quarta-feira, setembro 13, 2006

MOBILIDADE / LIBERDADE - UM DIREITO















Outros exemplos de mobilidade ("lá de fora") permitidios por uma outra organização do espaço urbano, pela existência de passeios, tão queridos pelas nossas cidades, mas que deixámos fossem tomados pelo automóvel, que barricámos ainda mais com pilaretes e outros obstáculos "contra" o automóvel, mas que se revelam ambos, mais a falta de civismo de muitos automobilistas, num verdadeiro bloqueio à mobilidade de muitos cidadãos.

Em Portugal vão escasseando passeios, não porque eles tenham deixado de existir, mas porque foram barricados, ocupados, destruídos, uma pessoa amiga estrangeira , deficiente motora queixava-se-me que os nossos empedrados eram uma arte, mas porque não reparavam de imediato as autarquias, os buracos no empedrado que constituiam uma armadilha para deficientes como ele.

O desmazelo é também ele uma forma de obstáculo comum nas nossas ruas, nas nossas mentalidades e que nos não deixa viver a cidade conduzindo-nos de forma indiirecta para o SHOPPING, a antitese da cidade em tudo, mas um espaço que oferece segurança, superfícies planas e sem buracos , espaços limpos e ordenados cafés decorados com gosto e onde se respira uma ordem que falta às nossas ruas cada vez mais desertas,cada vez , menos convidativas.

Não acredito que seja por um mero acaso que isto assim aconteça.

3 comentários:

António disse...

Sim, é algo perfeitamente acessível aos portugueses completamente endividados. O problema da mobilidade não passa de certeza por aqui, mas sim por melhores transportes públicos e por uma descentralização dos serviços públicos e dos privados de Lisboa e Porto e por uma aposta no interior de modo a fixar a população existente e a levar, nós que vivemos nos grandes centro urbanos, voltemos para o interior. Mas sem uma aposta séria, quer a nível de emprego, cultura, ensino, saúde, enfim em oferecer o que existe por exemplo na grande Lisboa isso nunca vai acontecer. Concentremo-nos no que é real e não em ideias megalómanas, para isso já temos os nossos políticos!

Também passa por deixarmo-nos de ser tão comodistas e deixar o carro em casa e “aprender” a andar de transportes públicos, como o comboio por exemplo. Quando comecei a andar de comboio confesso que custou imenso no 1 mês, mas hj em dia não o troco por nada. É pontual, limpo, confortável... sim, já vejo algumas pessoas a queixarem-se de que é caro e que não há lugares sentados: Eu apanho o comboio em Corroios, em 90% das vezes venho sentado! e se vier em pé qual o problema, são 15 minutos até Lisboa! Caro? Façam as contas à gasolina, desgaste do carro, revisões etc e verão como é barato! Eu fazia 3 revisões por ano, neste momento faço 1!! O engraçado, é que quem vejo a falar mal do comboio são os que vêm de carro para Lisboa... convém falar mal para continuarem a justificar-se a eles próprios a utilização do carro! Uma colega que trabalha cmg e que tb vive perto de mim, vem de carro: Ela levanta-se ás 6:30 eu ás 7:50, ela chega depois de mim! :)

Pena é o metro tb não estar a funcionar.... mas nas próximas eleições autárquicas garanto que já vai estar!!! :))) convém!

manolo disse...

Não percebo a que megalomania se referia o anterior comentador, se era por os velhos poderem andar pelas ruas e não ficarem presos a um lar, mesmo que em cadeira de rodas? Isso não é megalomania mas uma forma de viver na cidade, coisa que já muitos devem ter esquecido.

António disse...

Peço desculpa, o meu comentário era para ter sido colocado no post "PÓS 9/11 - SEGWAY " e não aqui.