segunda-feira, fevereiro 12, 2007

A GRANDE LIÇÃO



Parece que continua a haver um notório divórcio civíco consubstanciado nos elevados níveis de abstenção, apesar de menor que no referendo de há 8 anos, continua a ser a maior coluna em qualquer votação , é um fosso quet traduz a participação dos cidadãos na coisa pública e que é preocupante .

O grande dado positivo , deste referendo (para além da manifestação civica) foi o número crescente de cidadãos que actuam para além das estruturas partidárias, e a forma ágil com que esses movimentos se constituem e participam com representatividade nas decisões.

Por por outro lado podemos fazer também a leitura dos que optaram pela sua demissão enquanto cidadãos (representada pela abstenção) e a constituição de movimentos civícos , como a mostra do descontentamento da população e o seu divórcio dos politicos (profissionais) , dos partidos ou pelas suas decisões.

Na prática, o que muitos dos que não votam ignoram , é que a abstenção permite é que sejam os aparelhos partidários ( muitas vezes alimentados via local pela construção civil e por outras formas menos claras) eternizarem-se no poder e assim, mais fácilmente manterem as suas teias e os seus suportes sem oposição, este surgimento em tão grande número de movimentos de cidadãos torna-se assim, em forma de equilibrio, na medida em que é a participação civíca e não a abstenção a única forma de fazer valer uma vontade mais próxima da real vontade das populações.

E há hoje causas e temas não resolvidos pelos politicos eleitos (autarcas e governo central) que é notório,inevitávelmente virão a ser o grande campo de actuação destes movimentos cívicos, a nivel local, regional e nacional.

Temas hoje geridos de forma canhestra pelos politicos eleitos, muitas das vezes em poposição à vontade da população e beneficiando unicamente interesses próprios ou de quem financie os partidos a que pertencem, podem ser liderados por cidadãos no sentido de ser a vontade popular e não outra aquela que prevalecerá, falo do ambiente, das alterações climáticas e do aquecimento global, da energia, dos resíduos, do urbanismo e do ordenamento territorial, da preservação dos ecossistemas com o homem no centro, da conservação das florestas e da criação de mais espaços verde, de politicas de recuperação e requalificação do edificado em oposição à expansão urbana, estes e outros são temas que os politicos não têm gerido da melhor forma e na maioria dos casos em perfeita oposição da vontade popular.

É pois tempo de encarar a politica e o bem público de uma outra forma e a cidadania com a maioridade que a partidocracia lhe tem negado o que tem sido a grande causa do crescente aumento da abstenção que o presente referendo não foi excepção.

4 comentários:

ex-militante disse...

Bem apanhado esse boneco do gato fedorento, oportuno.

Viva a vitória do sim!

Raizes disse...

Obrigado pela visita ao Blog da Raízes.

Caparicano disse...

Já é tempo de nos desligarmos da teia dos partidos políticos, e passarmos a pensar pelas nossas próprias cabeças.

Anónimo disse...

esclarecimentos na primeira pessoa ( do plural ) sobre o abate de sobreiros no seixal

http://www.margemsul.pt/margemsul_09Fev2007.pdf