quarta-feira, maio 07, 2008

PRATO DO DIA ( NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE ) : BETÃO À PATO BRAVO




A questão aqui trazida ontem mostra que os autarcas da Margem Sul, tal como muitos outros no país , não estão sensibilisados para as questões , não só de sustentabilidade ambiental, como da necessidade de prever situações de crise como aquela que actualmente atravessamos.


Vivemos numa época de aparente abundância , no entanto, como demonstra a actual crise alimentar mundial, é uma abundância ficticia , ficticia porque para alguns (não tão pocos como isso) essa abundância não passa de uma miragem , e mesmo para quem tem poder de compra, os produtos têm que existir materialmente para serem consumidos.

A actual globalização e as facilidades logisticas e de transporte têm pemitido consumir em pleno Inverno produtos deo nosso Verão, ou mesmo com um sabor tropical...mas uma situação como a que hoje se vive, com uma desvalorização do dólar (não só em relação ao Euro) e uma subida estratosférica do preço do petróleo, demonstram que faz sentido cada país garantir uma reserva estratégica de algo fundamental para a afirmação de qualquer povo, o solo , e sobretudo solos com apetência agricola.

Fazer o que a Câmara do Seixal permitiu fazer junto ao nó do Fogueteiro é criminoso, tal como é criminoso o que a mesma autarquia se prepara para fazer nos terrenos da Torre da Marinha / Fábrica de Lanifícios da Arrentela , ou o que permitiu fazer, a troco de alguma vaidade clubistica, na Quinta da Trindade e em tantas outras Quintas , basta ver a toponimia de muitas urbanizações para ter noção de outros tantos crimes ambientais perpretados por especuladores imobiliários e construtores civis com a conivência de quem devia, no interesse da sociedade , intervir como o fiel protector de um património que não se faz mais , a TERRA !

Mas não foi só o Seixal, toda a Margem Sul era por excelência uma região de excepcional aptidão agrícola, os excelentes vinhos , fruta , legumes o comprovam, basta ver que o principal solo que hoje ainda produz para alimentar os mercados da Grande Lisboa se encontra na Margem Sul , nas Terras da Costa (imagem ), mas veja-se o que a Câmara de Almada tem permitido fazer naquele verdadeiro ouro verde trocando-o por betão e pretendendo atravessá-lo com uma via-rápida.

O futuro que pretendemos dar a herdar ás futuras gerações é negro , esta Crise é só um alerta, para a tempo invertermos esta tendência, é que mais importante que direitos adquiridos de alguns está o futuro de todos , um futuro onde não se vislumbre virmos a ter a capacidade de digerir a sementeira de betão que estas ultimas décadas têm produzido.

15 comentários:

Jorge Pieta disse...

Os ilustres senhores da Camara perceberam que, ao contrário do que apregoaram em tempos, o betão dá dinheiro para pagar as dividas e vai dai...

outsider disse...

As eleições aproximam-se... alguém está à espera de outra coisa !?. A C.M.S. está depenenada, os patos estão cheios dele (não se importarão de o emprestar para o pão e circo, a reaver em 4 anos de alvarás de construcção).

Acordem Seixalenses

sergio_alj disse...

Sou natural do Algarve, mas desde à 3 anos que estou a residir no concelho do Seixal (estudo em Lisboa) e fiquei horrorizado com o que vi assim que cheguei à chamada Margem Sul!!
Betão + Betão + Betão!!!
Meus senhores, comparar o Algarve à Margem Sul ou à linha de Sintra, é gozar com quem vive no Algarve!!
Ao menos lá em baixo ainda existem alguns projectos sustentáveis, agora no Arco Ribeirinho?!?!? Um autentico desgoverno! Aliás nem sei porque é que existem PDM´s, é tudo ESPAÇO URBANO OU URBANIZAVEL!!

Anónimo disse...

Bem o Sérgio do Algarve deve viver no Barrocal. Reparem é do Algarve, veio estudar em Lisboa e o pior que encontra é a margem sul.

O Algarve Litoral é um espectáculo, as Lezírias de Lisboa também (ainda se apanham papoilas no Campo Grande), só a margem sul é que não presta. Mas se calhar o montijo é bom. Não é?

Anónimo disse...

Ò malta , este blogue é sobre a Margem Sul, mas como incomoda, vamos lá falar do Azerbeijão, do Turkmenistão, Da Maia ou de Matosinhos, da Margem Sul é que não OK!
Épá é que incomoda BOLAS!

Anónimo disse...

Incomoda?

O Montijo fica aonde?

Quem é que falou do Algarve?

O ponto verde é macho, ou tem uma dualidade de sexos?

Perguntas a não perder porque as respostas são complicadas.

Anónimo disse...

Eh pá. Temos gozo? Desde quando é que aqui se fala de ambiente. Neste post o verdasca vem referir a comida, blá, blá, globalização, blá, blá, mas nem por uma vez refere as causas.

Já agora como é que correu o jantar com o ED.

Abraço do vizinho

Anónimo disse...

Se eu enviar uma grande bronca publicas?

O professor, o assessor, o empreendedor e amigo de José Sócrates, o “senhor” António Morais




Estranho que esta noticia tenha passado praticamente despercebida, quando se fala tanto de corrupção, de favorecimento e promiscuidade entre poder politico e privado e tendo em conta que nestas maroscas de Guarda, Covilhã e Castelo Branco os protagonistas são sempre os mesmos o pseudo engenheiro José Sócrates, o Armando Vara, o celebre António Morais e os autarcas socialistas da região, mas desconfio que também neste caso haverá alguns indícios que serão difíceis de provar e que nada se passou, quando na realidade todos vemos que é por demais evidente que o triunvirato José Sócrates, Armando Vara e António Morais estão mais do que enterrados na merda e certamente que não será só a do aterro.

Abaixo segue notícia do Público

António Morais, o antigo professor da Universidade Independente que em 1996 leccionou quatro das cinco disciplinas com que José Sócrates concluiu a licenciatura e que nessa altura era assessor do secretário Estado Armando Vara, foi ontem pronunciado pelos crimes de corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais, alegadamente praticados naquele mesmo ano. A decisão instrutória, lida no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, manda também julgar, pelos mesmos crimes, a antiga mulher de António Morais e, por corrupção activa e branqueamento de capitais, o empresário da Covilhã Horácio Luís Carvalho.
A decisão da titular do 4º Juízo Criminal acompanha integralmente a acusação formulada pelo Ministério Público em Junho do ano passado e prende-se com as condições em que a Associação de Municípios da Cova da Beira (AMCB) adjudicou, em 1997, a construção e exploração do seu aterro sanitário a um consórcio liderado pela HLC e pela Conegil, empresas controladas por Horácio Luís Carvalho.
Nos termos do despacho instrutório, António Morais e a ex-mulher - que eram sócios e gerentes da firma ASM, contratada pela AMCB para assessorar o processo do concurso público lançado para a construção do aterro - agiram de forma concertada para beneficiar a HLC, violando as normas legais aplicáveis e prejudicando os outros concorrentes, com o único propósito de satisfazer os seus interesses pessoais.
Para atingir este objectivo produziram relatórios e actuaram de forma a que a AMCB adjudicasse indevidamente a empreitada à HLC/Conegil, não só porque a sua proposta não era a melhor, mas também porque devia ter sido excluída do concurso logo de início, por não possuir o currículo necessário. Em contrapartida, diz-se no despacho, receberam pelo menos 58.154 euros de Horácio Carvalho, que transferiu esse valor em quatro tranches para uma conta que os outros arguidos tinham aberto nas ilhas de Guernesey.

A confirmação do motorista
Na origem do processo que agora segue para julgamento encontram-se várias denúncias anónimas, datadas de 1999, que visavam directamente o então secretário de Estado do Ambiente, José Sócrates (que tinha a tutela da construção dos aterros intermunicipais), bem como o presidente da Câmara da Covilhã e da AMCB, o socialista Jorge Pombo, e João Cristóvão, um seu assessor que à época era o homem forte do aparelho local do PS. De acordo essas denúncias, que constam do processo, teria sido José Sócrates quem teria ordenado a Jorge Pombo que encarregasse António Morais [então seu professor e militante do PS] da preparação e assessoria do concurso…

Fiscalização da obra foi feita pelo actual autarca da Guarda
A fiscalização das obras do aterro da ACMB foi ganha em 1997 por uma empresa de que era proprietário Joaquim Valente, actual presidente socialista da Câmara da Guarda. A Patrício & Valente ganhou o concurso lançado pela ACMB e em que participaram algumas das principais empresas do ramo de todo o país, atendendo, sobretudo, ao facto de ela afectar à fiscalização da obra dois engenheiros a tempo inteiro - Joaquim Valente, que foi colega de curso de Sócrates no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, e Armando Trindade. Joaquim Valente foi quase ao mesmo tempo eleito vereador da Câmara da Guarda (em Dezembro de 1997), sendo-lhe atribuído o pelouro do Ambiente e passando a integrar a administração da AMCB em representação da autarquia. A Patrício & Valente - que foi responsável por relatórios essenciais à aprovação dos elevados custos adicionais que a HLC pediu para fazer a obra num local diferente do inicialmente aprovado - acabou por ser vendida a Armando Trindade em 1999, quando surgiram as denúnicas de corrupção no concurso do aterro e a obra estava em curso. Trindade, que partilhava a fiscalização da obra com o antigo patrão, tinha porém uma outra relação com o empreendimento: era sócio na empresa de engenharia EFS de Carlos Santos Silva, um engenheiro muito próximo de José Sócrates, que fundara a Conegil e era um dos seus principais accionistas, juntamente com Horácio Luís Carvalho. A Conegil era a empresa de construção civil do consórcio liderado pela HLC que tinha a seu cargo a construção do aterro. Entre 1996 e 2001 a Patrício & Valente e a EFS estiveram entre as empresas as quais o gabinete de instalações do Ministério da Administração Interna, então dirigido por António Morais, adjudicou mais contratos de fiscalização de obras da GNR e da PSP. in público - aldeia de paio pires

Anónimo disse...

Uiii, Uiiii, que radical, que rebeldes,que revelação ... um copy-paste do Público, BRUTALLLLLL!

Anónimo disse...

O Sr. Anónimo dos escandalos é tão burro que não percebeu que estamos neste blog a falar da margem sul e e da margem sul que queremos falar.
Se quer explicar coisas explique aqui da margem sul. Por exemplo como é que a camara duplicou os fogos na Quinta da Trindade no seixal? E já agora também quem foi o autor da proeza não vá alguem pensar que não foi Alfredo Monteiro. E já agora explique também o plano de pormenor da companhia de lanificios e ponte da fraternidade. Fico à espera sentado.

Anónimo disse...

Já agora sr. anónimo explique também porque é que na maior parte das torres existentes neste concelho estavam programadas como prédios de 3 andares e depois apareceram com 5 6 7 e 10 andares? O que é que foi feito do dinheiro das contrapartidas que negociaram com os construtores? Muitas delas ilegais. Já agora explique também quem é que beneficiou da autorização que a camara deu para nos predios que previam estacionamento nos primeiros pisos caves fossem trocados por outro uso mais rentavel para o construtor ficando os municipes com uma maior dificuldade de lugares para estacionar. E deixando de ser cumprida a lei que estabalece um determinado numero de estacionamentos para cada urbanização. O concelho está feio está degradado e é dos nossos interesses de municipes que gostariamos de ver esclarecidas as politicas da CDU.

Anónimo disse...

Isso assim não vale. Tantas perguntas com respostas tão dificeis. Se ao menos houvesse uma pergunta facilzinha.....

Anónimo disse...

Grande escândalo nacional, com provas e tudo, mas isso não interessa nada, o que interessa é as maldicências que aqui se postam, sem provas, sem acusações formais, sem nada.

Está bem abelha ...

Cumprimentos do vizinho

Anónimo disse...

O porco verde só sabe mentir sem provas, é um mentiroso.

Anónimo disse...

Ó senhor anónimo das 6.34 olhe que está a descer o nivel.