sábado, junho 09, 2007

AS BUSCAS NA "NORMALIDADE"








Porque raio serão as buscas da PJ na Câmara da Moita? Será na "Vida melhor" que nunca mais chega, no "trabalho" , na "honestidade" ou na "competência" ? É que não vejo razão com tantas e boas qualidades apregoadas (não se dê o caso de não se notar...)..para além disso é tudo gente de Confiança, ou será "confiança"?


Noticiámos já aqui as buscas da PJ na Câmara da Moita para esclarecimento certamente de alegadas irregularidades na autarquia, nomeadamente na gestão do PDM e de àreas de REN e RAN. Pelo direito ao contraditório, abaixo transcrevemos as posições da autarquia e dos residentes:


«Recebemos a PJ e prestámos todo o apoio que nos foi solicitado. Estamos disponíveis para colaborar e respeitamos sempre as instituições de poder», disse hoje à Lusa, João Lobo, presidente da Câmara da Moita.

Os elementos da Polícia Judiciária realizaram as buscas nos gabinetes do presidente da autarquia e de dois vereadores.

«Foi a primeira vez que isto aconteceu, mas como solicitámos ao IGAT uma intervenção no âmbito do processo de revisão do PDM era de esperar que algo acontecesse. Agora vamos aguardar pelo desenrolar da situação», referiu o edil.

Em causa estão eventuais irregularidades na revisão do PDM da Moita, o que levou mesmo à criação de um movimento de cidadãos da Várzea, que criticou as intenções do actual executivo.

O Movimento da Várzea do Moita nasceu para contestar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) que está a ser elaborado pela autarquia desde 1996 e que em 2005 foi sujeita a discussão pública.

«Em 2005 percebemos logo que o PDM previa a passagem de 922 hectares da nossa terra para Reserva Ecológica Natural (REN), para proteger os solos, mas na nossa zona este aspecto já estava garantido», defendeu à Lusa, António Ângelo, um dos rostos do movimento.

António Ângelo explicou que mais tarde perceberam que este aumento de REN se devia à retirada desta e de outras áreas do concelho, onde o solo passou depois de rural para urbano.

«Montaram uma cortina de fumo para retirar a REN de outras áreas, onde esta era realmente precisa e depois ainda passaram o solo de rural para urbano. Os terrenos foram comprados baratos por certas pessoas e passado pouco tempo valiam alguns milhões de euros devido a uma assinatura do sítio certo», criticou.

O processo de revisão do PDM da Moita tem causado bastante polémica na vila do distrito de Setúbal e as buscas da Polícia Judiciária foram o mais recente episódio de um assunto que ainda está longe de uma resolução.

Lusa/SOL

4 comentários:

Paulo disse...

Sem Fiança!

Mário da Silva disse...

Ah! Que ainda vai haver muito amargo de boca de muito "camarada".

E para quando as buscas no Seixal, e em Almada, e no Montijo, etc?

Aqui, nesta margem sul, também não há santos.

Até mais.

Anónimo disse...

no montijo ja existiram mas noticias curiosamente ninguem deu por elas.

Ponto Verde disse...

Ao anónimo anterior se nos quer atribuir falta de objectividade e/ou proteccionismo neste campo fique a saber que foram aqui , da mesma forma referidas as noticias sobre o Montijo :http://a-sul.blogspot.com/2007/05/irregularidades-no-montijo-e-setubal.html