segunda-feira, abril 09, 2007

SUL , ATRASOS A METRO










Continua a saga do Metro Sul do Tejo, apesar do anununcio de inicio de funcionamento experimental a partir do dia 18 num percurso reduzido face à área que devia estar há dois anos a ser servida.É uma longa história em que até parece , que quanto pior , melhor, mas o mais curioso é que sendo um projecto oneroso para o Estado , para a União europeia em termos financeiros, é-o também para o cidadão comum que devia ter este meio de transporte a funcionar há mais de dois anos! Mas é um assunto que interessa muito pouco à imprensa...tirando noticias escassas como a que a seguir se transcreve.


Aparentemente tudo se compões para que de atraso em atraso, a coisa seja inaugurada nas vésperas das próximas eleições (autárquicas, não as da Madeira) , quando estava prometido para as últimas. Depois dos entraves criados pela Câmara de Almada, e esgotada a compreensão dos cidadãos sobre esse golpe de teatro almadense, pare ter calhado a vez de "empata" à Câmara do Seixal, senão vejamos desta notícia do DN.

"A Câmara do Seixal identificou 264 anomalias na obra do Metro Sul do Tejo (MST) no seu concelho - cerca de três quilómetros dos sete que tem, para já, a linha 1 - e recusa-se a receber as infra-estruturas sem que estes problemas sejam resolvidos. Já o encarregado de missão do MST, Marco Aurélio, diz que cabia à autarquia "fiscalizar a obra e que a mesma não devia ter deixado passar quatro anos para agora dizer que tudo está mal feito".

"Algumas coisas cabem à concessionária reparar, como abatimentos do pavimento ou trabalhos mal executados, mas não o que tem a ver com a falta de manutenção ou com o uso indevido das infra-estruturas, nomeadamente carros estacionados em cima da linha do metro", afirma Marco Aurélio. O responsável recorda ainda o Protocolo para a Cooperação Técnica e Financeira, assinado entre o Estado e os municípios de Almada e Seixal a 30 de Julho de 2002. O mesmo prevê que "os municípios devem fiscalizar a execução das obras de arranjos dos espaços exteriores, ordenando a intervenção directa dos serviços municipais quando necessário e dando conhecimento à equipa de missão de todas as situações constatadas".

Joaquim Santos, vereador das Acessibilidades da Câmara do Seixal, refuta as acusações e garante que a autarquia "sempre fiscalizou a obra e informou várias vezes das anomalias". O responsável garante que ainda esta semana será enviado ao Ministério das Obras Públicas um relatório em que constam os 264 problemas identificados. O objectivo é "pressionar o Estado para que obrigue a concessionária a resolver as anomalias". O metro começa a funcionar a 30 de Abril, entre Corroios e Cova da Piedade, e Joaquim Santos espera que até lá os erros sejam resolvidos."

Diário de Notícias

2 comentários:

Paulo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Paulo disse...

quanto a este assunto só me resta recomendar que façam uma visita ao blogue dos residentes do triangulodaramalha pois vão apanhar a revelação de factos num momento de especial importância