segunda-feira, outubro 09, 2006

COMERCIO , DISTRIBUIÇÃO , PRODUÇÃO E CONSTRUÇÃO NA MARGEM SUL , DO COOPERATIVISMO AOS GRANDES GRUPOS ECONÓMICOS 2


















Dos exemplos acima, Almada, Montijo, Alcochete e Seixal destaca-se como paradigmática e para entender as verbas envolvidas, a ultima imagem do LIDL Miratejo, ali foi demolido um recente , bem construido e bem mantido Mercado para em seu lugar se instalar mais um LIDL...


Recuperando um comentário ao ultimo post:

" NASCEM COMO COGUMELOS... já se ouve há algum tempo numa era em que vamos construindo centros comerciais em todo o lado... numa altura em que tivemos o maior da Europa, está para nascer o maior do mundo na Amadora! Esquecidos ou não estão os comerciantes de rua que encontram concorrencia feroz numa altura em que "as compras" são feitas contando todos os euros na carteira" - Comentário de 100 Smog.

E não é nenhum eufemismo ou um exagero, nascem, mesmo "como cogumelos" por toda a parte, nem interessa a apetência dos terrenos, mas essa questão de ordenamento ou falta dele é outra questão... O lado que gostaria de aqui trazer hoje é o exagero a que se chegou e as desculpas que os autarcas dão, defendia há algum tempo o alcaide do Seixal, que quantos mais, maior concorrência, mais baixos preços ... blá...blá...blá... vai daí num par de anos ter autorizado mais de meia dúzia destas formas de fazer comércio numa densidade nacional que não tem paralelo em nenhum outro país Europeu! Uma aberração!!!

Então se tomarmos em consideração o nivel de vida, o dinheiro disponivel ao fim do mês e a capacidade produtiva (PIB) do bom povo português , vêmos que só pode dar no que está a dar, na falência crescente das economias familiares , começando pelo crédito à habitação, outra vertente fomentada pelas autarquias no seu espirito betonizante.

Mas não querendo afastar-me do tema vêmos que a tal "concorrência" é afinal ditada pelas contrapartidas recebidas pelas autarquias, arruamentos, viadutos acessos , passeios ribeirinhos e outros adereços pré eleitorais, nem sempre os mais úteis e necessários, mas os mais vistosos e óbviamente , facilitadores do acesso a esses grandes templos do consumo...a sua grande virtude está na sua circulação interna - como vimos ontem - onde determinados veículos só nesses espaços assépticos podem circular, como cadeiras de rodas, carrinhos de bébés... uma vez que os centros urbanos na periferia dos quais os HIPER´S se instalam estão cada vez mais abandonados por quem de direiro, cada vez mais inóspitos e de mobilidade cada vez mais dificultada.

A consequência disto? A morte desses centros urbanos, por duas vias, pela concorrência comercial (desiquilibrada) que mata o pequeno comércio e pelos espaços pouco convidativos aos cidadãos que impede o acesso a esse mesmo pequeno comércio, fonte de vida dos centros urbanos ...

Na Margem Sul uma coisa questionamos, é que sendo uma região dominada há mais de trinta anos por uma força politica que apregoa outra interpertação do mercado, porquê então , tão fácilmente estas autarquias alinham dão despudoradamente com o sistema Bancário , Distribuição e da Construção , cujos lucros sistemáticamente criticam , bem como a precaridade do emprego por si criado ?

Ainda compreendo do ponto de vista "filosófico" o querer acabar com uma classe pequeno "burguesa" , trocando-a por lojas "Chinezas"... mas agora ter secado tudo o que era a esfera das Sociedades Cooperativas de Consumo e Distribuição , tão comuns nesta Margem ... transcende o entendimento coerente dos conteúdos programáticos do PCP para o século XXI...
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Aqui clique uma contribuição eco-visual nossa no www.pinhalfrades.blogspot.com

11 comentários:

Roberto Dias disse...

In "O BANHEIRENSE"

Sobre o aniquilamento do Movimento Associativo referido num comentário cobarde, vem na página 5 d’O Rio nº203, com data de 3 de Outubro, o seguinte:

“A União Desportiva e Cultural Banheirense acaba de ver adiado pelo quarto trimestre consecutivo a comparticipação financeira do Estado para a construção do seu Parque Desportivo. Não foi suficiente para sensibilizar o Sr. Secretário de Estado, João Ferrão o facto da sua candidatura ser considerada prioritária pelo Governo Civil de Setúbal, ser de interesse público, ter pareceres favoráveis da CCDRLVT e do Instituto do Desporto de Portugal, ter a garantia de comparticipação financeira da CMM, de ter como objectivo servir a população da Baixa da Banheira, assegurar a prática do desporto a centenas de jovens e ser uma infra-estrutura única na freguesia onde já estão gastos cerca de 240 mil euros.

Não é a primeira vez que a formação política actualmente no Governo prejudica deliberadamente Baixa da Banheira porque já antes destes sucessivos e tendenciosos adiamentos, o deputado Vicente Merendas (CDU) apresentou cuja preocupação era assegurar a prática do desporto à população da Baixa da Banheira, que foi chumbada com o voto contra do partido socialista, todos os outros partidos com assento no parlamento votaram a favor.”

Como quem não deve não teme, o artigo está assinado.

Roberto Dias disse...

E estamos a 3 anos de novas eleições autárquicas.

O momento é crucial. A actual crispação do poder autárquico, aliado a algumas palermices que têm cometido, criam espaço de manobra para todos aqueles que se quiserem afirmar com um trabalho sério a favor da terra.
O concelho, e Alhos Vedros particularmente, está um pantano. Por isso...

comment in:

Alhosvedrosaopoder.blogspot.com por avetus

Luis Eme disse...

Também tenho escrito sobre a "chaga" que são os grandes Centros Comerciais" para o comércio e para as próprias cidades.
Além de darem cabo do comércio local, desertificam as cidades. Em Almada, aos fins de semana, cada vez se vê menos gente nas ruas.

Papoila disse...

Como moradora na Margem Sul, conheço alguns desses espaços, nomeadamente no concelho de Almada e Seixal. Não posso de deixar de manifestar o meu descontentamento perante o continuar deste crescimento desenfreado de novos espaços comerciais.

PS: Quanto a começar a linkar...(http://oladocerto.blogspot.com) há prosseguir com calma, há que ter tempo, sou apenas autodidacta. Cumps.

salvador disse...

Então, põem o PCP em cheque com acusações "gravissimas" e a sua guarda pretoriana não intervém, foi alguma decisão da ultima reunião local num qualquer Centro de Solidariedade ou há por aí figurões escaldados com o tema e não querem ondas???

ex.militante de base disse...

in " AVANTE" -Apoiando-se na análise concreta da realidade portuguesa da primeira metade deste século, Álvaro Cunhal insiste na questão basilar de que aquela já então indubitável e muito nitida tendência para o predomínio das estruturas capitalistas não representa só progresso: mesmo quando se trata de analisar se há (ou não) avanço da economia; e já se viu que o capitalismo promove desenvolvimentos e também contenções ou até retrocessos, seja na massa de meios de produção existentes ou das produções conseguidas, seja nos efectivos de força humana de trabalho, seja ao nível do uso da ciência e da técnica da produção; em síntese, origina avanços, retardamentos e até passos atrás no conjunto das forças produtivas. Mas, além disso, ê de importância primordial verificar quem tira proveito desses avanços e atrasos, É a conclusão concreta e lógica é que são cada vez mais as classes exploradoras as únicas beneficiadas, em última análise, existam recuos ou haja progressos económicos, enquanto existir preponderância da exploração capitalista e esse domínio tenha acento." Como eles abastardam a memória do velho.

Paulo Fidalgo disse...

A ideia de um modo de produção cooperativo como caminho possível para orientar a edificação de uma nova economia. Entre cooperativas, uma expressão que contêm associado um conceito jurídico de propriedade, e modo de produção cooperativo que, independentemente da forma jurídica, contém uma aplicação no controlo pelos produtores associados do produto excedentário originado no processo produtivo há, com certeza, um certo colapso que pode originar ambiguidades.

Cooperativas e modo de produção cooperativo não são exactamente a mesma coisa, embora possam de facto sobrepor-se.

Quando falamos do modo de organizar a produção e as relações de produção segundo uma modalidade cooperativa estamos a usar uma expressão sinónima de comunismo ou sistema comunitário.

Não estamos necessariamente a fixar a relação jurídica de propriedade que se costuma ligar à ideia de cooperativas. Ora, o que é central ao conceito de cooperativa e por maioria de razão ao modo cooperativo de produção é o controlo laboral (pelos próprios produtores) da riqueza produzida.

Paulo Fidalgo

100smog lda. disse...

SINTO ME honrado por ter tido o previlegio de teres colocado o meu comment no inicio da tua cronica!!!! MUITO OBRIGADO! NÃO ESTAVA A ESPERA vim como sempre ver o que tinha por aqui de novo e dei de caras com umas palavras que me eram familiares ;)

antónimo disse...

O QUE NOS DIRÁ... o Paulo Silva ???
...sobre o cooperativismo nos trinta anos de poder comunista na margem sul.
Pelos vistos, excelentes contributos qualitativos, substancias e substantivos, estão a ser apresentados, e constituirão certamente um optimo enquadramento.
Alongar-me seria certamente enveredar por alguma forma de condicionamento ou constrangimento, que na qualidade de antónimo, ater-se-ia abusiva.
Pelo que se vê a expectativa pelo que o Paulo Silva nos dirá... é grande!

Anónimo disse...

Sobre a Moita in www.alhosvedrosaopoder.blogspot.com

Boatos da Reacção
É o que serão certamente os rumores de razoável mal-estar à beira da Tristão de Ataíde.
A dupla dinâmica que muitos engoliram como mal menor, e até pareceu convencer algum eleitorado, vai caindo nas preferências dos camaradas que finalmente terão percebido que esta malta só cá tem estado para se orientar, enquanto desorienta tudo o resto.
Uma aposentação aqui, um mandato para queimar acoli, pois não se vai cá estar para a avaliação eleitoral em 2009, tudo indica que as batatas quentes vão ficar a saltar nas mãos de outros, que depois à pressa serão obrigados a varrer os estragos para debaixo da carpete e jurar a pés juntos que a culpa não foi deles.
Vai ser bonito vai.
Nunca fui grande fã da antiguidade como argumento, mas esta geração realmente da ortodoxia só herdou os tiques. A coerência lançou-a às urtigas e polvilhou-a com arrogância q.b.
Veja-se o caso do PDM, exemplo maior da completa cedência aos interesses privados e total esquecimento do interesse público.
Antigamente, podíamos ser pobrezinhos, mas pelo menos havia algum decoro.
De há uns anos para cá isto tem sido só a descer.
Alguém ponha mão naqueles dois ou isto em 2009 já só vai servir para fazer o rescaldo da terra queimada.

Anónimo disse...

Ainda falta o Carefour na quinta da princesa, lembram-se aonde foram cortados os sobreiros e aonde devia terminar o viaduto, pago pelo carefour!!! Viaduto, obra emblemática que supostamente devia estar terminada à um ano!!!