quarta-feira, abril 05, 2006

DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE AMBIENTE!








Ontem alguns comentários tentaram fixar por cá uma bitola sobre o que caberia ou não em termos de análise a um site ambientalista. Do ponto de vista bloguistico, não me assiste ou obriga , na verdade uma limitação rigida para além do garantido na Constituição, da veracidade dos factos e da exigência da objectividade.

Sempre enquadrei no entanto, neste espaço os temas que considero dentro da temática ambiental ,por uma razão essencial, pelo numero sempre crescente de visitas diárias e busca de arquivo, pela reprodução e pesquisa com que muitos temas aqui levantados são depois desenvolvidos noutros media.


E também , e sobretudo pelos links que nos referem e em sites que nos dão uma imensa responsabilidade de lá estar como o da QUERCUS.

Temos pelos vistos, e pelas criticas recebidas ontem incomodado imenso o poder estabelecido. É realmente uma vergonha até para Portugal face à Europa e ao Mundo, a morte , de uma criança de tenra idade que caíu numa caixa de esgoto da responsabilidade da autarquia que por sua vez não assume sequer o que foi provado em tribunal ,isto num Estado de Direito e Democrático onde o partido que suporta a autarquia é grande defensor da Constituição, cuja lei fundamental depois nega ao comum dos cidadãos!

Resolvi no entanto aceitar a critica, para aferir do quanto podia estar errado, e o que é facto é que quanto à abrangência do tema e legitimidade para desenvolver os assuntos que aqui têm sido abordados nada encontrei em contrário , parece-me que a definição (ver WIKIPÉDIA em baixo) não andará muito longe do que praticamos .

Poderemos dizer que se pecamos é por defeito e não por excesso pois a definição de "temas de ambiente" é ainda mais lata do que os temas aqui tratados, o que nos abre ainda mais o campo de pesquisa e análise, contrariando aqueles que nos pretendem por todos os meios limitar e estabelecer bitolas , no fundo a quem agradeço por este novo abrir de horizontes para o A-SUL.

A dilacção cega, os comentários boçais e a mais básica da irracionalidade, legivel nos comentários só nos dá a certeza de estarmos certos e mais motivação para continuar a noticiar a verdade que a coberto de uma propaganda feroz e constante é sistemáticamente negada aos cidadãos, tal como está a ser negada a justiça neste caso , jé de todos sobejamente conhecido e que continuaremos a acompanhar por ser de justiça e por ser uma morte resultado de um meio ambiente urbano hostil e desordenado.

__________________________________________

AMBIENTE é assim definido como , e citando a WIKIPÉDIA:

Em geral, o ambiente consiste no conjunto das substâncias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objecto ou em que ocorre determinada acção.

Este termo tem significados especializados em diferentes contextos:

Em biologia, principalmente na ecologia, o meio ambiente inclui tudo o que afecta directamente o metabolismo ou o comportamento dum ser vivo ou duma espécie, incluindo a luz, o ar, a água, o solo ou os outros seres vivos que com ele coabitam.

Em política e em outros contextos relacionados com a sociedade, natureza ou ambiente natural, muitas vezes se refere àquela parte do mundo natural que as pessoas julgam importante ou valiosa por alguma razão — econômica, estética, filosófica, sentimental , etc. A palavra ecologia é muitas vezes usada nesse sentido, principalmente por não cientistas.

Do ponto de vista dos seres humanos, um limite mínimo de salubridade e um limite máximo de conforto delimitam fisicamente um meio ambiente saudável. O limite mínimo de salubridade é aquele que permite a reprodução da espécie. O limite máximo de conforto é aquele que garante condições de salubridade para as gerações humanas futuras. Entendendo-se "meio ambiente" como significando as condições sob as quais qualquer pessoa ou coisa vive ou se desenvolve; a soma total de influências que modificam o desenvolvimento da vida ou do caráter, verifica-se que ele está composto de elementos naturais e culturais.

Na literatura, história e sociologia, significa a cultura em que um indivíduo vive ou onde foi educado e no conjunto das pessoas e instituições com quem ele interage -- quer individual, quer como grupo.

O ramo científico da ecologia humana tem como objecto de estudo a relação do ser humano com o seu ambiente natural.

Os elementos do meio ambiente original assim manipulados passaram então também a integrar o meio ambiente dos seres humanos e dos outros elementos sujeitos aos efeitos da manipulação. O meio ambiente humano combina, assim, tanto os elementos naturais (orgânicos e inorgânicos) quanto os culturais que dão suporte à vida humana nos diversos ambientes em que ela se desenvolve e pode ser observado em diferentes escalas espaciais: do quintal de uma casa até à biosfera como um todo.

O meio ambiente humano pode ser mais ou menos favorável à manutenção da saúde humana, ou seja, à normalidade das funções orgânicas, físicas ou mentais necessárias para a sobrevivência e reprodução dos indivíduos. Há, contudo, um limite mínimo de salubridade que é aquele que possibilita a sobrevivência de uma quantidade mínima de indivíduos até a idade reprodutiva e a sua reprodução numa taxa suficiente para repôr os indivíduos mortos. Abaixo desse limite mínimo de salubridade, a espécie está fadada à extinção. Esse limite mínimo é bastante inferior aos padrões de conforto (entendido como bem-estar material) atualmente considerados civilizados. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite máximo ao conforto usufruído por uma dada geração humana, pois este não pode ser obtido às custas dos meios necessários para a manutenção de um meio ambiente sadio para as gerações futuras.

Podemos assim definir o meio ambiente humano saudável como aquele que permite a sobrevivência por tempo indeterminado da espécie humana e, ao mesmo tempo, satisfaz, no maior grau possível, as necessidades de cada indivíduo humano, proporcionando-lhe a oportunidade de viver uma vida digna.


Essa definição inclui tanto a dimensão física (o limite mínimo físico de salubridade e máximo de conforto), quanto a cultural (a necessidade de respeito a cada indivíduo humano, evitando um cinismo estatístico, e a concepção de bem de cada cultura) de um meio ambiente saudável. É, portanto, uma definição relativamente aberta e que deverá ser especificada para cada grupo cultural por meio do embate político.

3 comentários:

FEDORENTO disse...

É lamentável ver num blog que se diz ambientalista, assuntos que nada têm a ver com o ambiente, e ainda por cima falar do que não sabe. O post anterior é lamentável e tresanda de fedor.
O PONTO VERDE É FEDORENTO.

martin salvador disse...

Uma resposta à altura com este post, está tudo dito.

nunocavaco disse...

Parabéns pelo post. Como sabe discordo de si a maioria das vezes, porque acho que a sua visão de ambiente é de combate político, e concerteza que tem direito a faze-lo. Mas vou lhe dar novamente os parabéns pelo post que comento que me pareceu muito correcto e pedagógico.