quinta-feira, abril 27, 2006

AMBIENTALISTAS NÃO GOSTAM DE PROJECTO PARA A MATA DE SESIMBRA











O Processo da Construção de uma "cidade modelo" dentro da Mata de Sesimbra, mesmo tendo a chancela ambiental da WWF está longe de reunir o consenso, sobretudo das organizações ambientalistas nacionais.

Pode-se até afirmar que a Quercus, o Geota e LPN chumbam mesmo aquele plano. As organizações ambientalistas alegam "Excesso de ocupação" e "questões de planeamento".

O projecto é promovido pela empresa Pelicano também envolvida num projecto turistico para a Costa Alentejana, esta empresa alega respeitar os principios do programa One Planet Living, mas para as organizações nacionais os seus defeitos excedem as prometidas virtudes.

Uma coisa é à partida indiscutivel, a população residente e flutuante de Sesimbra duplicará até 2011 - de 67900 para 138000- o que é considerado excessivo, mesmo não somando as populações da região que se deslocam para as praias no Verão ou fins de semana, uma vez que toda aquela região sofre já de uma pressão que por vezes não é fisicamente suportável em termos de acessos, parqueamentos e infrasestruturas.

Curiosamente é uma situação que parece agradar ao Senhor Presidente Pólvora e que se afigura explosiva a breve prazo!

4 comentários:

bolotavoadora disse...

Força, continuem a lutar causas.

Dae-su Oh disse...

Agora é que vai ser impossível estacionar em Sesimbra se o projecto for avante. O projecto em si parece-me bom, a zona escolhida nem por isso, parece sobrelotada no Verão.

Viver_A.V disse...

Os planos directores há muito que deixaram de obdecer a critérios de desenvolvimento sustentável. Obedecem apenas aos lobbies do betão. Os concelhos da margem sul crescem mas não se desenvolvem. Nem sempre foi assim e não é desejável que assim continue.

nunocavaco disse...

A questão não fica nos planos directores. Quem conhece o quadro do ordenamento do território sabe que para haver interligação entre planos têm de existir estruturas regionais que a promovam, as regiões administrativas. Mais grave é ainda não haver um Plano Nacional de Ordenamento do Território. Assim, falar de PDM'S é uma anedota pegada. Alerto, como já o fiz para o aumento de construção com a ponte Barreiro-Chelas que sem dúvida vem em má hora (deveria estar feita em vez da Vasco da Gama). Diz a história que sempre que se consroi uma ponte a construção aumenta, veja-se o caso do Montijo.