quinta-feira, dezembro 15, 2005

O MODELO ERRADO!






















O Betão - Rumo a Sul

Têm-nos apelidado de (entre outras coisas menos "suaves") de catastrofistas e negativistas por aqui se criticar um modelo que consideramos sem saída e sem futuro. Uma vez que o presente tem , sem qualquer preocupação de sustentabilidade, hipotecado os tempos que aí virão, e não se pense que é num futuro longinquo.

Vou aqui hoje trazer duas opiniões , uma delas sobretudo, vinda de um empresário que como é obvio aposta num futuro de bem estar e desenvolvimento para dele tirar contrapartidas e mais valias, obviamente se empobrecemos e delapidamos os nossos escassos recursos (paisagem, história e qualidade dos espaços) o futuro será sombrio para todos, empresários incluidos, e mais não seja por isso, este presente também os aflige, passo então a citar do PUBLICO de hoje, Belmiro de Azevedo :

"O próximo Orçamento de Estado deveria «contemplar uma orientação estratégica» que colocasse o país na senda do desenvolvimento, o que passaria por projectos de média dimensão, geradores de emprego e que assegurassem um retorno rápido"..."o futuro do país náo passa pela execussão de mega projectos como o TGV e a OTA , mas sim por investir nos sectores do mar, das florestas, da água, do turismo de qualidade (sem construção descontrolada) e também na reconversão das actividades tradicionais, como o textil e o calçado".

E depois, José Júdice no Metro de 14/12, a explicar porque não se abandona este "modelo" actual :


"As obras publicas, são a principal fonte de rendimento dos partidos e do pessoal politico. Seja por adjudicação directa do roubo, ou por corrupção, o Estado e os contribuintes ficam sempre a perder"


Acrescentamos agora nós , que a nível autárquico as passagens de licenças de obras, alterações ao PDM, transformando por exemplo uma zona verde protegida e "baratuxa" numa mina de oiro urbanizável, autorizar, nem que seja uma estrutura desportiva para interesse publico, em REN e ou RAN, que depois serve também para urbanizar, ou estranhos alugueres e permutas... pelas autarquias, de Norte a Sul, é toda uma "economia paralela" que não entra no Orçamento e que alimenta entre outras coisas, infindáveis campanhas eleitorais, e os cofres dos partidos (para além do que se perde no caminho) que por sua vez alimentam funcionários, que por sua vez votam na eternização do ciclo ... quase todo ele assente no Betão!

Há dúvidas que este não é o caminho?

4 comentários:

Anónimo disse...

As palavras do Eng. Belmiro de Azevedo são consentâneas com a sua atitude de urbanização de Troia, em que vai exigindo mais betão, mais betão e mais betão. Como diz o povo: "Faz o que eu digo não faças o que eu faço!"

LB disse...

este modelo urbanístico está completamente esgotado e errado! A foto é bem elucidativa...
Porém, das palavras à acção dista um enorme "gap" na forma como todos nós encaramos os nossos próprios interesses. Daí o comentário acima que recorre a um dito popular que assenta que nem uma luva ao que é o nosso pensamento enquanto cidadãos deste país.

Se Portugal fosse uma potência mundial, por certo estariamos a "obrigar" outros povos reduzir as suas quotas de poluição, a reverem os seus modelos de desenvolvimento, etc... desde que isso não afectasse os nossos interesses mais imediatos, nomeadamente o nosso quintal!

Mas ainda assim, e apesar de a atitude inteligente ser provavelmente emigrar, continuo a acreditar que este país há-de acordar um dia e dar um abanão nisto, nem que se tenha de esperar 50 anos como aconteceu da última vez! Não sou revolucionário, mas que este país precisa de abanões regulares isso precisa.

Flamingo disse...

O Deus do dinheiro tomou conta de tudo e de todos, só se lixa quem paga impostos e respeita a lei, o resto são os maiores da sua rua, os espertaçhões do bairro, uns metem-se logo na droga, os tolos que consomem, os espertos que vendem, depois uns embarcam na vida honesta e não saem da cepa torta, outros metem-se na construção civil e enriquecem, outros na politica, primeiro nas "Jotas" e depois por aí acima... quem tem valor académico e de investigação emigra, quem tem valor e não se conforma critica, quem não tem pachorra vai para um país que funcione!!! É pena que isto esteja entregue à bicharada...

Anónimo disse...

ó flamingo dizer que isto está entregue á bicharada , com o sentido negativo, logo tu um bicho. coerencia meu. para além dos padrões que tu enuncias ainda há outros , muitos e diversos até , reflecte lá um pouco.