segunda-feira, maio 07, 2007

OLHEM PARA O QUE EU DIGO...














"Faz-se dinheiro, muito dinheiro, com o caos urbanístico do país. Loteiam-se e urbanizam-se terrenos a torto e a direito e estão devolutas centenas de milhares de habitações. Atira-se para o abandono mais de um terço do espaço agro-florestal, continua-se a autorizar o aumento do terreno urbanizável, empreendimentos turísticos em zonas protegidas, etc.

É a especulação desenfreada do território, um bem limitado e frágil, com cobertura legal o que não deixa de ser imoral e, em muitos casos, ter um fortíssimo travo de corrupção, de favorecimento ilegítimo quando, por alteração de valor de uso ou de índices de ocupação o mesmo terreno passa, do dia para a noite, a valer 5 000, 10 000, 20 000 vezes mais. Negócios da china? Não, negócios da nossa terra."


«Desenganem-se porque o autor não se refere ao Seixal, à Moita, a Almada mas pela minha parte o diagnóstico da situação pode muito bem ser aplicado a estes concelhos.

Quem escreveu estas sábias palavras?? ... Manuel Araújo, na última edição do Avante.... é caso para dizer "bem prega Frei Tomás faz o que ele diz não faças o que ele faz...".»

Com os agradecimentos a hkt pela oportunidade.

4 comentários:

Anónimo disse...

OLHEM PARA O QUE ELES DIZEM - PARTE 2:

"Divulgamos o texto integral do comunicado, enviado para a nossa redacção, pelo Secretariado da Comissão Concelhia da Moita do Partido Comunista Português:

Está anunciada e publicitada a realização de uma Conferência Nacional sobre a política de solos, as mais valias urbanísticas e ordenamento do território, para os dias 18 e 19 de Maio na Moita.
Dado que ao PCP têm chegado interrogações sobre esta iniciativa, o Secretariado da Comissão Concelhia entende divulgar a opinião do PCP sobre a mesma:

1) Os conteúdos avançados em blogues e email´s pelos organizadores, a forma como é anunciada, fazendo crer tratar-se de um problema nacional mas na prática incidindo sobre o concelho, numa manobra que visa denegrir esta terra, as suas gentes e os seus eleitos autárquicos, merece o desacordo do PCP.

2) A matéria anunciada é de facto um problema nacional e o PCP e os seus eleitos orgulham-se da contribuição que têm dado e que continuarão a dar com honestidade, trabalho e competência. É por isso, que não pondo em causa a legitimidade de quaisquer grupo de cidadãos organizar debates acerca do que entender, consideramos quem em relação à matéria em questão se enganaram no concelho e nos eleitos autárquicos, batendo na porta errada.


3) O modo como os convites para participar na referida iniciativa foram feitos e a sua divulgação, são no mínimo processos pouco sérios, pois recorrendo à utilização abusiva de nomes de pessoas e instituições que, mesmo após o desmentido das mesmas é omitido a divulgação do seu teor pelos mesmos meios em que são anunciados.

4) Quanto ao PDM da Moita, reafirmamos o conteúdo do comunicado do Executivo da Comissão Concelhia da Moita do PCP de 20 de Abril de 2007, designadamente no que se refere à forma pública e transparente com que foram tratados todos os processos para a sua execução e à necessidade da sua aprovação superior de molde a mantermos os objectivos de desenvolvimento económico e social do concelho da Moita.

Alhos Vedros, 7 de Maio de 2007
O Secretariado da Comissão Concelhia da Moita do PCP "

Rostos


8 - 5 - 2007

Anónimo disse...

Chega a ser triste de tão rídiculos que são.

É assim que se pretendem ser a força política com aspirações a governar?

hkt disse...

"Um exemplo abstracto para melhor se entender o que está em causa: um terreno pode valer 0, se for classificado como reserva natural integral, ter um valor no mercado de € 5000/hectare se for terreno agrícola ou € 1 000 000/hectare se for urbanizável.
É evidente que lucros deste jaez em que, de uma penada, um pedaço de terra se transforma em ouro quase por passe alquímico, dão margem para todas as traficâncias que, mesmo não existindo, são sempre possíveis com a extrema agravante do que deveriam ser instrumentos de racionalização do uso dos solos, os planos de ordenamento do território, puderem acabar por ser instrumentos para viabilizar negociatas obscuras. O uso do solo é alterável. Muda com o tempo e as alterações dos modos de vida. São alterações que têm que ser cuidadosamente pensadas, sujeitas a um planeamento urbanístico ponderado, conciso e democraticamente transparente."

Manuel Augusto Araújo, in Avante, 3 Maio 2007

Vi com um :) que o meu copy - past do Avante mereceu um destaque especial.
Devo dizer que todo o artigo é muito interessante... é por aqui que se vê a distância entre o comunismo real e o comunismo utópico.

Ponto Verde disse...

Nem mais, muito obrigado .