sábado, abril 15, 2006

BAIRRO SOCIAL ... NA PRAIA 2











Na imagem um mau PER (2000), Quinta da Cucena Seixal, em terreno Industrial perfeitamente desenquadrado da malha urbana, o Bairro foi construida por uma empresa do Grupo A.Silva e Silva, num Terreno Industrial propriedade do Grupo A.Silva e Silva, paredes meias com um Hipermercado de Bricolage do Grupo A.Silva e Silva então ASSICOMATE e agora Mestre Maco de seu nome, para além de oferta em bricolage os cidadãos para ali desterrados nada mais têm por perto , uma escola, uma padaria, uma mercearia, um café ? NADA!!! (clique)!















Na continuação do post de ontem , é oportuna a pergunta ; Se faz sentido ainda o PER , Plano Especial de Realojamento?

O PER nasceu da mão do Professor Cavaco Silva nos idos de 1995, numa altura em que era necessário alojar milhares de familias que então viviam em situação precária em várias zonas metropolitanas, sobretudo do Porto e Lisboa.

Não havia nessa altura habitação disponivel e por isso foi necessário construir de raiz e não segundo os melhores modelos habitação em massa para resolver no imediato essa necessidade, projectos houve , não muitos que corresponderam às expectativas dos seus habitantes, mas a maioria, apesar da melhoria da habitação continuaram-se a sentir marginalizados e não integrados.

O que é de compreender, pois se Urbanizações PER houve que enquadraram esse pressuposto, outras houve feitas longe de tudo e de todos, de terreno Industrial (clique) a terreno protegido tudo valeu , não para integrar socialmente, mas porque era o terreno mais barato(clique) e onde as urbanizações se pagavam quase que a si próprias com as contrapartidas que as autarquias davam aos promotores encontrados à medida para esses projectos (clique) ...

Pensava que hoje (clique), com os milhares e milhares de habitação devoluta ou á venda (excedendo largamente a procura) por essas cidades fora, que o pressuposto do PER já não faria sentido, até porque a nova letra do PER ou o Plano que este veio substituir permite outras soluções (como a compra dessa habitação à venda) que não a construção dos monolitos habitacionais habituais, muito menos que se continuaria a apostar em zonas florestais e protegidas (onde não há pressão urbana nem hipotese de construir e o terreno é por isso barato), mas este projecto para a Costa da Caparica , caído não se sabe de onde veio afinal provar que a asneira ainda aí anda à solta, resta só saber que interesses escondidos há em jogo para que o interesse publico possa assim tão grosseiramente , ser posto em causa.

6 comentários:

Desambientado disse...

A todos uma Boa Páscoa.

Dae-su Oh disse...

Nem tem um café??? Chiça que ordenamento, eu a pensar que para cada casa havia 2 cafés neste país. A margem sul surpreende-me, nem sei como ainda moro nesta margem.

Anónimo disse...

Verdadeiramente criminoso uma tal urbanização e ainda por cima com propósitos "sociais".

Anónimo disse...

Como uma boa ideia(PER) pode ter resultados desastrosos(como implicitamente se colhe do texto q segue)abindo caminho à nossa tão querida práctica da caridadezinha libertadora da MÁ consciencia.
"Vereadora propõe micro-redes sociais em bairros de Lisboa

A vereadora da autarquia lisboeta responsável pelos bairros municipais, Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), vai propor quarta-feira a criação de micro-redes na Ajuda e Alta de Lisboa, destinadas a promover a cidadania, saúde, desporto e educação.
A proposta da vereadora democrata-cristã da Câmara Municipal de Lisboa (CML) abrange a constituição de duas unidades de revitalização urbana (ou micro-redes sociais), a gerir pela Gebalis, empresa responsável pelos bairros municipais.

As áreas a abranger por aquelas unidades serão o Bairro 2 de Maio e Casalinho da Ajuda e, na Alta de Lisboa, os PER 01 a 10.

O objectivo é criar micro-redes que actuem dentro dos bairros da Gebalis, conciliando diversas componentes e tentando que os bairros se desenvolvam por si, explicou à Lusa fonte do gabinete da vereadora Maria José Nogueira Pinto.

De acordo com a proposta, a Gebalis deverá apresentar à CML, até final de Maio, um conselho de parceiros para cada uma das unidades de revitalização, num processo que envolverá as juntas de freguesia e uma universidade.

A Gebalis ficará ainda incumbida de apresentar ao município relatórios trimestrais, com os diagnósticos, parcerias, recursos e respostas, além de um relatório anual, dentro de um ano, com a avaliação dos resultados e a proposta de metodologia a adoptar.

A intervenção deverá passar pela promoção da cidadania pela segurança, através de campanhas de divulgação dos direitos e deveres e programas de segurança de proximidade e de combate à violência.

O acesso à educação e formação profissional, o incentivo às actividades económicas e ao recurso ao micro-crédito, a promoção da saúde e do desporto e a valorização do património cultural do bairro e da comunidade são outros objectivos da intervenção.

No âmbito deste projecto, o município já realizou contactos com os ministério da Saúde e da Segurança Social, o Comando Metropolitano da PSP, o Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e o Instituto de Emprego e Formação Profissional.

Estas micro-redes estarão ligadas à rede social que a autarquia pretende criar em toda a cidade e cuja criação será hoje assinalada através de um protocolo entre o município, a Santa Casa da Misericórdia e o Centro Distrital de Segurança Social de Lisboa."

Diário Digital / Lusa

Anónimo disse...

É claro que as pessoas que foram para o Bairro da Cucena morar, estavam a priori colocadas num "desterro" e loge da malha urbana, porque grande parte desses moradores são anti-sociais e não originam bom ambiente na sociedade inserida. Como tal foram colocados longe da cidade para evitar conflitos. Basta passar pela estrada principal para ver os vidros partidos, as portas e janelas destruidas e até andares por onde já circulou fogo! Não falem para o monte...

Um camarada convicto disse...

É claro que as pessoas que foram para o Bairro da Cucena morar, estavam a priori colocadas num "desterro" e loge da malha urbana, porque grande parte desses moradores são anti-sociais e não originam bom ambiente na sociedade inserida. - Anónimo

E porque não pôr arame farpado ou muros altos?

Já se fez isso com os judeus em tempos idos e até com os ciganos e outras raças; na Rússia, EUA e Alemanha.

Porque não? Sempre seguia uma certa linha Estalinista da coisa e era mais coerente com o corente estado das coisas.

E, assim como assim, os fornos já ali estão a mão de semear mesmo.

É mas é queimar essa maralha toda.