sábado, abril 14, 2007

MARGEM SUL - A PRIMAVERA DE ABRIL DESPERDIÇADA












Olhar a cidade pela janela, num dia como o de hoje e ver as ruas , as estradas e registar sómente de tempos a tempos um temerário ciclista que progride radicalmente por entre filas compactas de automóveis, ao mesmo tempo que nos passeios jazem dia e noite automóveis que nos não deixam como cidadãos e como peões disfrutar do espaço, revela o non-sense que é Portugal que desperdiça o clima e as condições naturais.

Não seremos menos capazes que outros povos, já o demonstrámos na história cheia de actos heróicos colectivos e como colectivamente ultrapassámos determinadas tragédias como o terramoto de 1755.

No entanto vamos esquecendo como se faz bem , continuando salazarentemente "orgulhosamente sós" num país que hoje não tem fronteiras e onde há por todo o lado janelas para o mundo, na televisão, na rádio, na imprensa , na internet... isto é a percepção do cidadão, que a de quem nos governa é de um provincianismo atroz desejoso de que não sejam postos em causa pelas qualificações que não têm, impondo posições prepotentemente da fundamentação , prática ou cientifica que não possuem.

Então a nível local é deplorável, e na margem-sul são atávica e dogmáticamente castradores, só com paralelo no interior (ainda) analfabeto e controlado pelos dogmas mais tacanhos da igreja católica e de párocos ("líderes") que como os nossos ("líderes") autarcas têm de cultura e visão do mundo o desejo simples de não serem confrontados com as suas lacunas e inseguranças.

É confrangedor que numa região que faz parte de uma área metropolitana se continue a olhar para a Capital como uma miragem agora mais facilitada pelos meios de transporte entretanto (mal) democratizados... mas esse será talvez , o tema de amanhã .

______________________________________________________

Paralelismo dogmático "interior esquecido e ostracizado" e margem Sul , exemplos :

- 13 de Maio - Fátima versus Festa do Avante - Setembro ;
- Procissões versus Manifestações ;
- Andores e flores versus cravos e bandeiras ;
- Missa diária ou semanal versus reunião da célula ou da DORS
- Confessionário versus reunião do colectivo;

Amanhã há no Seixal mais um exemplo desta expiação colectiva com mais uma bem instrumentalizada "manifestação pró- Hospital" .

Para concluír estes paralelismos só falta referir o que está a acontecer na Moita , com o apropriar de rituais e romarias
- não dando condições para que a forma tradicional se realize - de cariz religioso (católico) por parte da estrutura politica local da autarquia , leia-se PCP, e depois não venham dizer que os "extremos" não se tocam...(ver aqui o exemplo no blog alhosvedrosaopoder.

1 comentário:

ex-militante disse...

Ainda havemos de ver o Papa na Festa do Avante!