quarta-feira, abril 04, 2007

OTÁ - RIOS VISTOS DA MARGEM SUL











Imagem da zona de implantação do aeroporto na OTA imagem www.alambi.net ... (sem comentários)

Hoje fala-se muito no interesse nacional, e cabe tudo nesse interesse nacional, desde os malfadados PIN feitos para contornar legislação ambiental e de conservação da natureza, até ao Novo Aeroporto de Lisboa e ao TGV.

Do ponto de vista puramente ECONÓMICO da sua localização , a haver necessidade de um novo aeroporto, a sua localização deveria ser na Margem Sul ! Obviamente que traria gravosas consequências ambientais que teriam ( e poderiam) ser compensadas.

Analisando outros custos ambientais e sociais, nomeadamente as deslocações de funcionários , passageiros, carga e correio, a Margem Sul seria também a opção menos gravosa, na medida em que seria muito mais curta a deslocação para Lisboa, com os inerentes custos ambientais nomeadamente em termos de emissões CO2. Do ponto de vista turistico seria também a melhor solução para Lisboa e Península de Setúbal.


Depois há a hipótese que subscrevo, a manutenção do aeroporto na Portela (porque razão deixaram a cidade quase que absorver o aeroporto?) , com um alivio da procura, transferindo as companhias low-cost , tal como se faz na Europa para outro aeroporto secundário utilizando infraestruturas já existentes ( Montijo ou Alverca ou Monte Real ou Sintra ou Beja)!!!

E claro que depois há sempre a hipotese Ota, só que gostava, como contribuinte de saber a verdadeira razão desta opção. Se é uma opção tecnica não deve ser assim tão difícil de explicar, embora não compreenda a razão de, só tecnicos pagos pelo governo serem a favor desta opção, nenhum técnico independente ou não envolvido directamente nos estudos a subscreve.

A indústria do transporte aéreo está numa fase de viragem , basta que se alargue o comércio de emissões de CO2 dentro do Protocolo de Quioto ao sector, uma situação que está em estudo (e para aplicação muito em breve) , para que haja impactos directos nas tarifas e logo, no tráfego ( e no tal fantasma da saturação da Portela) , para já não falar na situação (repetível) ocorrida há cerca de um ano com os elevados preços dos combustíveis... daí não perceber a pressa do Governo com esta decisão que não é , como deveria ser, de quase unanimidade nacional.

4 comentários:

Anónimo disse...

Conclusão da reunião AORS do PCP na Moita sobre estes blogues reaccionários:

“não nos deixaremos nem intimidar, nem enervar, nem distrair com a campanha de insinuações e calúnias lançadas a partir das posições hostis do PS, BE e PSD, contra a gestão municipal da CDU a pretexto da revisão do Plano Director Municipal”. E revelou que esta campanha “bem pode ter contribuído para que um conjunto de alterações justas e necessárias não venham a ser aprovadas pela Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional”.
“É preciso muita falta de escrúpulos e de seriedade para que ao mesmo tempo se defenda o desrespeito do conceito de Reserva Ecológica Nacional numa zona e, por outro lado, se proteste contra soluções em que, noutras zonas, é do interesse municipal evitar a aplicação desse mesmo conceito”, fez notar.»

!tábemabelha! disse...

...a culpa é sempre dos outros...

só ares disse...

OTA, uma vergonha nacional. Só no 3º mundo

PP disse...

As opções da OTA ou Margem Sul deviam ser excluídas à partida. Nenhuma delas evita a especulação imobiliária desenfreada que se segue ou cumpre critérios aceitáveis do ponto de vista ecológico e financeiro. Em ambos os casos vamos assistir ao crescimento de mega -cidades com a destruição, mais tarde ou mais cedo, da paisagem florestal que caracteriza ambas as regiões, para não falar do imenso impacto sobre as aves que no estuário do tejo e sado encontram uma das áreas mais importantes à escala europeia. Por muitos outros aspectos, exaustivamente debatidos, nenhuma destas opções serve! Que alternativa seria aceitável para um aeroporto internacional? BEJA é a resposta. Os terrenos da base aérea de Beja são do Estado, é uma área plana, muito menores impactos ambientais, é uma área das mais seguras da Europa para descolagem e aterragem por diversas razões. Enfim! Dir-se-á que é longe de Lisboa! É certo mas seria um aeroporto muito mais barato, não alimentaria especulações, seguro, ecológico, expansível no futuro, entre outras virtudes. De que servem opções próximas de Lisboa que trarão, a prazo, custos elevados para os portugueses em geral, má qualidade de vida com uma expansão urbana catastrófica em redor, desviando ainda mais pessoas do interior e que a terem de ser acompanhadas por novas infraestruturas de saúde, equipamentos sociais e estradas tornarão estas opções insustentáveis financeiramente, para o País. Lisboa poderá ganhar, em qualquer dos casos, mais turistas e o Estado poderá ver mais dinheiro a entrar mas só até ver porque a fealdade que se irá acentuar com mais do mesmo urbanismo depressa os afugentará para outras paragens.