quarta-feira, setembro 28, 2005

AUTARQUIAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


















O A-Sul esteve hoje presente no lançamento do livro "AUTARQUIAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL- Agenda 21 local e Novas Estratégias Ambientais" que como referiu o Eng. Carlos Pimenta na apresentação da obra, ia fazer tudo para que todos os presidentes de câmara tivessem o livro como "presente de Natal".

Da apresentação da obra, da autoria de Luisa Shmidt, joaquim Gil Nave e João Guerra: " No inicio de um novo século que será seguramente marcado por desafios globais incontornáveis, o que se pretende fazer pelo ambiente? Em que pilares deve assentar o modelo de desenvolvimento que permitirá harmonizar as dimensões económica, ambiental e social? Qual o papel das autarquias na promoção da sustentabilidade ambiental e da qualidade de vida dos cidadãos? Nesta obra, analisaram-se os passos que em Portugal já foram dados pelas autarquias, perspectiva-se o que falta fazer - infelizmente quase tudo - e sugerem-se caminhos que, a serem adoptados, abrirão uma janela de esperança.








A propósito da apresentação da obra da editora Fronteira do Caos , intervieram o Secretário de Estado do Ordenamento do Território e o Engenheiro Carlos Pimenta, seguindo-se os autores Luisa Shmidt e Joaquim Gil Nave.




Para além do mérito reconhecido da obra destinada a autarcas e cidadãos, valeram também as duas primeiras intervenções de quem tem e já teve responsabilidades na politica de ambiente em Portugal, falou-se para alé do livro , de tudo um pouco sobretudo na pouca visão que os autarcas portugueses têm para estas questões de tamanha importância para o futuro de todos nós.

Falou-se de cidadania, de participação cívica, de movimentação cívica, de gestão do bem publico tendo os cidadãos como parte, de acesso à informação, aos projectos, aos documentos, aos protocolos... e do bloqueio que na prática em Portugal, técnicos, investigadores e cidadãos têm no acesso a esses mesmos documentos.

Falou-se da Agenda 21 Local, do que outros países ditos do Terceiro Mundo têm feito, até em casos como o Afeganistão e que em Portugal, apesar da Democracia, tal forma participada tem sido escamoteada pela maioria dos autarcas.Carlos Pimenta utilizou a metáfora da "cenoura e do cacete" para a interiorização dessaa politicas.

Falou-se também do estado a que chegámos da situação limite que atingimos, dos PDM'm para 30...40 milhões de habitantes e fizeram-se trocadilhos com o nome da editora do livro, a FRONTEIRA DO CAOS... os senhores autarcas não têm agora forma de dizer que não sabiam...

3 comentários:

Anónimo disse...

o secretário de estado do ordenamento do território tem nome : chama-se joao ferrão

Solariso disse...

Sem dúvida uma publicação a ser apoiada e divulgada. Mas o problema dos autarcas tem haver com a falta de sensibilidade para as questões ambientais.
Alguns são ou foram empresarios de massa bruta que só conhecem a cor do cimento e do dinheiro. Por isso temo que uma alteração radical na forma como os autarcas encaram as questões ambientais só será possivel quando os autarcas se tornarem pessoas mais sensiveis a essas questões.
A sensibilização ambiental é feita hoje nas escolas a miudos de 10 e 12 anos, por isso não deposito muitas esperanças numa mudança a curto prazo mas seguramente acredito que com educação e sensibilização dos mais novos isso poderá ser possivel dentro de uns 15 a 20 anos.

Quem me derá estar errado.

Anónimo disse...

Hoje já é tarde, quanto mais daqui a 15, 20 anos!!!