sexta-feira, março 31, 2006

O MODELO - APLICADO À MOITA















Temos acompanhado a ultima vaga de expansão urbana agarrada às contrapartidas em termos de acessibilidades e outras... dadas pelos grandes grupos da distribuição na Margem Sul, o grande revéz , lembre-se aconteceu com o bloqueio do Governo ao Carrefour da Quinta da Princesa / Cruz de Pau porque esse negócio teve como causa o abate de mais de mil sobreiros protegidos. O dito modelo não é exclusivo do Seixal, veja-se o que o blogue Alhosvedros ao poder nos tráz lá para as bandas da Moita:

No Jornal da Moita anunciam-se maravilhas mil em matéria de melhoramentos. Ele é equipamentos na Quinta da Fonte da Prata, ele é acessos alargados entre a Baixa da Banheira e o Parque das Salinas em Alhos Vedros com 3-rotundas-3. Só que, se lermos bem a origem de tais melhoramentos, percebemos que são sempre contrapartidas por parte das empresas particulares que ganharam ddireitos para instalarem os seus empreendimentos em territórios do concelho, neste caso da freguesia de Alhos vedros. Dirão os defensores desta lógica: são empreendimentos importantes que, para além de trazerem desenvolvimento, ainda são obrigados a fazer tais melhoramentos. Pois, está bem, responderei eu, mas tudo isso é feito à custa de direitos da ocupação do solo público que é finito e mais do que finito é de todos nós e eu ainda me lembro daquela que a terra deve ser de quem a trabalha e não me parece que... adiante. E depois quandpo não houver mais nada para bender, empenhar ou permutar ? Será o ar ? A minha objecção de fundo, é que estes empreendimentos são sempre ou de carácter imobiliário ou de carácter comercial e nunca produtivo. Lá temos mais duas superfícies comerciais a ajudar a esganar o comércio local e a saturar de trânsito zonas já de si um pouco complicadas. Assim como os equipamentos surgem sempre depois dos empreendimentos já lá estarem há anos, em vez de serem erguidos como infraestrura inicial e mais-valia para quem se quer fixar na zona. (...)

2 comentários:

Anónimo disse...

O problema é que o modelo de desenvolvimento regional está assente em grandes superfícies e na construção! Na verdade nem existe modelo de desenvolvimento, apenas se satisfaz as vontades de quem oferece mais...
Depois queixam-se que as cidades, vilas estão desertas à noite... pudera, não há lá nada a não ser escritórios! Olhem para a Europa e verão como é que se faz... mas isso n interessa aos nossos políticos pq não rende...
P.S: Reconheço q há politos sérios, mas são muitos poucos!

Martin Salvador disse...

O problema é este, este modelo não é o modelo das cidades da Europa que optam por ter ruas de peões com lojas e cafés, resultado , há vida no centro das vilas e cidades, porque as pessoas podem andar na rua sem serem agredidos por grafitis, sem serem barrados com carros nos passeios etc... Aqui as ruas estão agrestes e o povo refugia-se nos Hipermercados, com o nosso clima tudo isto é absurdo.