pauto e o único, que considero válido para colectividades como as nossas, partindo do princípio, que a ensinança deve ser dirigida primeiramente às camadas mais jovens, para efeitos de garantia de continuidade da modalidade no futuro.

A.Nunes

A.Nunes disse...

O artigo que fez levantar a polémica:

PRACTICA DE VELA NO CONCELHO DO SEIXAL

Corrijo os dois últimos parágrafos do texto de minha autoria, publicado na Edição nº 28 deste jornal, a propósito da a propósito do Troféu Cidade da Amora, na modalidade de Vela, referindo-me às condições para organização de provas, que quis assim redigir:
Já existiram, (condições), nos tempos áureos da Associação Náutica do Seixal.
Havendo duas colectividades activas, muito mais se poderá alcançar, assim os seus dirigentes o queiram, sem que estejamos completamente dependentes das embarcações dos clubes nossos visitantes, para animarem as nossas regatas e a nossa baía.
Desde que hajam praticantes locais, poder-se-ão organizar torneios de vela, com iniciativas alternadas, repartidas pelas duas colectividades do nosso Concelho, que certamente, em muito contribuirão para uma mais repetida animação da nossa baía.
O problema, está no haver praticantes locais, que só poderão existir desde que as escolas de vela funcionem, o que infelizmente não acontece.
Refiro-me a escolas de vela, que formem velejadores na classe Optimist, pelo menos durante uma época e que os apresente ao fim da época nos Encontros Regional e Nacional de Infantis, sendo estas as suas primeiras provas oficiais e lançamento nas competições se assim o quiserem.
Este seria o primeiro objectivo e o de maior impacto em termos futuros. A ideia de competição imediata é errada.
É um trabalho, que se tem vindo a adiar de ano para ano, que pela sua inexistência provoca a falta de actividade e de velejadores.
A Associação Naval Amorense, lá vai funcionando tímidamente , com os interessados que aparecem, que infelizmente são poucos e já muitos mais se têm perdido por falta de uma escola organizada, melhores condições e objectivos..
Em tempos, fui consultado por elemento de uma entidade autárquica, com o objectivo de se formar uma escola de vela única, servido as duas colectividades do Concelho.
Seria uma boa medida, prestei-me a colaborar em função da minha e já longa experiência, porém, se houve grande interesse colaborativo da Associação Naval Amorense, não o houve da Associação Náutica do Seixal, por isso a iniciativa morreu.
Seria uma boa altura para se voltar a pensar no assunto, uma vez que há mudanças de dirigentes numa das colectividades, que parece contar com directores mais interessados pela vela.
Seria um trabalho de fundo, que com um planeamento e estruturação eficazes, humildade e paciência, daria os seus resultados ao fim de um ano em termos competitivos, mas imediato em termos de animação da baía.
Seria preferível investir numa iniciativa deste tipo do que em iniciativas dispendiosas, que são belas no momento, mas que não asseguram continuidade
Em Outubro, teremos as Seixalíadas, mais uma vez estaremos dependentes da colaboração de clubes de fora do Concelho e das suas possíveis participações, tendo em conta a viabilização das regatas, a animação da baía e o espectáculo implícitos durante o evento.
A participação dos clubes de fora, será sempre importante, mas que venham principalmente para reforçar a participação, aumentando a competitividade e o numero de embarcações presentes.
Já se gastou muito dinheiro com a vela no Concelho, em iniciativas pontuais, que nunca fizeram parte de projectos com objectivos bem definidos, apenas ideias do momento, autênticos devaneios.
Foram investimentos perdidos, considerando, que não houve desenvolvimento e continuidade da modalidade no Concelho, em função das iniciativas.
Penso, que com muito menos investimento, se conseguirá fazer muito mais no domínio do desenvolvimento da modalidade no Concelho., assim haja vontade para isso.

A.Nunes

A.Nunes disse...

Defendi sempre o pleno funcionamento das Secções de Vela das duas colectividades nauticas do Concelho. Nada de fusões.
Desde que funcionem e consigamos entendimento, poderá organizar-se um calendário local de provas a organizar, uma vez por uma, outra vez por outra associação.
Assim se conseguirá uma parte da animação pretendida, interessar velejadores de outras localidades e desenvolver um polo de vela respeitado.
Conheço exemplos praticos, equivalentes ao que acabei de exemplificar, quer em Portugal quer no estrangeiro, que funcionam na perfeição.
Será que não se conseguirá fazer no Concelho ? Porquê ?
A.Nunes

A.Nunes disse...

Sobre o artigo assinado pelo SR Eugénio Borges, deixo aqui expressos os meus agradecimentos pelo facto de ter assumido a Presidencia da Direcção da Associação Nautica do Seixal de 2004 a Fevereiro de 2008.
Agradeço porque isso evitou que a ANS, fechasse por falta de corpos gerentes.
Pela minha observação durante esse período, tirando notícias da natação e algumas mas poucas de canoagem, baralhadas por um jornalista, que iniciava as noticias com eventos da Associação Naval Amorense e as misturava deliberadamente para que a ANS colhesse méritos e dividendos publicitários, nada me indicou um funcionamento pleno e saudável da ANS, antes pelo contrario a imagem que tive foi de um constante adormecimento.
Quanto ao projecto sobre a modalidade de vela, que escreve ter assumido durante durante 4 anos, não se vêem resultados.
Quatro anos permitem fazer muita coisa, mas em termos praticos não se vê, nem se viu actividade que convença, àcerca da sua eficácia e cumprimento.
Quanto à minha falta de rigor sobre o assunto e culpa dos clubes e minha falta de conhecimento, nem merece que lhe responda, apenas deixo a pergunta:
Se efectivamente, tinham um plano assumido por 4 anos, porque anuiu inicialmente comparecer à reunião, comigo e com as restantes entidades dispostas a analisar o projecto de escolas de vela conjunto?
Porque desmarcou sua comparencia à ultima hora e através do telefonema de uma secretária, sem proposta de se marcar outra data ?
Algo não bate certo não acha ?
Pela minha parte, não achei a sua atitude muito correcta, principalmente para comigo, dado não nos conhecermos pessoalmente, ter desmarcado uma reunião quase em cima da hora e não ter tido sequer um gesto de cortesia mais tarde.
No seu lugar, se não pudesse no momento, mais tarde teria um gesto de cortesia para desfazer qualquer má impressão.
Penso ser apenas uma questão de diferença de princípios educacionais, assim como forma de estar nos desportos nauticos, especialmente na vela, que tem larga tradição como desporto de "gentlemen".
Permanecem as minhas dúvidas, as minhas perguntas e a convicção, que foi sua deliberada intenção, boicotar à partida a hipótese de análise de viabilidade de um projecto, senão não tinha desmarcado a reunião à ultima hora.
De qualquer forma, deixo-lhe as minhas saúdações desportivas.
A.Nunes

Pai da Vela disse...

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