quarta-feira, dezembro 07, 2005

ALMADA INAUGURA NOVAS MEGA CATEDRAIS DO CONSUMO














Venham mais cinco duma assentada que eu pago já!! não seria certamente a pensar em Grandes Superficies que José Afonso compôs este poema , nem nunca imaginaria certamente autarquias CDU a prestar vassalagem a multinacionais do consumo de uma forma tão subserviente e escandalosa.

Tiro o chapéu a quem negociou por parte dessas multinacionais e grandes grupos economicos nacionais, pois conseguiram implantar na Margem Sul os seus projectos em zonas nobres do ponto de vista de localização, acessos e ambientalmente falando, é claro que neste balanço o ambiente desapareceu, tal a alteração feita nos espaços e tais as àreas envolvidas.

Quem perdeu também foram os centros históricos, cada vez mais decadentes e, descaracterizados e abandonados, primeiro , na década de 90 com a vaga dos Bancos que acabaram com os cafés históricos para se instalarem em boa localização, depois os shoppings que arrazaram com o comércio tradicional ,e , agora com as lojas indiscriminadas e indiscritiveis dos TREZENTOS e CHINEZAS... se isto é um avanço cultural ou económico...há claro quem o defenda!












Para além do meramente economicista em que alguns ganharam, perdeu-se sentimento de pertença aos locais e com isso a iniciativa na sua defesa e preservação, perderam-se espaços culturais institucionais (Sociedades Recreativas, Cinemas e Teatros de Bairro) e também espaços de tertulia e opinião como eram os cafés , onde uma massa critica local formava em muitos casos uma reserva moral contra governantes "iluminados"... daí que não se estranhe a passividade por parte das autarquias e dos autarcas nestes projectos megalómanos e neste modelo de alienação social. É que este é o modelo humanamente acritico que lhes serve, à medida das suas ambições...e assim deixam de ter uma massa critica que se oponha aos seus interesses pessoais e partidários.

Só falta a versão oficial dos acontecimentos, oportunamente num "Boletim Municipal " perto de si...

6 comentários:

Carlos (Brocas) disse...

Explicação essa a ser dada pelo Rui Garcia ai do sitio...

miguel disse...

falta ainda acrescentar a dificuldade de acesso não motorizado, promovendo assim a utilização do transporte automovel privado...

flamingo disse...

Já estie nesses sitios, há uma ciclovia que vem do lado do Parque da Paz, mas que não tem ligação a nenhum local da cidade. Quanto aos acessos em finalização não têm nenhuma ciclovia,está perto do Feijó e Vale Fetal, mas tudo está projectado unica e exclusivamente para o cidadão automobilizado.

Anónimo disse...

e se fundasse-mos a fundaçao joaquim agostinho , talvez fosse mais interessante do que andar com a obsseçao das ciclovias . nao têm mais nada de interessante para discutir . ja os estou a ver a beber cha e a ver qual das vossas é a maior ( a bicicleta claro)

Joana disse...

Há uma ignorância total sobre o que é o uso da bicicleta em Portugal, o ultimo comentário é relevante. É URGENTE que Portugal ultrapasse ente momento complicado com uma revolução de mentalidades.

Anónimo disse...

sim, uma revoluçao que provoque uma revisão constitucional que obrigue a andar de bicicleta sob pena de, nao o fazendo, se perder a nacionalidade.

andam por aí uns fetiches relativamente a objectos , preocupantes tanto mais que acompanmhados d eum mocimento de revoluçao das mentalidades por forma a obrigar a andar de bicicleta porquanto simboblo de evoluçao .

na china é ao contrário.

muitos filmes americanos e hamburgueres estragados andou a comer esta nova geraçao.

bem na minha era a mania das flores e do poder das flores ao menos era mais colorido...