domingo, abril 15, 2007

MARGEM SUL - QUANTAS PRIMAVERAS DE ABRIL DESPERDIÇADAS ?













Como ontem aqui começámos a analisar, a margem sul não integra uma rede e uma estrutura que permita a utilização racional e generalizada dos transportes públicos , mais uma vez sublinhamos também , a irracionalidade de numa região pràticamente plana e privilegiada pelo clima, não existirem também ciclovias numa rede que permita a utilização em massa da bicicleta como meio individual de transporte ou de primeiro troço de ligação ao transporte público.


Exemplo gritante é o de , com a construção da linha Fertagus (linha de comboio da Ponte 25 de Abril) não terem sido ciclovias de ligação que permitam aos residentes da zona das estações de Almada, Corroios, Foros de Amora, Fogueteiro , Coina....Setubal ! Fazerem o percurso de ligação casa comboio de bicicleta.


Como a imagem mostra em Copenhaga ou qualquer estação de comboios na Dinamarca.


A existência de ciclovias de ligação e estruturas para parquear as bicicletas permitiriam a muitos dispensar do automóvel para os levarem até à estação, uma vez que o que foi "pensado" foi uma ligação por autocarro que está longe de servir satisfatóriamente em termos de percursos e horários os cidadãos.

Já foi aqui analisada que a formula aplicada à linha Fertagus não foi a de servir as populações residentes, mas de a reboque das estações fazer novas urbanizações, isto parece ser indiscutível, mas em Câmaras geridas pela CDU, não se deveria pensar no Povo ? Parece que não, no betonizar é que está o ganho!



Com pouco mais do que
um traço na via se faz uma ciclovia como mostra a imagem em Amsterdão onde o uso da bicicleta é generalizado, apesar do clima...


Já aqui alertámos também que a construção de uma ciclovia quase que não implica custos , na maioria dos casos trata-se de definir uma faixa para bicicletas (que pode também ser BUS) desenhada nas estradas existentes , ou utilizando passeios mais largos, mas nem isso fazem!!!


Nem se vislumbra que venham a fazer tão cedo, porquê ? Bom, um exemplo:

A zona de Pinhal dos Frades tem muitos jovens que estudam e trabalham em Lisboa, a zona é plana, bem como todo o percurso até à estação do Fogueteiro , no entanto é muito perigoso fazê-lo de bicicleta pois o percurso não permite separação do restante trânsito e os passeios são estreitos ou inexistentes. Recentemente um troço significativo entre o Pinhal dos Frades e Casal do Marco foi remodelado, com a construção de um novo viaduto, mas sem que tivesse sido contemplado uma ciclovia como mostra a imagem maior que ilustra este post.



O baixo custo de construir uma ciclovia é demonstrável pela imagem ao lado , em Bruxelas.





Teria mais custos ? Claro que não, até porque as obras em Pinhal dos Frades estiveram a cargo da BRISA .Traria mais qualidade de vida às populações e melhor ambiente e menos gastos de combustivel com menos poluição, claro que sim, seria fácil de executar, já o demonstrámos, até que parte daquela artéria tem sentido único, logo espaço de sobra para tal, serviria também os jovens do "Toca a Rufar" , mas esta autarquia tem unicamente a ambição do betão, faltando-lhe visão para tudo o resto, sobretudo para as coisas simples mas que acrescentam qualidade aos espaços e às populações.

Já viu a diferença de uma cidade como Amsterdão , Copenhaga ou Bruxelas... e as nossas cidades? Assim desperdiçamos as Primaveras....

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Domingo de AGIT-PROP no Seixal




E os autarcas de Sesimbra, Seixal e Almada lá vão poder passar o resto do Domingo em paz pois lá protagonizaram mais uma acção em prol do Partido com mais uma sessão de agitação pelo agora denominado "Hospital no Fogueteiro" .

A opção da designação "Hospital no Fogueteiro" (clique) é uma poderosa mensagem subliminar para quem pretende construir um hospital em terrenos da Rede Natura, não equacionando qualquer outra localização, é assim como o Governo e o "Aeroporto na Ota" .

No caso do Hospital há outras alternativas como aqui já desenvolvemos, com novas valências e ampliação do Hospital do Barreiro ou optando pela construção no Seixal de de um novo "Hospital" ( de segunda linha - que nunca será um Hospital com todas as valências) no Seixal, deveria estar a ser equacionando, por exemplo :

- Os terrenos recuperados da antiga Siderurgia (que se pretendem para urbanizar) ou por exemplo:

- Os terrenos das oficinas da Câmara no Fogueteiro, junto às superfícies comerciais, ou:

- Ainda junto à Baía á entrada do Seixal...

- Ou porque não, na Quinta da Atalaia, onde seria servido pelo Metro Sul do Tejo???

Porque razão não há discussão sobre a localização ? Porque razão tem que ser construído o hospital em terrenos Rede Natura 2000? Qual é a posição da oposição nesta discussão?

3 comentários:

ex-militante disse...

Isto é tudo uma grande aberração.

Anónimo disse...

Mais logo farei um post sobre o Ponto Verde.


http://aldeia-paiopires.blogspot.com/

ex-militante disse...

O anónimo, que não é tão anónimo assim , pois é o autor do blogue acima , devia estar contente com a proposta do Ponto Verde, pois basta uma ponte a construír brevemente para ter um hospital à porta de casa...o do Barreiro!!! Que já existe!

Devia era insistir, em vez de um novo hospital (de rectaguarda) a construção rápida da tal ponte que a Câmara do Seixal já anunciou.