quinta-feira, abril 13, 2006

RELATÓRIO DO AMBIENTE 2












Barreiro foi o único concelho que regrediu em termos populacinais no periodo 1991/2001 todos os outros da Margem Sul se Betonizaram.


Há quem se mostre satisfeito com a performance da Margem Sul, ou mesmo de todo o Distrito de Setubal comparando os dados deste relatório, só revelam que ou dispõem de outros indicadores, ou recusam a realidade. Do quadro aqui analisado ontem um dos pontos mais negativos tem a ver com a "Variação populacional e parque habitacional" vemos que ficamos mal, muito mal na fotografia, sobre isso vejamos os numeros para a Península de Saetubal (se tiver curiosidade para toda a AML e para recuar até 1961 vá aqui - clique ):


1991
2001
Val. Abs.
Val. Rel. (%)
Alcochete 10169 13010 2841 27.9
Almada 151783 160825 9042 6.0
Barreiro 85768 79012 -6756 -7.9
Moita 65086 67449 2363 3.6
Montijo 36038 39168 3130 8.7
Palmela 43857 53353 9496 21.7
Seixal 116912 150271 33359 28.5
Sesimbra 27246 37567 10321 37.9
Setúbal 103634 113934 10300 9.9

E estes dados pecam por desactualizados, só o Seixal aumentou nos ultimos dez anos mais de 15000 novos habitantes, vemos que se está a avançar para uma verdadeira Sintrização da Margem Sul, os casos gritantes e que pecam nesta tabela por defeito são também os de Alcochete, Palmela, Seixal e Sesimbra , vemos outro resultado deste modelo errado de desenvolvimento em que o primeiro casco já não atrai habitantes, o caso do Barreiro que regrediu.

No geral do país a nota amarela que é dada ao uso do solo, terá a ver com o aumento de 42% da superfície artificializada entre 1985 e 2000 e consequentemente com a perda da mesma àrea de terreno natural . Estima-se que na Margem Sul esse aumento tenha superado aquele valor.


Depois há o excesso do ozono ao nivel do solo, onde é prejudicial para a saúde e as leituras no Seixal têm sido sistemáticamente ultrapassadas no que refere à margem maxima permitida para a saúde humana, tendo aumentado o número de dias que os cidadão estão expostos a estas condições.

Sobre o tratamento de esgotos a Margem Sul não está melhor, só o Seixal, segundo a própria autarquia, reconhece que os esgotos da maioria dos seus 160000 habitantes não tem esgotos tratados, sendo deitados directamente para o Tejo.

Há no geral do País uma apreciação positiva para o uso das energias renováveis, perfeitamente e incompreensivelmante ignoradas pelas autarquias da Margem Sul
que não construiram ou fomentaram a construção de equipamentos que utilizem energias renováveis ou que as produzam (à excepção da Câmara do seixal que comprou seis automóveis hibridos para os seus vereadores...).

É pouco muito pouco para vinte anos depois da entrada na União Europeia e depois de milhões e milhões de fundos comunitários mal gastos em rotundas e outras obras pré eleitorais, betonização desenfreada e multiplas obras do regime que não deram mais qualidade de vida aos cidadãos, endividaram as autarquias e deixaram por resolver às portas da Capital de um país da Europa, problemas tão básicos como o tratamento de esgotos.

9 comentários:

Anónimo disse...

Continuamos na cauda da Europa, uma vergonha.

martn salvador disse...

O Ponto Verde está a ficar muito doce para as Câmaras da margem Sul.
Esse relatório traduz a realidade do País, não da Margem Sul, é a velha história das médias e do frango.
Só que aqui a desgraça da Margem Sul dilui-se nos concelhos que trabalham bem, que têm um numero equilibrado de hebitantes e apreço pelo ambiente e pela coisa publica, e também pela Constituição.
Na Margem Sul nada disso se passa e há uma degradação da qualidade de vida de quem aqui sempre viveu notória e galopante, a culpa já aqui foi anteriormente referida.
Falta Cumprir a Constituição!

Artigo 66.º
(Ambiente e qualidade de vida)

1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.

2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos:

a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão;

b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e a valorização da paisagem;

c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico;

d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica, com respeito pelo princípio da solidariedade entre gerações;

e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;

f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial;

g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente;

h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida.

Manuel Madeira disse...

No comentário em cima, podemos ler:

Artigo 66.º
(Ambiente e qualidade de vida)

2. Para assegurar o direito ao ambiente, no quadro de um desenvolvimento sustentável, Incumbe ao ESTADO, por meio de organismos próprios e com o envolvimento e a participação dos cidadãos:

e) PROMOVER, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;

Exmo. snr. martn salvador,
Reconhecendo,V.exa., ao abrigo da Constituição o dever e obrigação do estado (governos-centrais), com os meios técnicos e financeiros ímpares de que dispôe, apoiar, no domínio ambiental e outros, as autarquias em todo o território nacional.
Diga-nos, por favor, o papel dos sucessivos governos (do rosa ao azul), não em todo o país o que se tornaria fastidioso, mas apenas no distrito de Setúbal.

Dou-lhe uma ajuda:
1. Qual o poder das administrações portuárias (um estado dentro do estado) e a sua relação, ou ausência dela, com as autarquias? Que efeitos negativos têm daí derivado para as zonas ribeirinhas do estuário do Tejo? E de quem é a responsabilidade?

2. Qual a resposta dos governos (PS,PSD,CDS) durante os últimos 30 anos aos sucessivos e renovados pedidos das autarquias para serem viabilizadas a construção de ETAR's em toda a área Metropolitana de Lisboa e, em particular, no Distrito de Setúbal?
O que, concordará, ajudaria em muito ao reaparecimento das "ostras" e, quiçá, dos golfinhos. Escusado referir a mais-valia de tudo isto, e não só, na nossa qualidade de vida.

Fico, sem pressa, a aguardar a gentileza das suas respostas e, é implícito, através delas o nome dos responsáveis.

Porque já tem muito trabalho, ofereço-lhe a resposta à última pergunta do ponto 1.: "a responsabildade não é das autarquias em virtude, como sabe, de não terem a jurisdição em todo o espaço ribeirinho".

Com amizade, sempre à sua disposição

Manuel Madeira disse...

Meu grande amigo "ponto verde",

não venho falar do sporting cuja época não parece correr de feição e a continuar dessa forma vai jejuar por mais 18 anos. Foi uma graça, não leve(m) a peito.

A razão do meu regresso ao seu convívio é para lhe dizer que conheço os números do desenvolvimento demográfico. E, no respeitante à Área Metropolitana de Lisboa-A.M.L. temos um peso de habitantes distribuidos pelos diferentes conjuntos autárquicos monocolores, com os seguintes valores percentuais:

PSD/CDS=47% da população da A.M.L.
PS=27.9% ----"--- da A.M.L.
CDU=25.1% ----"--- da A.M.L.

Tenho consciência de que não vivemos como a "Alice no País das Maravilhas". Mas quem vive?

E não posso esqueçer que a nossa situação (económica, social,educacional, de instrução...) seria hoje outra caso não tivessemos, até à REVOLUÇÃO de 25 de ABRIL de 1974, sido vitímas do depôsto e
deplorável estado novo fascista de salazar e caetano que, em relação à Europa, nos atrazou mais de 40 anos.

Voltando aos números supra referidos, constatamos que o campeão, destacadissimo, na ocupação de terreno para habitação na A.M.L. é o PSD/CDS, seguido à distância pelo PS que (em matéria de betunização como gostam de chamar) vai à frente da CDU.

O que me faz confusão é porque sendo a força política CDU, produto da sua gestão, quem menos peso populacional tem na A.M.L. é, no entanto por V.exas., eleita à condição de "boneco de feira" para ser o alvo das vossas "bolas de trapo".
Não me parece justo.

Ok., não gostam dos homens. Eu também não..., prefiro as mulheres!
Mas deixem-nos trabalhar porque é por isso que a população confia e renova com agrado o voto em nós.

Agora vou cear e depois até uma "party".

Encontramo-nos amanhã, mas não muito cedo porque não sou rapaz madrugador

Dae-su Oh disse...

A margem Sul é o exemplo do caos urbano que assola o nosso país, só em Portugal se vê este amontoado de betão desornado.

AV disse...

O comentador Manuel Madeira é uma coisa quase tão boa como o articulista MM.
Com que então compara-se a % de população sob Câmaras deste ou daquele Partido, esquecendo logo à partida que o peso de Lisboa distorce tudo ?
E já agora porque não analisar a densidade populacional, que toma em conta a área disponível ?
Realmente é preciso ter paci~encia de santo porque usar dados desta forma é ou de uma amadorismo confrangedor ou de evidente má-fé.

AV1

Ponto Verde disse...

Caro Martin, a Constituição serve quando serve... de preferência para exigir ao Poder Central, quanto ao Pobre Poder Local, é uma vitima do sistema, só não faz mais porque não pode, pena é que essa não seja a imagem que dele tem a opinião publica.

Quanto ao Senhor Madeira e seus recentes comentários, apesar da mestria com que interpreta os "seus" números e se incomode com as criticas à CDU (afinal quem mais podemos atribuir os erros em termos de gestão na Margem Sul ???), vejo que tem dificuldade em contestar o Senhor Salvador e os posts aqui anteriormante colocados colocados (cerca de 400) onde está demonstrada a incompetência dos senhores autarcas CDU que tão bem elogia.

Mas como já referi, se não têm sustentação real, não se preocupe que não nos levam a sério, as cerca de cinco centenas de visitantes diários, vêm aqui só para se divertirem de tão inverossimeis que são os artigos aqui expostos.

Quanto ao resto do seu discurso acho algo confuso quando põe uma tónica homofóbica "Ok., não gostam dos homens. Eu também não..., prefiro as mulheres!" ou comentam o Sporting (?) "não venho falar do sporting cuja época não parece correr de feição e a continuar dessa forma vai jejuar por mais 18 anos. Foi uma graça, não leve(m) a peito." porque havia de levar a mal ou a peito (??)ou tem a brilhante desculpa de que passados trinta anos continuamos com o velho bode expiatório... "deplorável estado novo fascista de salazar e caetano que, em relação à Europa, nos atrazou mais de 40 anos" ...é que isso já foi há TRINTA ANOS!!!

Ponto Verde disse...

Mas devo agradecer ao senhor Manuel Madeira a sua participação e a sua posição, muito me honra ter pelo A-Sul o contraditório de um verdadeiro Democrata que noutro blogue revelou :

" Manuel Madeira disse...

Mais do que me lembrar tenho a honra de ter participado (em Coina) nas barricadas que se efectuaram para impedir os desígnios de liquidação da jovem revolução de ABRIL que Spínola e a extrema-direita (hoje dissiminada pelo CDS e alguns no PSD)queriam realizar a partir do Campo Pequeno.

4:08 PM, Abril 07, 2006 "

Saiba que é uma "honra" tê-lo por cá e hoje de forma tão civilizada ,eu dos idos de 75 tenho uma outra posição e recordação dessas ações populares e prepotentes.

Hoje em dia que bom seria para muitos essas versões de "barricadas democráticas" a gentinha que não dá a cara, nicks blogs e outras modernices sem controlo.

Que bom seria "Barricar" toda essa gente não era?

Anónimo disse...

Já percebemos que esse senhor tem uma "memória" a defender!!!