quarta-feira, abril 12, 2006

RELATÓRIO DO AMBIENTE 1












Na imagem , Montijo, o repetir com a Ponte Vasco da Gama dos erros e modelos de Almada e Seixal com a Ponte 25 Abril.


Têmo-lo afirmado aqui quase que diáriamente, mas vem agora o ultimo Relatório do Estado do Ambiente a confirmá-lo, o diagnóstico que este relatório traça sublinha que o Ordenamento do Território (ou a sua ausência) é a área com mais indicadores negativos na apreciação feita do retrato ambiental do País em 2004 e ontem publicado , no quadro tipificado por - "Ocupação do território e degradação do solo" temos que:

-
Uso do solo
- Variação populacional e parque habitacional
- Áreas protegidas com plano de ordenamento
- Incêndios florestais
- Erosão Costeira
- Agricultura Biológica

Significando o amarelo - Alguns desenvolvimentos positivos mas ainda insuficientes
Significando o vermelho- Tendência desfavorável
Significando o verde - Tendência Positiva


Mas são definidas outras realidades, por exemplo, que quatro milhões de Portugueses não têm ligação a redes de esgotos (clique).

Depois vem também a poluição atmosférica e qualidade do ar (clique). E os resíduos e utilização e poluição da àgua, sobre este ultimo quadro sublinho o Editorial do Diário de Noticias de António José Teixeira que poderá ver aqui na íntegra(clique).

"Quantas estações de tratamento de esgotos, exibidas na contabilidade das campanhas eleitorais, estão inoperantes ou nem sequer foram ligadas à rede? Como é que o poder local e central continua a desperdiçar dinheiro em obras de fachada e os resíduos continuam a correr livremente para os rios?

Lido o relatório do Instituto do Ambiente, percebem-se alguns progressos ambientais seja nas energias renováveis seja na reciclagem, mas não passam despercebidos os falhanços no controlo da poluição, seja no saneamento básico ou na recolha de lixo. É assustador o facto de mais de quatro milhões de portugueses não possuírem sistemas adequados de tratamento de esgotos e de, entre estes, quase três milhões não terem qualquer ligação à rede de drenagem de esgotos."

5 comentários:

Manuel Madeira disse...

ponto verde,

Afinal, segundo o "relatório do ambiente" dá para entender que em muitos aspectos o distrito de Setúbal está bem e recomenda-se; em outros aspectos observam-se problemas de significativa expressão que resultam do modelo de desenvolvimento económico, herdado do despótico regime fascista deposto na madrugada libertadora de 25 de Abril de 1974.

Os problemas designados no "relatório do ambiente", essencialmente, persistem pelo contínuo desrespeito do poder central relativamente à Constituição da República Portuguesa, nomeadamente: "Artigo 9º (Tarefas fundamentais do Estado),
(...)alínea e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;(...)".

Quem, em boa fé, conhece a realidade do distrito de Setúbal sabe que, mesmo com os condicionalismos ao poder autárquico democrático, há, por parte deste, sensibilidade e determinação na definição e implementação de soluções.

Apesar dos contra-vapores-d'Abril, de 1974 aos dias de hoje, a qualidade de vida tem crescido radicalmente e o futuro é promissor.

Ponto Verde disse...

Respeito a sua opinião senhor Madeira, gostava até de ser como o senhor, e estar contente com a mediocridade, mas infelizmente para mim, ansiava mais e melhor para o POVO, basta ver o que tenho publicado para saber do que falo.

É tudo uma questão de exigência e referência, comparados com a Guiné Bissau, Angola, ou Moçambique, sobretudo depois do despótico regime e consequente mergulhar no caos , na guerra e no regime de inspiração Marxista Leninista, mas comparados com a Europa, se o senhor conhecesse a realidade...concordaria comigo e que estamos a anos luz.

Pintar o quadro que pretende pintar do distrito de Setúbal, compreendo que queira criar uma realidade paralela, ´so por razões óbvias não vou querer dizer "côr de rosa" , mas essa visão não é novidade, basta ler todos ou qualquer um dos boletins camarários.

Agora só não compreendo é que , se tudo é assim tão bom, se a "realidade" salta assim tão ao de cima, porque se preocupam em me desmentir e sistemáticamente desacreditar e ridicularizar... é que se assim é, bastaria a realidade para o fazer... mas não é assim pois não!!!???

E não me parece que desta forma na Margem Sul o futuro não será assim tão promissor, a menos que se tenha as necessárias ligações a determinado partido, a determinados lóbies, a determinadas empresas.

Manuel Madeira disse...

ponto verde,

Você, tenha paciência, acusa algum defíce de inteligência e seriedade intelectual ou um patológico sentimento anti qualquer coisa. De outro modo não se percebe a interpretação canalha que fez do meu comentário:4/12/06-03:45:06AM.

A mediocridade é algo que sempre abominei e a julgar pelas suas palavras, distingue-nos a atitude: você "ansiava". Eu, ao invés de si, anseio e vivo desde sempre empenhado na luta por mais e melhor para o povo.

O meu grau de exigência é a Constituição da República Portuguesa e tudo o que de melhor possa existir para o nosso país. E nunca nivelar a nossa pátria, não sei onde desencantou essa ideia, com as ex.colónias ou qualquer outro ponto 3º mundista.

Compreendo a sua velada tentativa de branqueamento do fascismo em África, o mesmo poder efectivamente déspota que em Portugal oprimiu, reprimiu, assassinou e sub-desenvolveu o povo, durante 48 anos, até Abril de 1974.

Já agora, deixe-me aconselhá-lo a algum rigôr histórico. É que, ao contrário dos seus desejos, nunca houve nos PALOP's uma qualquer orientação de caríz Marxista Leninista. Os movimentos que dirigem esses territórios sempre foram heterogénios e, não é de hoje, muitos dos seus dirigentes nacionais estão politicamente posicionados na área do centro para a direita. Basta confirmar as afectuosas relações que desenvolvem com partidos como o PSD ou o CDS, para perceber que tudo nunca passou de uma caricatura barata do marxismo...
A guerra e o caos, nos anos 70 a 90, verificados na África de expressão Portuguesa, tiveram um objectivo neo-colonial e foram em apenas dois países (Angola e Moçambique). As razões, reconhecidas internacionalmente, foram as riquezas naturais e a cobiça das potências económicas ocidentais por tudo o que é alheio. À imagem e semelhança do que triste e condenavelmente sucede hoje no Iraque e com o povo iraquiano.

É notória a sua incompreensão e incómodo com manifestações de discordância. Mas permita-me dizer-lhe que isso é uma "coisinha" muito simples e saudável, conquistada com a REVOLUÇÃO de ABRIL. Há, e bem, quem lhe chame Liberdade de Expressâo.

Para terminar, não queria mas obriga-me a fazê-lo, tenho de o corrigir quanto ás ligações perigosas com partidos e empresas.
Vossa excelência, eventualmente pelas águas turvas em que gostaria de navegar, está, mais uma vez, a confundir as Câmaras de Setúbal com algumas de outros distritos dirigidas pelo PS, PSD e CDS. Lá é que há "sacos azuis", autarcas a cumprirem prisão, outros há bem pouco tempo com mandatos de captura e agora a aguardarem julgamento.

Com amizade e inteiramente ao seu dispôr, aguardo noticias suas

Anónimo disse...

Curiosamente Almada deve ser dos concelhos do país que tem a rede de esgotos quase a 100% claro não estará a esse nível, mas isso é quase impossível mas andara acima dos 90% e por ter feito essa obra mais cedo não teve direito a financiamento da união europeia pois os nossos governantes não acharam que valeria a pena essa candidatura mas a obra foi feita e sem comparticipação pois a resposta da União Europeia é que não financia obra feita, mas isso não importa referir.

Anónimo disse...

Na cauda da Europa, uma vergonha.