segunda-feira, janeiro 16, 2006

SEIXAL - PONTOS NEGROS



















Superficie parcial do concelho do Seixal, os problemas do arco ribeirinho.


Tentando responder a um desafio aqui posto por um leitor que pedia para mostrarmos com recurso ao Google-earth, os diversos pontos que aqui temos criticado. São eles, de forma incompleta e não extensiva, até porque não aparece todo o concelho, os seguintes:

- A ) A vasta zona de areeiros abandonados e outros ainda em exploração onde existe de tudo um pouco, até um aterro mal-cheiroso e de deficiente funciomnamento.

- B) A piscicultura de Corroios, nascida ilegalmente, junto a uma ETAR, e destruindo um habitat de sapal sem qualquer controle.

-C) O Centro de Estágios do Benfica, construído em zonas deReserva Ecológica e Agricola e que trouxe a reboque 26 hectares de torres de apartamentos.

-D) Urbanização a ser consumada junto ao Forum Cultural, num local que os Seixalenses pensam ser um amplo espaço verde.

-E) Urbanização A.Silva & Silva para a Quinta do Outeiro , mais uma muralha de betão sobre a Baía.

-F) Hipermercado LECLERC que ocupará as antigas instalações da Queimado e Pampolim à beira da Baía, e o mais que se verá...

-G) Urbanização que se perfila para as instalações das antigas oficinas da Câmara no Fogueteiro, elas mudaram para umas instalações do A.Silva & Silva... quem será o urbanizador???

-H) Siderurgia Nacional, um projecto de reconversão que acabará em mais hectares de prédios de habitação, contrariando o fim para o qual aqueles terrenos foram expropriados à antiga Quinta da Palmeira.

-I) Corte ilegal de 1200 sobreiros na Quinta da Princesa para a construção de um Hipermercado Carrefour e acessos.

-J) Pinhal protegido no PDM, da Flor da Mata, a Câmara pretende avançar para aquele pulmão do concelho com mais uma frente urbana de betão, contrariando o disposto no PDM e na vontadae da população que quer ver ali nascer uma Quinta Pedagógica e espaço desportivo e de protecção ambiental conforme a letra do PDM.

-L) Torre da Marinha, Quinta do Cabral, o betão avança sobre oa zona de montado e de antigos campos agrícolas.

-M) Farinheiras e Paio Pires, avança insiscriminada a construção sobre aquela zona ainda há pouco de campos agricolas, este avanço estende-se pela Quinta da Cucena ,onde foi construído um bairro social em terreno Idustrial e até ao Casal do Marco.

- N) Ponta dos Corvos, o completo terceiro mundismo e perigo para a saúde publica naquela que é a zona balnear do concelho, desde campismo selvagem a restauração sem os níveis minimos de higiene, passando por uma praia interdita a banhos... há de tudo!!!

-O) zona entre a Quinta da Princesa e Corroios, ameaçada por mais uma estrada e teme-se que por mais construção, pois por ali vai passar o metro e vai passar a ser uma zona apetecida pela construção civil.

-P) Alto do Moinho, numa zona considerada de habitação unifamiliar, nascem agora torres num espaço que já foi de sobreiros e hortas.

Para quem pense que isto é tudo, poderiamos enumerar aqui outros tantos pontos , sobre estes poderão encontrar descrição pormenorizada em posts anteriores. Estes já deveriam ser razão para o nascimento de um movimento cívico em defesa do concelho do Concelho do Seixal que é notório que não está entregue em boas mãos e onde por este andar, o futuro é incerto e insustentável!

10 comentários:

LB disse...

O futuro é, na imaginação e ideiais destes senhores da CMS e seus acólitos o "progresso"... essa ideia progressita de torres de betão entre a A2 e a Costa da Caparica, num deja vu à la Cacém, num massificação de construção na frente ribeirinha para aproveitar as vistas e inflaccionar o preço das habitações que de outro modo, pela qualidade de construção, não seriam vendidas nem por metade do preço - é o progresso, é o nosso progresso! é o progresso de um país sempre dado a estas coisas, sem gente que tenha ideias que não sejam a só a defesa do seu quinhão!
É por estas e por outras que torramos o ouro do Brasil em capelas e capelinhas, e os Euros da UE em Jipes e autoestradas.
Como continuo a acreditar que existem ainda pessoas preocupadas e que pretendem algo mais deste nosso Portugal cada vez mais me convenço que há uma necessidade imensa de iniciar movimentos cívicos capazes de congregar vontades e ideias diferentes e de algum modo trabalhar para alterar este status quo!
O progresso de um país não é isto!

NP disse...

Já havia algum tempo que não visitava este blog, por razões de falta de tempo, mas continuo a concordar com a grande maioria dos posts e vejo que continuam a agitar algumas mentes menos dadas a assuntos deste género.
Este post resumo sobre o concelho do Seixal está muito curioso, pois mostra bem que há dois denominadores comuns: ex-zonas verdes e novas construções. Não estou contra novas construções, o que me aflige é não haver espaço para um meio termo nestas coisas.
Aflige-me não haver uma horta pedagógica neste concelho, que sempre esteve tão ligado à agricultura e aos animais.
Aflige-me ver que os construtores têm de facto mais poderes que os autarcas, pois na falta de dinheiro destes últimos os construtores acenam com mais urbanizações e como o orçamento é curto.... lá vai disto !

Mais uma vez parabéns pelos posts, apenas tenho um reparo a fazer, a referência ao site Seixalegre não é de facto nada a ver com o teor do site. Sou claramente apoiante deste candidato, mas acho que o a-sul não deve entrar por ai, mesmo que essa seja a convicção do seu anónimo autor (que pode achar o contrário, mas sei que respeitará o meu comentário)

Bom ano a todos.

Vaz disse...

É uma tristeza...

Continue, caro Ponto Verde, com o excelente trabalho que tem desenvolvido até aqui, pela defesa do ambiente e do povo da Margem-Sul.

maria disse...

Parabéns, Ponto Verde!
Interessante e bastante elucidativo: o concelho do Seixal é um mito em termos de qualidade de vida.

Hoje cada vez mais se tem a noção de que estes políticos de formação materialista/soviética, pouco lhes interessa o bem-estar das pesssoas. O seu interesse é o poder, funcionam em termos de perpetuação do seu poder, com discursos populistas, obras de fachada, argumentos falaciosos e organização tipo mafiosa.

Que Deus nos ajude!

Anónimo disse...

não sei explicar como, uma vez que não sou politico. Mas todos estes atentados ambientais são para o bem da conservação a natureza.....

Valente disse...

É isto que voa aflige? É que já podiam ter dito! Isto é desenvolvimento, é progresso vocês são todos uns conservadores inimigos do povo e da classe operária e das conquistas de Abril. Hoje vive-se melhor e somos mais , o Seixal vai dar cartas no Futuro.

André Santos disse...

Desenvolvimento? Progresso?
Conservadores inimigos do povo,
da classe operária e das conquistas de Abril?

Ò homem, cale-se! Você sabe lá o que está para aí a dizer!

O progresso e o desenvolvimento não se fazem desta maneira, sem olhar a meios e, principalmente, sem escrupulos! São uma cambada de ladrões são!

São mais no Seixal? Acredito que sim, mas desde quando é que quantidade é sinonimo de qualidade?
E infrastruturas para esses "mais"?
Até esgotos chegam a correr a ceu aberto...isto é futuro para quem?

Mas gostei dessa dos "Conservadores inimigos do povo, da classe operária e das conquistas de Abril"...vê-se bem que nem sabe do que está a falar.

O Seixal vai dar cartas no futuro?
Tenha juizo!

rui disse...

excelente trabalho, ponto verde.
Devo dizer que não concordo com todas tuas opiniões, mas isto que estás aqui a fazer, a dar esta visão de conjunto, é fundamental para que se saiba do que estamos a falar.
Obrigado e um abraço

Hugo Rodrigues disse...

Excelente blog e bons posts, ajudam muito aos moradores do Seixal a abrir os olhos [ ]

Geografia, bate palmas! disse...

Parabéns, Ponto Verde, pelo trabalho de pesquisa!
O Seixal tem 150 000 habitantes; este blog, menos de 2000 acessos (500 pessoas, talvez). Prova de que quem cá mora (ou dorme e pouco mais) tem o que merece, porque não se interessa pelo que não considera seu território. Sou lampião empedernido e também me chocou a desafectação da REN, para acolher o Centro de Estágios, literalmente decepando-se algumas lindíssimas copas de Pinus que a Quinta da Trindade acolhia. A questão é: o desinteresse de 150 000 habitantes por aquele espaço era quase nulo, não o conheciam e, assim, nunca reclamaram para ali algo tão simples como um parque de merendas. Sempre que falei da Quinta, ouvi "não conheço" - as pessoas não buscam, porque não se interessam! Agora, é o Leclerc e o Carrefour, na outra margem da Baía... Mas as pessoas até preferem os hipers àquilo que nem sabiam existir, nem que seja na perspectiva da valorização das casas de que pensam livrar-se quando mudarem para concelho melhor, há que assumi-lo. E essa indiferença acaba por afastar daqui geógrafos e outros técnicos seixalenses que poderiam lutar por alternativas, mas que percebem que o seu trabalho até poderia ser mal visto por uma população que está longe de ser uma comunidade, porque nem sequer um interesse comum (o SEU património natural, por exemplo) tem. Infelizmente, falta a consciência de que a Baía, limpa, poderia ser algo mais refrescante e salutar do que a simples vista de uma janela de apartamento... E o que mais me aflige é que a geração do amanhã já será formada neste modelo "Tempo livre no shopping e não a descobrir a Natureza". Longe daqui, longe...